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domingo, 10 de fevereiro de 2013

Parabéns Duarte



O meu pequenino faz anos e eu estou tão longe dele!
Não o posso abraçar, não posso sair com ele, não posso vê-lo jogar.
Meu Deus como és tão duro, fazer-me passar por esta dor, de estar bem longe do meu filhote, no dia do seu aniversário.
A lágrima marota desce pelo meu rosto. Outra segue-lhe o caminho, no outro canto desta cara já martirizada pelas saudades dos filhos que vi nascer. Que lhe mudei as fraldas. Que corri com eles para o médico. Que fiz deles bons rapazes e filhos adoráveis!
Tantos anos pertíssimo dele. Bem colado ao meu pé e agora nem com pés do tamanho de dois países lá chego ao seu corpito, para lhe dar um enorme beijinho.
Que aperto no coração!
Como vou dormir esta noite e passar o resto do dia, sabendo que o meu pequenote, faz 14 anos e não poderei estar a vê-lo, soprar as velas e todos cantando os parabéns. Como treze anos seguidos.
Por isso juntei-me a quatro amigos e desabafei a minha mágoa de não conseguir estar com o puto e dar-lhe aquele aperto de pai que ama o filhote.
Juntamo-nos num círculo amistoso e bebemos 14 bebidas como presente para o Du, neste aniversário que de tao longe, me pareceu bem perto dele.
Entre musicas brasileiras e algumas bem conhecidas, já que passam para além fronteiras. Demos as mãos e num brinde ao Duarte, arrefeceu a minha dor de estar tão longe do pinguinho.
Parabéns puto! Logo, logo estarei uns dias contigo e levarei o saco cheio de presentes que sei adoras confessamente.
Estar longe é mais doloroso do que imaginava. Agora que deixei os amigos estendidos na cama de cada um. Só peço que adormeça ao som dos Parabéns ao Duarte e que tenhas um dia (e logo ao Domingo), feliz para menos sentires a presença do pai bem perto de ti!



domingo, 27 de janeiro de 2013

Parabéns Diogo



A vida passa como um lampejo arquejante sobre o meu pensamento, não é para menos, hoje 27 Janeiro. O meu filho o primeiro, faz vinte e quatro anos.
Vinte e quatro anos! Tenho um filho com esta idade, parece impossível, apesar de já se vislumbrar umas brancas marotas que tento enviar a cada gesto para trás das orelhas.
São muitos anos e lembro-me como se fosse hoje!
Era o primeiro. E como tal era o fechar da redoma por nós construída num namoro intenso, que só podia redondar num nascimento.
Mal viu a luz do dia, logo o afastamos das ameaças diárias e resguardamo-lo numa alcofa blindada e só nós o poderíamos ver.
E o raça do rapaz, esperto demais para a tenra idade aproveitou-se da nossa fragilidade e inexperiência. E toca a fazer o que lhe apetecia.
E hoje faz vinte e quatro anos!
Gostou do adocicar das gotas que lhe colocávamos na boca e toca, logo que o sabor se desgastasse, a berrar como um cabrito, pedindo mais e mais. E os pobres desgraçados corriam apressados para acalmar o manhoso petiz.
Adorou o abanar da alcofa e exigiu que o embalássemos a toda a hora. E os pobres pais, não querendo ver a realidade; que dois” tones”, passavam a noite em vigília constante, quase caindo desfalecidos, com a alcofa nos joelhos abanando-o seguidamente, senão o maroto cabritinho berrava até por os vizinhos de pé.
Dormia na caminha bem ao nosso lado, mas exigia dormir de mão dada. Que ternura, mas o puto tardava em adormecer e o meu braço, não se podia mexer, senão era berreiro já conhecido. E ficava com o braço tão dorido que demorava minutos a senti-lo.
Que doloroso era cuidar deste filho e quanto mais crescia, mais nos ia sentindo o pulso.
Emagrecemos. Carregávamos olheiras de noites mal dormidas e o puto tardava em nos dar sossego.
E hoje faz vinte e quatro anos!
Mamava como um desalmado, não deixando que eu partilhasse o que era meu por direito.
E na fase das papas e sopinha bem ralada, não se fazia rogado e de duas em duas horas, lá estava o berreiro a alertar para acalmar o ratinho da barriguinha.
Se o ligasse à corrente dava energia para toda a casa já que não parava sossegado. Tinha uma vontade incrível de estar em constante movimento. Fosse a fazer, o que lhe viesse á mente.
 E hoje faz vinte e quatro anos!
Fez o Básico com uma perna às costas. O melhor entre os melhores
 E o Secundário, como quem não quer a coisa. Tratava por tu todos os testes.
O Superior, pouco custou. É malandro-te, para ser mais que Doutor.
E hoje faz vinte e quatro anos, senhor do seu nariz. Também é só isso que possui.
E língua afiada, mas que não o está a levar a lado nenhum. Porque tretas e mais tretas está o mundo cheio.
Não tem onde cair morto, mas tem sempre um lugar guardado neste coração bondoso.
Parabéns Diogo!




sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Fazer anos é Fácil



Levanto-me com a noite e com ela chego ao emprego. Espero que o dia nasça para receber o cantar das aves que sobrevoam esta zona.
E de um momento para o outro o dia surge como por encanto.
Transporta um enorme sorriso e a beleza da natureza reflecte-se por toda a parte, despertando para receber a luz do sol, quem se encolheu para se defender da noite.
Hoje é um dia especial!
E por ser especial, logo que as aves surgiram, pedi-lhes que cada uma te levasse uma flor para te cobrir ainda mais de beleza.
Como elas se cruzam muitas vezes comigo quando ando pelas alturas bem perto do céu. Logo acederam ao meu pedido e flor em cada bico, que os campos bem perto fazem despontar, lá foi um bando de aves rumo ao teu cantinho, cobrir-te de flores, num dia especial para ti.
Aguardei que elas chegassem, com a ansiedade estampada no rosto e os olhos sempre virados para o tempo que teimava em avançar e eu sem novidades para acalmar.
Por fim, já perto do fim, as aves ofegantes empoleiraram-se nos postes de segurança e segredaram-me que a minha jovem, estava radiante, com a surpresa por elas oferecida.
Fiquei curioso com tamanha chilreada.
E então as aves, juntaram-se a dois metros de mim e desenharam um coração, num esvoaçar maravilhoso, mostrando-me que assim foi que se apresentaram junto da minha amada.
Ela delirante e sem palavras, veio receber a passarada fora da porta e esperou que o coração se esfumasse, para agradecer tal espectáculo.
Mas a festa ainda mal começara e a passarada voou por cima da sua cabeça e num gesto magico, soltaram as flores que transportavam no bico, cobrindo a minha jovem dos pés à cabeça de flores e mais flores, que deram um colorido magnifico ao local onde se encontrava.
As lágrimas brotaram no seu rosto, de tamanha felicidade, ali estava um anjo, sem asas, mas com a beleza, tão pura que a natureza oferece.
Agora era minha vez de recompensar as extraordinárias aves e num gesto de tamanha alegria, lancei o meu lanche bem alto e era ver a passarada de bico em riste a apanhar ainda no espaço vazio, o meu sustento para este dia.
 Parabéns princesa, ao longe o meu amor por ti é mais intenso!



domingo, 14 de outubro de 2012

Saudades.....



A manhã nasce fresca como uma alface e como sabe bem repousar para recuperar do esforço despendido numa semana sem tréguas.
Sinto saudades!
Saudades de assistir aos jogos do pequenote e vê-lo, leve levezinho. Correndo para o cesto e zás. A bola rolando no aro e escorregando pela rede e dois, quatro….. dez! Lindo aquele menino, fazendo cestos como se nada fosse e eu, pai todo babado, saltando alegre nas bancadas, emocionado como uma criança.
Saudades de o abraçar e de lhe morder o nariz carinhosamente, um tique que marcava as nossas brincadeiras acabando por rolarmos no chão felizes e cansados de: ele esconder o nariz e eu a todo custo apanhá-lo e pumba, mordidela pela certa!
Saudades da filhota já uma mulher.
Bela e elegante quanto baste. Numa idade ainda pura, mas já deixando a criança para trás.
Necessitando de amar e de ser amada. Mas relutante na escolha do príncipe encantado.
Esforçada nos estudos e muito despachada nas respostas, quase adivinhando o que lhe perguntam, já que a resposta está sempre na ponta da língua.
Ultimamente um pouco fugida do meu carinho, talvez sentindo a pressão da minha instabilidade profissional.
Saudades do mais velho!
Homem feito de barba rija. Um pouco metido consigo próprio, escolhendo o seu canto e com ele criando o seu mundo à sua medida e feitio.
Muito parecido comigo quando tinha a sua idade por isso entendo muito bem o que ele procura. Tanto no aspecto profissional, como claro está, no sentimental.
Não dá problemas. Afasta-os para não virem direito a nós pais e é sempre de realçar neste mundo carregado de perigos ao virar de qualquer esquina.
Atingiu o ponto do rebuçado, ou seja o final do seu curso superior e agora doutor, só espero que deite os corninhos de fora e faça-se à vida, pondo em prática a sabedoria angariada ao longo destes anos.
Tenho saudades de quem amo!
Ainda era um jovem, quando a vi e disse para mim próprio, que iria ser a mulher da minha vida.
Corri para a apanhar e apertá-la contra o meu peito, com os meus braços fazendo de escudo para não mais sair do meu pé.
Hoje caminhamos juntos ao longo de anos que fizeram nascer um jardim sem fim. Com rosas perfeitas, salpicadas de finíssimos fios de ouro. Que queimavam as ervas daninhas que teimavam brotar nos cantos de difícil acesso.
Agora estamos longe um do outro. Mas como a distancia só afugenta os desprovidos de amor. O meu coração de tanto bater ao recordar os maravilhosos momentos que já passamos, de um salto está junto ao dela e entrelaçados bombeiam a paixão que ainda brota do nosso jardim.