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sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Saudades






Vivia no mundo da lua, era só amor e aventura!
Nisto…nasceu o menino. Minha cara chapada.
A minha vida deu uma cambalhota enorme,
que interessava! Era tudo em redor do pequenote.

Nem dormia, com a preocupação de algo lhe acontecer.
Que beleza de bebé, que alegria para todos.
Um filho é a mudança de dois seres.
É a plenitude da união!

Agarrava-o pela mão, para sentir que estava tão perto de mim.
Cresceu! E eu continuava a chamar-lhe bebé.
Começou a andar e ainda o ultrapassava.
Principiou a correr e já me custava a acompanha-lo

Fugia-me umas horas, mas logo o encontrava.
 Ora, no final da escola. Ora no início das noitadas.
Pediu-me uns euros, tão carinhosamente para namorar,
que eu dava-lhe todo o dinheiro que possuía, só para o ver feliz.

Hoje já não o vejo desde o Natal!
Nem sei exprimir o que me vai no coração, perante longa ausência
de um filho, fora do meu abraço.
Raio de vida revestida destes nós, difíceis de desapertar

Quanto mais a vida nos é custosa, mais valor damos a nós próprios.
 Porque sabemos esperar e esconder,
 numas lágrimas rebeldes,  prontas a rebentar.
As saudades que os dias abafam, até ao reencontro tão ambicionado.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Eras a menina Prometida



Nascias bem gorduchinha, dum corpo que me transcendia.
Com uma cabeleira de espantar, onde o negro trazia a noite tantas vezes, cenário do amor agarrar.
Logo que te segurei, como quem abraça um anjo. Senti a fantástica sensação de ser novamente pai!
Eras a menina prometida, num jardim ainda com canteiros para florir.
Choravas, porque querias gatinhar, já com ganas de a rua alcançares.
Choravas, porque querias andar e enervavas-te ao caíres, depois de dois queridos passitos.
Choravas nas correrias, para apanhares os desafios que a infância te oferecia.
Eras feliz, ao enfrentares a escola!
A tua sagacidade desafiava os conhecimentos de quem te ensinava.
Eras feliz, ao estares tão perto de nós!
 Sentias-te tão protegida, que brincavas com as partidas que o destino muitas das vezes nos brinda.
E crescias como a beleza da Natureza.
Ainda andavas na idade da chupeta e já não necessitavas dos bicos de pés, para me puxares repetidas vezes as orelhas.
Sorrias das minhas piadas sobre os namoricos. Mas encostavas-te ao meu ombro, para a boleia com destino ao prometido.
E num abrir e fechar de olhos fizeste-te mulher!
Mulher que reivindica o seu espaço, numa sociedade a desafiar os mais capazes, a agarrar as escassas oportunidades.
Mulher que quer ser feliz, com o homem que lhe diz: o amor é para toda a vida! Ciente que o que hoje é verdade, amanhã pode ser mentira.
Mulher que protege os amigos e não perde de vista os irmãos, cada um com o seu quê de feitio.
Mulher que és minha filha, bem longe da tua presença, mas tão perto da tua beleza.
Parabéns filhota!
Dezoito anos é a emancipação de verdade!
 Mas continuas obrigada a seres a Ana Barbara, como durante estes anos que envaideceste quem contigo partilhou, orgulhosamente todos os momentos.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Ao Fim de Tantos Anos



Ao fim de tantos anos, consegui finalmente que alguém traduzisse através das palavras, os sentimentos que lhe iam na alma e contemplasse a minha incessante busca, com a certeza de que apesar da distância. As nossas necessidades, os nossos anseios e fundamentalmente os nossos projectos quanto ao futuro. Fossem daqui para a frente, a certeza de mesmo longe, estarmos perto, pertíssimo dos dois!