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sábado, 14 de maio de 2011

Prémio Camões



Os políticos são meros gestores do presente sem nenhuma ideia do futuro.
Todas as energias destes políticos são gastas na táctica, não têm nenhuma visão estratégica.
Quem o diz é o vencedor do prémio Camões, Manuel António Pina. Poeta que acompanho nas suas crónicas no JN, no cantinho da página, escrevendo o que sente deste país, ou melhor, dos políticos que viraram este país de pernas para o ar, “sem nenhuma ideia do futuro”.
Venceu este prestigiado prémio, que galardoou novamente um português depois de quatro anos antes o mesmo ter envaidecido lobo Antunes.
Foi apanhado de surpresa não evitando uns ligeiros segundos sem palavras para, soltar a primeira já premiado.
Imagino que não lhe passava pela cabeça tal distinção. Passar passava, mas porra, à tanta gente para ganhar isto!
Mas como é do seu apanágio o prémio só lhe vai dar mais alento para conquistar os restantes versos. Já que o primeiro é-nos dado, como diz Rilke.
Gosto de ler as suas crónicas. Directas, justas e apimentadas com algum humor.
Em poucas palavras enche um universo de verdades e seja quem for leva para contar deste senhor.
A 13 de Maio, na comunicação social aparece, Manuel António Pina como o vencedor do premio Camões, enaltecendo que sente o seu sangue na poesia.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Youssef El Kalai, português



O homem Marroquino desafiou o destino e meteu-se mar dentro num barco clandestino.
Ou melhor, numa barcaça apinhada de desesperados como ele.
Ancorou pelas vagas que constantemente lhe punham a vida por um fio, nas costas rochosas de Lanzarote.
Passou pelos tormentos que se imagina, desafiando os dedos que lhe apontavam o caminho de regresso, incitando-o rudemente para voltar ao local de nascimento.
Mas nada o impediu de concretizar o seu grande sonho.
Primeiro obteve a nacionalidade onde atracou sob a luz da noite. Como merecimento por mostrar que era um homem útil. Já que se agarrou com unhas e dentes ao pior que lhe apareceu.
E no domingo, sempre ao domingo. Dia de missa e de sonhos concretizados. Deu largas à sua alegria, com lágrimas pelo meio, conquistando uma medalha no apogeu da sua afirmação.
Foi figura na comunicação social, mas nada disso lhe tira o sono, tantas vezes proibido pelas catacumbas da vida.
E agora sim, pode regressar com bilhete de volta, para alegrar o pai distante, oferecendo-lhe simbolicamente a medalha que tempos antes era o embrião já nascido, mas com labirintos pedregosos para lá chegar.
A alegria e emoção da façanha não vai ficar por aqui, outras medalhas mais faiscantes esperam este imigrante de águas que a tantos irmãos tirou a vida.
E a sua humildade será a certeza da grandiosidade dos seus futuros feitos.
Homens assim dão ensinamentos sem fim!
É agarrar o exemplo e hoje ele. Amanhã quem sabe outros em circunstâncias diferentes.
O mundo alegra-se destes seus humildes que deles fazem parte. Não daqueles que lhes querem mudar a face.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Lulas do Povo


Lula é um presidente vindo do povo, o que nos dias de hoje muitos querem tornar impossível.
Lutou ano após ano, eleição após eleição. Porque sentia que o seu dia ia chegar, com a luz própria de quem tem ganas de ganhar.
E como vem do povo, tudo nele é sentimental e espontâneo. Virtudes que escasseiam nos presidentes desta era, pouco dados a essas virtudes, já que são manietados pelos obreiros, das suas candidaturas.
Podemos dar as voltas que dermos, mas o que vem do povo, vem com ganas de mudar muito, do que nos é imposto.
Lula é um grande exemplo!
É uma personalidade querida e reconhecida!
É a personalidade do ano, a cada ano que vai passando, por entre figuras, que com o seu carácter vão cada vez mais rareando.
E outros emergiram, porque o povo voltará a ter voz e a implementar a razão.
O povo é soberano, demore o tempo que demorar, porque tempo é o que existe mais. Para dar e vender. E como tal, irá sempre surgir alguém vindo das entranhas do povo, para aliviar o sofrimento desse mesmo povo.
Quem vem do povo: fala, chora, emociona-se, abraça quem está ao lado, não olhando a nomes nem a caras.
Lula, assim veio!
Tem os seus defeitos, não impostos, mas nascidos com ele.
Mas as virtudes natas de quem acumulou a terrinha nas unhas de esgravatar as amarguras da vida. Tornou-o personalidade querida desde o Cristo Rei, ansioso pelo subir de quem estava ligado ao povo. Até às catacumbas chinesas, onde se escondem os oprimidos do povo, que mais tarde desbravaram a terra que os sufoca, de encontro àquele enorme povo que quer viver com a certeza de que faz parte de um mundo que é de todos e para todos.
Só quem vem do povo, pode voltar a introduzir o valor moral numa Sociedade, a viver a crise mais desses valores, do que os financeiros, também eles a fazerem buracos onde já nada existe.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

O Dentista Cirurgião Ainda Miúdo



Encontro-me numa espaçosa sala de um dentista bem no coração da Invicta.
Está quentinha nesta tarde bem fria e chuvosa, que me invadiu ontem, num dia que não deixa saudades.
Faço cem quilómetros para resolver um problema dentário que parece não ter fim.
Problema que não é meu, mas diz-me directamente respeito.
Entrar no Porto até ao destino, leva tanto tempo como de casa até ao entrar no martírio.
São semáforos vermelhos passadeira sim, cruzamento sim. E quando apanhamos um, logo temos a certeza que outros irão aparecer, reivindicando a mesma cor do anterior.
Este dentista é barra!
Ainda jovem e já açambarca, galardões por onde tem pisado aquele peso em capacidade.
A sala reflecte isso mesmo. Dois, três, mais alguns num canto e passo o tempo enquanto espero, a ler as placas alusivas às presenças deste doutor por terras que lhe acenam.
Dou uma espreitadela ao CV, do homem que faz inveja a qualquer seguidor da especialidade.
Perscrutando-lhe o índice, verifico os passos já dados por este dentista de quem deu o máximo por um tão nobre objectivo.
São actividades científicas e pedagógicas que enchem já algumas páginas.
É o doutoramento e mestrado. Pós graduações e artigos científicos.
Membro de júri em Congressos. Moderador de sessões científicas.
Orienta teses de mestrado e trabalhos monográficos.
Comunicações livres e outras mais, tanto cá como no estrangeiro.
Prémios são vários de índole académica e científica.
Enfim!
Paro por aqui porque senão acaba-me a tinta de tanto resumir.
Sei que o homem é capaz e vai resolver este dente que está preso por uma linha (um pouco de gengiva). Sem ele a minha jovem fica como casa sem porta.
Mas o homem é bravo!
Tem capacidade para dar e vender e o dente irá ficar seguro como uma rocha.
Já paguei uma factura de susto e ainda a procissão vai no adro.
Estou cá para a recta final do tratamento que se quer divinal.
Mas o homem de pele bronzeada a fazer inveja, transpira capacidade onde toca. E ainda é um jovem a entrar nos quarenta.
Ganha quanto quer! E que ganhe, mesmo que seja o nosso dinheiro.
Quero parar de cá vir, porque é sinal que o dente malandro há tanto tempo fora do lugar, voltou a resplandecer naquela boca maravilhosa.
Continuo a esperar e já li as revistas que me rodeiam, nestas duas horas que levo aqui fechado.
Os pacientes entram e voltam a sair e por quem espero, não dá sinal de aparecer.
A tarde avança, o escurecer é já uma realidade e a mulher não sai do gabinete dentário.
O homem é bom! Foi recomendado vivamente pelo dentista da terra, como o único para resolver tamanho berbicacho que este dente representa.
Ouço por momentos a voz do salvador (dentista) doutor Ricardo Faria, porque não faria a desfeita de me deixar com a mulher de dente a abanar constantemente.
Nisto inchada e branquinha como a neve, lá voltou do suplício e momentos depois estamos a caminho de casa. Com a certeza que tudo correu bem e o dente irá voltar o mais cedo possível ao lugar de onde nunca deveria ter saído.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

A Poeta Que Desponta









Tu persegues a perfeição por entre poemas de encher o brando coração!
Corres para uma rádio, para lançar raios faiscantes do que criastes.
Apressas-te para um lançamento do que te sai da alma, empacotado em páginas que dão volume ao livro para gente que já deixou de ser miúda.
Convidas amigos e outros mais, que te querem ouvir e conhecer, para num abrir de página, sentir o que a caneta quer dizer.
Lanças ao vento o teu ser, utilizando fotos que te encaminham pelo espaço, buscando as estrelas que dão luz aos teus espasmos poéticos.
Utilizas o que te faz respirar, para fazer correr a tua obra e dar de bandeja sulcos anímicos, para os teus inúmeros seguidores que já percorrem caminhos para sentirem bem de perto os poemas que estão sempre em aberto!

sábado, 28 de agosto de 2010

A Luta pela Sobrevivência que está tão Longe



O dia de trabalho era a rotina normal bem no fundo da terra e tão longe do céu!
Nisto o fundo negro e feio como o diabo, fecha-se ainda mais e soterra vivos trinta e três homens num abrir e fechar de olhos.
Os dias passam e ninguém sabe nada deles!
Todos os dão como perdidos, já que não existem meios de os ir buscar. E sinal deles nem um simples gemido.
As famílias rezam a todos os santos e como a esperança é sempre a ultima a morrer, os homens continuam vivos para todos eles.
Os dias passam e dos homens nada!
Até que o milagre acontece. O milagre não! O primeiro milagre!
O primeiro milagre foi descobrir que afinal para alegria de um país e para o mundo logo a seguir, os homens estão vivos! Bem no fundo da imaginação de todos nós, presos a quatro paredes de rochas.
O mundo fica estupefacto, com a bravura destes homens habituados à dureza da vida e da terra que agora os quer engolir para sempre.
Mas o primeiro milagre não é sinónimo de alegria suprema, irá ser preciso um segundo milagre mais valioso do que o primeiro.
Será o milagre da ressurreição de quem está enterrado vivo!
Sinto que tudo se irá fazer para trazer cá para o conforto das famílias estes homens que estão enterrados vivos!
E mais cedo que agora se anuncia.
Como o ser humano é capaz resistir às profundezas da terra, também o mesmo ser humano conseguirá soluções para os içar para a visão real do azul do céu.
Logo que isso aconteça muitas histórias impressionantes irão ser libertadas daquelas bocas que espantarão o mundo na luta pela sobrevivência.
Eles são fantásticos! Deram a conhecer ao mundo como vivem neste lar que era de pausa por umas horas enquanto não regressavam à superfície e de uma rajada virou ninho negro como o carvão.
Estão preparados para a longa espera, rezo para que esse espírito se mantenha até que a luz cá de cima entre naquele buraco e os abrace docemente trazendo-os aconchegados, numa emoção sem limites para continuarem a viver junto das suas famílias.
Nós milhões e milhões que cá estamos, admirando a vida que neste momento lá bem em baixo é um negro de ansiedade, enviamos sem cessar energias que derrubam a rocha enorme de setecentos metros e continuamente iremos alimentar as mentes daqueles bravos homens para os engordar, dando forças para eles tudo aguentarem.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Saramago Era um Mago



Um homem que teve alicerces de ser o que sempre quis ser; dar voz à sua consciência.
Um homem que criticava o sistema implantado neste país logo após o 25 Abril, com todas as letras e as mais duras palavras.
Um comunista realista sempre pronto para criticar os hipócritas moribundos que nos governavam anos a fio.
Um homem que só o além fronteiras, soube dar valor, o que irritou de sob maneira as gentes cá do cantinho que comandavam a seu belo prazer os destinos deste país europeu mas que roça a terceiro mundista já que é inundado de favores num, toma lá dá cá de meter dó, já que é levado à estampa a qualquer hora do dia.
Um homem que se encheu de aturar os estômagos dilatados de enormes banquetes em festanças programadas para convidados escolhidos a dedo e se refugiou nos nossos vizinhos que lhe deram a tranquilidade para mostrar o que de melhor este homem sabia fazer.
Um homem que desembaciava a religião católica ainda e sempre mergulhada no nevoeiro cerrado, para que os seguidores ficassem cegos em ver ao longe, mas ele através da única arma que possuía enchia páginas de livros a libertar o nevoeiro que não deixava os barcos apinhados de crentes regressar á realidade em que vivemos.
Um homem que momentos antes de findar a sua vida terrestre. Se virou para a esposa penso eu e acredito com toda a certeza: agora que me vou, eles vão pousar em meu redor e elevar-me na plenitude da grandeza e na maioria deles transbordando de hipocrisia, elevar-me para além dos céus que eu nem tão pouco acredito.
Pilar meu bem, leva-me tu numa carroça puxada pela mula que eu via tão perto na minha meninice e leva-me para longe dos olhares de quem eu não gostava e junta as minhas cinzas e faz delas o que te apetecer já que foste tu que me deste guarida desses abutres que não me entendiam.
Mas Saramago merece a homenagem do povo anónimo que sempre partilhou as suas convicções, hoje mais vincadas nos momentos difíceis que atravessamos, dando-lhe mãos cheias de razões às suas outrora certas opiniões.
Terminou o seu ciclo cheio de alegrias já que era simples para quem o merecia.
Agora depois de morto fisicamente a sua obra irá ressurgir ainda mais e será as gerações vindouras a presentear-lhe com todos os Nobel que forem ano a ano surgindo porque a sua obra será eterna tanto neste Portugal ingrato para o seu filho Saramago como para os quatro cantos do mundo, que o idolatram tantas vezes como as frases por ele escritas.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

A Visita de Sua Santidade


Vem aí o Papa, cheio de intenções mas carregado de suspeições.
Escondeu o óbvio, protegendo uma ovelha tresmalhada, por menos essa é pública agora, mas que durante tantos anos todos sabiam mas ninguém ousava destapar o véu.
Agora numa cruzada que não se sabe muito bem onde começou, virou autentico polvo estendendo os tentáculos a todo o mundo e é um chover de casos que arrepia o mais preparado. Ameaçando rolar cabeças, sejam de bispos ou meros padres de paróquias bem distantes.
É neste clima que Sua Santidade pisará Portugal pela primeira vez!
E como o Papa anda nas bocas do mundo, Portugal será durante a sua visita. A vitrina para que o mundo siga todos os passos de uma figura que não consegue juntar este enorme rebanho cristão tão necessitado de um pastor, depois de ficar órfão do extraordinário ser humano que foi João PauloII.
Bento XVI, herdou um enorme fardo ao substituir o carismático João Paulo.
Leva a água ao seu moinho mas em baldes deteriorados, chegando ao destino com o balde não muito cheio, mas também não muito vazio.
Não tem um olhar de Papa! Em muitas ocasiões oferece um sorriso meio forçado. Mais parecendo um gesto obrigado, do que um momento natural.
Não é uma personagem cativante. Pelo contrario, retraído e resguardado.
Para mim é um Papa VIP, não um Papa revendo-se no povo. No povo humilde e sofredor, como João Paulo II.
Não será fácil a sua tarefa e logo agora aflorada de espinhos, depois destes escândalos que surgiram à tona, onde andaram anos camuflados no segredo de sacristia.
Ainda por cima com o seu número dois, o secretário de Estado do Vaticano, o cardeal Tarcisio Bertone, em estabelecer uma relação entre pedofilia e homossexualidade, recusando uma ligação ao celibato a que estão submetidos os padres.
Com isso, lançou mais achas para uma fogueira já densa de labaredas ameaçantes. Quando o deixar assentar a poeira era o mais aconselhável.
Por menos nesta fase onde se abriu as chagas, escondidas anos e anos. Nos corpos dos jovens sem protecção, mas hoje abertos ao mundo para contar como lhes rasgaram a inocência e lhes deixaram marcas para toda a vida.
Pronto! Mas Sua Santidade irá cá estar para visitar locais revestidos de religiosidade e abençoar este país, cheio de pecados sociais onde as diferenças se acentuam a cada ano que passa.
E queremos que a água benta molhe a corrupção, que ameaça ganhar raízes já bem profundas.
E que alivie a pobreza de se acentuar, numa camada da população que vive as amarguras do desemprego em muitos casos brindando os dois progenitores, ameaçando esfrangalhar famílias e matando o amor que elas fizeram ao longo dos anos nascer.

sábado, 27 de março de 2010

Chegou a Vez de Passos Coelho



Passos Coelho venceu e convenceu perante três candidatos que dois deles deviam ter renunciado já que a possibilidade em vencer era impossível.
E como as sondagens previam venceu, chegando a sua vez de conquistar aquilo que Passos Coelho sonhava, desde que era o líder da jota, num tempo em que o partido era liderado por sociais-democratas que inclinavam o PSD para a governação do país.
Rangel foi o derrotado da noite. Ele que se perfilava para ser o próximo presidente do partido, depois de obter uma vitoria nas europeias que lhe deram o salto para mais altos voos, mas que agora se provou foi um voo curto e de aterragem dificílima numa picagem de encontro ao solo que lhe mostrou a verdadeira realidade.
Será uma experiencia para Rangel importante. E agora com os pés bem assentes, esperará calmamente pela sua vez se é que irá suceder e pensar que tudo arriscou aproveitando o balanço iluminado que a sua imagem de ganhador transparecia.
Passos venceu contra quase tudo e todos!
São estas vitórias que marcam um vencedor, dando-lhe a força necessária para abrir caminho a conquistar o destino.
Destino esse, que pelas palavras do próprio será não muito distante, a subida a comandar Portugal. Em virtude da situação do país e dos enormes desafios que ele enfrenta, sem governo capaz de ter respostas para os solucionar.
Passos venceu vários adversários!
Além dos que foram até ás urnas para com ele disputar a presidência. Também venceu Alberto João jardim que abertamente mostrou a sua rejeição em que ele fosse o presidente do partido em que Alberto João já é um símbolo para a história.
Também venceu a anterior líder Manuela Ferreira que apoiava Rangel, numa lógica de que Rangel era o único que venceu algo no seu mandato e como tal o seu escolhido para a substituição.
Venceu outros mais que escondidos nas cortinas laranjas que não deixavam ver as suas tendências, alimentavam a certeza de Rangel ser o disciplino que se seguia para guiar os destinos do partido cada vez mais distante da alternativa que o país necessita.
Pedro vem dar um pouco de ar fresco ao PSD.
Vem inchado de soluções para primeiro estabilizar o partido numa oposição responsável e que dê frutos.
Depois arriscará tudo numa possível vitória do PSD para governar, aproveitando a maré negra que o país atravessa. O que deixa sempre as portas abertas a quem chega e que cheira a sangue novo.
E finalmente tem agora a oportunidade de se fixar de uma vez por todos como uma grande figura do PSD. Criando o seu espaço e fazendo parte do rol dos históricos laranjas que foram os baluartes deste partido.
Ou seja: deixar de ser uma promessa para se expor como uma certeza.
Aguarda-se os primeiros combates políticos com Sócrates para se tirar ilações mesmo pontuais do que pode valer Pedro Passos Coelho.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

O Professor Marcelo é Único





Alia ter opinião para tudo e ao mesmo tempo, ter resposta para a opinião que tem. Ficando com razão nos dois sentidos da questão!
Ex: O Manuel Alegre para mim não tem perfil para ser presidente! Ponto final.
Mas atenção ao um milhão de votos conseguidos. E se tiver o apoio do PS, tudo somado conseguirá porque não, ser o próximo presidente!
O negativo para ele numa questão. Poderá ser o positivo depois de exprimida essa mesma questão!
O que nos leva no final a ficar com a sensação de que Marcelo está correcto.
Esta sua capacidade é ímpar!
Aborda todos os temas que lhe são colocados de uma forma tão espontânea que mais se assemelha ao devorar da galinha pela matreira raposa.
Não deixa nada em cima da mesa. Absorve o que lhe perguntam e num assomo de capacidade intelectual, arrasa as dúvidas de quem quer que seja e deixa a certeza de que nada mais havia para dizer.
Empurra para o sótão todos os que lhe fazem frente, já que a sua capacidade mesmo apanhado em contra pé, é enorme.
E não raras vezes, assistimos a um Marcelo de olhos esbugalhados parecendo saltarem dali para substituir os dos visados, na tentativa de poderem ver com a dádiva dos olhos dele e porem em prática a teoria do professor que rebenta pelas costuras de tanta bagagem adquirida através de um dom natural e da capacidade em sugar todo o conhecimento que este mundo proporciona.
Sinto que é uma figura que tem tanto para dar a este País, restrito a cérebros inteligentes. Mas a transbordar de cérebros de avestruzes. Que me leva a ter a certeza de ser mal aproveitado.
Espero que não passe ao lado de uma grande carreira. E que ponha todo o seu saber ao serviço de Portugal, porque homens destes, vão rareando e se ofuscam com as jogatanas do sistema, muito solicitado para este efeito.
Mas por saber que o sistema se rompe, perante homem de muitos consensos. Acredito, mais cedo ou mais tarde, será chamado aos grandes destinos da nação.
Falta-lhe esse passo para por em prática o seu peso em inteligência, na elevação deste Portugal espalmado como um tapete, servindo de limpa pés aos chupa-chupas dos sorrisos dos portugueses.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Paulo Bento Pau para Toda a Obra




Era já um treinador carismático!
Autentico fazedor de cérebros iluminados que com a sua imagem criavam momentos humorísticos, que enchiam cenários de gargalhadas bem-dispostas. E tinha até virado coqueluche, devido a frases suas que enfeitaram o País de lés a lés.
Era um homem com personalidade fortíssima!
Fruto do seu carisma e de um percurso que até hoje, não enfrentava qualquer tipo de barreiras, que o impedissem de continuar o seu caminho em direcção ao grande objectivo. Alargar as fronteiras do Sporting no caminho da glória.
Era um cérebro futebolístico!
Nas ricas conferências de imprensa. Sem pressas e sempre pronto para responder a todo o tipo de perguntas, fosse qual fosse a rasteira que as envolviam. Onde explanava as tácticas como ninguém. Falava de tudo um pouco e num português fluente. Para ser entendido por qualquer pessoa que se juntasse a ouvir os seus argumentos futebolísticos e não só.
Era um excelente condutor de homens!
Muitos deles ainda verdes para a vida e também para o mundo da bola. Lidou com situações conflituosas e fazia prevalecer os seus pontos de vista.
Batia o pé aos jogadores com a cabeça no mundo VIP, obrigando-os a descer á terra, para a realidade presente onde o Sporting estava acima de tudo e todos.
Era o omnipotente sportinguista!
Falava por ele, pelos jogadores, pelos dirigentes e também pelos funcionários. Compreendia os adeptos e lançava-lhes palavras de compreensão.
Era o elo mais fraco!
Quando tudo corria menos bem. Habituado a ser mais um, de uma direcção que se escondia nos gabinetes e se refugiava nos erros da arbitragem.
Era o treinador que mais tinha perder!
Começou no acordo de cavalheiros e sempre num amor à camisola que deixava dó. Hoje podia ter amealhado para se deitar à sombra da bananeira. Mas ao menos deixa bem presente que o dinheiro não é tudo na vida. E não é!
Era o abono de família sem estar presente!
Dava tudo em prol do Sporting, mesmo deixando a família órfão da sua presença. Não foram ocasiões esporádicas, foram vezes sem conta que jamais se recuperarão. Mas tudo a família compreende e nesta hora está com ele bem juntinho ao coração.

Paulo bento era o Sporting na sua mais pura essência.
Mas como tudo na vida tem um fim, foi chegada a hora de Paulo Bento abandonar Alvalade.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

O Isaltino foi Condenado. Será o Inicio de Uma Viragem na Justiça



Chegou-me esta notícia ainda quentinha, logo que a sentença foi proferida.
Finalmente algum juiz condenou uma figura pública, antigo Ministro do PSD e rotulado de autarca, acusado de corrupção nadando em muitos euros, escondidos bem no coração da Suíça. Resguardados pelas caixas fortes inexpugnáveis a qualquer investigação, dado o sigilo que as envolve.
Um juiz de tomates, dizemos todos e assim é!
Um juiz que teve a coragem de condenar uma figura pública, antigo Ministro e que ultrapassou a barreira que centenas e centenas de colegas dele ao longo de longos anos não tiveram a coragem de assumir o preto no branco, ou seja: que se alguém com galões de pessoa importante cá do burgo é provado de corrupção, tem que ser punido como tal e só pode sofrer a pena correspondente aos actos que praticou, lesando quem apresentou queixa para condenar neste caso, Isaltino o autarca do pastel escondido na Suíça.
A maioria dos portugueses já se preparava para mais uma condenação baseada no já costume a que estamos habituados, na já célebre frase a que os mais consagrados já esperam: condenado a pena suspensa e todos vão para casa felizes e convencidos que foi feita justiça, numa justiça que nunca existiu para os mais endinheirados, porque as leis foram feitas para não condenar a corrupção. Porque quem as elaborou, deviam estar a pensar em eles próprios, porque são todos farinha do mesmo saco e toca a complicar o que à primeira vista parece de fácil compreensão, mas nos olhos dos astutos advogados de primeira água, pagos a peso de oiro, é sempre levantado o véu da incerteza, seja numa simples virgula que altera o sentido de uma frase, instalando a dúvida da incerteza dos factos.
Seja num ponto final, colocado estrategicamente para confundir a acusação dando á defesa essa arma que leva a que o arguido seja limpo das acusações e parta feliz para a sua vidinha, esperando meia dúzia de meses para a poeira poisar e lá estará a comandar mais uma vez uma câmara que lhe deu o sustentinho extra, para repousar serenamente na Suíça, para ser gasto nos longos anos da velhice, longe da rotina que lhe deu o enchimento do saco azul, mas perto dos paraísos turísticos que lhe reabilitam o corpo e refrescam o espírito, aliviando-lhe o peso dos anos.
Mas este juiz condenou o Isaltino!
Mas o Isaltino perante esta condenação que ele do fundo do seu coração, jura que é inocente. Vai numa correria desenfreada recorrer para todas as instâncias gritando a sua inocência.
E como sabe. Este Isaltino é deveras inteligente, que o tempo se vai arrastar nas apreciações dos recursos, já prepara a candidatura à câmara que tudo lhe deu, aqui neste Portugal plantado à beira-mar. E o que está bem guardado num País que nasceu bem no sopé dos Alpes cobertos de neve imaculada. Irá gritar até a voz lhe faltar aos pobres eleitores que é inocente e é alvo de uma campanha política só para o prejudicar.
Irá insinuar que o juiz é Socialista e como ele foi e é Social-democrata dos quatro costados, é fácil concluir que isto tudo tem dois terríveis objectivos: sujar o seu nome bem limpo num País onde ninguém é condenado por corrupção (pessoas limpas, dignas e ao serviço da Pátria como o seu caso) e sujar o PSD, tentando impedir o que já é certo a vitória nas eleições que aí vêem.
E se o Isaltino vencer em mais uma eleição da câmara que governa há mais de três mãos cheias de anos, teremos o homem do charuto cubano, recentemente condenado. Autarca, inacreditável para noventa por cento dos portugueses.
Presidente da câmara de Oeiras em pleno gozo da sua nomeação, assinando despachos no meio de umas charutadas, esperando pacientemente pelo resultado dos recursos para onde foi choramingar a sua inocência na esperança da redução da pena, que seria o milagre do Isaltino a não entrar nos calabouços dos condenados.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Santana Lopes não Dorme mas Pouco Descansa Visando a Liderança


O Verão timidamente entra nas nossas vidas. Anunciando o calor que irá transportar e que nos vai assar os neurónios nestas férias com os mesmos dias, mas com menos dinheiro que em anos anteriores.
Mas o verão das autárquicas já entrou em canícula lá para os lados da capital.
Santana Lopes sempre ele, a enfrentar tudo e todos apostando na presidência da edilidade lisboeta, como a salvação de uma carreira politica, nesta fase na mó de baixo, mas com ganas de a levar ao patamar com vista para o Tejo, de onde partiram antes líricos sonhadores e voltaram heróis conquistadores.
Santana tem nestas eleições o maior de todos os desafios de uma carreira politica, que despontou ainda era um jovem de farta cabeleira e voz trambiqueira. Pela mão do símbolo dos Sociais-Democratas, desaparecido prematuramente num oceano de casebres ainda dentro da capital.
Santana agarrou-se a Sá Carneiro e galgou os degraus da politica não um a um, mas dois a dois e não levou tempo a ser visto como o discípulo do apostolo, pronto a juntar-se à equipa que iria por muitos anos liderar os destinos do nosso país.
Mas a desgraça aconteceu! E ainda hoje de contornos pouco transparentes e Santana ficou sem o seu chefe de fila, sem o seu pai político e sem a mão para se aconselhar.
Depois dessa infelicidade, Santana apanhou sempre o autocarro da discórdia!
Adorava o confronto político. Adorava lutar sozinho e ter a comunicação a segui-lo ávida por escaramuças politicas e não só.
Restou uma certeza! Pouco ou nada ganhou para relevo da sua imagem já enrugada em linhas de insucesso.
Foi Ministro da Cultura onde falava mais para as televisões do que mostrar medidas de relevo numa área sensível e pouco dada a investimentos de um país sem recursos.
Foi Presidente de Câmaras. Primeiro a da Figueira de pouco relevo nacional, mas trampolim para aí sim, a única vitoria de encher a barbela de Santana e de grandes alardes de luxo. A capital a isso obrigava pensava ele, desbaratando o pouco pecúlio que ainda existia e engordando as dívidas aos fornecedores como o País ao FMI.
No meio deste festim camarário, embandeira nas lutas internas sucessivas dentro do PPD/PSD, como bem gosta de frisar.
Chega a Primeiro-Ministro pela mão do bom Barroso, autentico Sá Carneiro dos nossos dias.
Sem ganhar eleições, foi Primeiro-ministro já tentando imitar Berlusconi, mas Sampaio puxa-lhe a cadeira e o tombo foi mais rápido do que o aquecimento da mesma cadeira.
Agora, agorinha mesmo prepara-se para ver de novo o Tejo, ao mesmo tempo que quer assistir à inauguração das grandes obras do Terreiro do Paço.
O seu grande adversário (mais um), apresta-se para obter a maioria do consenso antes das eleições. Não deve ser nada que meta medo a Santana Lopes, habituado que está a enfrentar opositores de papo cheio com maiorias de intenções de lhe darem o voto. Mas quando assim aconteceu sempre perdeu.
Tem a vantagem de gozar com o desgaste do PS e da derrota nas Europeias, como trampolim para disputar estas autárquicas palmo a palmo centímetro a centímetro.
Será que o seu charme chegará para vencer?
O seu território é em Lisboa bem por dentro do jete – sete, que ainda tem poder para mexer os cordelinhos e transformar calhaus do Castelo São Jorge em votos Santanistas.
Haver vamos se Santana, tem arcaboiço para vencer uma Câmara já bem conhecida, mas que a deixou a naufragar bem ao largo do Tejo ainda com lascas de granito do terramoto já longínquo. Repousando no seu fundo esperando transformar-se em pão e ser descoberto por Santana de boca aberta, em mais um milagre que já tem barbas na nossa historia, para doar aos pobres.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Cavaco Como o Líder da Nação



Tem perfil para ser presidente da República, mas não tem o carisma de ser o homem em quem o povo possa acreditar e em seguir as suas doutrinas.
O seu papel também é muito de assinar positivamente uns despachos e uma vez por outra vetar uns projectos de lei, que na sua óptica esbarram nas suas duvidas em se é ou não constitucional e vai daí veta, obrigando a ser de novo apreciado no parlamento para as necessárias alterações.
Tem viajado muito. Matando os desejos da esposa em visitas à muito sonhadas, mas onde a oportunidade por artes magicas só chegou com o marido a Presidente, juntando-se assim o útil ao agradável.
Mas não é por aí que se irá fazer um bicho de sete cabeças, com isso pode o País. E as viagens presidenciais são um mal menor. Contribuindo para o presidente estar perto do povo e levar a bandeira hasteada na sua figura quando visita países amigos ou então países para estreitar relações diplomáticas e comerciais, tão necessárias como pão para a boca.
Lembro-me bem de Cavaco como primeiro-ministro!
Liderava um governo de maioria absoluta. Onde o quero, posso e mando eram apanágio da sua governação.
Foi um biltre para os trabalhadores que numa atitude de louvar, se uniram contra as suas petulantes decisões sem o mínimo de recuo.
Mesmo com indirectas de figuras prestigiadas do País, onde o Presidente fazia ouvidos de mercador, numa convicção que pensava ele, lhe davam a certeza, da certeza, que o que decidia era o melhor para os trabalhadores e fundamentalmente para o País.
Perdeu em toda a linha e numa união sem precedentes, o País parou numa greve geral que deixou o governo pasmado e principalmente Cavaco confundido.
Confundido com a enorme união entre os trabalhadores, que ele até ao ultimo segundo pensava não ser possível tamanha mobilização. Não esquecer que Cavaco governava com maioria, portanto governava a seu belo prazer.
E o Pais, parou de Norte a Sul, obrigando Cavaco a recuar nas suas políticas.
Foi o princípio do fim para Cavaco! Esmoreceu num términos do seu mandato sem honra nem gloria e não se recandidatando para disputar novas eleições pelo PSD, delegou a Fernando Nogueira, a batata quente de uma derrota já anunciada.
Cavaco passou uns anos a hibernar! Voltou à ribalta politica com a candidatura à Presidência. Perdeu e voltou para a toca repetindo a hibernação. E hoje é o nosso Presidente. Alguma vez o teria que ser, faltava-lhe essa honra num currículo feito a pulso como é seu timbre.
Mas a presidência para Cavaco não tem sido um mar de rosas!
Num inicio de boas relações com o governo e com a sua imagem de Presidente de todos os portugueses intocável.
Preocupado com as dificuldades de uma crise, que atola de desempregados a Sociedade, aumentando a pobreza e a exclusão social.
Sempre pronto para no contacto com as populações transmitir-lhes as suas preocupações e o possível apoio que ele como Presidente poderá facultar. Viu-se de um momento para o outro, envolvido no caso BPN, com a cruel realidade vinda a público do comportamento a todos os níveis escandaloso de um conselheiro de estado, por si nomeado.
Dos seus negócios com a SLN, proprietária do BPN, onde esse mesmo conselheiro e os demais responsáveis, lhe proporcionaram chorudas compensações por aplicações, à partida altamente rentáveis em prazos recordes, deixando no ar a ideia de os grandes amigos são para as grandes ocasiões.
Mas amigos desses para Cavaco, era melhor dar um tiro no pé. Porque mancharam o seu fato de gala que levará essa mancha até ao fim de um mandato que ele teima em tornar revoltoso, lembrando um passado de teimosia que deixou mossas.
Como se constatou ainda recentemente no reparo sobre a transparência dos negócios e dos comportamentos associados que se aplaude.
Mas o mesmo fervor não aplicou com os casos que acima relatei e que teimosamente o Presidente, repetia a quem lhe barrava o caminho de microfone na mão. Que a confiança continuava a ser o garante da continuidade em acreditar no que todo o Pais já à muito no virar de cada esquina sabia: a corrupção dessa gentalha amiga e pertencendo anos antes à equipa do presidente, enquanto primeiro-ministro.
Só esperamos que Cavaco não se incline para ajudar a criar condições para confundir os portugueses nas eleições que estão à porta.
Já se manifestou, que um governo com estabilidade era o melhor para o País. Portanto não ajude a ser a alavanca de uma mudança, que nada de novo trará, a não ser mais dificuldades aos portugueses.

sábado, 13 de junho de 2009

Os Séculos Passam mas os Conquistadores Continuam a Desbravar as Ondas da Loucura.



Portugal andou nas bocas do mundo, coisa rara num país tão pequeno e sem argumentos para interferir no que quer que seja.
É um facto que esta semana Portugal através de duas das suas mais cintilantes personalidades, obrigou o mundo a prestar atenção nas suas capacidades.
E envaideceu-se com tamanha honra que até tivemos referências pelo Presidente da Republica Cavaco Silva, ao prestígio que tanto um como outro dá ao País.
Refiro-me tão só a, no primeiro caso e logo no começo da semana, com a vitória da direita um pouco por toda a EU. Garantiu a recondução como presidente da Comissão Europeia de José Manuel Durão Barroso, que no meio de tanta euforia, ele foi o único que acabou por ser levado em ombros, acabando assim por ser um dos triunfadores destas europeias.
Se duvidas houvesse, essa vitória da direita dissipou-as na recondução de Durão Barroso, obrigando os mais renitentes na sua continuação casos de Sarkozy e Ângela Merkel, a ceder e juntar-se à grande maioria, que até englobava alguns líderes de esquerda. E lá está o nosso Português Durão é mesmo, basta olhar para o rosto autentico pugilista. A liderar os destinos de uma Europa, para honra de um País, não muito habituado a que um líder político atinja tamanho patamar de prestígio. E calando de uma vez por todas algumas bocas que se abrem ainda a procissão vai no adro.

Dois dias depois o País acorda com a notícia de Cristiano Ronaldo mudar de ares e continuar a pincelar belos quadros de magia cintilante que só terminam quando a bola, essa esfera bem redondinha do tamanho de uma barriga de sete meses. Dê à luz o rebento tão ansiado, que é o golo bem no fundo da baliza, que só as redes douradas se aprestam para amparar como uns braços carinhosos e cheios de amor amparam o rebento. Que levarão ao rubro milhões e milhões de adeptos fanáticos e não só, num êxtase infinito que culminará com a vénia real de um rei coroado Imperador dos relvados.
E quem quer o Imperador bem perto do coração dos adeptos do seu País tem que abrir os cordoes à bolsa e as portas de par em par do cofre emocional. Para que o menino de ouro pela última vez deixe sua Majestade e aterre depois de sobrevoar o Canal da Mancha, na louca Espanha que não vive só de touros e castanholas. Mas de futebol Campeão Europeu e como tal berço dos meninos com pés de diamantes em bruto.
E se pedes noventa e quatro milhões! Aqui tens o A-330 cheio de euros pronto a aterrar em Manchester para de uma vez por todas, libertares o CR7, nascido numa ilha no coração do Atlântico. Bem às portas de Portugal, que o lançou para o futebol e ainda sem atingir a maioridade o vieram comprar por meia dúzia de melancias que depois de abertas cada semente valia dez euros.
Aguarda-se em apoteose a apresentação de Ronaldo aos madrilenos e a toda a Espanha.
Portugal acaba por ver um seu filho valer o seu peso em oiro.
Mais! Tudo o que ele tocar irá se transformar em oiro, até que o valor que a maior transferência de um jogador até hoje concretizada atinja os impensáveis quase cem milhões de euros.
Pelas bandas de Madrid, o Tio Patinhas deixou de ser um livro de banda desenhada para se tornar num Tio Florentino. Que comprou o Pato Ronaldo para lhe encher a caixa forte do tamanho da torre de Pisa.
Tem a bengala do poder de transformar negócios impossíveis, em transferências sensacionais. Agora espera-se que essa mesma bengala e os óculos sem hastes presos bem na ponta do nariz tragam, os resultados desportivos que todos esperam do Ronaldo e companhia, numa constelação de estrelas que ofuscam o espaço confundindo o Santiago Bernabeu, com Santiago galáctico.
Portugal tem dois filhos seus com os holofotes da ribalta a iluminar toda a sua arte.
Os séculos passam mas os conquistadores continuam a desbravar as ondas da loucura.

sábado, 28 de março de 2009

Lula da Silva Fala com o Coração




Lula da Silva, não é preto! Não é índio! Não é branco!
Não tem olhos azuis, nem o coração é azul! O sangue nada tem de azul, apesar de ser o rei (presidente) do povo onde dizem Deus nasceu!
Nasceu no seio de um povo, faminto de tudo!
Cresceu, entrincheirado nos pantanais dos latifundiários, senhores da terra e do gado. Que dominavam a seu belo prazer, os infelizes camponeses que não tinham que comer, apesar de os seus olhos esgazeados de tanta miséria, esbarrarem nas terras abandonadas sem fim, que podiam ser o sustento de milhares de barrigas cheias de ar, sem cheiro a alimento. E esqueléticos dos pés à cabeça, não tinham forças para lutar contra os mandados dos coronéis, que em cima dos cavalos dançantes mostravam quem mandava. E ai daquele que se atrevesse a dar um paço em frente. Levava chumbo que perfurava aqueles corpos raquíticos de fome e de submissão que só a morte punha fim.
O Lula da Silva, tornou-se um homem! Crente a Deus e inimigo feroz de Satanás!
Não o Satanás dos infernos sem fim! Mas os da terra onde nasceu! Infestada de Satanás que deixavam as terras ao abandono, onde a vista não conseguia alcançar e o povo mendigando uma unha dessa terra para cultivar e tirar daí a barriga de misérias.
Então Lula rezou, rezou e as suas preces foram ouvidas por Deus que ele tanto amava. E a revolta contida naquele corpo durante anos e anos brotou de uma forma espontânea e com a ajuda de Deus, virou Moisés para libertar o povo que o rodeava e conquistar as terras que eram de quem as queriam cultivar e não de quem as mantinham inertes e inférteis.
Organizou-se dos pés à cabeça! Vira sindicalista. Defende os trabalhadores e todo o ser humano brasileiro que é explorado e até escravizado por uma Sociedade brasileira onde as diferenças sociais são tão abissais que nem Cristo se fosse vivo, tinha dificuldade em acreditar que eram todos filhos do mesmo pai.
A sua fama de defensor dos mais pisados socialmente nesse imenso país, ultrapassa as fronteiras e Lula torna-se um pessoa conhecida mundialmente.
Sente que não pode parar e funda (e hoje é) presidente de honra do Partido dos Trabalhadores (PT).
Sendo líder do partido, sente o peito cheio de ar! Um ar que ameaça, o elevar para altos voos e num assomo de loucura, sim loucura! Candidata-se a presidente Brasileiro em 1989.
Perde para Collor de Melo, saído da burguesia que tudo controla e nem por sombras quer ser beliscada no seu pedestal do quero, posso e mando.
Collor cai na própria armadilha, que o fez subir ao trono da presidência e lá está Lula pronto para mais uma candidatura.
Perde! Como perderá mais uma vez para o mesmo vencedor (Fernando Henrique Cardoso).
Mas nestas derrotas, Lula sai valorizado! Sente que a vitória está próxima, está ali ao virar da esquina. Porque é no virar da esquina que Lula apercebe-se que a Sociedade Brasileira está cansada. Está revoltada com as enormes desigualdades que separam os pobres dos ricos. Está revoltada com a corrupção, que grassa no seio dos políticos, dos poderosos do país sem que a justiça tome medidas. Claro, também ela, gerida pela cúpula do sistema instalado, como as térmitas infiltradas na madeira.
E numa campanha a todos os níveis excepcional, juntando pessoas com pergaminhos. Desde a cultura, passando pelo futebol e da sociedade em geral. Que o acompanharam desde a primeira hora. Anunciou num grito de esperança: ou agora ou nunca, nesta minha ultima candidatura à presidência da republica. E Lula venceu!
Venceu porque convenceu mais de meio Brasil, que só um homem surgindo das profundezas da necessidade, poderia mudar um sistema ignóbil que só era mantido para almofadar vinte por cento de poderosíssimos que possuíam mais que os restantes oitenta que se assemelhavam a oito milhões, tamanha a disparidade de luxúria.
Lula permanece até aos dias de hoje!
Levou o seu Brasil a patamares de uma potência que já rivaliza com as demais.
Um país em constante crescimento. Com riquezas sem fim!
O petróleo é descoberto no coração de Deus, como dizem os brasileiros. E claro quem tem petróleo tem quase tudo. Mas não é só ouro preto. É um oceano de riqueza ainda só conhecido pela linha de agua.
Lula tem um perfil muito próprio. Uma maneira de ser que normalmente os presidentes não possuem (vêem doutra classe). Mas tem carisma e tem a nobreza da simplicidade e não renega as raízes de onde veio.
Lula diz o que pensa, mas sabe o que diz!
E disse aquilo que muitos o querem fazer mas não tem tomates para o lançarem, daquelas bocas camufladas em protocolos ou medrosas, com o mexer, com os lobos maus que engolem os que abrem demais a boca.
Lula disse o que todos nós pensamos: “É uma crise causada por comportamentos irracionais de gente branca de olhos azuis, que antes da crise pareciam saber tudo e agora não sabem nada".
À grande presidente! Desabafaste o que te ia na alma, perante o Sr. da Europa, que ainda não deve estar refeito do desplante.