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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Chegou a Medalha


Finalmente a primeira vitória!!!!!
Uma proeza para quem não era favorito. E por uma unha, que se revelou negra, não conseguimos o ouro tao ambicionado, nestes jogos um pouco madrastos para nós.
É uma correria das televisões, para sentirem a pulsação do povo directamente ligado aos canoistas portugueses.
Já lá estão os jornalistas a puxarem pelas emoções ainda quentes dos familiares dos canoístas.
E como o povo gosta já vaticinam, mais uma daqui a meia dúzia de minutos. Outra medalha, que infelizmente não se concretizou.
Escrevo no momento em que pela primeira vez, Portugal alcança a primeira medalha, com os nossos canoístas emocionados, vergando-se um pouco, para que lhe coloquem pelo pescoço o premio justo pela façanha obtida e se mais dois metros houvesse, o ouro seria uma realidade, duplamente merecida.
Parabéns ao Pimenta e ao Silva. Dois apelidos que retratam bem as origens bem fundas de um Portugal conquistador. Seja de caravela, seja de canoa!
Haja mais é a primeira de mais!!!!

segunda-feira, 30 de julho de 2012

De Medalhas nem Sombras

Os jogos ainda estão a dar os primeiros passos e nós portugueses, já estamos descrentes.
Duas mãos cheias de atletas já competiram e sem resultados à vista.
Alguns levavam grandes esperanças na bagagem, Telma Monteiro era o nome mais sonante. Mas logo aos primeiros retoques de bravura, notou-se que não chegava para destronar os adversários.
Não temos Cristianos Ronaldos, nem Mourinhos com grande poderio. Esses desde logo garantiam medalhas cá para este pequeno país a necessitar que falem de nós além fronteiras, para desanuviar as nuvens negras que acamparam nos nossos céus, não nos deixando por nada neste mundo.
Não temos políticos como Guterres padroeiro dos refugiados.
Nem Constâncio como vice do BCE, onde abunda os euros como se fosse petróleo nas Arábias.
Já não falando de Barroso, presidente da Europa, onde se deixa guiar a duas velocidades.
Vai de Mercedes quando acompanha a Merkl e seus amigos. Recusa os Fiat, quando países de mão estendida como nós. A  Grécia, a Irlanda e alguns que já marcam passo, o convidam para dar uma ajuda.
Com estes lá vinham medalhas de ouro, prata e bronze a cada prova que participassem.
Como não os temos, lá vamos assistindo aos recordes batidos pelos homens e mulheres das grandes potências, como se fossem gaipos de uvas a cair ao chão pela altura das vindimas.
Mas ontem, ia o Domingo ainda fresco, uma atleta Coreana, daquele país que tem metade da população a comer tudo o que encontra pelo chão (que desgraça). Entrou no tapete londrino, com o pavilhão a rebentar pelas costuras e primeiro foi a Francesa ao tapete quase num abrir e fechar de olhos.
Logo, logo, ainda não tinha recuperado as forças (para quê, elas brotavam como sementes em solo fértil), foi-se a campeã olímpica em titulo, num esgar de categoria, que deixou os entendidos no judo (só agora) a acreditar que esta moça poderia vencer (como pode ser possível, custava a acreditar), e arrebatar a medalha de ouro, só ao alcance dos predestinados.
E venceu!
Assisti ao seu combate e como apoio sempre os mais pequeninos (aqueles que fazem frente ás vedetas candidatas), deu-me um gozo a sua vitória.
Esta jovem vinda da Coreia, sem palmarés e sem holofotes da ribalta a abrilhantar a sua imagem. Bateu quem lhe surgiu pela frente. Uma, duas, três e pumba de medalha de ouro ao pescoço fez subir a tão infame bandeira (dum país que ameaça a segurança mundial) e obrigou a quem assistiu, ouvir o hino odiado. Imagino a festa lá para os lados da ditadura, um herói (heroína), já tem estátua na praça garantida.
Quanto a nós, ao que resta. Vamos esperar para ver e acredito que alguns dos nossos atletas se vão superiorizar a si mesmos e dar uma enorme alegria, aqui aos dez milhões e mais alguns de Portugueses, que esperam sempre por um Carlos Lopes, Rosa Mota e companhia.