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sábado, 20 de maio de 2017

A Praia




O final do dia levou-nos à frescura do mar e, ao jantar bem perto das ondas que se faziam ouvir bem perto do restaurante. Paredes meias, com as barracas carcomidas pelo tempo, dos pescadores que ainda fazem do mar, o seu ganha-pão.
Duas horas, conversamos!
De sorrisos rasgados e olhares brilhantes. Saboreando um jantar, que nos iria tornar eternos.
Duas horas, estendemos os nossos desejos pela mesa farta e mostramos sem pejo, a nossa alegria em estar juntos.
A praia acolheu-nos já trocando beijos com sabor ao marisco e unimo-nos num abraço profundo, que fez inveja ao mar enrolando na areia.
A praia, foi o nosso estonteante momento.
A praia foi a oferenda das nossas brilhantes emoções.
A praia foi a testemunha da nossa estonteante paixão.
Por momentos, o silêncio imperou e o mar silenciou a sua batida na areia. Para não perturbar a pureza de uma entrega há tanto tempo adormecida.

sábado, 22 de abril de 2017

Amadurecemos as nossas Escolhas



De paixão em paixão, amadurecemos as nossas escolhas!
De início, agutilhamo-nos a elas como se o mundo terminasse no dia seguinte e vivemos um conto de fadas que nos embala, em muitos casos, para lá da realidade.
Nada mais existe na nossa vida, do que a maravilha da paixão descoberta!
O nosso rosto, vinca a felicidade num sorriso largo e no olhar faiscado.
O nosso corpo, transpira as emoções vividas minuto a minuto, ainda sentindo o toque da pele macia e, as contracções da paixão vivida.
O nosso pensamento deseja, que o tempo galgue as tarefas diárias. Para juntar dois seres sedentos de um louco fim de noite. Onde as estrelas são as testemunhas e as guardiãs, de uma paixão sem amarras.


sábado, 11 de março de 2017

Não sei se parti ou se Voltei





Não sei se parti. Porque ainda aqui estou!
Longos dias repetindo os passos, que já martirizam as calçadas.
Um pouco farto de não fazer nada e sonhando com momentos bem distantes.
Salvam-se as amizades conquistadas e os desejos concretizados.
Não sei se voltei. Porque ainda lá estou!
Apesar de por dias me encontrar tão longe que, sozinho, num quarto virado para o que ainda resta da neve, teimando em não deixar os cumes que abraçam o céu. Adormecia no paraíso.  
Revi mais uma vez o pôr-do-sol belíssimo, que me saudava à chegada.
Seria o de cá, sempre a levar a ansiedade de esperar melhores dias.
Ou o de lá, que me conduz a noites tranquilas.
Foram poucos dias para arrumar as trouxas, já com teias de aranha que pelas noites infinitas, faziam de anjo da guarda.
Fim de um ciclo num país.
Outro se seguirá, já com as malas a abarrotar de agasalhos e de sonhos que desde garoto me acompanham.
Só sei que senti por dias, a adrenalina do vai e vem, sempre com aquele friozinho que arrepia.

sábado, 4 de março de 2017

Assim Seja




Que queres que faça?
Quando podemos estar juntos, não conseguimos. E quando posso estar contigo, andas na tua vida.
Portanto não é frustração! É nada poder fazer para te rever.
Mil vezes repeti isto nas horas intermináveis, que enfrento desde a alvorada.
Percorro os cantos conhecidos, para te encontrar antes que me fujas.
Escondo-me nos recantos floridos para que tu chegues e te surpreenda de seguida. Mas quase sempre te perco, porque me canso da tua fuga.
Tu escondes o que eu adivinho e o tempo vai passando e perdemos momentos divinos.
Outras mostram o que eu nem imagino.
 Por entre as amarras entranhadas com o sebo recente das suas paixões. Agarrando-se miraculosamente, para não se espalmarem no abismo das líricas emoções.
Sejamos felizes mesmo tentando desgastar os locais já loucamente percorridos.
Por que loucos já estamos, com as derrocadas infelizes que esta vida nos proporciona.

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Voltou a Neve




Voltou a neve, com a esperança de a guardar no bornal levando-a para um regresso inesperado.
A rua cobriu-se de branco e os telhados enfeitaram-se como a desejarem, a permanência da brancura que absolve o que se passa por baixo dessas coberturas.
Caminhei para as compras de fim-de-semana com todo o cuidado para não quebrar o esqueleto resguardado pelo casacão de Trás dos Montes, que é a cobiça dos alemães divertidos.
Já me dão mil euros pelo capote. E só o vendo, logo que deixe esta vida de imigrante entrincheirado numa cidade a arrotar bafo de polacos, turcos, italianos, russos e os sem-abrigo.
Nas compras levaram-me pela certa!
Comprei seiscentas gramas de frango (GMO FREIRE HAEHNCHE), indicando dois euros e noventa e nove. Com trinta por cento de desconto, visto a data terminar amanhã. E em vez de me retirarem o desconto, somaram-no e mais grave, até lhe aumentaram o preço. Com um total de cinco euros e cinquenta.
Reclamei na meia dúzia de palavras em alemão que aprendi enquanto lidava com colegas pintados com as nódoas da arte. Mas nada adiantou!
 A chefe da caixa gorda como um bidão, mandou-me passear e ir aturar outra. Mesmo com o talão na mão e tendo-lhe tirado da mão a calculadora que justificava o erro bem evidente. Ela desancava-me abrindo os braços que se me agarrassem. Abafava-me!
Mais logo, quando chegar o tradutor Ribatejano que me guia nestas andanças por terra da tia Merkel, vamos lá e bato o pé à minha indignação.
Não é nada, mas o que me retiveram dá para uma garrafa de Martini e misturando com cerveja, dá para uma noite de folia.
Como não posso mexer no frango para poder reclamar e gozar com a gorda. Vou almoçar umas costeletas já temperadas, num arroz com netos que por aqui custam os olhos da cara e saborear uma pinga espanhola. Para festejar o regresso à terra prometida.