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domingo, 20 de maio de 2018

Tens que me olhar, me Ouvir....



Por vezes sentimos, sem ver e sem ouvir!
Algo nos diz que sentimos. Algo nos faz sonhar acordado, com a felicidade mesmo ainda ancorada.
Algo acompanha os nossos dias.
E hora a hora. Surge uma imagem, uma frase, que ficou na retina.
Nas entrelinhas de desabafos espontâneos, lemos emoções desejadas.
No apogeu da alegria demonstrada, as palavras soltam-se numa risada.
A nossa vida inicia uma partilha, ainda mesmo num embrião microscópio, mas já a raiar vida.
Olhamos as fotos escondidas.
São essas, que nos alicia a descobrir, a capacidade em conhecer, o que nos pode escapar.
Os dias seguem o destino de cada um.
As noites reservam os sonhos, que a nossa mente registou.
Sentimo-nos tão presentes que as tarefas diárias, por vezes, agrupam a partilha como se a nossa presença, já fizesse parte da mobília.
E ainda nem nos olhamos e nem nos ouvimos!
A vida é uma incerteza, tudo é possível!

terça-feira, 1 de maio de 2018

Tanto equilíbrio Emocional







O calor atingia mais de trinta e o desconforto era notório.
Ainda existiam vestígios de uma noite tão quente, que me encharcou em líquidos de elevada taxa e me prostrou na poltrona, deixando-me num ressonar profundo.
Procurar a frescura do lago pelos caminhos trilhados, tão asseados. Era o despertar, deste corpo desidratado.
O verde, que desponta com a chegada da Primavera. Maravilha as margens e liberta os males, que afligem o meu corpo.
Os peixes enormes, bu buscam os cantos onde podem engolir um pouco, das sobras de um lanche, adquirido no bar quase hippy, da praia fluvial.
Do outro lado, as montanhas guardiãs do equilíbrio relaxante, no adorno desta beleza deslumbrante. Maravilha ainda mais, este canto, desenhado pela mão de Deus.
Até um coreto se descobre, neste trilho sem vestígios de qualquer sujidade, para descansar da caminhada e sonhar acordado.
Sonhar com um toque, um abraço, um carinho que se encaminha ainda distante. É o que me faz sorrir, enquanto me estendo na relva do lago, sentindo a Natureza cuidar de mim.
Tanta beleza ao pé da porta.
Tanta paz, a dois passos da porta.
Tanto equilíbrio emocional, depois de bater a porta.



domingo, 8 de abril de 2018

Só o meu Cérebro



Caminhei, caminhei!
Bem junto ao trilho, que sigo as montanhas.
Enormes!
 Agora limpas, da neve imensa que lhes cobriu de branco, autênticas virgens imaculadas que verdade se diga, nunca amortalharam até hoje, nenhum humano nas suas entranhas.
Jurei que as ultrapassava, afinal estão estatísticas.
Acelerava o passo, mas de nada valia. Eram monstros acastanhados que formam muralhas, em redor das cidades que se acotovelam em seu redor. As montanhas são infinitas!
Rendi-me à evidência e procurei admirar a sua beleza.
Vejo trilhos sinuosos, surgindo ingremes até ao cimo.
Vejo um restaurante no seu peito, obra de homens destemidos que levam até ao meio do céu, a maravilha de muitos, usufruírem da beleza infinita.
E ironicamente pensei: Quando fizer anos, irei lá almoçar com quem poderá lá chegar!
São duas horas de carro pelas costas da montanha, em terra batida, com a certeza de ter, muito para que os seus olhos brilhem.
No regresso, caminhei junto ao rio.
Tanta paz, tanto silêncio.
Que sentia o coração, no batimento do meu sossego.
E logo eu, que vinha do desassossego!
Perto de casa, ainda fui colocar uma vela na capela que protege quem cá vive.
Acolhendo de portas abertas, quem por algum tempo cá permanece!
Foram duas horas, de sol primaveril. E os campos, a abrirem-se no verde, ainda juvenil.
Só o meu cérebro, vivia mais intenso, que este paraíso!

domingo, 11 de março de 2018

Isto é tão belo e Silencioso





Já sinto o chilrear da passarada!
Acordam-me ainda é tão cedo, que reviro-me na cama para saborear mais umas horas. Das poucas, que todos os dias a deixo, ainda o dia não nasceu.
A Primavera está tão perto que, a agitação da Natureza é fantástica!
A neve derreteu num abrir e fechar de olhos.
Os campos estão prontos para as sementeiras.
Os animais por fim, voltam a saborear os primeiros rebentos.
Saio para renovar os vícios da noite e encho os pulmões, da pureza que me rodeia.
O corpo manifesta-se embrulhado nos agasalhos, porque o clima ainda é tremelicante.
E dou a minha passeata, até que o frio me obrigue a dar meia volta.
Ao sair de casa, dou com a polícia de radar na mão, esperando que os mais distraídos, ultrapassem a velocidade estabelecida.
Escondem-se no barranco que conduz à minha casa e quando os desafortunados automobilistas se apercebem, já é tarde para desculpas.
Dois catraios brincam numa alegria desenfreada e embalados pela trotinete e pelos patins. Percorrem o espaço da sua casa, só parando na berma da estrada.
Saúdam-me alegremente com os rostos avermelhados e voltam a serpentear os canteiros da bela vivenda.
Já perto de casa, paro um pouco no regato que seca pelo Verão e lanço uma folha ainda húmida pelo tempo que faz.
 Vejo-a a boiar pelo que a vista alcança, rumo ao braço de rio que nasce nas montanhas gigantes e vai de encontro ao caudal enorme, que rasga a cidade ao meio. Vindo já de países distantes.
É hora de mais um café e como já sinto a balburdia da casa a despertar a rotina diária, vou preparar o almoço com gosto.
Isto é tão belo e silencioso, que a Paz que tanta gente procura, está plantada neste paraíso!

domingo, 25 de fevereiro de 2018

Nunca digas o que não penso no Momento




Adoro conversar com as pessoas!
Digo-lhe a minha intenção: Conhecer, conversar, passar umas horas alegres.
As pessoas concordam.
Os dias passam e tagarelamos, fundamentalmente do dia-a-dia. E comunico quando volto para o café da praxe, que envolve sempre o cara a cara.  
Vivem o momento da minha chegada. Eu vivo o momento de as conhecer
Tão simples em adultos livres.
Por fim, Chego.
Não conseguem arranjar umas horas longe da própria rotina.
Imaginam cenários, ocupações e aniversários que as retêm, nas noites que deviam ser os nossos encontros.
Por vezes querem tudo em pouco tempo. E quando acordam, apercebem-se que se deixaram ir longe demais e há que inverter a situação. Voltando-se a enfiar, na rotina diária que as amordaça.
Quando regresso, parece que têm tempo para tudo!
E esperam sempre, que as liberte um pouco da rotina que não são capazes de se libertar.
Por isso já não vivo de manifestações de encontros.
Quando conheço alguém por aqui. Vivo como se de um encontro se tratasse e como é diferente, as pessoas, absorverem esses momentos.
Libertam-se um pouco da mordaça que vivem, mesmo que seja, um mini conto de fadas.
É o momento!
Sei que no dia seguinte nada será igual.
Mas valeu aquele bocadinho.
Deixei de encontros só ao pé da porta. Quando a minha está, tão longe da sua.
Por isso nada quero saber. E nem admito que alguém perturbe o meu estado, quando me tinha bem perto de um abraço.
E sim, por aqui, oferecer o rosário das suas vidas.
Por isso vivo cada pessoa à minha maneira!
São os meus momentos.
Que por vezes tão simples, que em alguns casos viram maravilhosos.
Tomo um banho e preparo-me para ir jantar e depois curtir a noite à minha maneira. Não à maneira que me possam impor.
Vivo na simplicidade de um gesto, de um olhar, de um bom jantar, de um bom dia de trabalho.
Dou tudo por isso! E não admito, que ninguém me altere isso.
Já vivi algo de muito!
Agora quero viver, o que me passam proporcionar
Nada exijo. Nada peço!
Acredito que a vida tem pessoas que pensam como eu. E se as encontrar serão momentos maravilhosos.
Houve momentos longos, ou curtos. Que me arrepiei com um sorriso, um olhar!
Já me senti o homem mais feliz no corpo de alguém.
Já me deliciei com ambientes de família que nunca tive.
Já me senti feliz, sentindo que quem estava comigo, me considerava verdadeiro amigo.
Portanto. Nunca digas o que não penso no momento!
Porque te direi, o que te faria se estivesses por perto.