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sábado, 1 de agosto de 2015

Levaste-me os Sonhos mas ficam os Momentos




Levaste-me os sonhos
Num rasto de nostalgia.
O pior é a tua dolorosa ausência.
Semelhante a grilhetas, que me travam os passos

Demoro tempos infinitos
A contemplar o calendário da vida.
Os dias são números cadenciados
Os meses abrem-me a mala da saudade

Excedo-me em saídas esporádicas
Agarrado a dois dedos de conversa
Quando me pedem um preço por uma mão
Bebo o teu corpo como recordação

Há Cristo que não te arredas da história
Os anos voam e tu não me libertas
Continuo preso a dois paus sem identificação
Procurando a tabuleta, nas nuvens por cima da cabeça

sábado, 25 de julho de 2015

Existe uma Linha



Estou farto de estar deitado
Obriga-me a sonhar acordado
Por vezes os sonhos são benéficos
No entanto, tanto sonhar ofusca-me a realidade

Vou sair para o ar puro da calçada
Refrescado pelas recentes chuvas da madrugada
É sábado, tenho tanto tempo para resolver nada fazer
Deixo para a noite, a busca de um pouco de adrenalina

Até lá escrevo alguns males dos meus pecados
Vejo fugir por entre os dedos, a aliança dourada
A vida é isto: oferece um sorriso e cobra tantos sacrifícios
Estar longe de alguém, abre gretas em carne viva

Mas existe uma linha que separa o barranco
Do lado de cá estou eu a admirar a falésia
Do outro lado, penso encontrar-se a ingénua
No final, salva-se o equilíbrio em suspiros de alívio

sábado, 2 de maio de 2015

Longo fim de Semana




O feriado trouxe o descanso
Num fim-de-semana prolongado
Não larguei o leito ao longo de várias horas
Coloquei o sono em dia, era bem cedo que me levantava

O sol voltou, deixando a chuva miudinha para trás
Percorro a calçada, observando quem lá passa
É porta sim, porta sim. De preços a um euro
São bugigangas. Mas pelo meio, algo faz falta

Três dias sem nada fazer
É só comer, dormir e sair pela noite dentro
Terminou um mês, por terras do” el contado”
Engrossa o saldo, depois de meses amarrotado

Não sei o dia que voltarei
Será em Agosto no início, ou pelo meio
Até lá, serão dias e dias, que não duplicam
Tenho saudades do belo sorriso e terno olhar

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Três Dias




Três dias a falar contigo.
Três dias a dizeres o mesmo
Três dias a relembrar bons momentos
Três dias a dizeres que minto

Três dias a pensar em ti.
Três dias a dizeres que faço,
com outra intenção
Três dias que não posso guardar para mim, o que sinto por ti

Três dias a escrever sobre ti
Três dias a relembrar tudo de ti
Três dias a lamentares, teres colocado os olhos nos meus
Três dias a chorares nos cantos da casa

Três dias a dizeres que me exibo
Três dias a pensar em ti
BASTA! Imenso em três dias.
Insuficientes para mesmo longe, confiares em mim!

domingo, 5 de abril de 2015

E tudo numa Semana


Morre o cineasta,
 morre o economista.
Morre o padre da terra,
 morre o profeta.

 Morreu imenso da nossa cultura,
 Desaparece quem teve em mãos a nossa fortuna.
Não viveu para descerrar o seu busto perpétuo.
Ressuscitou, para não morrermos no inferno

 O manuel dos filmes
O lopes das finanças
O Jesus rei dos Judeus e o seara.
 Faleceram está semana.

 O país ficou mais pobre
 Eles não resistem ao avançar da idade
 Jesus Cristo foi o que faleceu mais novo
 Ressuscitou ao terceiro dia, para perdoar o povo.

sábado, 21 de março de 2015

Dia Mundial da Poesia



Escrever poesia é como aliviar a memória
Em quatro frases se resume uma história
Não são todos a construir versos
Mas alguns a rimar com palavras poéticas

Dia mundial da poesia
Farto em balburdia e correrias
As notícias são sempre iguais e deprimidas
Salva-se a bola para originar gritarias

Há poetas! Que já são raros
Escondidos nos escombros do pensamento
De quando em vez, lançam livros
Para meia dúzia de entendidos

Dia mundial da poesia passa ao lado
Da enorme maioria que pouco liga
São poucos que ainda se esfalfam
Para manter viva a poesia