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terça-feira, 18 de agosto de 2009

O Jipe Levava os Dossiers e Será, Também as Escutas



Andava cansado e hoje depois do almoço sentia-me a arrastar as pernas e caí em cima da cama numa soneca de duas horas que me soube pela vida.
As férias cansam!
Refugiei-me um pouco no computador para saber as ultimas e dou de caras com notícias de fazer rir o Hugo Chaves!
Não é que andam a espiar o presidente!
Apetece-me voltar à cama e continuar com o meu soninho.
Mas também quero chegar a alguma conclusão e perceber como noticias destas aparecem na estampa da nossa vidinha.
Cavaco anda a ser vigiado e escutado?
A que propósito isto chega aos meus ouvidos ainda com réstias de água salgada de mergulhos diários numa semana de muita praia.
Claro que uns estão de férias refastelados em cadeiras que seguram o corpo a tostar num sol que avermelha os custados enquanto dormitam umas horitas.
Outros estão no seu trabalho a dar-nos as ultimas e logo a de que o Presidente possa andar sob escuta.
Claro que isto é mentira! Todos juram que é um boato tão falso, que quem o enviou através do Público rua fora, merece punição severa.
Uma coisa é certa! Alguém ligado à Casa Civil bufou a alguém ligado ao PS!
Talvez um amigo do peito, numa conversa de café a horas já avançadas e mergulhado já em bebidas frescas para desanuviar um calor de pico do Verão.
Talvez numa reunião de família, alguém lançasse rumores de que isto e aquilo aconteceu. E quem estivesse nessa roda familiar fosse a correr contar a história que apanhou e pusesse a arder o rastilho pronto para seguir o seu rumo, só faltando o alguém que o acendesse.
O que é certo, temos aqui uma história que vai aquecer uma semana de Verão que está no auge do aproveitamento. E perante as opiniões já ventiladas nos órgãos de informação, não restam dúvidas que vamos ter folhetim novelesco.
O nervosismo deve já imperar de forma bem visível lá para os lados da residência presidencial.
As férias do Presidente esfriaram com esta notícia. Mas olhando para o perfil de Cavaco Silva, sinto que o nosso presidente levou com a batata quente, que rapidamente terá que a esfriar, embora não precisando de a comer. E juntar o A mais o B, para descobrir (se já não descobriu), de onde surgiu este fumo cheirando a escuta e vigilância.
Claro que temos o jornal o Público, como uma Bíblia que lançou mais este mandamento que abriu as portas à corrida a novas noticias sobre este tema.
Nesta altura outros concorrentes esforçam-se para encontrar matéria para desvendar os contornos ainda bem camuflados deste drama político. Que ameaça estragar (se já não estragou) o sossego veraneante dos visados e dos que irão de certeza surgir proximamente como os responsáveis pelo conteúdo de uma noticia, que irá de toda a forma castigar uns e porventura beneficiar outros, que neste momento lavam as mãos como que a dizer: deste vírus não tenho intenção de ser contaminado.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Quem é Joana Amaral Dias



É uma jovem saída do quase nada, para a ribalta política, que enche os jornais televisivos nas trocas e baldrocas entre Sócrates e Louça.

É a jovem que ao apoiar Mário Soares numas eleições Presidenciais, indo contra as directrizes do seu partido o Bloco de Esquerda, ficou na lista negra do mesmo levando à sua expulsão sem apelo, nem nada que lhe valesse.

É a jovem que deu com a boca no trombone ao lançar, para quem quis apanhar e foram logo os jornalistas do costume e os bloguistas ansiosos, a bomba ainda a ricochetear no trajecto previamente programado de confessar que José Sócrates a convidou para integrar as listas Socialistas e logo com lugar assegurado.

É a jovem que está a levar José Sócrates aos píncaros da irritabilidade, já que tem o Francisco Louça a afirmar que ele está a mentir, quando o mesmo Sócrates jura a pés juntos que nada se passou com esta mesma Joana Amaral Dias, que segundo ele já não se cruzava com ela há mais de um ano.

É a jovem que deu inicio ao agitar de um Verão quente, incendiando a delicada área protegida onde se movimenta José Sócrates atiçando uma pré campanha, ainda refastelada nas férias de Verão a que todos têm direito.

É a jovem que atirou a primeira pedra, acertando na frágil redoma de vidro que abriga o quartel-general do PS, obrigando o general vir a terreiro de dedo em riste gritando alto e em bom som que o convite que essa jovem que até o merecia, visto o que passou ao apoiar a maior figura cá do burgo Socialista não passou de um sonho criado por ela própria, autentica Joana d’Arc, fruto talvez de uma inexperiência politica que só os anos amadurece.

É a jovem que ao atirar a pedra, tratou logo de se refugiar no sótão de sua casa com os principais contactos desligados, esperando no que vai dar toda a bronca propositada ou não, que ajudou a virar autentico caso, para já, sem fim à vista.

É a jovem que valha a verdade obrigou a que a comunicação social praticamente se esquecesse do folclórico Alberto João no já famoso Chão da Lagoa, deixando para segundo plano o seu bailarico de politiqueiro regional, aliviando assim um pouco as costas dos ministros por ele longamente visados.

É a jovem que vai continuar a ser jovem e quem sabe depois assentar toda a poeira que está no ar e que vai entupindo o nariz de Sócrates e Louça. Voltará como a heroína num regresso às origens porque o, volta que estás perdoada também acontece quando o partido que expulsa retire dividendos com a excluída. Pode levar o seu tempo mas só a Joana caberá a última palavra.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Os que Afinal sempre Eram Apontados com o Dedo



As figuras que até à pouco tempo nos governavam, algumas das quais já tinham caído no esquecimento e nem delas se ouvia falar, estão por esta altura nas bocas do mundo confinadas a arguidas no tão badalado directa ou indirectamente slogan, que já virou novela o BPN.
Situação impensável até há pouco tempo onde constituir arguido um ex ministro era uma utopia. Hoje eles caiem como tordos e só esperamos o grosso da opinião pública, que os julgamentos condenem os prevaricadores com penas efectivas e não com a já famosa pena suspensa, que não é mais que uma libertação na prática.
Já que na teoria embora seja condenado, mas com o decorrer do tempo tudo se apaga no lamaçal dos desaparecimentos misteriosos que deixam de provar o que quer que seja.
Imagino com alguma satisfação, toda a correria dos arguidos!
Contratar os melhores advogados indicados pelos amigos que não perderam, no tempo que eram Ministros. Onde tudo conheciam e em alguns casos alguns protegiam.
Destruir provas que poderiam incriminar a mais que provável tentativa de provar que tudo é verdade do que lhes acusam. E destruindo, aclamam que não tinham nada a haver com o que lhe acusam e como tal estão de consciência tranquila. Porque infelizmente existe sempre alguém que avisa, que alguém vai bater à porta do próximo arguido (que só muitas horas mais tarde saberemos) e esse mesmo arguido, que ainda não o é, tem tempo para se desembaraçar de provas comprometedoras e enfrenta a comunicação com aquele ar de inocente, que nada fez e que está a ser vitima de uma tramóia com fins políticos.
Haja o necessário reconhecimento, que se está a trabalhar na procura de julgar os implicados em actos altamente lesivos, numa forma de vincar que quem está acima da lei, tem que arcar com as consequências dos seus actos recentes, ou já com teias de aranha perdidos num tempo não muito distante.
Mas também é verdade que a crise madrasta salteadora do bem social que legitimamente deveria ser apanágio de uma sociedade justa e humanista. Contribuiu para que se corresse em busca dos corruptos, quanto mais não fosse para acalmar o povo depenado das suas poupanças e emagrecendo da falta de sustento devido à fuga do emprego e às constantes ameaças dos bancos aflitos para lhes levarem também os ossos.
A tudo isto a Sociedade assiste já resignada com tamanha calamidade Social.
Uns roubam para se alimentarem! Os espoliados da Sociedade.

Outros roubam para alimentar os vícios impregnados num corpo habituado à boa vida! Habituados a terem tudo de mão beijada.

Outros mais, dentro do mesmo cariz, roubam por roubar, fazendo dessa arte o seu modo de vida! Tornando-se altamente violentos sem pejo em matar o pobre inocente.

E por fim os que roubam de colarinho branco!
Já são donos de toda a freguesia que os viu nascer. Riscam e cortam a seu belo prazer.
Mas a ganância de: se for para mim não vai para o outro. Leva-os a fechar os olhos e quando os abrem são presenteados com chorudos embrulhos que lhes enche a alma de êxtase incontido e não se apercebem, que um dia todo esse encher do saco com subornos e negócios ilícitos serão por fim reprimidos. E com ou sem alertas dos grandes amigos, serão os bodes expiatórios de uma Sociedade, que bem sabe que os grandes tubarões irão sempre se refugiar em aguas calmas e profundas e só serão chamados à justiça depois de deixarem os altos cargos públicos e políticos que lideravam.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Na Sociedade de Hoje não Desabrocha Líderes Natos


Um dos grandes entraves à construção de dinâmicas associativas tem a ver com a juventude dos nossos dias.
A juventude não adere ao associativismo, acho que deixou de ter “pachorra” para isso.
É uma juventude apática, insensível.
Uma juventude virada para a vida fácil do deita tarde e tarde se levanta!
Uma juventude fechada em si mesma, abrindo-se para dentro das novas tecnologias!
Formando pequenos grupos, para marcar território e assim oferecer poiso seguro aos que esfrangalham a Sociedade em delitos ferozes, que deixam marcadas tatuagens de sangue nos corpos dos infelizes que se atravessaram nos seus caminhos.
A Sociedade de hoje não desabrocha líderes natos!
Que trabalhem de forma voluntária, compreendam a importância dos valores éticos e culturais, que regem o movimento associativo, gostem do associativismo e tenham disponibilidade para as tarefas e problemas das Associações.
Vemos o exemplo dos vários pólos de faculdades em que o líder associativo nem de longe nem de perto se equipara aos presidentes de há uns anos. Autênticos defensores das suas Associações. Sempre prontos para virem para a praça pública, reivindicar o que estagnava o ensino e hoje, fundamental esse líder numa fase de grandes transformações.
A Sociedade fez nascer a flexibilidade e com ela a insegurança social que baralhou os horários de trabalho, desorganizando cada vez mais a vida social e familiar. Tornando-se cada vez mais difícil, encontrar tempo para espaços de convívio e para actividades não remuneradas.
Os meios de comunicação repelam e desprezam os ideais da solidariedade e da dedicação voluntária. Porque só lhes interessa, cada vez mais o sensacionalismo, o sucesso individual e o individualismo em detrimento do trabalho colectivo.
Assim sendo, só vencemos se apoiarmos os jovens!
Porque é através deles, que poderemos e devemos preservar o associativismo.
É no seu saber que está o futuro das Associações e o futuro do Mundo
É imprescindível uma prospecção atenta por crânios experientes nestas andanças, aproveitando todas as manifestações de âmbito cultural, desportivo, intelectual etc. …
Para tentar desabrochar nesse meio, o bichinho que ainda existe dentro dos jovens para poderem assumir o associativismo como uma forma de realização Social e até mesmo profissional, dado que muitos líderes associativos, viram abrir-se as portas da sua vida profissional, devido ao labor associativo.
No meu tempo de jovem pertenci a várias associações, politicas, culturais, populares.
Nada tirei de benefícios económicos, pelo contrário, na maioria delas tive que contribuir com o dinheiro dos meus pais e depois do meu quando comecei a trabalhar. E foi aí que comecei a crescer como homem!
Foi no associativismo que aprendi as lições básicas da vida. Como cozinhar, cantar, discursar para plateias, praticar desporto, enriquecer a minha capacidade intelectual. E acima de tudo aprendi o sentimento da amizade, e mais de que tudo, o ajudar o próximo para que um dia também alguém me ajude se for caso disso. Porque ao longo da nossa vida à sempre um momento que precisamos de um simples sorriso, ou de uma mão amiga que nos ampare para não cairmos num lamaçal de ingratidão.
Mas isso foram outros tempos! Tempos de verdade. De humanidade. E de Associativismo.

domingo, 5 de julho de 2009

O Melhor é Cada um Olhar por Si


Vivemos os dias intensamente, de uma semana que começou com o final de um mês, onde já milhares encabeçam os cadernos do desemprego.
Outros tardam em receber o seu salário.
E muitos mais vão entrar em layoff, já que não existem encomendas que consigam fazer as empresas laborarem todos os dias. E assim possam manter os empregos, enquanto a confiança dos investidores não sobe para fazer descer a crise mundial.
São os sinais desta crise impiedosa que como diz o dono do BES, a culpa é dos banqueiros!
Mas a meio desta mesma semana o Ministro das Finanças, ainda sem imaginar que virou bombeiro para acudir a vários fogos à mesma hora. Veio a publico informar que a crise já passou e a retoma deixou de ser uma utopia para dar lugar á realidade.
Um dia depois, João Salgueiro alerta que mesmo que a retoma se instala nos países desenvolvidos, Portugal continuará em crise.
E andamos nisto! Uns dizem que voltamos a ver a luz ao fundo do túnel.
Outros logo vêm a correr, alertar que a crise está para durar. Porque a luz só irá ser para alguns, dos muitos que na escuridão tacteiam para encontrar as frinchas da porta da salvação.
O melhor é cada um olhar por si e sentir ou não melhoras, no dia-a-dia que tem que enfrentar para ganhar o sustento da família.
Entretanto para esquecer um pouco este emaranhado de necessidades e apesar de tudo, darmos graças a Deus por cá andarmos, já que nos livramos da má sorte de mais um avião que teve como pista final o oceano que num curto espaço de tempo foi o fim da vida para centenas de pessoas que sem darem por isso foram ao alto mar e de lá não voltaram com vida.
Salvou-se uma miudinha que desafiou o destino como a dizer ao mundo, que acreditem em milagres, que eu vos digo que eles existem e andam a rondar este planeta.
Esperamos que eles surjam e que matem, não salvem a vida. Desta crise que aos poucos vai afundando também em mar alto milhões e milhões de vidas, sem uma simples bóia para tentarem a salvação.
Entretanto o País assistiu ao desnorte do Ministro da Economia e num assomo de desgaste não contido, já que cada passo é dado no fio da navalha. Rebentou com a comporta que sustinha o stress acumulado de anos intensos de chuvas de desempregados. E descarregou-os em local altamente proibido onde a Democracia ainda dita leis, numa soberania incontestada. Levando com a demissão como o único caminho a seguir de um Ministro que não nasceu para ser politico.
Entretanto o vírus que nasceu no México e já anda à boleia dos humanos por meio mundo, multiplica-se como os mosquitos e já faz vítimas a cada dia que passa, mantendo o mundo estupefacto, ainda não acreditando que pode chegar a casa de qualquer mortal seja rico ou podre, basta estar no local errado à hora errada.
Não tarda, andamos todos de mascara para evitar o mínimo gesto de uma boca de alguém bem próximo.
Já estou a imaginar a população de mascaras de todas as cores e feitios. Publicitando as melhores marcas e projectando o mundo do marketing.
Não estou a brincar! Tudo é possível. Neste mundo que arrota insensibilidade. E já agora a ideia é minha!
Findou-se a semana com a morte da esperança de milhões em mais um jackpot no Euromilhôes, única almofada de conforto e de sonhos até às vinte e uma horas, de um final de semana que leva alguns a endoidecer com tanto dinheiro de uma só vez. E milhões a olhar para o boletim na ínfima esperança que os números que lá estão dêem lugar aos números que foram premiados. Mas resignados, esperam por melhor sorte e sexta-feira será a volta da esperança que é sempre a ultima a morrer. E quem sabe, poderá ser o meu e de quem joga, o grande dia.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Sinto o País a Passo de Caracol


O Comércio está estagnado!
Não existe poder de compra para remexer com a barafunda das lojas cheias de gente, num vai e vem de pessoas. Que entravam com as mãos a abanar e saíam, com elas ocupadas com sacos coloridos e a alegria estampada no rosto. Porque satisfaziam uma necessidade de se vestirem, aliado ao prazer de se sentirem bem com elas próprias.
Hoje entram também com as mãos a abanar e só se servem delas, para remexerem com os modelos mirando-os de alto a baixo e até os encostando ao corpo. As mais afoitas ainda se infiltram nos aposentos de provas para pelo menos durante alguns minutos se convencerem se valerá a pena o investimento que a peça está valorizada. E todas elas resignadas com um olhar saudosista de tempos não muito distantes, abandonam as lojas do mesmo modo que entraram: de mãos a abanar!
E como a procura está pelas rua da amargura, o Comércio tenta por todos os meios chamar o povo, introduzindo preços convidativos, mas como na maioria dos casos se comprova, a qualidade deixa muito a desejar e o feitiço vira-se contra o feiticeiro, porque o povo já não vai em cantigas.
Os Serviços estacam na falta de consumidores!
Onde não existe dinheiro, é o que se constata pela fase indesejável que atravessamos. Não existe consumo, ou então, é mínimo e que não cria riqueza que por sua vez não alimentará outros sectores da Sociedade.
Os Portugueses estavam habituados a um certo conforto consumista e hoje relevam-se para o resguardo dos lares, solução para combater esse conforto consumista, porque os orçamentos deixaram de contemplar tamanho prazer.
A Indústria emperra no retorno da actividade de um tempo não muito distante!
E arrasta empresas para o encerramento e trabalhadores para o desalento.
O consumo recuou drasticamente e com ele arrastou a Indústria para o isolamento de uma produção ao relanti, que agoniza Empresários, Trabalhadores, Fornecedores. Enfim, agoniza toda a Sociedade.
Os engarrafamentos em hora de ponta martirizavam a nossa paciência, mas tinham o condão de ser o sinal de a Sociedade se agitar.
Da Sociedade proporcionar oferta e procura nos vários sectores, porque existia trabalho. E trabalho era o fundo de maneio, que alimentava quase freneticamente toda a necessidade que a população sentia em adquirir o que achava que lhe fazia falta. Para uma qualidade de vida que levantava o ego e que justificava o estarmos vivos e milhões de nós felizes.
Hoje os engarrafamentos são de uma maneira geral, fácies de superar!
Não entopem Avenidas. Não estagnam rotundas em anéis comprimidos que sufocavam quem infelizmente lá era obrigado a permanecer. Principalmente fora dos grandes centros, mas onde também se concentram milhões de seres humanos.
Tudo porque o país está parado, ou a caminhar como os idosos, pedindo a uma perna para a outra andar, arrastando-as pelas ruas, outrora cheias de vida, cheias de movimento, cheias de um povo com auto-estima procurando a melhor qualidade de vida, que era aberta como um girassol, da cor do sol que quando nasce é para todos!

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Nunca Estamos bem


Será que merecemos aquilo que pretendemos!
Somos umas chagas a pedir o que nos falta.
Somos umas chagas a pedir o que não nos faz falta, só para que outros não embalem no colo, a verdadeira necessidade. E assim sendo, ficam órfãos de um consolo que afugentava a fome.
Nunca estamos bem com aquilo que possuímos.
E recorremos sempre à boleia de um apoio. À boleia de um subsídio social. À boleia de um desconto especial!
Não é o que conseguimos, que nos alimenta a ansiedade. Mas dá-nos um gozo, enganar os crânios atestados de mestria.
Esbugalhamos os olhos para adquirir o mundo!
Única salvação para suprir constantes emergências.
Calcorreamos a fase que nos seca a fonte do pecúlio já agonizante.
E não se desenha chuva no horizonte que regue a semente, para brotar e ressuscitar a esperança de um sorriso mascado de vida.
Rezamos, rezamos cientes na fé que move montanhas!
Prometemos graças em aflições que nos sufocam em avalanche.
Desesperados corremos, a sete pés sem direcção assumida. Batendo em corpos moribundos numa desgraça sem fim.
Por fim! Porquê tanto sofrimento. Alcançamos o céu, dando lugar a uma nova vida!

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Duas Realidades tão Desiguais e tão Perto, que Até se Tocam



No mesmo País, mais concretamente no Reino Unido assiste-se ao encontro de duas realidades bem diferentes!
Vivemos numa sociedade onde os balões de oxigénio aterram cheios de euros em Manchester devido à loucura de um clube pagar perto de cem milhões e levar a jóia da coroa dos Red Villes. Não deixando margem de manobra para pensar sequer em conservar essa jóia.
E bem perto, na famosa British Airways, foi lançada uma petição por correio electrónico numa tentativa da empresa superar a má gestão financeira, a solicitar numa espécie de aterragem de um Boeing de emergência. Um pedido a 30 mil trabalhadores para que renunciem voluntariamente ao salário, entre o período de uma semana e um mês, mas não ao trabalho.
E para que não restasse a mais pequena duvida e numa forma de dar o exemplo, o presidente da companhia aérea, decidiu não receber o seu ordenado de 72.700 euros correspondente a um mês salarial.
Aqui temos o exemplo concreto dos trabalhadores dar o “corpo ao manifesto”, é mesmo e, não receberem o salário, para assim a empresa conseguir uma lufada de ar fresco na continuação da sua actividade evitando despedimentos, que incidiam sempre nos trabalhadores que engrossam o sector visível da manutenção e como em quase todos os exemplos os quadros seriam praticamente mantidos obviamente com ligeiras excepções.
Resta saber se os trabalhadores estão receptivos a este desafio, levando-os ainda mais no encolhimento do seu orçamento, que como todos sabemos perante a crise instalada é um pau de dois bicos.
É uma medida drástica e acredito que seja a ultima hipótese de muitas que a empresa recorreu, de salvar para já, todos os postos de trabalho.
Portanto dois casos de, por um lado, choverem euros num autentico dilúvio que alagam todo o estádio do Manchester, deixando um enorme sorriso de orelha a orelha nos responsáveis deste grandioso clube, que obreiros em descobrir pérolas ainda em fase de lapidação. Transformam-nos depois em meritórios negócios, quando os resultados desportivos são no mínimo alcançados. Sabendo que no outro lado da barricada existe um clube comprador que conseguiu através de entidades bancárias, situação não muito usual nos dias que correm, as garantias para pagar a jóia pronta a mudar de ares e com a mala cheia de milhões e ilusões.
No caso seguinte, uma empresa, a mais consistente no ramo da aviação, cheia de voos negros para transportar saúde financeira a bons aeroportos. Sem entidades bancárias para amparar amaragens bem sucedidas. E como tal, recorre da maneira mais rápida e sem custos de enfrentar cara a cara milhares de trabalhadores, a rogar um apoio drástico mas sem alternativa, de todos. Para que todos possam amanha logo que novos ventos elevem as aeronaves ao cume do céu, esse mesmo céu seja a bênção de que tudo já passou e se pague o que tempos antes, se ficou por receber.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Os Bombos da Festa


Dêmos as voltas que dermos. Chegamos sempre à infeliz conclusão, que somos os bombos da festa!
Somos os bombos de uma festa, que se está a tornar numa festa rija em molestar a nossa paciência para enfrentar a continuação de uma crise que não à meio de abrandar e começar a dar sinais de que poderemos amenizar a dor de perder o pouco que nos custou a poupar e deixar um buraco sem fundo para enfrentar o futuro.
OS PORTUGUESES vivem atolados de dívidas, que lhes irão arrancar o cabelo a cada dia que passa sem conseguir atenuar os endividamentos, que por cartas ameaçadoras lhe chegam bem à frente dos olhos quando já meios a medo abrem o exíguo espaço do correio. E só lhes resta apelar a Deus, viverem até aos oitenta, para finalmente terminar o calvário, de quem já lhes comeu a carne. Mas cientes de que com a velhice lhe irão roer os ossos, porque as dívidas serão a doença crónica de uma morte anunciada.
OS PORTUGUESES correram, famílias inteiras com gerações já a envolver os netos ainda a dar os primeiros passos, a depositar economias de uma vida, no eldorado do BPN. Com promessas de juros garantidos e bem altos em relação à concorrência, para num espaço bem curto duplicar o bolo granjeado e assim fazer face aos tumultos económicos que pudessem surgir. Surgiram bem cedo com o arrastar da enxurrada da crise e hoje centenas batem à porta da sede do banco e milhares seguem-nos pela TV, num desespero sem fim para lhes darem o que é deles, mas regressam a casa revoltados e só o tribunal anos mais tarde lhes dará a justiça de reaver o que para muitos irá ser tarde demais.
OS PORTUGUESES dia após dia deslocavam-se para os empregos, numa tarefa obrigatória e realizadora, no ganha-pão diário para uma qualidade de vida, que satisfazia a auto estima e moralizava a felicidade.
E do um momento para o outro o sonho real, tornou-se no maior dos pesadelos. Com a perda do emprego e o drama Social estampado por tudo o que era esquina.
Meio milhão já engloba as estatísticas. Outros milhares vão a caminho de engrossar ainda mais este drama que destrói famílias. E rouba vidas, quando o desespero se torna num tresloucado acto de tudo apagar para sempre.
OS PORTUGUESES, sabem e já tiveram provas. Que a crise não foi causada pelos trabalhadores. Consequentemente, não deveriam ser eles a pagá-la, mediante a redução dos salários, daqueles que ainda agarram com unhas e dentes o seu emprego. E dos benefícios sociais, tão arduamente conquistados em batalhas doridas que se arrastavam meses a fio em greves tumultuosas.
Mas sem nada poder fazer, vão ser os bombos da festa, em largar umas dezenas de euros mensais para oferecer a uma Sociedade madrasta para uns. E benevolente para os reais causadores da catástrofe, que nada já têm de valor, para pagarem um décimo do mal que originaram. Porque camuflaram fortunas colossais nas saias das deusas dos ilhéus que se escondem nos bunkers sem controlo de satélite ao mínimo sinal de movimento.
E os bombos da festa que nós somos, continuarão a tocar energicamente e alegrar as festas tradicionais e as campanhas eleitorais que aí vêm, para manter este estado de coisas que se mantém há mais de trinta anos, para satisfação dos otários, que pensam que tudo sabem e que podem mudar o mundo.
Mas no fundo, bem lá no fundo! São as ingénuas marionetas do sistema.
Sistema esse, a colossal muralha invisível que nos tolhe os movimentos, marcando-nos o passo e as esperanças. Em sonhar com melhores dias e belas noites.

domingo, 24 de maio de 2009

O Engenheiro Belmiro Descobre Soluções para Travar os Encerramentos.




O Engenheiro Belmiro de Azevedo, como quem não quer a coisa infiltra-se de uma forma directa no andamento desta crise, visando os trabalhadores, aconselhando numa espécie de Messias, “o mais vale ter um emprego e ganhar metade do que perder o emprego”. Numa espécie de slogan, de uma campanha solitária que o Engenheiro há uns meses se dignou carregar naqueles ombros fartos de canseiras e anos de vida.
Vai mais longe e remata “Se fechar a empresa o que é que vão fazer”!
Portanto, para ele, os trabalhadores que ainda mantêm o seu emprego, para que a empresa não encerre é reduzir o salário. E pronto a vida continua!
Assim ao reduzir o salário, forçosamente, como deve pensar o Engenheiro para os seus botões. Os trabalhadores poderão pagar metade das suas inevitáveis contas no inicio do mês. Já que ao não perder o trabalho, estarão a contribuir para que outros não o percam e como tal não fechem as suas empresas, ou muitos dos seus trabalhadores, não irão para a rua da amargura.
Mas como tudo na vida, tem o fim do, ou tudo ou fica sem tudo! E sei que o Sr. engenheiro tem consciência de dramático facto, irá junto:
Da EDP, tanta potência energética como milhões de euros de luz (lucro). Que dá energia às empresas até ao primeiro dia de falta de pagamento. Para elas ainda lutarem contra o muro de betão.
Da SEGURANÇA SOCIAL, que ainda tem um fundo de maneio para mensalmente brindar com reformas chorudas milhares de crânios que aguentaram o país em ombros.
Da GALP, para fazer andar as viaturas em busca das encomendas. Com lucros de milhões, tantos como estrelas no céu em noite clara.
Dos BANCOS, chorando os milhões que voaram para paraísos espaciais. Mas sempre com lucros bem reais.
Pedir, aproveitando essa sua corrente de sensibilização que logrou encetar pondo os pés ao caminho. Que também elas no seguimento dos trabalhadores, cobrem metade nas facturas que as empresas terão que mês a mês lhes pagar.
Assim todos caminhávamos durante esta crise que o Engenheiro prevê para o nosso país bem mais longa que a maioria dos outros:
No ganhar metade! No reduzir as facturas para metade! Na amortização para metade! E dentro da metade que os patrões ficavam dos trabalhadores. Dos grandes fornecedores.
Obtinham um fundo de maneio para aguentarem o barco durante as fortes ondas das marés vivas. E ficavam proibidas de lançar os trabalhadores para o desemprego evitando o esganar dos nossos quase invisíveis recursos e estagnar a percentagem de desempregados que vai galopando como cavalos nas corridas de sua majestade.
Acredito que o Sr. Engenheiro irá fazer esse forcing!
É uma pessoa de créditos firmados neste país plantado em frente ao FMI, que desesperadamente bate à enorme porta tão dura como o aço. Para alguém a abrir de par em par e entregar os doze sacos cheios de euros. Um para cada mês e mais não dá porque outros vêm já seguir de mãos estendidas como pedintes na praça Tiananmem.

Há uns tempos, regressava de Lisboa para o Porto e as horas de embarcar já tinham superado o horário estabelecido, mas como tinha tempo, pouco me incomodava. O mesmo já não se passava com os outros e gerou-se um enorme sururu, já que a grande maioria tinha compromissos assumidos no Porto e o nervosismo apoderava-se da zona de embarque.
Nisto reparei em alguém que logo conheci! O Sr. Engenheiro Belmiro, longe de todos, refugiado num canto e sistematicamente agarrado ao telemóvel.
Perante o nervosismo da grande parte das pessoas fiquei na expectativa como um homem importante iria reagir ao atraso e de certeza ao cancelamento dos seus relevantes compromissos.
Não tirei os olhos dele, autentico fiscal das finanças.
Nisto pasta numa mão, gabardina na outra e pé ante pé abandonou a sala.
Esperamos hora e meia, e lá partimos num avião de cinquenta lugares, onde quarenta e nove estavam ocupados por homens desesperados e revoltados. Com tamanho atraso. E um lugar vazio onde devia de vir o Sr. Engenheiro, mas dele só a sombra porque o Belmiro de carne e osso a essa hora já estava no Porto aconchegado na poltrona a fazer contas à vida, juntando os poucos euros que tinha ganho no dia anterior, porque como é apanágio em pessoas como ele, grão a grão enche a galinha o papo e como ele tem dezenas de grandes galinheiros (empresas), muitos papos tem-nos cheios.

sábado, 23 de maio de 2009

O Bastonário Arrepiou a Manuela


A mulher andava nos píncaros!
A mulher aguardava impaciente que a famosa sexta-feira do seu Jornal Nacional, chegasse para desancar nos mesmos do costume.
Tinha o céu como destino num poder acima de tudo e de todos!
Sentia as costas guardadas pela TVI! E ao dado o sinal da abertura do jornal. Ali estava ela com a entrada triunfal e sempre com a matéria decorada naquela boca almofadada visando os mesmos de sempre num acumular de minutos a riscar o mesmo disco num pantanal de notícias repetitivas.
Mas como o povo diz, o cântaro tantas vezes vai à fonte que algum dia……. E esse dia chegou!
Convidou o Bastonário da Ordem dos Advogados “persona nom grata” para meio mundo da Advocacia e da Justiça. Onde centenas de olhos poderosos vigiam todos os movimentos, todas as palavras proferidas. Aguardando o momento certo para lhe fazerem a cama com que mais cedo ou mais tarde se irá deitar.
Mas enquanto a cama ainda não está feita, apresenta-se perante as câmaras e perante a mulher do momento. A tal que só vê o Céu como limite!
A entrevista desenrola-se num, bola lá bola cá.
Assisto com a sensação de que algo paira no ar e que a qualquer momento a louça se irá partir.
Sinto o Bastonário a tentar controlar-se e evitar ser deselegante tentando a todo o custo suster de peito aberto as investidas indirectas de Manuela.
A corda está totalmente esticada! Manuela tenta interromper o raciocínio do bastonário, para conduzir a entrevista a seu belo prazer. O Bastonário usa todo o seu poder de orador e não se deixa tropeçar no cruzamento de palavras de ambos os lados. Tenazmente leva a sua por diante e liberta daquela boca sempre aberta todo o raciocínio que lhe chega do cérebro.
Mas Manuela não se deixa abater. Eu cá te espero, pensa ela!
Um minuto depois nova tentativa de Manuela para interromper o Bastonário, mas o homem está imparável! As palavras fluem-lhe velozmente, que nem a super policia Manuela o consegue deter.
Estou em pulgas! Já devoro a melancia com as sementes e tudo! Espero a qualquer instante que o verniz estale e o confronto inevitável surja.
Manuela num último forcing, antes de encerrar a entrevista, tenta puxar para si os cordelinhos do debate e lança o veneno que tanto lhe tem dado galões, mas que desta vez a levou ao abismo impensável.
Marinho perde as estribeiras! E eu engulo melancia, sementes, casca pela garganta abaixo!
O Bastonário despido de qualquer preconceito desanca na agora pobre Manuela e foi um farto-te durante os melhores minutos que assisti em directo na televisão nos últimos anos.
Apercebo-me em directo, uma senhora ao fundo quase em pânico com o que estava a assistir. Quando minutos antes dava uma visível gargalhada a uma tirada da Madame Manuela.
Manuela queria terminar a entrevista! O Bastonário não parava de lhe atazanar aquela mona cheia de petulância.
Confesso que estava excitado com tamanho espectáculo! Devorei o resto da melancia, como o bastonário devorava a altivez da Manuela.
Nem necessito de entrar em pormenores! A esta hora o país já decorou todas as frases do Bastonário. O vídeo já rola, como internet navegando em fibra óptica.
E tenho a certeza, que serão, já amanha, chacota entre os jovens. Que não deixam passar pitada destes inesquecíveis momentos.
Valeu à Manuela, com o final da entrevista a publicidade bem longa que a TVI, nos brinda. Para se recompor do imparável Bastonário, que até saliva lhe enviou para cima do rosto agora já mais moldado depois de uns tempos lembrando a porquinha Miss Pigue.
É isto a vida! Quem anda à chuva molha-se!

quinta-feira, 21 de maio de 2009

As Gravações Proibidas!


Estamos numa Sociedade sanguessuga!
Pronta para abocanhar os pedaços deixados pelos ingénuos que alimentam folhetins, que para além de servirem para actuar eficazmente nos prevaricadores. Atingem também quem por artes mágicas provou para todos, que as situações eram reais e muitas das vezes de contornos alarmantes.
Primeiro foi a história rocambolesca do famoso “dá-me o telemóvel”. Autentico drama juvenil, com uma jovem possessa na tentativa de reaver o seu telemóvel, confiscado pela professora. E os restantes colegas (uma boa parte), a “curtirem a cena” como hoje é apanágio na linguagem dos jovens. Com expressões bem audíveis, que misturavam o desespero da jovem a quem foi tirado o telemóvel. Com as gargalhadas bem sonoras dos outros intervenientes.
Tudo acabou como manda os regulamentos e dentro dos processos disciplinares prevaleceu a sanção para servir de exemplo tanto à aluna que se viu de um momento para o outro sem o telemóvel. Como para o jovem atrevido que ousou lembrar-se de filmar todo o enredo e mais grave pôs-lho a circular na tal Sociedade sanguessuga.
Presentemente nova gravação surge de um episódio no mínimo surpreendente!
Novamente o palco é uma sala de aulas. Onde uma professora vocacionada para a historia dos grandes feitos dos nossos antepassados. Resolve entrar na intimidade sexual de cada aluno, sem antes, fazer com que eles conheçam alguns detalhas da sua própria história sexual.
Claro que deu azo a que os jovens no aconchego do lar, comentassem com os pais que a disciplina de história virou debate pormenorizado de aventuras sexuais, que estava a levar a turma para um desconforto já impossível de suportar.
Houve dois pais que não se contiveram e pés ao caminho toca a pedir satisfações à professora indecente.
Atitude que fez a professora rebentar pelas costuras e andar numa ansiedade desesperante, não vendo a hora da chegada da aula com essas fedelhas.
A hora da aula chegou e foi o descalabro da professora em relação às garotas.
E mais uma vez lá estava a gravação do desnorte da professora e o choque de uma turma perante as leviandades que a professora dizia.
Mas uma frase fica no meio daquele vendaval de um ataque possesso à intimidade das miúdas: a professora como bem frisou tinha tomado um calmante! E se não tivesse tomado? Poderíamos ter ali cenas do arco-da-velha.
A aula terminou, mas o descalabro da professora iria começar através da gravação e irá envolvê-la num calvário de sensações gerais, que dificilmente esquecerá. Manchando a sua carreira de professora ao longo do resto dos seus dias.
A Sociedade sanguessuga abocanhou tamanho presente caído do céu !
A gravação passou em todos os canais em horário nobre. Entrando pelos olhos de milhões de jovens que cobrem este país.
As reacções não se fizeram esperar, num país que dá os primeiros passos para acreditar que até mesmo aqui os brandos costumes tendem a desaparecer. Para nos encarreirar para um País onde tudo pode acontecer, em todos os quadrantes da Sociedade.
O grave dentro da amplitude sexual do caso é que, toda a gente daquela escola sabia que a professora, dava-lhe para incluir na sua aula de história apartes de sexualidade. Mas ninguém tomou qualquer medida.
Agora que o caso galgou as fronteiras da pacata cidade e infiltrou-se nas linhas de agua da nossa Sociedade é que toca a correr para instaurar inquéritos aos personagens em destaque nesta novela escolar.
E vai daí, leva a professora com o mais que justo inquérito. Vai levar a escola porque já sabia das pripércias da docente e deixou andar como o caracol, que tanto devagar anda que até cansa. E vai sobrar para a pobre garota que gravou a capacidade de uma professora descarregar o que lhe ia na alma em matéria sexual, porque é contra a lei da escola e do País. Gravar a prova da verdade do ferir a sua intimidade.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Os Jovens Andam aos Grupos!

Eles são quatro, são seis, são dez e por aí fora!
Seleccionam locais de pouso, para passarem umas horas e fazem desse local um antro de destruição e de degradação.
Quando acossados pela vizinhança, que ainda lhes fazem frente, tocam a recolher o grupo e procuram escolher novo local de culto, de preferência bem perto de um café para ter à mão o tabaco e as cervejolas indispensáveis para passar umas horas, até que chegue a madrugada e os leve para casa deixando o sossego pairar no prédio e nas pessoas que lá vivem.
Recentemente escolheram o prédio antes do meu, para curtirem os pedaços das suas vidas, numa juventude artificial, onde uns mais do que os outros atendendo à personalidade e educação de cada um, mostram as habilidades adquiridas nos poucos anos que já levam em cima dos ombros.
O café é mesmo ao lado, bem pertinho de duas entradas e duas lojas comerciais e como é ponto de passagem para dar ligação a uma vasta zona urbana. Nada melhor para reencontro de vários jovens cheios de tiques e convencidos que tudo sabem.
Os dias foram passando e a sua presença começou a fazer parte do quotidiano.
Mas o incómodo, começou a pairar nas pessoas que habitam esse aglomerado de apartamentos em forma de L. E o confronto verbal foi inevitável com consequenciais mais ou menos graves.
Os jovens são inconstantes e apesar de não serem ameaçadores fisicamente eram desprovidos de princípios e deixavam o local onde se reuniam, degradante.
E pela manha era visível o cheiro a urina, onde os cantos da loja e a entrada de emergência para as garagens eram os locais para alívio de umas bexigas inchadas pelas cervejas.
As beatas espalhadas pelo chão acumulavam-se como papéis lançados em dias festivos., E os caleiros partidos até á altura de um qualquer golpe de karaté, para desanuviar uma raiva não contida por jovens que pensam que dominam o mundo que os rodeia, mas frágeis, quando esse mesmo mundo os absorve de uma maneira ou de outra.
E o confronto era inevitável! Num local dantes sossegado e agradável. De uma hora para a outra, repugnante e evitável.
Apareceu a policia e desculpa em desculpa, lá se afugentou o grupo.
Dias depois, qual ninho, o bando pousou e toca a assistir ao mesmo cenário!
Novamente a policia aparece para de uma vez por todas cortar o mal pela raiz.
Os jovens sentem-se perseguidos e toca a vingar-se dos acusadores.
Aparecem os carros riscados do possível bufo, na óptica dos mandriões.
O caso vira domínio público e durante alguns dias não se fala de outra coisa.
E por fim, dá-se fim ao desmoronar do grupo, que vai procurar outro pouso para matar o tempo e descarregar as frustrações diárias.
Passei várias vezes em frente deles, no caminho para tomar a bica. Conheço a maioria deles ou então o pai deles.
No fundo não são maus tipos. Poucos trabalham, poucos estudam. Os restantes nada fazem e como tal dormem de dia e divertem-se pela noite dentro.
É a juventude que presentemente deambula pelo país fora. Uns mais terríveis dependendo da zona problemática em que estão inseridos. Outros mais ou menos controláveis apesar do desconforto que criam nos locais onde se reúnem.
Temo por eles, visto que de positivo nada trarão para Sociedade que presentemente nos envolve.
Deste caso, tudo não passou de um episódio pontual que com mais ou menos dificuldade se resolveu. Mas por esse país fora os bandos de jovens já sem controlo das forças de segurança são ás dezenas e como tal, as consequências já se fazem repercutir no dia a dia das populações. O que é de uma gravidade assustadora.

terça-feira, 14 de abril de 2009

A Crise é a Água Descendo a Pedra Escura


Os dias nascem tristes!
E não à festa por mais simbólica e tradicional que seja. Que traga a alegria de um sol radioso, que aqueça o corpo tão massacrado por chagas de emoções neuróticas e o espírito seco de orações que alegre a alma.
Os oposicionistas e outros que num tempo não muito distante acreditavam em promessas. Fartam-se de malhar nos causadores desta crise que afoga a descuidada prevenção de encontro ás ondas da matança, levando o corpo para os confins do abismo.
Tudo serve para acirrar os animais da desgraça e morderem ferozmente nas entranhas de quem governa.
E como a maioria acorda cabisbaixa, sem alegria que lhe levante o moral, resolve culpabilizar e com carradas de razão os grandes culpados, por esta anormalidade que infelizmente resolveu acoplar autentica nave espacial no cume do mundo. Aprisionando tudo e todos e se rapidamente não arranjarmos soluções para a desintegrar, corremos o risco de se esgotar o oxigénio da vida e cairmos por terra como tordos em dia de caça.
Vivemos sem notícias que nos façam investir no futuro!
Caminhamos cabisbaixos chutando as pedras do nosso caminho para acertar nas consciências dos que tinham a obrigação da responsabilidade oferecida pelo nosso voto, de tudo fazerem para encarreirar Portugal no encurtar das desigualdades Sociais para que todos pudessem lutar com as mesmas armas na procura de um futuro melhor.
Mas não é nada assim!
As desigualdades ganham asas na fuga aos que querem se aproximar e aterram num voo picado nos arraiais paradisíacos, levando a riqueza tão necessária para o País. E levantando a miséria, ao menor ruído de crise que o vento ameaça transportar, cobrindo várias parcelas deste País, que caminha para a banca rota economicamente como socialmente para mal dos nossos cada vez mais consumados pecados.
Resta-nos a consolação de dizer mal do mal que se instalou neste cantinho à beira mar.
E dizemos mal e porcamente, deste governo que infelizmente não tem oposição, já que me parece, toda a oposição comunga do mesmo mal: viajam todos no mesmo barco, partilhando assim de uma maneira ou de outra do enorme bolo, que mesmo que as fatias sejam para muitos de pequenas dimensões. Sempre chega para acudir ás carências do dia a dia e assim sendo é só conseguir um mísero cantinho no barco e deixa-lo navegar ao sabor do vento, que para já nenhuma tempestade o fará virar levando-o sempre a bom porto.
Como somos um país de brandos costumes e refugiamo-nos em nós próprios para ruminar as nossas consciências. Tudo aguentamos! Tudo suportamos!
E o que hoje sentimos e criticamos e amaldiçoamos e rogamos as mais ínfimas pragas, a todos os que tem responsabilidades neste País, amanha infelizmente estaremos de olhos numa mesa de voto a desenhar uma cruz nesses mesmos responsáveis que tantas vezes, mas tantas vezes os mandamos para o ……… que os………!
Basta hoje! Começar ainda hoje, exercer ainda o poder que democraticamente os nossos heróis corajosamente nos ofereceram de mão beijada e daqui a dois meses, ou três, ou quatro. Mostrarmos na prática que a nossa revolta é (foi) um aberto aviso para quem ignorou sistematicamente os sinais.
Podemos sempre votar, porque votar é um direito, um dever. Porque os votos não só contemplam partidos, mas também castigam partidos e as pessoas que dele fazem parte. Levando-os por uma vez, a pousar a cabeça na almofada pronta a estourar já que não pode acumular tanta derrota num espaço tao curto de tempo!
Porque uma derrota em politica é o não consumar do objectivo premente!

quarta-feira, 8 de abril de 2009

O Primeiro Contributo Para Enfrentar a Crise


Ainda na pujança da indústria, os acordos que eram realizados entre as delegações sindicais e as patronais, em matéria de aumentos salariais, eram discutidos sempre num clima de alguma tensão.
Os patrões com as lamurias do costume, lançavam para a mesa aumentos irrisórios. Sempre era um princípio de negociação e passavam logo a batata quente para as mãos dos sindicalistas, que de uma proposta impensável eram obrigados a rever a cada reunião com o patronato.
Ora agora desces tu! Ora agora subo eu, mas pouco!
Era neste sobe e desce que se arrastavam as negociações durante dias e dias para se chegar a um número que seria o aumento acordado entre as partes, para vigorar durante um ano.
Escusado será dizer que os patrões levavam sempre a melhor. Existia sempre um não deixar a corda rebentar e como em tudo na vida, os pequenos (sindicato/trabalhadores) acabavam por ceder praticamente às pressões do patronato e todos os anos os aumentos cifravam-se por percentagens insignificantes, que nunca acompanhavam os valores da inflação e os trabalhadores das bases (esses pobres desgraçados), carregavam às costas a dureza do trabalho mal pago, com a desgraça de se acomodar ás vicissitudes de uma vida que eles assim a fizeram, ou então foram encaminhados pelos progenitores, sem espaço nem capital para preparar o futuro.
Entretanto criou-se os subsídios. Uma excelente forma de proporcionar um aumento aos trabalhadores e com a boa noticia de não ser retidos nos descontos.
Assim os patrões no salário de cada um praticamente não mexiam o que era óptimo. Assim os descontos feitos para o Estado pouca alteração sofriam. E o aumento era inserido na sua maior fatia, nos subsídios.
E durante anos, todos os aumentos incidiam no vencimento base (reduzida percentagem) e no subsídio de alimentação. O que originava ganhos para ambas as partes e viveu-se um clima de aceitação entre o empregador e o empregado.
Mas como tudo o que é bom acaba depressa. Chegou agora a notícia de que o governo através do Ministro do Trabalho e da Segurança Social, quer terminar com os subsídios não tributados. Como forma de arrecadar receitas para uma segurança social, sem futuro nem caminho para garantir as reformas dos trabalhadores a médio prazo. E o Ministro acha que com esta medida reforçara um pouco a sobrevivência da Segurança Social.
A crise levou o fundo da segurança social.
O desemprego ameaça a ruptura do que ainda existe arrecadado aos contribuintes.
E como o nosso país continua a pagar reformas chorudas, aos que contribuíram para que a nossa nação seja um mar de rosas cheia de espinhos e em muitos casos: não uma! Não duas! Mas três! Reformas para uma só pessoa e elas são às centenas e centenas, onde ninguém pode alterar todo este carrossel de desigualdade social.
Só existe um caminho para o estado! Ir buscar receitas que irão penalizar ainda mais os pobres que hoje pouco tem e assim amanha nada terão.
Aí está uma das primeiras medidas, para fazer face a que esta crise já amarfanhou.
Muitas aí virão é só deixar passar este ano de eleições, onde muito se joga e onde milhões de portugueses irão votar na ilusão de dias melhores, mas desgraçadamente irão ser dias de um vazio sem fim.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Formação a Força da Solução!



A grande e única forma que o governo descobriu para retirar milhares e milhares de cidadãos da penumbra do ensino!
Vai daí, eleva a fasquia como a bandeira da governação. Que passa pela formação, onde as Novas Oportunidades, são o baluarte de uma campanha única, abrindo o caminho de par em par, para que milhares de jovens possam completar os estudos que anos antes deixaram para trás por variadíssimos motivos. E precisamente nesta altura têm nas mãos praticamente caída do céu a única hipótese de enriquecimento do currículo de cada um, como forma de alargar os horizontes e fazer face ao baixo nível de escolaridade que uma boa camada da população possuiu.
Portanto mãos à obra e toca a completar o Ensino Básico, o Ensino Secundário e para os mais afoitos, têm a porta escancarada rumo ao Ensino Superior, com a difícil mas não impossível hipótese de virem a conseguir um titulo de prestigio, que nem em sonhos alguma vez lhes passou pela cabeça.
Neste momento com a grave crise do desemprego, o governo acelerou a aposta nesses mesmos desempregados pela formação, como uma das essenciais vias para a obtenção de emprego. E nota-se nesta altura um afluxo de pessoas que infelizmente caíram na perda de emprego e ligados ao Instituto de Emprego, na obrigação de participarem nas formações. Sendo a grande maioria dessas formações remuneradas, ligadas aos vários organismos via Comunidade Europeia que financiam, abrangendo os quadros comunitários de apoio.
A formação eleva os nossos conhecimentos e dá-nos as ferramentas fundamentais para a nossa actividade profissional cada vez mais exigente, onde os desafios diários são constantes e é fundamental evoluirmos, para enfrentar as exigências do mercado.
E regularmente sou chamado para participar em formações, o que acontece já à mais de uma década.
Claro que nesta fase difícil, as formações que vou integrar, são formações que a nível de remuneração nada abrangem. Nem mesmo o subsídio de alimentação, como era usual noutras participações.
Os tempos estão difíceis. Os apoios são cada vez mais escassos e como tal não existe dinheiro para subsídio de qualquer natureza. Toca a participar nas formações, fora do horário de trabalho e meu amigo, a formação é sempre uma ferramenta de aprendizagem e quem quer aprender segue o barco rumo ao futuro. Quem não quer que fique pelo cais, sentado a apanhar sol, olhando a direcção do barco, perdendo uma vês mais a oportunidade de melhorar, tanto o seu desenvolvimento profissional, como o intelectual.
Mas por falar em apoios comunitários! À uma década atrás, esses apoios entravam no nosso país como lanchas super rápidas a abarrotar de dinheiro. Dinheiro esse com a missão de apoiar os trabalhadores, dando-lhes formação constante para que eles pudessem se adaptar aos novos desafios que a industria estava a sentir na modernização, na inovação e na renovação.
Só que o dinheiro era tanto que dava para tudo, como diz o povo e com razão!
Dava para quem sofregamente recorria a esses apoios na tentativa de ajuda à empresa e na tentativa de ajuda pessoal.
Todos sabemos que muitos desses apoios não tiveram o mínimo de controlo e hoje estamos a pagar os enormes erros, de não sabermos aplicar os fundos que eram significativos. De apoio, na direcção a que eram destinados, ou seja na formação. A direcção tomou outros rumos, seguindo o caminho da evasão e da corrupção.
Adiante! E como dizia, existia dinheiro. Mas para nós formandos, era só o subsídio de alimentação, meia dúzia de euros, que nem davam para pagar o lanche do intervalo das três horas de duração da formação, pós laboral bem entenda-se.
Mas contemplava a formadora Doutora não sei das quantas, que logo no primeiro dia chegou tarde!
Justificou-se com a maior descontracção, salientando que nada pôde fazer porque, vejam: “ O avião que me trouxe de Lisboa para o Porto atrasou-se. Depois ainda tive que apanhar o carro de aluguer no aeroporto e conduzir mais 50 quilómetros até chegar cá!”
Eu que não sou de me calar perante estas aberrações, logo disse! O quê!!!!! Como disse! Avião, mais carro de aluguer, mais o que a doutora vem cá cobrar (era na altura 20€ hora), por amor de Deus, não havia formadoras cá da zona para dar uma formação, (que verdade se diga nada tinha de relevante para a função que desempenhávamos cá na empresa). Repare doutora que nós estamos cá depois de terminar o nosso trabalho e com a consolação de um mísero subsídio de refeição que nem dá para tapar um estômago, cansado de tantas horas sem uma bucha para consolo. Exactamente isto que lhe disse!
Claro que ela não gostou, acusou o toque e de nariz empinado, olhando-me bem nos olhos falou: "Eu não acho nada de anormal. E só pessoas como eu, podem dar formação a pessoas como o Sr., como acabamos de constatar"!
Toma lá que já cá cantas! Velho ditado popular, que pensou ela, me assentou como uma luva. Mas a mim nada me disse!
A formação era uma vez por semana, durante dois meses e decorreu sem mais “incidentes!”.
Portanto era assim que se gastava o dinheiro vindo dos apoios comunitários. Pondo pessoas a dar formação vindas da capital.
De avião, mais carro de aluguer, ida e volta para a Doutora. E o dinheiro que se gastava só tinha ida para as Doutoras sem volta para os formandos!

quarta-feira, 11 de março de 2009

Angola o Filão Para Alguns


Angola! Angola!
Esse enorme país que Salazar tudo fez para o não perder!
Descarregou aos molhos nas matas, os nossos soldados. Que eram nossos tios, os nossos pais, os nossos irmãos. Para defenderem um país que a todo custo queria ser independente, mas Salazar insistia na sua teimosia já caduca em não abrir mão de Angola, porque Angola era o filão do futuro, era a salvação da nossa economia de então, porque daquele país brotava riquezas sem fim.
Riquezas, que muitos raivosamente rondavam, mas Salazar achava que Portugal era o único por direito a assumir essas riquezas, já que Angola era nossa.
Fazia parte de Portugal e seria Portugal a tornar Angola a bandeira içada bem lá no alto do continente africano como a imagem do poderio português e como tal, tudo que nascia em Angola era português. Hoje amanha e para todo o sempre.
Mas Angola cansou-se de ser um país colonizado! Lutou para ser independente e depois de uma guerra que deixou marcas em ambos os lados, ainda hoje passados mais de trinta anos se recordam histórias de mortes que foram inúteis já que o objectivo (continuar com Angola na rota do domínio português), era à partida impossível, só possível na mente de um homem já ultrapassado pelo avanço do mundo.
Angola obteve a independência, um facto que o 25 de Abril acelerou e ainda bem. Para todos os que lá combatiam, assim puderam voltar para casa e outros evitaram de para lá aterrarem fugindo a uma morte sem sentido e inútil. A independência de Angola era um facto consumado levasse o tempo que levasse.
Consumada a independência, Angola entrou numa guerra fratricida, onde dois galos (UNITA/MPLA) de ódio estampado no rosto, lutavam selvaticamente por um poleiro cheio de riquezas por explorar e que a guerra tardava em desbravar.
Portugal dividia-se no apoio das partes, com tendência para a UNITA, o que levou a um distanciamento do lado do MPLA, que entretanto conseguiu por fim à guerra com a morte do lírico, traído e isolado líder da UNITA.
Tomado o poder pelo MPLA, com a sua figura José Eduardo dos Santos (nome bem português), a tomar as rédeas das riquezas agora sim, desbravadas do subsolo angolano que parecem não ter fim. Juntamente com uma dúzia de submissos que também tem direito ao seu quinhão, afirma-se no mundo como uma potência. A serem encaminhados todos os meios ao alcance, porque aí é que está o filão para investir e assim obter os lucros tão necessários para as economias esganiçadas de países a braços com esta crise que aterrou na terra sem pré aviso e por cá parece que quer acampar, apesar de todos os esforços até agora infrutíferos para a obrigar a desfazer o acampamento.
Portugal devido às quezílias de uma colonização a ferro e fogo e de um menor apoio à tendência comunista do MPLA, que acabou por tomar o poder e anos mais tarde vencer as eleições num processo livre e democrático. Sofre as agruras para entrar neste país e poder ter privilégios como um país onde se fala a mesma língua e fazendo parte da CPLP.
Num esforço diplomático Portugal abre-se a Angola! E de um País colonizador, passa a País, refém dos africanos. Porque Portugal precisa nesta fase critica de Angola como de pão para a boca!
É em Angola que pode estar a, salvação não digo, mas o evitar ainda mais da nossa economia ir por um descarrilar sem fim á vista.
É em Angola que vão aterrar (já teve inicio) muitos portugueses. Fugindo a uma falta de emprego sem paralelo.
É em Angola que os novos licenciados procuram materializar na prática os anos de estudo que calcorrearam pelas escolas portuguesas.
É em Angola que se dará o novo fluxo de emigração, como se deu nos anos sessenta para França e muito antes para o Brasil.
E perante isto não estranhou todo o aparato que Portugal vive com a presença de José Eduardo dos Santos e sua comitiva.
Honras de estado a um presidente africano ao nível de um presidente Americano.
Recebido por Cavaco Silva, que se desfazia em elogios repetitivos, mostrando uma vassalagem sem sentido, quase obrigando o presidente angolano a pensar com os seus botões: antes éramos nós humilhantes e pedintes, hoje cabe a vós sentir o que já nós esquecemos!
Angola em peso, está cá na máxima força! São assinados acordos nos vários domínios, onde a balança penderá sempre para o lado angolano.
Demonstram todo o seu poderio como uma nação onde os horizontes de conquista só serão abertos a quem der mais! E o der mais é a factura a pagar para entrar naquele imenso território salpicado de riqueza.
Pagam-se chorudas compensações a uma dúzia de comilões, deixando sempre um quinhão para o chefe supremo.
Assim essa dúzia pode comprar e fundar bancos, fazer nascer grupos económicos que controlam diversos sectores essenciais de um país, como está acontecer em Portugal. E deixam o seu próprio país ao deus dará (Angola) onde é um salve-se quem puder, para milhões e milhões de angolanos que contemplam com os estômagos inchados de uma fome que leva à morte. Os castelos blindados nas colinas de Luanda, dos iluminados por um Deus, que não é para todos, só para os amigos do presidente e sua equipa escolhida a dedo.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Existe Espaço para o Casamento do Mesmo Sexo


O PS levantou a possibilidade de durante a legislatura agora quase no seu termo, de avançar com o casamento homossexual.
Durante esses quatro anos, amiúde se falou sobre esse tema. Com os mesmos, através de concentrações pacíficas, reivindicarem um direito e lutarem contra a obscuridade que os obriga a refugiarem-se para viverem uma união não reconhecida por uma sociedade amedrontada e agarrada a princípios ancestrais da união criada por Deus entre o homem e a mulher.
A JS, forçava que o casamento homossexual, fosse um tema a abranger debates alargados a nível nacional e pautava-se por uma aprovação do mesmo, aproveitando do PS governar Portugal e com isso fazer valer o seu ponto de vista.
O tempo foi passando e de longe a longe lá assistíamos à JS, voltar ao assunto e chamar a si os holofotes da ribalta com o casamento homossexual, como bandeira de uma cruzada contra a abolição dos preconceitos de uma Sociedade enraizada em princípios retrógrados e escrava da negação fanática pela igreja.
Também assistíamos em determinados momentos à constante lembrança por parte do BE, para a legalização do casamento dessa gente que no mínimo são diferentes. E querem partilhar uma vivência conjunta com o mesmo sexo e como tal têm todo o direito a usufruir dos mesmos direitos de qualquer cidadão.
Apregoam eles. Ainda poucos que dão a cara,( mas muitos relegados na escuridão das catacumbas para partilharem uma ligação), que são iguais a qualquer um de nós, dentro da diferença de uma opção. E penso eu, com toda a legitimidade numa Sociedade em constante ebulição para o bem e para o mal.
Neste momento por razoes óbvias que irei explanar, chegou a hora de se decidir se, o casamento homossexual será ou não a curto prazo um acto banal e como fazendo parte integrante da nossa vivência diária.
Como estamos em ano de eleições, que se aproximam a passos largos, o PS numa jogada característica nestas alturas. Lançou, este tema ainda tão repugnante para uma faixa da população, conseguindo como aliados toda a camada de gays e lésbicas, que respirando fundo vêem uma luz ao fundo do túnel para a concretização de um sonho que se estava a enferrujar num mito de negação irremediável.
Também o PS, com o lançamento desta tocha meia olímpica, porque ainda a procissão vai no adro, procura roubar votos ao BE, (totalmente a favor da legalização e um dos acérrimos promotores), que se está a tornar numa ameaça para os objectivos do PS, que são como já nacionalmente difundidos a continuação da maioria absoluta.
Mas o reverso da medalha não tardou e a igreja ameaça junto dos seus paroquianos sensibiliza-los para que votando PS, estão a votar no diabo porque o PS, vai cometer o pecado mortal de permitir o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo.
No meio de toda esta celeuma e pelo que assistimos ao debate, primeira iniciativa séria.Que juntou os que estão a favor PRÓS e os que meu Deus isto é um sacrilégio CONTRA, a batalha vai ser de gladiação!
Espera-se grandes figuras públicas que possam dar a cara, tanto no assumir uma causa que já meia Europa legalizou ou vai a caminho disso. Como totalmente desfavorável a uma mais cedo ou mais tarde aceitação de uma aliança de dois sexos irreversível.
As posições estão perigosamente extremadas. Irão ser desbravados caminhos com entraves profundos que abanarão as consciências dos mais velhos, resolutos em excomungar tamanha aberração.
E os mais novos, abertos a discutir este tema sempre preconceituoso. Repartindo-se entre os mais agarrados a uma mentalidade herdada das gerações mais antigas e dos restantes, esses sim, abertos a assumir e aceitar o casamento de dois seres do mesmo sexo, como uma consequência natural da vida.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Os Milhões e os Biliões do Desafogo



Caminhamos cabisbaixos neste mundo desavindo!
Assombrado pela recessão planetária e subjugados por pessoas corruptas sem escrúpulos, sem piedade.
Já pouco podemos fazer para inverter o rumo dos acontecimentos.
Assistimos a um carrossel de milhões e milhões de euros (e dólares), que serão precisos injectar no coração fortemente ferido das economias mundiais.
Nunca nestes anos de vida que já levo, ouvi mencionar tamanha quantidade de milhões e milhões……
Afinal, a grande riqueza não depende só de poços de petróleo. Minas de diamantes. Mais o ouro que embeleza os corpos e compra tentações. Que são desbravados da Natureza. Mas também de uma mina recheada de milhões e milhões, situada nos confins paradisíacos. Protegida por labirintos sem fim. Onde quem entra fica possuído pelo êxtase de um poder infinito. E quando volta a sair nunca mais será o mesmo devido à assombração dos milhões e milhões que não encontram o fim.
Esperamos impacientes que esses milhões e milhões nos devolvam o muito que já perdemos e infelizmente irá se manter nestes tempos mais próximos!
Perdemos o emprego! Fonte de alimentação do nosso viver!
Perdemos a qualidade de vida! Sustento de uma harmonia confinada a um espaço a que tínhamos direito!
Perdemos a família! Fruto da ruptura social que nos levou a seguir vidas opostas. Criando insegurança naqueles que tudo representavam de maravilhoso para nós, que ostentavam o clímax de um esforço sem limites cadenciado por dias, meses e anos!
Perdemos o acreditar no futuro! Fonte do crer numa vida trilhada por princípios de respeito para com o próximo e voluntarismo Social.
Só nos resta acreditar!
Mas antes, assistiremos incrédulos, que os milhões e milhões investidos de pouco serviram para elevar os índices económicos.
Será, não restam duvidas! Necessário acrescentar mais milhões e entrar na estimativa dos biliões, para que de uma vez por todas possamos respirar mais livremente e carrilar os diversos sectores produtivos desta Sociedade faminta de acção, para alimentar uma população carenciada de auto estima e fé.
Acreditar em nós próprios e ir à luta. Mesmo sabendo que a arena está infestada de pré históricos esfomeados, prontos a triturar-nos as entranhas ocas de substância. Mas como os pré históricos sobreviveram a inúmeras catástrofes naturais, também nós poderosos seres humanos iremos sobreviver ao suplicio recessivo e cá estaremos milhões e mais milhões prontos a guerrearmo-nos por um naco de poder e chutarmos para um canto as aparas que alimentam os cães raivosos.
Acreditar é o que nos resta! Porque acreditar é a diferença entre o abismo e a luz no horizonte!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Estou Perplexo (cont.)


Já não aguento mais!
Como se pode viver assim!
Todos os dias as televisões matracam-nos a paciência ao ouvir os encerramentos de empresas, os despedimentos. É ver e ouvir quem despede mais, porque o número em si, desponta o conteúdo da notícia e alarga a penetração das televisões com directos e correrias, para obter esclarecimentos dos que a desgraça lhes bateu à porta. Coitados de um momento para o outro, ficam sem emprego.
Já não aguento mais!
Decidi desligar a televisão na hora das notícias!
Preciso de continuar a acreditar que o pior já lá vai!
Acreditar que os homens e mulheres que assumiram a responsabilidade em gerir os destinos deste país e do mundo em geral. Vão ser capazes de inverter esta tendência de descalabro económico, que afunda a situação social de milhares de portugueses e milhões pelo mundo fora.
Preciso de acreditar que esses mesmos homens e mulheres, tem a noção (mesmo a noção), que, caminhamos para uma catástrofe social de contornos inimagináveis, se a curtíssimo prazo não actuarem de uma forma eficaz, na estagnação desta diária cadeia de notícias em que nos bombardeiam, com os despedimentos, com os encerramentos.
Com a desgraça ainda sem vislumbrar as consequências, daqueles rostos incapazes de fazer algo e mais grave, sem terem alguém que os passam ajudar, nomeadamente os sindicatos, nesta fase muito amorfos e resguardados no seu canil, convencidos que nada podem fazer e como tal é esperar para ver.
Já não aguento mais!
Quero continuar com a minha vida, lutar pelo meu emprego e lá bem fundo do meu ser. Sentir que a desgraça, só bate à porta do vizinho. Mas conscientemente sinto que nos pode de um dia para o outro brindar com o desmoronar de sonhos e objectivos de uma vida.
Já não aguento mais!
Da alegria arredada das pessoas que se cruzam numa rua, num café e até mesmo nos locais de trabalho.
Tudo lhes falta! A qualidade de vida que enchia o seu orgulho há bem pouco tempo atrás, através do seu trabalho (não faltava trabalho, com a compensação das horas extras).
O desmoronar da família (casa que não tem pão acaba por faltar a razão), com as desavenças conjugais e os conflitos com os filhos que tudo tinham e hoje habituados ao dia-a-dia de tudo lhes sorrir, enfrentam os entraves de pouco ou nada conseguirem. Sem entenderem, a sensação de um mundo que lhes enchiam de sonhos os corriqueiros dias e dias. E hoje o pesadelo paira no ar tilintando para o fim da vida boa.
Já não aguento mais!
O governo correr no auxílio da banca com as poucas poupanças de um país habituado a gastar e sem soluções para armazenar.
Banca, a maior culpada deste desastre financeiro, logo agarrou nessa dádiva e claro está, sentiu-se dona desse dinheiro que é de todos nós. Fazendo ouvidos de mercador no apelo do governo, para que esse dinheiro seja a salvação de muitas empresas.
Os banqueiros são a praga desta sociedade! Convencidos e arrogantes na postura da sua importância! Não são gente de confiança, a prova é a facilidade com que” mordem a mão de quem lhes dá de comer”.