domingo, 14 de dezembro de 2008

O Natal é Magia


O Natal obriga-nos a ser generosos
Mas custa descobrir, que seja só nesta quadra!
Oferecemos presentes e muita amizade,
Disfarçamo-nos de Pai Natal e os Filhos ficam deliciados!

O Natal aproxima ódios intransponíveis,
Amolece-nos a raiva e abre-nos o coração
Junta famílias há muito tempo divididas,
Por isso pedimos que o Natal fosse todos os dias.

O Natal reacendo-nos a já adormecida paixão,
Infiltra-nos o desejo e desafia-nos para a aventura
Deixa-nos reaver os sonhos há muito tempo perdidos
O Natal é magia! Por isso muda-nos da noite para o dia.

O Natal também nos mostra as grandes desgraças,
Lembra-nos os pobres, os doentes e os condenados.
Dar um pouco de nós, pouco nos custa e é de graça
Uma simples oração, é o alivio da dor que os amordaça.

O Pinheiro de Natal da Mata





ZÉ mosca preparava o seu Natal com todos os cuidados e vivia-o intensamente, procurando seguir as tradições que trazia da infância. Por isso era um regalo ver o cuidado, o carinho com que construía o presépio.
Quinze dias antes lá estava ele de machadinha na mão, à procura do pinheiro mais vistoso na mata do costume e do musgo com que o seu presépio ganhava aquela imagem real, que o enchia de orgulho e alegria.
O dia estava bastante frio e cinzento, apesar de a tarde ainda mal ter começado. Mas ele lá se embrenhou pela mata dentro na procura do pinheiro que lhe enchesse as medidas.
Conseguido o pinheiro bem vistoso por sinal, toca a prende-lo no suporte da bicicleta e arrancar com o saco de linhagem na procura do musgo bem húmido, indispensável , para colocar as ovelhitas, os pastores, os reis magos e toda a bonecada que ornamentavam um presépio que só Zé mosca era capaz de arquitectar.
Tudo pronto, lá montou na bicicleta satisfeito, dando as primeiras pedaladas. Com o pinheiro atravessado no suporte e o saco cheio de musgo entre os braços, a caminho de casa que ficava uns minutos bem distante e onde os catraios o esperavam impacientes.
O dono da mata Justino Tinoco, já há uns dias que andava de olho nos ladrões de pinheiros. E mesmo a chegar para mais um vigília na cata dos malfeitores, dá de caras com Zé mosca pronto para abalar dali com o pecúlio necessário para o seu presépio.
Enche-se de raiva, mas contem-se para não fazer o mínimo de ruído! Corre no seu alcance afastado uns bons metros, pela parte de cima do monte, mas lado a lado com Zé mosca, que ignorando o perigo de levar uma saraivadas lá ia assobiando pelo caminho apertado e cheio de pedras que ligava a bouça à estrada de caminho a casa.
Nisto! O Zé apercebe-se do Justino! Meu Deus estou tramado pensa ele! Começa a tremer como varas verdes e pedalar com mais força.
O Justino aos berros uns metros acima da cabeça de Zé mosca, ameaça-o.
-Meu gatuno duma figa, a roubar pinheiros! Meu safado, se te apanho desfaço-te aos bocadinhos, vais sentir o peso do pinheiro que roubastes.
O Zé totalmente em pânico, pedala com toda a força que tem naquelas pernas.
A bicicleta roda em ziguezagues para fugir às pedras. O Tinoco a correr atrás dele cortando caminho para o apanhar mais à frente no final do caminho pedregoso, antes de ele chegar à estrada.
O mosca transpira por todos os lados, mas não desiste e lá segura como pode a bicicleta. Nesta altura Zé mosca não andava, Zé mosca voava!
Nisto…. Pum, catrapum! O mosca dá um salto e tomba da bicicleta! Como a velocidade devido ao medo era muita na descida do caminho estreito. Fez com que o pinheiro, como ia atravessado, tocasse nos galhos de outros pinheiros e a bicicleta dá duas voltas atirando o Zé ao chão, levando com a bicicleta em cima e espalhando o musgo pela mata fora, que tanto arranhão lhe tinha custado nos dedos cheios de frieiras.
Mas a hora era de fuga ao animal Tinoco e não havia tempo para lamentações do perdido.
Montado novamente na bicicleta, já com a roda feita num oito. Com arranhões por todo o corpo, as calças rasgadas mostrando as ceroulas de perna comprida. Fugiu por ali fora sem pinheiro nem musgo de encontro à estrada, onde podia despistar o malfadado Tinoco.
O Justino Tinoco apercebe-se do acontecido em cima do morro que ladeia o caminho. Pára abruptamente e fica uns segundos pasmado a ver o estado em que ficou o mosca (e foram esses segundos que o salvaram, de levar uma saraivadas). Mas mau como as cobras, não desiste continuando a perseguir e a gritar:
-Bem feito seu perna de boi! Vais para casa bem quente e se me apareces mais aqui, nem as ceroulas levas metidas nesse cu dentro. Desistindo de o apanhar, porque este entretanto entrava na estrada e seguia velozmente a caminho de casa.
Zé mosca parou cabisbaixo e deprimido à entrada do portão da sua casa. Pensava no que lhe tinha acontecido. Tanta gente vai apanhar pinheiros e logo havia de ser eu apanhado por aquele gorila do Tinoco berrou ele já resignado.
Cheio de vergonha e dorido em todo do corpo jurou! Pinheiros da bouça nunca mais. A mulher que fosse comprar os artificiais lá na loja do tio Esteves, que já vinham com luzinhas e piscas. Assim com chocolates pendurados nos ramos, os catraios acabavam por esquecer o musgo e rezavam para que o Natal chegasse para devorarem os chocolates. Mas enquanto o Natal não chegasse, contentavam-se a olhar para os chocolates, comendo-os com os olhos.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Sócrates e o Indesejável


O grande problema é infelizmente os dois grandes partidos serem os responsáveis pela nossa governação!
Quando um é derrotado, o outro vinca a sua defesa nos erros cometidos por quem governava. E vice-versa.
E perante este jogo do empurra nenhum dos dois consegue resolver os erros de quem saiu derrotado (porque cometeu os tais erros) e enquanto governa não consegue evitar cometer novos erros (perante a oposição que era governo anteriormente).
Isto é, prática comum nestes já longos anos de governação dos dois maiores partidos do país. Que nós definimos como fazendo parte do sistema que infelizmente se instalou e para mal dos nossos pecados vai ganhar raízes, por muitos mais anos.
É neste contexto que surgem as "ovelhas negras" (consideradas pelos responsáveis partidários entre dentes, para não criarem ondulações mais alterosas), para lutar contra o sistema instalado dentro desses partidos, tentando dar um murro na mesa, para alertar a opinião pública e para ganhar protagonismo na esperança, quem sabe de conseguir apoios para liderar uma possível candidatura, dentro do seu partido ou mesmo fora dele.
Tivemos o Luís Filipe Meneses e foi o que toda a gente assistiu!
A sua incapacidade de gerir os ataques teleguiados de fora para dentro do PSD, por gente histórica do partido. Que utilizando os “paus mandados”, sempre prontos para apanharem um lugar, que lhes eleve o nome na política de trazer por casa que diariamente nos entra pelos olhos dentro. Obtiveram a recompensa já que conseguiram levar Meneses a renunciar e mais frustrante fazerem de Meneses “gato-sapato” como o nosso povo gosta de pronunciar.
E mais recentemente temos, o indesejável para o PS, Manuel Alegre!
Histórico Socialista, lutador contra a ditadura, poeta reconhecido e Candidato à Presidência. Com um resultado que poucos acreditavam, mas muitos no final deram graças e alguns mais, lamentaram-se do seu voto ser inútil em Mário Soares, porque dariam a possibilidade de Alegre estar presente numa segunda volta e quem sabe……………………!
Só que, Manuel Alegre não é Luís Filipe Meneses!
Alegre é um touro enraivecido da nossa vida política! É pau para toda a obra! Faz a festa, lança os foguetes e corre a apanhar as canas, no meio de dezenas de foguetes (atenção aos paus mandados, á os, em todos os partidos), prontos a caírem-lhe em cima na curva descendente depois de cumprirem a missão para que foram destinados.
Manuel alegre pode até nem vir a ocupar nenhum lugar de destaque! Porque neste momento o objectivo dele é alertar para a mudança de rumo do seu PS, nos ideais que consagram o Socialismo.
Pode até nada trazer de novo para a mudança de política enraizada neste país. Já que pelas opiniões dos entendidos na matéria, alegre é uma pessoa ultrapassada.
Mas poderá continuar a arrastar apoios, como já aconteceu!
E se os portugueses (são milhares) lhe derem apoio, lhe derem a força em lutar pelos seus princípios, que de certa forma são os desses milhares. Alegre pode derrubar as barreiras que o estão silenciosamente a barrar os movimentos, de uma forma que ele pode ainda não se ter apercebido (espero que sim). E encher o peito, pronto a ir à luta e aproveitar-se do momento periclitante da governação PS. Ou seja:
O clima de instabilidade na Educação! Onde se prenunciou abertamente contra a atitude da ministra, que valha a verdade só conquistou a impopularidade ganhando o galardão de todos saberem o seu nome “a Lurdinhas”, honra que nenhum ministro deste país que por cá apareceu se pode gabar!
A já famosa crise dos bancos privados, que originou o que nenhum Ministério Publico se dignou a investigar e nem nunca o faria. A descoberta dos corruptos (até agora, era só especulações entre dentes, não vá o diabo tece-las, mas certezas com prisões), onde o governo está pronto a injectar o dinheiro que é de todos nós, mas que não existia para os mais carenciados. E milagrosamente (como se de petróleo se tratasse num jazigo descoberto nas nossa costas), reluziu para assegurar a liquidez desses bancos e a certeza dos prevaricadores assegurarem o que parecia impossível de concretizar: o seu dinheirinho investido no submundo das grutas de Monte Cristo.
O desemprego, drama social de contornos dramáticos, principalmente terminando o subsídio de desemprego, levando milhares de pessoas a viverem de caridade e rezas, para que deus faça o milagre de atenuar o sofrimento dos que pouco tiveram e hoje nada possuem. Mas que o PS, poucas alternativas lançou para criar empregos e melhorar a economia.
E como dizia, se alegre for à luta e aproveitar-se do momento periclitante da governação PS. Pode tirar daí, imensos dividendos e quem sabe funcionar como uma espécie de oposição de tirar o sono a Sócrates (porque a oposição PSD e companhia é inércia e pontual, sem efeitos práticos). Trazendo graves inconvenientes para a continuidade da Maioria Socialista no poder.
Claro que Sócrates não vai deixar Alegre, chegar ao esticar da corda!
Já lhe chegou o dissabor das Presidenciais. Existe sempre compromissos de cavalheiros na política para atenuar divergências. Porque Alegre poderá ser um bom Presidente da Republica num futuro não muito distante.
Uma certeza é clara! Sempre houve ovelhas tresmalhadas num rebanho! Alegre é uma delas! No momento que atravessamos, onde a politica é gerida sobre os acordos dos tratados (o ultimo em Lisboa), não haverá espaço para Alegre distanciar-se muito do rebanho, existe sempre o lobo perto para abocanhar quem descole.
E mudando de governo como é apanágio em Portugal, mais cedo ou mais tarde, para o partido que se segue o PSD, alegre voltará ao seu lugar. Esperando uma nova oportunidade para voltar a teimosamente deitar os corninhos de fora, porque pessoas como Alegre, não se acomodam aos simples cargos que ocupam na vida política portuguesa.

A Neve Que Cortou a Estrada












Neve que me fez parar duas horas!
Foi a cortina branca da euforia
Originando recordações de magia

Neve que me fez parar duas horas!
De tão fina bloqueou o meu destino
Num misto de alegria e desatino

Neve que me fez parar duas horas!
Cobrindo a estrada de um manto branco
Desenhando figuras num cenário de espanto!

Neve que me fez parar duas horas!
Fez-me sorrir e barafustar a cada lançamento
Senti-me criança estatelado no branco cristalino
Que parti, sem deixar rasto, apagado por ti!

sábado, 6 de dezembro de 2008

Escrever Refresca o Espirito




Gosto muito de escrever! Adoro passar para o papel, (agora o computador) fazes importantes da minha vida. Possuo autênticos diários, que registam momentos que marcaram a minha vida.
Acontecia que, via-me a tomar café e a pegar num guardanapo e escrever sentimentos que nesse momento me ocorriam (ainda guardo guardanapos com frases que nessa altura elucidavam o meu estado de espírito).
Escrevi muitos artigos divertidos e simples, durante cinco anos e meio, para o jornal da empresa onde trabalho. Onde os personagens fictícios criados nos meus artigos, eram facilmente identificados com algum trabalhador, devido às características narradas, que criavam um clima agradável e de boa disposição.
Adoro escrever, adoro sentir a frase a ganhar vida e registar o que nesse momento sinto.
E quando escrevo realmente o que me vai na alma, no final sinto uma sensação de alívio, porque tirei o que me pesava da consciência e guardei-o numa folha de papel, ou então no computador.
Mas ao escrever dou-lhe um rumo, dou-lhe uma direcção. E é isso que me faz aliviar o espírito, porque dentro de mim, posso não concretizar tudo o que necessitava e no papel dou-lhe forma, dou-lhe vida. E é essa vida que me comanda as sensações.
O que escrevo pode nada dizer aos mais entendidos, o fim não é esse, porque o fim fica comigo, para guardar e acompanhar o percurso da minha vida e engrossar os que ainda virão de certeza.
E nos anos que a solidão, a nostalgia da velhice chegar. As recordações que registei, sejam no papel, ou no computador, serão uma lufada de ar fresco para recuar o tempo e voltar a viver todos esses momentos.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Obama ligado umbilicalmente a Clinton!



Obama venceu Clinton, num duelo empolgante, cheio de excitações a cada estado calcorreado freneticamente. Onde os dois candidatos esgrimiam argumentos, qual espada pronta a picar o que mais frágil cada candidato ombreava.
Mas a vitória de Obama sobre a mulher que à partida seria a vencedora pela lógica. Não foi totalmente clara, porque deixou Obama, com a obrigação de incluir Clinton na sua futura equipa para governar a América.
Os rumores iniciaram-se ainda durante o grande duelo, que foi as primárias!
Todos nos lembramos, quando a imprensa anunciava a grande vitória de Obama perante Hillary Clinton. Mencionar na possível nomeação de Hillary, para vice-presidente. Confesso que me deixou com a sensação de que Hillary Clinton, depois de reconhecer tardiamente a derrota, ficasse com um prémio de consolação.
O de vice foi por água abaixo, apostando Obama na experiência e no apoio bem precisos para enfrentar as tumultuosas águas que não param de alagar a economia Americana.
Mas a imprensa, depois da vitória histórica, sistematicamente lançava, o nome de Hillary para a ribalta dos meios políticos americanos, nomeando-a para cargos na equipa de Obama. Talvez esperando alguma confirmação, que chegou agora, nomeando-a Secretária de Estado.
Portanto é fácil de concluir, que Obama, praticamente depois de vencer Hillary. Comprometeu-se a incorporar Hillary, na sua futura equipa. Porque ter a família Clinton do seu lado no combate contra John McCain, seria a mais-valia para uma vitória histórica e mais importante na altura: a união dentro dos Democratas.
E acredito que Hillary sabia desde essa altura que seria a futura Secretária de Estado. Dado o seu empenho na recta final, de umas eleições aguardadas com elevadíssima excitação pelo mundo, que carece de heróis para idolatrar.
Pergunto: Hillary é senhora do seu nariz, com uma personalidade forte.
Superou escândalos mediáticos de proporções gigantescas, que a tornaram mais forte e lhe deram a força para atingir o seu lugar dentro da política Americana.
Perante tudo isto posso pressentir um braço de ferro com Obama em diversas decisões, que poderão pender para a senhora Clinton (não esquecer que o marido foi presidente por dois mandatos). O que poderá gerar um incomodo nada agradável para Obama abraços com o milagre que todos (liricamente) lhe pedem.

domingo, 23 de novembro de 2008

A Avaliacão dos Professores é Inevitavel



Os professores contestam o sistema de avaliação implantado pelo ministério da educação.
Alegam o sistema no seu todo, cheio de imprecisões e bastante burocrático.
Contestam serem avaliados pelos próprios colegas, colegas esses que partilham da mesma opinião deixando-os num embaraço social, prevendo que a avaliação negativa de um seu colega transforme-o no principal responsável pelos danos causados (morais, familiares, económicos…. enfim).
Então lutam com todas as forças para que o ministério volte atrás e anule o sistema de avaliação que tem dado tantas dores de cabeça entre quem o implantou e quem o quer ver retirado, levando já diversas escolas a informar que não vão cumprir com a maldita avaliação, enfrentando possíveis consequências de impacto ainda não quantificado por quem assume tamanha decisão.
E assistimos a grandes manifestações de professores (milhares), percorrendo o centro nevrálgico da luta (a capital) empunhando cartazes com frases bem claras das suas reivindicações e gritos de revolta para quem os quer abafar na busca de manter a sua profissão. Fruto de vários anos de estudo e de milhares de quilómetros percorridos de ensino, a milhares de alunos para concretizarem o futuro dos seus objectivos.
Por trás dos milhares de professores nesta luta sem fim à vista por menos a curto prazo, estão os sindicatos, autênticas ventosas no jogo do gato e o rato com o ministério.
Com tendências políticas que os ligam aos partidos tanto de esquerda como da direita, lutam por apoiar os seus filiados no principal objectivo: Da retirada do sistema de avaliação, mesmo já com o recuo da ministra em alguns pontos, mas que para os sindicatos não aquece nem arrefece (opinião minha), já que quem pede o fim de algo, não pode contentar-se com remendos para aceitar o que penso inevitável a avaliação dos professores.
Só que nesta fase já muito crítica, com “ameaças” de parte a parte. Assistimos até à exaustão, alertar que quem não cumprir a lei será responsabilizado por isso (Primeiro Ministro).
E os sindicatos intransigentes em fazer finca-pé. Reclamam o fim da avaliação, ou a luta sem fim à vista.
No meio desta “guerra”, surge uma sanguessuga pronta a chupar para si os louros desta contenda. A oposição ao governo socialista!
Fazem deste conflito Professores/Ministério da Educação, o garante das suas intervenções contra o governo.
Aproveitam a luta dos professores e o duelo Sindicatos/Ministra, para usar a arma, que não possuíam até então nos confrontos com o governo.
Pedem a demissão da ministra! Comparando com o ainda fresco, mas com decisões drásticas (a troca de ministro da saude), como a solução natural para a resolução dos problemas. Comparação sem sentido, dado a matéria tão diferenciada e de contornos totalmente díspares.
Enfim, com uma oposição, nomeadamente do grande partido da oposição tão ténue. Sem argumentos para contrariar a governação socialista, porque não conseguem ultrapassar os diferendos internos. Surgem apegados ao conflito dos professores para se porem em bicos de pé, disparando interpelações ao governo, para tentarem mudar o rumo, que felizmente para os resignados (porque não existem alternativas) e infelizmente para muitos portugueses, os socialistas voltarão a governar por mais uns anos este país.
Em relação à opinião pública, os professores não podem esperar muito apoio, dos comuns cidadãos deste país (e são milhões). Porque esses mesmos cidadãos também são avaliados diariamente e por colegas. Sendo essa avaliação o garante da continuidade dos seus postos de trabalho, do seu salário no final do mês e do seu prémio de produção.
Porque quando os cidadãos como eu, ouvem o sindicato afirmar alto e em bom som, que querem o fim da avaliação no seu todo, não em retoques. Não podem ir de encontro a esse princípio. Porque todos nós, que trabalhamos, somos diariamente avaliados. Por isso os professores têm que assumir que a avaliação é inevitável.
Quem nos dera, a nós trabalhadores por conta de outrem, podermos contar com sindicatos com a força, com a capacidade dos sindicatos dos professores.
Só a avaliação consegue separar os mais capazes. Porque são esses, os mais capazes, que poderão garantir o futuro do nosso ensino. O futuro dos nosso filhos e das gerações que virão nos próximos anos.
Agora os professores podem exigir: Uma avaliação justa, independente (fora da esfera dos professores) e simplificada, sem muitas burocracias que não trazem nada de produtivo na avaliação da capacidade do professor.