terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Obama Suscita Atenções e Tentações!






Obama autêntico Cristo, arrastando multidões, num frenético vai e vem de sensações!
A diferença consiste, em que Cristo, de segurança nada tinha, dado que morreu ás mãos de traidores da sua confiança, embora digam que amplamente do conhecimento do redentor.
Obama rodeia-se de polícias fortemente armados. De militares equipados como se estivessem numa guerra urbana. De humanos à paisana prontos a morder qualquer empecilho, que possa inquietar uma cerimónia aguardada fanaticamente por milhões, mas com a inquietação de algum tresloucado, de arma em riste disposto a acabar com a salvação. A mando dos escondidos camuflados que proliferam nos seus bunkers, prontos a lançarem os tentáculos destruindo quem chega com ganas de vencer.
De alivio dos problemas! Os dois estão em consonância.
Um salvava as almas, das predições do mundo da época, já de si conturbado por religiões fanáticas e lutava ardentemente pelos que nada tinham. E buscava nos que tudo tinham para distribuírem pelos que se arrastavam pelas ruas da penúria que os destruíam em pedaços, fazendo com que os seus restos fossem alimento dos “abutres” que encobriam o céu de um negro pestilento e temeroso.
O outro, autentico rei negro, promete tudo fazer para encaminhar a economia mundial (visto o seu país ser um dos impulsionadores pela negativa), para dar o recomeço da caminhada rumo à estabilização num curto prazo. E depois sim: consolidar o sistema financeiro mundial e todos nós retomarmos a nossa vida. Abrindo o caminho para que os nossos sonhos, que se esfumaram enquanto o diabo esfrega um olho. Possam tomar forma e fazerem parte da realidade do nosso dia a dia.
Cristo morreu na cruz para nos salvar!
Obama tem uma cruz para com ela caminhar pesadamente, pelos caminhos da redenção da recessão!
Cristo ficou pregado até à morte esperando a ressurreição!
Obama destruirá a cruz, para fazer dela o símbolo da vitoria sob a malfadada crise autentica guerra silenciosa, que nos rebenta os tímpanos da sobrevivência!

domingo, 18 de janeiro de 2009

A Tentaçao que Deixou Marca





Entrei no café do costume para tomar a minha bica que já ultrapassou o simples prazer, mas hoje já não posso passar sem ela. Bem quentinho e curto, só assim atenua a minha ansiedade, de logo que me levanto e após o almoço, é a primeira obrigação que assumo. O único vício que me envolve, mais uns cigarritos quando estou na bricolage.
Mas continuando; ao tomar o café, reparo num grupo de miúdos descontraídos com as calças caídas pelo rabo abaixo mostrando os boxers de marca de contrafacção adquiridas na feira semanal cá da terra e sabendo que alguns estudam, outros nada fazem. Pergunto para mim: como é que estes jovens conseguem arranjar o dinheiro para os Donuts, para o tabaco e para jogar snooker. E logo numa fase de grave crise económica e até social.
E logo me veio à memória um episódio vinte e tal anos atrás.
Por altura dos doze treze anos, o café da minha rua, comprou um bilhar de matraquilhos e praticamente todos os rapazes do bairro iam para lá jogar. Não percebia como arranjavam dinheiro para jogarem, o que é certo, o bilhar estava sempre ocupado.
Cada partida de cinco bolas custava dez tostões (um escudo) e naquela época poucos miúdos tinham esse dinheiro para jogar todos os dias. Mas o que é certo, todos jogavam e eu também queria jogar!
Acontece que eu só tinha esse dinheiro aos domingos e como o vício cada vez aumentava mais, caí na tentação de ir ao bolso do pai!
Uma vez passou! Foram vinte e cinco tostões, joguei umas boas horas.
Aguentei uns dias a ver jogar, mas o bichinho do vício roía-me o cérebro. Eu estava com medo de voltar ao bolso do pai, mas não aguentei e lá fui uma segunda vez!
Corri em direcção ao bilhar e joguei mais umas boas horas!
A loucura do jogo não me dava discernimento para me aperceber que o meu pai, começou a desconfiar e pôs-se alerta.
Eu sentia de verdade, que o que estava a fazer, não era correcto. Não fazia o meu género e custava-me imenso fazer aquilo. Mas era mais forte do que eu e uma vez mais voltei ao bolso!
Desta vez foram cinco escudos, muito dinheiro para jogar matraquilhos. Andei com a moeda no bolso, uma boa hora. Mas não andava bem com ela, não me sentia bem comigo mesmo sabendo que fui roubar o meu pai mais uma vez e voltei a coloca-la no bolso dele.
Senti um alívio enorme e jurei não mais meter a mão ao bolso do pai!
Só que, a minha mãe tinha que me mandar ao café buscar alguma coisa para o almoço e eu ao ver os rapazes a jogar fiquei fora de mim e quando voltei a casa para entregar à minha mãe o que tinha ido buscar ao café, fui ao bolso do casaco do pai e voltei a retirar a moeda, que tinha devolvido uma hora antes! E corri para o bilhar, como quem corre para apanhar um rebuçado lançado para o chão a ver quem chega primeiro para o apanhar.
Foi a minha condenação! Foi o meu passo em falso! O meu pai já estava de guarda ao ladrão que era eu e foi-me buscar ao bilhar!
Durante uns segundos eu não o vi, estava de costas para ele. E jogava com uma alegria, que mais tarde compreendi que era a ultima que eu tinha naquele bilhar.
Um colega fez-me sinal, rodei a cabeça e vi-o! Deixei logo o bilhar e segui-o bem atrás com medo do inevitável!
O meu pai perante os meus colegas nada fez e nada disse, o que demonstrava os seus princípios, que sempre admirei nele. Mas quando chegou à entrada da casa esperou que eu subisse as escadas e mal cheguei à entrada levei tamanha palmada no rabo que voei pelo corredor e quando aterrei, tornei a levar outra que só parei no quarto e mais outra que me atirou para cima da cama de encontro à parede e ai fiquei, como um farrapo retorcido, (depois de o apertar para lhe tirar a água, que se acumulou depois da limpeza).
Que seja a ultima vez que me tiras dinheiro! Disse-me ele bem nervoso e revoltado. E saiu para o trabalho, ficando eu ali deitado enrolado em mim mesmo, tão vazio e tão envergonhado.
Passei a tarde na cama, doía-me imenso o rabo, tinha que estar deitado de lado e nem podia lhe tocar.
A minha mãe veio para a minha beira consolar-me e notava nela, pena de mim, afinal tinha levado uma grande tareia. E claro, dizer-me aquilo que eu nesse momento tinha a certeza; paguei pelo que fiz e como tal a culpa era minha.
No dia seguinte comecei o dia como se nada fosse (só o meu rabito doía muito, estava todo dorido parecia que tinha caído do segundo andar e batido com ele no chão sem dó nem piedade), o meu pai também nada me disse a mensagem do dia anterior, era bem sugestiva e não deixava margem para dúvidas.
Do bilhar nunca mais lá pus os pés, nunca mais joguei em bilhar nenhum, fiquei com uma alergia ao raio do bilhar que não mais, quis ouvir falar de tal jogo.
Foi a única vez que o meu pai me bateu! Já chegava as sapatadas regulares que a minha mãe fazia questão de me presentear em muitas situações e por motivos fúteis, acho que servia para ela descarregar o seu estado de espírito do momento.
Mas foi um episódio que me marcou e que ficará eternamente gravado na minha memória, mas com a certeza de eu ser o grande culpado. Acho que me ajudou na formação do homem que hoje sou, já que nunca mais tirei nada a ninguém e aprendi o velho ditado “Quem não tem dinheiro não tem vícios”!
Só que a grande maioria dos miúdos que encontro na bica, talvez não vão ao bolso do pai. Vão ao bolso dos incautos e das casas com portas trancadas só com o bater da porta. Vão ao recheio das entradas dos prédios e aos automóveis que os donos insensatamente deixam os bens à vista de quem passa, mas alguns param para pedir sem dizer nada, ou seja roubar!

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

O Dia D de Obama


Meu Deus, como é aguardada a tomada de posse deste homem, autentico Messias da era moderna, sem milagres a prometer, já que milagres só existiram na criação deste nosso mundo. Infelizmente cheio de pessoas promiscuas viradas para o prazer satânico e mergulhadas na corrupção que corrói a sociedade.
Este Messias de cor, aguardado ansiosamente depois destes anos de penúria económica e financeira, para trazer a mensagem da esperança na rápida normalização desta malfadada crise, que nos afecta grandemente e nos está a levar para bem perto do abismo.
Aguarda-se o dia da tomada de posse, como se aguardou a mudança do século. Onde todos emocionados desejamos: ESPERANÇA em dias melhores. ALEGRIAS na melhoria da qualidade de vida. E HUMANIDADE no tratamento justo entre todos e para todos.
Por isso, tudo está a ser ultimado ao pormenor!
Será a tomada de posse que ficará ligada à história presente e futura!
A grandeza deste evento, não terá nada que se assemelhe, até então.
Será elaborado ao pormenor para convidados ilustres, escolhidos a dedo. Saídos de Países amigos, Países que não interessa ser inimigo e Países prontos a serem convidados como figuras de protocolo.
Onde juntando muitos! E outros tantos, que tudo davam para lá estar. Promovem a sua força como a potência marcante neste globo, cada vez mais inseguro.
Os média (de todos os quadrantes), serão o baluarte da passagem da mensagem, na hora, no momento, na oportunidade. Por isso serão meticulosamente seleccionados pelas suas características, pelas suas tendências, pelas suas aptidões.
Mas o discurso de Obama, será o apogeu da cerimónia!
Será no discurso de Obama que milhões e milhões de esfomeados por uma resposta, se irão desesperadamente agarrar.
E para isso, Obama já se preparou da melhor forma que sabe, em captar o momento que vivemos. E que momento.
Esse mesmo discurso será o balão de oxigénio para aliviar a moribunda economia Americana, que por sua vez irá relançar as restantes economias mundiais. Como forma de trampolim para definitivamente se encarreirar nos caminhos da normalidade, como base de sustentação para uma vida onde todos a possamos agarrar, porque as oportunidades surgem a qualquer momento.
Preservar proteger e defender! Serão as palavras-chave do juramento de Obama, perante a bíblia do seu já longínquo antecessor, que segundo ele é e será a sua fonte de inspiração!
Aguardemos os primeiros sinais das medidas deste homem.
Que tem a noção da enorme responsabilidade que transporta sobre os ombros. Mas que orgulhosamente e alegremente confia na sua equipa para vencer os enormes desafios que este mundo criou.
O dependermos de uma administração que irá tomar posse dentro de pouquíssimo tempo, para que a economia mundial comece a tomar fôlego. É grave do ponto de vista conjuntural a todos os níveis, dado sentirmo-nos incapazes, de por nós próprios (refiro-me a nível Europeu) descobrir-mos formas de ultrapassar tamanha crise de contornos recessivos em praticamente todos os países. Aqui se explica a enorme dependência face aos Estados Unidos.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

O Amor Sempre o Amor!


O Amor é um parafuso cintilante que perfura a alma
Desabrochando-a em lascas faiscantes,
Que se espalham no infinito
Fazendo arder luminosamente, os loucos suspiros!

O Amor é a única arma que possuímos,
Que podemos transportar mesmo junto ao coração
Sem sermos presos por isso!
Não serve para amedrontar quem quer que seja,
Mas para encher de paixão quem procura ser feliz.

O Amor engrandece a nossa auto-estima.
Para ajudar quem nos rodeia a enfrentar a frieza
Com que a sociedade nos contempla.

O Amor é o suspiro que nos engasga!
Tossimos, tossimos e lançamos boca fora,
Bocejos desesperados e gestos descontrolados
Caímos desamparados, na escuridão da solidão.

O Amor é simplesmente Amor!
Que nos é oferecido porque fazemos por merecer.
Ou calcorreamos toda uma vida desesperados para o encontrar!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Cristiano Pés de Ouro


Cristiano Ronaldo venceu e convenceu o universo futebolístico!
Cristiano Ronaldo o menino de ouro! Brilhante designação dada por quem vê nele o papa troféus. E de quem se apodera de todo o seu talento, na ferrenha disputa pela sua imagem e do que dela poderá espremer em proveito do investimento e até na golpada do aproveitamento.
Este ainda jovem, que já tudo possuiu. Ainda não há muito tempo era um garoto como tantos outros. Cingido a uma ilha, onde a companhia do mar era o guardião do seu sonho ainda em embrião, para lhe dar o começo da luz, na evolução do seu crescimento.
Calcorreava os campos de futebol da ilha, na explosão de um talento já de si enorme, mas ainda confinado ao redor do seu canto familiar.
Alguém cá do continente o descobriu!
Alguém com a visão de caça talentos o “roubou”, do seu meio de infância e pegando-o ao colo transportou-o suavemente por cima do atlântico e pousou-o em terra firme na aldeia sportinguista.
A ilha abriu-se de par em par, para o seu menino ir de encontro à fama. O mar tantas vezes autentica muralha de aço na segurança dos habitantes desse pequeno calhau que flutuava no meio da imensidão das suas águas. Desta vez teve que abrir alas autentico milagre da era Moisés e acompanhou a viagem do prodígio que dava o primeiro passo de encontro a outro mundo.
Longe da família, longe dos garotos da sua idade tantas vezes cobaias das acrobacias futebolísticas que eram autenticas partidas para aperfeiçoar o dom com que nasceu. Abraçou o enorme desafio e apostou tudo no que sabia: jogar à bola!
Fosse contra quem fosse, o objectivo era a vitoria. E a certeza na gloria em conquistar o céu para ele e para os seus familiares, tantas vezes obrigados a ter que dar tudo e desse tudo pouco tinham para dar.
Mais tarde o talento já não tinha espaço no nosso país para se expandir. Aterrou em terras de sua majestade e rapidamente conquistou, quem dificilmente se deixa conquistar por alguém que aterra no seu espaço com ganas de ser o maior.
Ouviu e aprendeu mais e mais!
Com quem sabia do ofício e com predestinação para amparar e sacar todo o poderio de um jovem ingénuo da vida. Mas adulto em transformar simples toques numa bola em autênticos passos de dança, fluidos nos relvados cheios de adeptos ávidos em artistas que dão vitorias e marcam golos.
Venceu no Manchester, venceu na Europa e recentemente viu o mundo naturalmente destinar-lhe o trono do poder. Dada a abnegação por um querer que lhe estava na alma desde a nascença.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Todos Ralham mas Ninguem tem Razão


Ora agora perdes tu pontos e toda a gente desata a dar a sua opinião convencidos que quem perde pontos é sempre o desgraçado e quem os ganha, são os maiores cá do nosso futebol.
Na semana seguinte, ganham pontos os que os perderam na ronda anterior e toca a desancar numa espécie de vingança citadina.
Esta liga está ao rubro! Onde os mais fortes, sistematicamente poderosos nos embates com os mais frágeis, agora perdem pontos e até jogos, com os clubes do fundo da tabela.
Isto é cá uma emoção de bradar aos céus!
Quem diria que estaríamos aqui nesta altura, a bem dizer de quem nos convêm e mal dizer de quem sentimos ódio futebolístico.
Uma liga de resultados imprevisíveis como esta até então, onde um resultado previsível, deixa-o de ser no final dos noventa minutos. Não é sinal de qualidade, bem pelo contrário. Mas a emoção de assistir a alternâncias na classificação, eleva o astral de quem gosta deste desporto, que quando é jogado dentro da esfera meramente desportiva torna-se o desporto mais belo que foi inventado. Por isso lhe chamam o desporto rei que se joga nos quatro cantos do mundo!

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Os Flocos de Neve Acompanham o Começo do Dia

Ela começou timidamente!
Enquanto percorria o caminho em direcção ao emprego, reparei no vidro central do meu carro sendo salpicado pela chuva bem miúda, já com sinais de uma neve tímida, mas chegado ao emprego transformou-se em flocos de neve constantes.
Espectáculo maravilhoso de tão branco que enchia o espaço onde me encontrava e pena era, que rapidamente se derretia de encontro ao chão em paralelepípedo tão húmido que desfazia o manto branco.
Enquanto escrevo apressadamente, ainda ofegante de tirar umas fotos no meu telemóvel novo em folha oferecido no Natal pela canalhada lá de casa. Os flocos continuam a cair, ora mais intensos, ora mais pausados.
Procuro um sítio mais resguardado da empresa e aí sim a neve acumula-se para regalo de quem há muito tempo não vê espectáculo tão deslumbrante nesta cidade. É êxtase para outros colegas mais novos que nunca presenciaram esta bênção cá na nossa terra.
Deixo o meu gabinete tão quentinho e corro para o meio da avenida interna da empresa e abro os braços, deixando cair por mim abaixo a neve que cai em abundância.
A empresa pára por minutos! Todos querem partilhar este momento único que só acontece uma vez na vida nesta cidade.
Parece-mos miúdos crescidos, tamanha a alegria que os nossos rostos vincam.
Lembramo-nos dos nosso filhos já na escola, se também eles estão a saborear este momento único para eles.
A esposa liga maravilhada ao abrir a janela do quarto com tamanho cenário. Até a forte constipação que na véspera não a deixou pregar olho, parece melhorar. A excitação com esta maravilha da natureza, faz milagres.
Mais uma vez deixo o quentinho e corro para mais umas fotos, vincando para a posteridade este espectáculo carregado de uma brancura tão pura, mais parecendo um sinal ainda sem significado para mim, de alguém bem lá no alto, que nos segue os passos para onde quer que vamos.
A manha já vai longa, o trabalho ainda mal começou! Dentro do espectáculo deslumbrante que me fascina, à responsabilidades para assumir que têm que ser executados rapidamente.
Acho que a neve parou de cair! É a oportunidade de me concentrar na realidade, que é a base de toda a minha vida e sem ela não posso viver e nem fazer viver os meus!