terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Vinte Anos do Primeiro


O meu filho, o primeiro completa hoje vinte anos!
No meio de uma alegria contida, já que o trabalho me absorve a atenção. Resolvo conversar com ele via novas tecnologias, numa pausa rapidinha e vou aproveitar para no blogue, pendurar (tipo caixilho), esta troca de mimos.
Nuno diz:
Vinte anos antes, tinhas duas horas de vida e meio roxo dormitavas no colo da tua mãe, ainda em choque com o que lhe tinha acontecido.
Diogooo // 20 anos... como o tempo passa <:o) diz:
que lhe aconteceu?;) nasci ao meio dia?
Nuno diz:
Vinte anos antes, eu autentica barata tonta não parava quieto e acabado de te ter no colo não sabia o que dizer
Diogooo // 20 anos... como o tempo passa <:o) diz:
eu tbm nao percebia deixa la:P lol
Nuno diz:
Vinte anos antes nasceste de um casal com meia duzia de meses pronto a enfrentar os desafios da vida
Diogooo // 20 anos... como o tempo passa <:o) diz:
nao tivesses saltado pra cima da mae antes de casareheh
Nuno diz:
Vinte anos depois continuas a dizer disparates sem saber o significado do que representou o teres nascido e de seres o primeiro
Vinte anos depois esperamos de ti um homem e esta-me a parecer que és um garoto crescido
Diogooo // 20 anos... como o tempo passa <:o) diz:
deixa la, eu tbm tenho alguns reparos aos papas, mas nao posso fazer nada que burro velho nao aprende:P
Nuno diz:
Vinte anos depois és o foragido na procura de um futuro melhor que o meu e não vejo empenho que baste para seres o melhor, já que tens capacidade para isso?
Diogooo // 20 anos... como o tempo passa <:o) diz:
basta o empenho que tenho pra ter uma boa oportunidade de ter uma boa vida:P
Nuno diz:
Vinte anos depois namoras como bem entendes, levas chupoes pelo pescoço fora e continuas sentado no sofá agarrado ao computador à espera que te chupem o resto do corpo
Vinte anos depois recordo a nostalgia de um tempo difícil, mas apaixonado que se prolonga pela vida fora!
Diogooo // 20 anos... como o tempo passa <:o) diz:
se tivesse no sofa a estudar a 3 meses seguidos, a desculpa era que nao era chupado nem queria ser ;)
Nuno diz:
Parabéns Diogo perna comprida!
Diogooo // 20 anos... como o tempo passa <:o) diz:
nah é proporcional à outra e ao resto do corpo:P

Estou Perplexo



A cada dia que passa, acordamos com noticias a encher a sociedade de milhares e milhares de desempregados por esse mundo fora.
Não há multinacional que resista. Não há empresa. Pequena, media, ou grande que não recorra a despachar os empregados para o desemprego com o simples argumento dos enormes prejuízos já acumulados.
E segundo os especialistas (os entendidos de outrora, que pensavam na altura serem donos da razão, vincando as suas teses do alto do pedestal na defesa deste sistema financeiro), que tudo dava a uma dúzia de gorilas da banca mundial, que por sua vez distribuíam o milho aos pardais que lhe levavam as chorudas somas arrecadadas sabe-se lá, em que antro de exploração humana, para viverem almofadados e patenteando todo o seu poderio financeiro que comprava a honra, a dignidade e a miséria dos muitos e muitos infelizes.
Mas dizia, esses especialistas que agora já aparecem em tudo que espalhe a notícia, a bradar aos céus que ainda estamos no começo do desastre do bolso roto. Somam dois, mais dois, para nos alarmar ainda mais com o desmoronar das poupanças dos países que não chegam para tapar os rombos nas grandes multinacionais e não evitam a recessão, palavra que todos pensavam só ser prenunciada nos livros do tio patinhas.
E assiste-se a cada manha que começa, ao avolumar deste drama social, onde todos (desde pequenas pessoas na sua escolaridade. A homens e mulheres que queimaram os neurónios durante anos e anos na esperança de um futuro centrado nas suas aptidões). Querem manter os seus empregos, mas são arrastados pela corrente do dramatismo que os jogam para as portas dos institutos de emprego, na esperança de conseguirem uma luz ao fundo do túnel. Já que estão parados no fim da linha sem soluções.
Vivemos na incerteza e pior que tudo isso, sentimos que não acontece só aos outros, como gostamos de nos agarrar quando a desgraça bate à porta do vizinho. Mas agora sentimos que nos pode de um dia para o outro brindar com essa notícia “vira essa boca para lá”, que nos vai de certeza estatelar ao comprido sob as ruas da amargura.
Os tempos são indiscutivelmente incertos! Não vejo grandes soluções para estancar desde já este flagelo.
Sinto um aproveitar desta situação das grandes multinacionais. Que lançam no desemprego milhares de moribundos sociais, justificando os prejuízos acumulados. Esquecendo os enormes lucros acumulados em anos de vacas gordas. Passando a brasa para as mãos dos governos que ainda não vai há muito tempo, tudo lhe deram para os cativar a assentar arraiais nos seus domínios e que eram o baluarte de uma politica centrada para o dinamismo económico, tanto para o país como para os trabalhadores.
Preocupamo-nos a desviar as atenções com problemas que nada de positivo, trazem como o garante de fazer face aos graves problemas que atravessamos. Refiro-me a novela FREEPORT, onde o tio percorrendo todos os canais televisivos, mostrando o seu harém de boa vida. Pede desculpa ao sobrinho, com receio que a família se desmorone e logo nesta altura onde se joga tudo pela continuidade da governação do país.
Preocupamo-nos nas alternativas dentro da oposição para derrubar o PS, nas eleições que estão à porta. Escalpelizando a líder Social-democrata que verdade se diga foi chão que já deu uvas, sem capacidade de liderança e sem esperança num resultado que a revigore e a solte do marasmo político que a “obrigaram” a assumir.
Como sinto que o PS, liderará mais quatro anos os destinos do nosso pequeno e desfasado país. Vou desde já calcar-lhe os calcanhares, para que os seus lideres, tudo façam na procura de soluções, venham elas de onde vierem, para tudo fazerem na esperança de pelo menos evitarem de mais pessoas ficarem sem o seu sustento diário e sem a sua esperança em ultrapassar este clima nefasto de incerteza que nos assombra logo que acordamos e olhamos para o começo de mais um dia.

domingo, 25 de janeiro de 2009

A Previsão do Futuro


De muitas vezes olhar para os meus pais já na casa dos setenta anos, pergunto a mim mesmo como irá ser a minha figura quando atingir a fase deles.
Mas primeiro terei que passar pelo dilema da reforma e se não houver nada que altere o normal percurso da minha vida profissional, a reforma chegará aos sessenta e cinco anos.
Chegará porque é inevitável! Todos temos um começo e um fim!
A vida não pára e as contingências da mesma, não se compadecem com a forma de pensar de cada um. Acabou o percurso, é o fim da linha e à que dar o lugar a outro.
Bom servidor é aquele que se deixa substituir por outro, quando a idade assim determina. Estou preparado para isso!
Quando o momento chegar, aí vou eu de trouxas às costas rumo à inactividade, à monotonia de todos os dias.
Só terei a preocupação, apenas em não pensar, que sou um a mais no meio de tantos deste PAÍS que é o meu. E a quem dei muito de mim enquanto pude e só deixarei de dar, quando para tanto me faltar as forças.
Serei sempre igual a mim mesmo. Pensarei isso sim, porque se penso. Logo existo!
E olhando para o que hoje sou, convenço-me que alcançarei a performance que hoje atinjo, ou seja:
Serei um idoso charmoso. Pronto a mostrar às idosas e menos idosas que ainda sou apetecido. Apesar de saber que a minha bela mulher de agora, será a velhota ainda mais bela dessa altura.
Serei portador de uma saúde boa para a idade, com pouca barriga, porque desde muito novo pratiquei desporto e sempre que posso faço tudo a pé e assim mantenho um bom estado físico que me permite caminhar calmamente sem arrastar os pés pelos passeios e ajudar os amigos dessa altura que pesarosamente arrastam-se até ao café, para passar o tempo num jogo de sueca, a valer o cafézito da tarde.
Não usarei dentadura postiça tenho uns dentes fortes que irão acompanhar-me pela vida fora, por isso regularmente vou ao dentista e assim sendo poderei falar, sorrir abertamente, porque não mostrarei as falhas entre caninos.
Irei buscar os meus netos ao colégio, (como fui dia após dia buscar os pais deles). E irei contar-lhes todos os acontecimentos que ficaram registados na minha memória, das traquinices dos pais. Tenho tantas que encherão as longas tardes de Verão, mais os frios e chuvosos dias de Inverno e com toda a certeza saberei no fundo de mim mesmo que serão mais meus filhos, que filhos dos meus filhos!
E porquê esta tão peremptória convicção!
Porque hoje assisto aos casais (que poderão ser os meus filhos nesse futuro), à abnegada concentração nas suas carreiras profissionais. Base da sustentação de uma família.
Onde os pais precisam de sair bastante cedo e só regressam para além do encerramento dos colégios. Os avós são os bastiões do aconchego dos netos até os pais os virem buscar. Já com banhito tomado, papinha dada e o soninho a tomar contas deles refastelados no conforto dos vovôs.
Também os divórcios, hoje infelizmente já muito banal. Atiram os filhos para o colo dos avós, muitos deles com traumas profundos de ligações tempestuosas, deixando que os velhos sarem as mazelas e façam de pais e avós. E os criem com todo o amor que a vida lhes ajudou a armazenar. Até que a vida de algum deles (os pais) ganhe estabilidade para que os roubem do laço afectivo dos avós e voltem para um lar onde irão encontrar uma mãe que já não a beijam á largo tempo e um homem que não era o seu pai.
Continuarei no meu apartamento com aquecimento, de mão dada com a velhota vendo as novelas onde os actores principais irão ser os jogadores de futebol das grandes equipas. E todas as comodidades normais para dois idosos prontos a enfrentar um dia de cada vês, porque trabalhei toda a vida e como tal terei direito a uma reforma. (Se até lá a Segurança Social não entrar em ruptura) que me possibilite estas pequenas e necessárias condições e continuarei a não utilizar o elevador, porque felizmente vivo no primeiro andar e preciso de exercício para desentorpecer as pernas.
Continuarei a ser um cidadão atento á transformação da sociedade mais justa e social que me viu nascer.
Na fortemente consumista e insensível que ilumina os cada vez mais ricos e ofusca os cada vez mais pobres em que vivemos.
E como me preparei juntando um pé-de-meia razoável. E durante muitos anos resguardei-me com um seguro de vida e de saúde, que me deu esta qualidade de vida.
Assistirei sereno e despreocupado até que os mais necessitados se revoltem em prol de uma vida digna e razoável, que todos os governos deviam de obrigatoriamente proporcionar.
Vou pedir aos meus filhos como prenda, por ocasião do cinquentenário do meu casamento, um colchão ortopédico como o que tenho hoje (que me custou muitos euros), para continuar a ter uma boa coluna e grande relaxe físico. E assim manter o silencio para com os vizinhos quando alço a perna para aquecer a velhota e sossegar a minha excitação.
Como rezo quase todos os dias, mais a esposa que reza pelos dois, para que não venha a padecer de nenhum mal incurável. Acabarei a minha vida como começou!
Sem dor nem sofrimento!
Abri os olhos para o mundo no mês de Maria.
Fechando-os pela última vez quando Deus o quiser.
Para os abrir no Céu como me prometeram e olhar para a terra tentando descobrir o lugar quando chegar a minha vez. Onde vou novamente ganhar uma nova vida.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

O Inicio de Uma Vida


O inicio de uma vida, um dia igual a tantos outros. Já lá vão uns anos, que enchem dois corações de carinho e convictos que teríamos de ser um para o outro.
Num fim de tarde quente, depois de receber os convidados, lá parti num cortejo de automóveis (não sem antes uma vizinha, me desejar felicidades, atirando-me um beijo quando descia as escadas para entrar no carro, foi um gesto que nunca mais me esqueço), em direcção à igreja, que ficava numa aldeia típica do Minho.
Com casas embutidas no meio do pinheiral, ou “plantadas” nos campos separados por muros construídos pedra a pedra, que dividiam as parcelas de terrenos de cada um, as denominadas leirinhas.
A aldeia recebeu-nos silenciosa, talvez querendo mostrar a nós pessoas, que vivemos outro mundo que não este, a forçada solidão que caracteriza a ligação com o seu povo. Que a abandona pela madrugada, caminhando nas suas veias para bem lá no fundo perfurar os seus campos, onde tiram o sustento para matar a fome aos filhos e só pela noitinha regressar exaustos e sombrios, às suas humildes casas, indiferentes e mudos, tamanho o cansaço que emanam.
Mas como pedimos para lá casarmos. Oferece-nos a sua Igreja Paroquial, que é lugar de uma fé com que os seus habitantes se confortam e se aliviam dos males pequenos ou grandes, que invadem as suas almas. Deixam tudo, para lá se reunirem com Deus e saem cheios de esperança e alegres, a caminho dos seus trabalhos e dos seus lares.
Foi no seu altar sagrado, que me encontrei com a minha noiva! Estava tão bela e tão simples! Fiquei tão orgulhoso de ter uma noiva tão bela!
Juntamo-nos lado a lado e esperamos calmamente felizes e cientes do nosso amor, que aquele padre nos casasse, unindo-nos para sempre.
Quero recordar-me sempre que possa, das pessoas que me acompanharam e a felicidade que honestamente me desejaram e para isso ficam as fotos, que embelezam o meu álbum e ao folheá-lo, me traga constantemente uma lagrimazita de emoção, revendo cada foto cada momento.
Deixo esta aldeia já com a minha esposa ao meu lado, liderando um cortejo cada vez maior que vai cercando a aldeia. E parados no cruzamento que dá acesso à estrada nacional, fico com a visão, que isolamos toda a aldeia, não deixando penetrar quem quer que seja.
Os carros rolam lentamente, olho as bermas desta estrada ladeada de pinheiros e eucaliptos e penso no que será a minha vida daqui para a frente.
Começo a ver a minha casa, que ainda não sei onde será!
Imagino a minha esposa cozinhando para mim, lavando a minha roupa, com todo aquele carinho que possuiu. E as longas noites que juntos passaremos, murmurando-me enquanto fazemos amor, a felicidade que a envolve e que iremos ser felizes para sempre…… Mas o cortejo começa a rolar bruscamente e eu rolo num sobressalto para a realidade, conduzindo-me ao restaurante acolhedor com que presenteio os meus convidados.
E no meio de tanta comida e bebida, conversas e brincadeiras da praxe. Brinda-se a tudo quanto é sinónimo de felicidade. O champanhe jorra na imensidão das taças, prontas a satisfazer um possível desejo. Procuro a taça da minha esposa (agora é mesmo) e sinceramente peço-lhe para sermos felizes. Peço-lhe humildemente com os meus olhos felizes, que me compreenda e que me ajude a ser um homem, como eu sempre desejei ser.
O final aproxima-se, os convidados retiram-se! Fico mais um pouco com os meus padrinhos e olhando a sala já vazia, volto de novo a vaguear no mundo da imaginação.
Imagino friamente todo o caminho que terei de percorrer!
Um caminho que se afastará, longamente do meu que agora terminou. Sei que não haverá sequer uns vestígios, de eles se cruzarem, por breves momentos.
Sei, não poder ter o prazer de admirar outras mulheres (que me dava tanto gozo). Sei também e infelizmente, que diminuirá, os meus momentos de lazer participados nos “hobbys” com os meus amigos. Sei……… Que tudo será partilhado com a minha jovem esposa! Terá ela no decorrer do tempo, tanto fascínio, que me lavará a só pensar nela?
Gostaria de acreditar sinceramente na força e na beleza, que ela agora demonstra. E acredito!
Só que o tempo tudo corrói quanto é formoso e………….Acordo pelo beijo quente, de uns lábios formosos e de um hálito festivo.
É ela que me chama! É ela que quer estar comigo, mostrar-me no meio de uma noite cheia de amor, o quanto me deseja, o quanto a faço feliz!
Foi um casamento igual a tantos outros! Mas foi o meu!
Revestido de atitudes íntimas, sensações comovedoras e satisfação por correr como nós desejávamos ardentemente.
Assim perante isto atrevo-me a considerar, o meu como o melhor, entre os melhores!
E como tudo na vida, o primeiro dia cheio de sol, foi tão belo e tão simples. Onde só fizemos amor e recordamos os passos que demos na véspera.
Abraçados, totalmente unidos numa nudez longe de ser desconhecida e logicamente visivelmente emocionados, encontramos a esperança para a concretização dos sonhos narrados enquanto namorados, que brotaram neste dia santificado e calorosamente inesquecível.
Nada possuíamos, começamos do zero, prontos a enfrentar o futuro que nem necessitava de nos bater à porta, encontrava-se simplesmente em frente dos nossos olhos para que o enfrentássemos cara a cara e o moldássemos simplesmente. Para lhe dar a forma serena e saudável. A estrutura e o amadurecimento, como ele é hoje e faz parte do nosso dia-a-dia.
Presentemente temos os filhos. Cada um, eloquente momento!
Crescem, crescem. Mas ainda sinto que estão na idade do chupa-chupa!
O mundo para eles, é todo cor-de-rosa. A minha satisfação e alegria, é saber, que com eles está tudo bem! E connosco, tudo bem também!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

A Coroação Com Emoção de Obama


Obama simplesmente mostrou que é exactamente como nós.
O nervosismo patenteado e um completo bloqueamento no juramento, momento tão solene e rodeado de enorme simbolismo histórico. Mostra que Obama acusou todo aquele momento tão grandioso que o consagrou Presidente da América e olhando para o momento que atravessamos. Presidente de todo o mundo, pelo menos enquanto a América não retornar a patentear a sua forte economia.
Obama por momentos foi traído pelos longos meses em que o seu nome foi a mensagem da esperança e cedeu. Cedeu ao peso enorme que carrega naqueles ombros, ainda pouco preparados para tão grande desafio.
Mas logo se recompôs!
E num discurso simples. Entendivel para qualquer pessoa que o escutava atentamente e orgulhosa. Lançou o vincado repto, para fazer frente ao rebuliço sem precedentes que a América mergulhou.
Entoava as palavras, ciente que iria conseguir concretizar as soluções que espalhava boca fora, para os Americanos extasiados com o momento e para o resto do mundo boquiaberto com tamanha investidura.
O discurso continuava, com as palavras a saírem com uma cadência ritmada e convencido, que chegavam ao entendedor mais vulgar que o ouvisse.
Era um discurso feito para todos, já que todos são poucos para levantar a economia americana e mundial.
Os pontos eram fáceis de entender! Porque todos os dias acordamos com eles a baterem-nos à porta e apelava aos americanos que sempre superaram todos os desafios que lhes surgiram nos já longos anos do nascimento dessa grande nação, para a sua intervenção cívica, como o grande baluarte ao verdadeiro progresso de uma sociedade. Da sociedade Americana.
Obama conquistou ao tomar posse o mundo inteiro!
Não defraudou os fanáticos que tudo deram para que a sua eleição, não passasse de um sonho puro e luminoso!
Não defraudou os que logo perceberam que ali estava um grande homem. Feito de simplicidade de humanidade e que uniu todas as raças!
Não defraudou quem ansiosamente esperava por este momento que superou a mudança de século, no seu significado e no que vai representar para a unificação do mundo numa altura crucial para todos nós.
E estou plenamente convicto, que superou as reticências dos poucos indecisos na capacidade deste homem de cor, que a curto prazo saberão dar o justo valor à sua capacidade e serão, também num curto prazo, aliados de peso para fazerem caminhar as medidas patenteadas e necessárias já avançadas por Obama.
Todos temos que ter em mente! O homem é humano não faz milagres (apesar de se saber que se eles existem, só a América os pode tornar realidade), nem é nenhum Deus!
Um por todos e todos por um! Foi a solução mais pratica e mais eficaz, em situações semelhantes de penúria económica e financeira. E outras mais, ao longo da história.
A festa terminou! Agora abrem-se as portas à realidade nua e crua que vivemos e que teremos que ultrapassar.
Este homem irá ser pau para toda a obra! A história irá se encarregar de o avaliar no final da sua obra.
Serão oito anos de uma correria infernal, para no final concluir que a missão foi cumprida E os sucessores só terão que seguir o caminho tão sofredoramente desbravado!

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Obama Suscita Atenções e Tentações!






Obama autêntico Cristo, arrastando multidões, num frenético vai e vem de sensações!
A diferença consiste, em que Cristo, de segurança nada tinha, dado que morreu ás mãos de traidores da sua confiança, embora digam que amplamente do conhecimento do redentor.
Obama rodeia-se de polícias fortemente armados. De militares equipados como se estivessem numa guerra urbana. De humanos à paisana prontos a morder qualquer empecilho, que possa inquietar uma cerimónia aguardada fanaticamente por milhões, mas com a inquietação de algum tresloucado, de arma em riste disposto a acabar com a salvação. A mando dos escondidos camuflados que proliferam nos seus bunkers, prontos a lançarem os tentáculos destruindo quem chega com ganas de vencer.
De alivio dos problemas! Os dois estão em consonância.
Um salvava as almas, das predições do mundo da época, já de si conturbado por religiões fanáticas e lutava ardentemente pelos que nada tinham. E buscava nos que tudo tinham para distribuírem pelos que se arrastavam pelas ruas da penúria que os destruíam em pedaços, fazendo com que os seus restos fossem alimento dos “abutres” que encobriam o céu de um negro pestilento e temeroso.
O outro, autentico rei negro, promete tudo fazer para encaminhar a economia mundial (visto o seu país ser um dos impulsionadores pela negativa), para dar o recomeço da caminhada rumo à estabilização num curto prazo. E depois sim: consolidar o sistema financeiro mundial e todos nós retomarmos a nossa vida. Abrindo o caminho para que os nossos sonhos, que se esfumaram enquanto o diabo esfrega um olho. Possam tomar forma e fazerem parte da realidade do nosso dia a dia.
Cristo morreu na cruz para nos salvar!
Obama tem uma cruz para com ela caminhar pesadamente, pelos caminhos da redenção da recessão!
Cristo ficou pregado até à morte esperando a ressurreição!
Obama destruirá a cruz, para fazer dela o símbolo da vitoria sob a malfadada crise autentica guerra silenciosa, que nos rebenta os tímpanos da sobrevivência!

domingo, 18 de janeiro de 2009

A Tentaçao que Deixou Marca





Entrei no café do costume para tomar a minha bica que já ultrapassou o simples prazer, mas hoje já não posso passar sem ela. Bem quentinho e curto, só assim atenua a minha ansiedade, de logo que me levanto e após o almoço, é a primeira obrigação que assumo. O único vício que me envolve, mais uns cigarritos quando estou na bricolage.
Mas continuando; ao tomar o café, reparo num grupo de miúdos descontraídos com as calças caídas pelo rabo abaixo mostrando os boxers de marca de contrafacção adquiridas na feira semanal cá da terra e sabendo que alguns estudam, outros nada fazem. Pergunto para mim: como é que estes jovens conseguem arranjar o dinheiro para os Donuts, para o tabaco e para jogar snooker. E logo numa fase de grave crise económica e até social.
E logo me veio à memória um episódio vinte e tal anos atrás.
Por altura dos doze treze anos, o café da minha rua, comprou um bilhar de matraquilhos e praticamente todos os rapazes do bairro iam para lá jogar. Não percebia como arranjavam dinheiro para jogarem, o que é certo, o bilhar estava sempre ocupado.
Cada partida de cinco bolas custava dez tostões (um escudo) e naquela época poucos miúdos tinham esse dinheiro para jogar todos os dias. Mas o que é certo, todos jogavam e eu também queria jogar!
Acontece que eu só tinha esse dinheiro aos domingos e como o vício cada vez aumentava mais, caí na tentação de ir ao bolso do pai!
Uma vez passou! Foram vinte e cinco tostões, joguei umas boas horas.
Aguentei uns dias a ver jogar, mas o bichinho do vício roía-me o cérebro. Eu estava com medo de voltar ao bolso do pai, mas não aguentei e lá fui uma segunda vez!
Corri em direcção ao bilhar e joguei mais umas boas horas!
A loucura do jogo não me dava discernimento para me aperceber que o meu pai, começou a desconfiar e pôs-se alerta.
Eu sentia de verdade, que o que estava a fazer, não era correcto. Não fazia o meu género e custava-me imenso fazer aquilo. Mas era mais forte do que eu e uma vez mais voltei ao bolso!
Desta vez foram cinco escudos, muito dinheiro para jogar matraquilhos. Andei com a moeda no bolso, uma boa hora. Mas não andava bem com ela, não me sentia bem comigo mesmo sabendo que fui roubar o meu pai mais uma vez e voltei a coloca-la no bolso dele.
Senti um alívio enorme e jurei não mais meter a mão ao bolso do pai!
Só que, a minha mãe tinha que me mandar ao café buscar alguma coisa para o almoço e eu ao ver os rapazes a jogar fiquei fora de mim e quando voltei a casa para entregar à minha mãe o que tinha ido buscar ao café, fui ao bolso do casaco do pai e voltei a retirar a moeda, que tinha devolvido uma hora antes! E corri para o bilhar, como quem corre para apanhar um rebuçado lançado para o chão a ver quem chega primeiro para o apanhar.
Foi a minha condenação! Foi o meu passo em falso! O meu pai já estava de guarda ao ladrão que era eu e foi-me buscar ao bilhar!
Durante uns segundos eu não o vi, estava de costas para ele. E jogava com uma alegria, que mais tarde compreendi que era a ultima que eu tinha naquele bilhar.
Um colega fez-me sinal, rodei a cabeça e vi-o! Deixei logo o bilhar e segui-o bem atrás com medo do inevitável!
O meu pai perante os meus colegas nada fez e nada disse, o que demonstrava os seus princípios, que sempre admirei nele. Mas quando chegou à entrada da casa esperou que eu subisse as escadas e mal cheguei à entrada levei tamanha palmada no rabo que voei pelo corredor e quando aterrei, tornei a levar outra que só parei no quarto e mais outra que me atirou para cima da cama de encontro à parede e ai fiquei, como um farrapo retorcido, (depois de o apertar para lhe tirar a água, que se acumulou depois da limpeza).
Que seja a ultima vez que me tiras dinheiro! Disse-me ele bem nervoso e revoltado. E saiu para o trabalho, ficando eu ali deitado enrolado em mim mesmo, tão vazio e tão envergonhado.
Passei a tarde na cama, doía-me imenso o rabo, tinha que estar deitado de lado e nem podia lhe tocar.
A minha mãe veio para a minha beira consolar-me e notava nela, pena de mim, afinal tinha levado uma grande tareia. E claro, dizer-me aquilo que eu nesse momento tinha a certeza; paguei pelo que fiz e como tal a culpa era minha.
No dia seguinte comecei o dia como se nada fosse (só o meu rabito doía muito, estava todo dorido parecia que tinha caído do segundo andar e batido com ele no chão sem dó nem piedade), o meu pai também nada me disse a mensagem do dia anterior, era bem sugestiva e não deixava margem para dúvidas.
Do bilhar nunca mais lá pus os pés, nunca mais joguei em bilhar nenhum, fiquei com uma alergia ao raio do bilhar que não mais, quis ouvir falar de tal jogo.
Foi a única vez que o meu pai me bateu! Já chegava as sapatadas regulares que a minha mãe fazia questão de me presentear em muitas situações e por motivos fúteis, acho que servia para ela descarregar o seu estado de espírito do momento.
Mas foi um episódio que me marcou e que ficará eternamente gravado na minha memória, mas com a certeza de eu ser o grande culpado. Acho que me ajudou na formação do homem que hoje sou, já que nunca mais tirei nada a ninguém e aprendi o velho ditado “Quem não tem dinheiro não tem vícios”!
Só que a grande maioria dos miúdos que encontro na bica, talvez não vão ao bolso do pai. Vão ao bolso dos incautos e das casas com portas trancadas só com o bater da porta. Vão ao recheio das entradas dos prédios e aos automóveis que os donos insensatamente deixam os bens à vista de quem passa, mas alguns param para pedir sem dizer nada, ou seja roubar!