sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

O Sócrates e o Freeport


Sócrates governa a seu belo prazer!
Aqui e ali com mossas rapidamente ultrapassadas.
Os professores fazem muito alarido. Vão levando a água ao seu moinho como podem e sabem, resguardados pelos sindicatos que transformam uma luta de direitos e contra processos de avaliação injustos e sem pés nem cabeça. Em lutas roçando o apego politico, que mais uma vez ajuda a oposição, cada vez mais fragilizada e isolada onde. Um a um esgrimam, sem resultado aparente os seus pontos de vista, fanaticamente esquartejados.
Até que Sócrates virado única e exclusivamente para os graves problemas económicos e financeiros a nível mundial. E já com os dois pés metidos na preparação da vitoria, que as eleições à porta lhe poderão trazer mais um mandato e quem sabe mais uma maioria, coisa nunca acontecida neste país. Leva autenticamente um estaladão nas duas faces, com o ressuscitar do até então já esquecido e (confessando com os seus botões, proveitoso), Freeport.
Os ingleses são especialistas em descobrir os podres dos outros e toca a lançar (autentica cobra venenosa), o veneno, que logo se espalha pela torpe Anti-Sócrates.
Rapidamente apanham os menos preparados. E abafam o famoso tio do Primeiro. Que sugado por todos os canais televisivos, mostrando o seu harém de boa vida. Pede desculpa ao sobrinho, com receio que a família se desmorone e logo nesta altura onde se joga tudo pela continuidade da governação do país.
As explicações não convencem quem quer que seja, porque todos sentem existir ali marosca e massacram até à exaustão as pessoas que lidam com Sócrates mais de perto.
Este vê-se obrigado a dar explicações ao País!
Defende o tio, coitado a idade já vai pesando o que a deixa sensível a abrir a boca. E proporciona num gesto de quem não deve não teme, quatro perguntas aos jornalistas repartindo assim o mal pelas aldeias. E ao responder à primeira, pouco mais tem a dizer nas restantes.
Pensou o Sócrates e pensamos nós, que o caso ficava neste ponto. Ou seja, em banho-maria, para mais tarde esquecer.
Mas do outro lado da barricada, os trunfos não são jogados, todos, de uma só vez. É nesta altura que se joga o tudo ou nada por parte dos Anti-Sócrates.
E desponta bem por cima das cabeças dos socialistas a carta rogatória. Autentico míssil teleguiado de encontro ao coração do Primeiro.
Mais um reboliço na esfera politica nacional.
Os jornais fazem da carta slogans de primeira página. Destacam detalhes da mesma, como aconselhando a verificação das contas de José Sócrates, etc.…. etc.
Os partidos resguardam-se! Ninguém quer atirar a primeira pedra!
O nosso Primeiro-Ministro é lesto a actuar e mais uma vez fala ao país aproveitando a hora das notícias em horário nobre.
Aproveita a oportunidade e lança farpas em todas as direcções, visando os que o querem derrotar e os que sentem o prazer, de o atacar.
Convictamente, dando a sensação de dedo em riste, apregoa: Não me derrotam. Não me vencem. Resistir é vencer.
E mais uma vez José Sócrates esteve à altura das dificuldades e com tal gesto. Levou a que os diversos partidos da oposição ficassem retidos no seu espaço e chegassem à conclusão que José Sócrates prosseguisse a sua caminhada nos destinos da nação.
Idêntica postura foi adoptada pelo procurador, que não vê na tal carta motivos para tomar qualquer tipo de medidas.
Afinal José Sócrates, superou pela terceira vez no mandato, o seu nome envolvido em situações menos claras.
Aguarda-se as eleições e quem sabe, até, a essas eleições, algo surgirá para mais uma vez o nosso Primeiro-ministro, desta vez gritar: Isto é um malfadado ataque pessoal! Mas eu sei de onde vem! Finalmente a touca escura que lhes cobriam o rosto foi retirada!
E nós portugueses iremos finalmente, descobrir quem são os inimigos pessoais, que dia a pós dia, mês a pós mês. Anos a fio roem os calcanhares a José Sócrates.

O Freeport e o Sócrates


Freeport! A enorme oposição de José Sócrates rumo a um novo mandato!
Freeport anda nas bocas de meio mundo. E só não tem mais relevo porque ainda somos um país a roçar o terceiro mundo, logo onde tudo possa ser possível, sem causar muito alarido. E também porque o mundo (neste caso a Europa) tem mais em que se preocupar, olhando à maré-alta de despedimentos (em todos os sectores) que ameaça o equilibro social e a qualidade de vida de milhões de pessoas ainda com contornos imprevisíveis.
Freeport, nasceu ainda o nosso primeiro-ministro, era responsável pela pasta do Ambiente de um país pouco dado a questões ambientais e como tal José Sócrates tornou-se figura central em varias fases do seu mandato.
Manifestações de um lado, oposição à perna por outro. Mas o Sócrates responsável pelo ambiente levou a água ao seu moinho e praticamente concretizou as ideias mestres com que guiou a sua pasta. Vincando a sua persistência e razão (segundo o próprio), nas atitudes e obra realizada nesses anos. Onde verdade se diga, se fez mais e falou de Ambiente, do que em muitos anos passados.
Ainda durante a liderança da pasta do Ambiente, surge o nascer do Freeport. E com mais ou menos oscilações, não esquecer as organizações Ambientalistas e as forças vivas da região. O projecto tem luz verde e arranca rumo ao sucesso.
Entretanto José Sócrates sai de cena.
Como governante o seu tempo tinha chegado ao fim e vira-se para os seus afazeres profissionais. Levando a sua vidinha sem complicações e engrossando o seu pecúlio com trabalho e investimentos, como a maioria dos portugueses do seu circulo, principalmente todos aqueles que assumiram cargos em governos anteriores e hoje são os porta estandarte de grandes grupos cá da nossa terrinha bem encostada ao Atlântico, que leva mar dentro os nossos infelizes pescadores.
Então surge a reviravolta!
Sócrates volta ás primeiras páginas da comunicação social e passa a ser o centro das atenções dos portugueses.
Porque primeiro, ganha as eleições internas do seu partido (ainda assombrado pelo escândalo casa pia) e torna-se Primeiro-ministro, com maioria absoluta.
Arrasando uma oposição frágil cravejada de pessoas que abandonam o barco a meio de uma viagem cheia de espinhos. Deixando um sucessor, mais virado para festividades VIP e lirismos governamentais.
Que não deixou outra hipótese ao Presidente da Republica, de o pôr porta fora. Abrindo o caminho de para em par ao PS e à nova figura Sócrates, repescada para o salvar.
Heroicamente se festejou a grande vitoria pela governação do país e logo com todos os poderes, a maioria absoluta.
José Sócrates assume a governação do país.
A oposição mergulhada em conflitos internos e com uma maioria absoluta que não deixa margem para lutar contra Sócrates e companhia. Resolve enveredar por caminhos que cheguem ao coração do Primeiro para o abalar fortemente. E toca a desancar com o famigerado dossier da licenciatura de Sócrates.
Sócrates corre a justificar o injustificável! Apesar das provas escritas trazidas para a estampa da comunicação.
Professores do próprio Sócrates, acorrem de seguida. Vindo a publico confirmar o diploma, conquistado com todo o empenho e mérito.
Mas a desconfiança apodera-se da população que se convence que o diploma foi tirado por correspondência e com assinatura com data de fim-de-semana.
Polémica mantida viva durante longos dias, que alimentou uma comunicação ávida por mexericos caseiros, que fizessem tirar do sério o Primeiro-Ministro. Já que em materia de oposiçao parlamentar, nao se engendrava argumentos susceptíveis de abalar a convencida confiança de Sócrates em rumar no caminho certo na direcção do futuro.
Ou seja! O homem é na verdade engenheiro, seja da forma que for! E como vai ser doutorado "honoris causa", por serviços prestados à nação antes durante e até depois da sua longa vida politica, por diversas universidades, cá do burgo e até algumas de países periféricos, amigos do peito. Será professor, doutor, engenheiro………….etc., etc.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Vinte Anos do Primeiro


O meu filho, o primeiro completa hoje vinte anos!
No meio de uma alegria contida, já que o trabalho me absorve a atenção. Resolvo conversar com ele via novas tecnologias, numa pausa rapidinha e vou aproveitar para no blogue, pendurar (tipo caixilho), esta troca de mimos.
Nuno diz:
Vinte anos antes, tinhas duas horas de vida e meio roxo dormitavas no colo da tua mãe, ainda em choque com o que lhe tinha acontecido.
Diogooo // 20 anos... como o tempo passa <:o) diz:
que lhe aconteceu?;) nasci ao meio dia?
Nuno diz:
Vinte anos antes, eu autentica barata tonta não parava quieto e acabado de te ter no colo não sabia o que dizer
Diogooo // 20 anos... como o tempo passa <:o) diz:
eu tbm nao percebia deixa la:P lol
Nuno diz:
Vinte anos antes nasceste de um casal com meia duzia de meses pronto a enfrentar os desafios da vida
Diogooo // 20 anos... como o tempo passa <:o) diz:
nao tivesses saltado pra cima da mae antes de casareheh
Nuno diz:
Vinte anos depois continuas a dizer disparates sem saber o significado do que representou o teres nascido e de seres o primeiro
Vinte anos depois esperamos de ti um homem e esta-me a parecer que és um garoto crescido
Diogooo // 20 anos... como o tempo passa <:o) diz:
deixa la, eu tbm tenho alguns reparos aos papas, mas nao posso fazer nada que burro velho nao aprende:P
Nuno diz:
Vinte anos depois és o foragido na procura de um futuro melhor que o meu e não vejo empenho que baste para seres o melhor, já que tens capacidade para isso?
Diogooo // 20 anos... como o tempo passa <:o) diz:
basta o empenho que tenho pra ter uma boa oportunidade de ter uma boa vida:P
Nuno diz:
Vinte anos depois namoras como bem entendes, levas chupoes pelo pescoço fora e continuas sentado no sofá agarrado ao computador à espera que te chupem o resto do corpo
Vinte anos depois recordo a nostalgia de um tempo difícil, mas apaixonado que se prolonga pela vida fora!
Diogooo // 20 anos... como o tempo passa <:o) diz:
se tivesse no sofa a estudar a 3 meses seguidos, a desculpa era que nao era chupado nem queria ser ;)
Nuno diz:
Parabéns Diogo perna comprida!
Diogooo // 20 anos... como o tempo passa <:o) diz:
nah é proporcional à outra e ao resto do corpo:P

Estou Perplexo



A cada dia que passa, acordamos com noticias a encher a sociedade de milhares e milhares de desempregados por esse mundo fora.
Não há multinacional que resista. Não há empresa. Pequena, media, ou grande que não recorra a despachar os empregados para o desemprego com o simples argumento dos enormes prejuízos já acumulados.
E segundo os especialistas (os entendidos de outrora, que pensavam na altura serem donos da razão, vincando as suas teses do alto do pedestal na defesa deste sistema financeiro), que tudo dava a uma dúzia de gorilas da banca mundial, que por sua vez distribuíam o milho aos pardais que lhe levavam as chorudas somas arrecadadas sabe-se lá, em que antro de exploração humana, para viverem almofadados e patenteando todo o seu poderio financeiro que comprava a honra, a dignidade e a miséria dos muitos e muitos infelizes.
Mas dizia, esses especialistas que agora já aparecem em tudo que espalhe a notícia, a bradar aos céus que ainda estamos no começo do desastre do bolso roto. Somam dois, mais dois, para nos alarmar ainda mais com o desmoronar das poupanças dos países que não chegam para tapar os rombos nas grandes multinacionais e não evitam a recessão, palavra que todos pensavam só ser prenunciada nos livros do tio patinhas.
E assiste-se a cada manha que começa, ao avolumar deste drama social, onde todos (desde pequenas pessoas na sua escolaridade. A homens e mulheres que queimaram os neurónios durante anos e anos na esperança de um futuro centrado nas suas aptidões). Querem manter os seus empregos, mas são arrastados pela corrente do dramatismo que os jogam para as portas dos institutos de emprego, na esperança de conseguirem uma luz ao fundo do túnel. Já que estão parados no fim da linha sem soluções.
Vivemos na incerteza e pior que tudo isso, sentimos que não acontece só aos outros, como gostamos de nos agarrar quando a desgraça bate à porta do vizinho. Mas agora sentimos que nos pode de um dia para o outro brindar com essa notícia “vira essa boca para lá”, que nos vai de certeza estatelar ao comprido sob as ruas da amargura.
Os tempos são indiscutivelmente incertos! Não vejo grandes soluções para estancar desde já este flagelo.
Sinto um aproveitar desta situação das grandes multinacionais. Que lançam no desemprego milhares de moribundos sociais, justificando os prejuízos acumulados. Esquecendo os enormes lucros acumulados em anos de vacas gordas. Passando a brasa para as mãos dos governos que ainda não vai há muito tempo, tudo lhe deram para os cativar a assentar arraiais nos seus domínios e que eram o baluarte de uma politica centrada para o dinamismo económico, tanto para o país como para os trabalhadores.
Preocupamo-nos a desviar as atenções com problemas que nada de positivo, trazem como o garante de fazer face aos graves problemas que atravessamos. Refiro-me a novela FREEPORT, onde o tio percorrendo todos os canais televisivos, mostrando o seu harém de boa vida. Pede desculpa ao sobrinho, com receio que a família se desmorone e logo nesta altura onde se joga tudo pela continuidade da governação do país.
Preocupamo-nos nas alternativas dentro da oposição para derrubar o PS, nas eleições que estão à porta. Escalpelizando a líder Social-democrata que verdade se diga foi chão que já deu uvas, sem capacidade de liderança e sem esperança num resultado que a revigore e a solte do marasmo político que a “obrigaram” a assumir.
Como sinto que o PS, liderará mais quatro anos os destinos do nosso pequeno e desfasado país. Vou desde já calcar-lhe os calcanhares, para que os seus lideres, tudo façam na procura de soluções, venham elas de onde vierem, para tudo fazerem na esperança de pelo menos evitarem de mais pessoas ficarem sem o seu sustento diário e sem a sua esperança em ultrapassar este clima nefasto de incerteza que nos assombra logo que acordamos e olhamos para o começo de mais um dia.

domingo, 25 de janeiro de 2009

A Previsão do Futuro


De muitas vezes olhar para os meus pais já na casa dos setenta anos, pergunto a mim mesmo como irá ser a minha figura quando atingir a fase deles.
Mas primeiro terei que passar pelo dilema da reforma e se não houver nada que altere o normal percurso da minha vida profissional, a reforma chegará aos sessenta e cinco anos.
Chegará porque é inevitável! Todos temos um começo e um fim!
A vida não pára e as contingências da mesma, não se compadecem com a forma de pensar de cada um. Acabou o percurso, é o fim da linha e à que dar o lugar a outro.
Bom servidor é aquele que se deixa substituir por outro, quando a idade assim determina. Estou preparado para isso!
Quando o momento chegar, aí vou eu de trouxas às costas rumo à inactividade, à monotonia de todos os dias.
Só terei a preocupação, apenas em não pensar, que sou um a mais no meio de tantos deste PAÍS que é o meu. E a quem dei muito de mim enquanto pude e só deixarei de dar, quando para tanto me faltar as forças.
Serei sempre igual a mim mesmo. Pensarei isso sim, porque se penso. Logo existo!
E olhando para o que hoje sou, convenço-me que alcançarei a performance que hoje atinjo, ou seja:
Serei um idoso charmoso. Pronto a mostrar às idosas e menos idosas que ainda sou apetecido. Apesar de saber que a minha bela mulher de agora, será a velhota ainda mais bela dessa altura.
Serei portador de uma saúde boa para a idade, com pouca barriga, porque desde muito novo pratiquei desporto e sempre que posso faço tudo a pé e assim mantenho um bom estado físico que me permite caminhar calmamente sem arrastar os pés pelos passeios e ajudar os amigos dessa altura que pesarosamente arrastam-se até ao café, para passar o tempo num jogo de sueca, a valer o cafézito da tarde.
Não usarei dentadura postiça tenho uns dentes fortes que irão acompanhar-me pela vida fora, por isso regularmente vou ao dentista e assim sendo poderei falar, sorrir abertamente, porque não mostrarei as falhas entre caninos.
Irei buscar os meus netos ao colégio, (como fui dia após dia buscar os pais deles). E irei contar-lhes todos os acontecimentos que ficaram registados na minha memória, das traquinices dos pais. Tenho tantas que encherão as longas tardes de Verão, mais os frios e chuvosos dias de Inverno e com toda a certeza saberei no fundo de mim mesmo que serão mais meus filhos, que filhos dos meus filhos!
E porquê esta tão peremptória convicção!
Porque hoje assisto aos casais (que poderão ser os meus filhos nesse futuro), à abnegada concentração nas suas carreiras profissionais. Base da sustentação de uma família.
Onde os pais precisam de sair bastante cedo e só regressam para além do encerramento dos colégios. Os avós são os bastiões do aconchego dos netos até os pais os virem buscar. Já com banhito tomado, papinha dada e o soninho a tomar contas deles refastelados no conforto dos vovôs.
Também os divórcios, hoje infelizmente já muito banal. Atiram os filhos para o colo dos avós, muitos deles com traumas profundos de ligações tempestuosas, deixando que os velhos sarem as mazelas e façam de pais e avós. E os criem com todo o amor que a vida lhes ajudou a armazenar. Até que a vida de algum deles (os pais) ganhe estabilidade para que os roubem do laço afectivo dos avós e voltem para um lar onde irão encontrar uma mãe que já não a beijam á largo tempo e um homem que não era o seu pai.
Continuarei no meu apartamento com aquecimento, de mão dada com a velhota vendo as novelas onde os actores principais irão ser os jogadores de futebol das grandes equipas. E todas as comodidades normais para dois idosos prontos a enfrentar um dia de cada vês, porque trabalhei toda a vida e como tal terei direito a uma reforma. (Se até lá a Segurança Social não entrar em ruptura) que me possibilite estas pequenas e necessárias condições e continuarei a não utilizar o elevador, porque felizmente vivo no primeiro andar e preciso de exercício para desentorpecer as pernas.
Continuarei a ser um cidadão atento á transformação da sociedade mais justa e social que me viu nascer.
Na fortemente consumista e insensível que ilumina os cada vez mais ricos e ofusca os cada vez mais pobres em que vivemos.
E como me preparei juntando um pé-de-meia razoável. E durante muitos anos resguardei-me com um seguro de vida e de saúde, que me deu esta qualidade de vida.
Assistirei sereno e despreocupado até que os mais necessitados se revoltem em prol de uma vida digna e razoável, que todos os governos deviam de obrigatoriamente proporcionar.
Vou pedir aos meus filhos como prenda, por ocasião do cinquentenário do meu casamento, um colchão ortopédico como o que tenho hoje (que me custou muitos euros), para continuar a ter uma boa coluna e grande relaxe físico. E assim manter o silencio para com os vizinhos quando alço a perna para aquecer a velhota e sossegar a minha excitação.
Como rezo quase todos os dias, mais a esposa que reza pelos dois, para que não venha a padecer de nenhum mal incurável. Acabarei a minha vida como começou!
Sem dor nem sofrimento!
Abri os olhos para o mundo no mês de Maria.
Fechando-os pela última vez quando Deus o quiser.
Para os abrir no Céu como me prometeram e olhar para a terra tentando descobrir o lugar quando chegar a minha vez. Onde vou novamente ganhar uma nova vida.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

O Inicio de Uma Vida


O inicio de uma vida, um dia igual a tantos outros. Já lá vão uns anos, que enchem dois corações de carinho e convictos que teríamos de ser um para o outro.
Num fim de tarde quente, depois de receber os convidados, lá parti num cortejo de automóveis (não sem antes uma vizinha, me desejar felicidades, atirando-me um beijo quando descia as escadas para entrar no carro, foi um gesto que nunca mais me esqueço), em direcção à igreja, que ficava numa aldeia típica do Minho.
Com casas embutidas no meio do pinheiral, ou “plantadas” nos campos separados por muros construídos pedra a pedra, que dividiam as parcelas de terrenos de cada um, as denominadas leirinhas.
A aldeia recebeu-nos silenciosa, talvez querendo mostrar a nós pessoas, que vivemos outro mundo que não este, a forçada solidão que caracteriza a ligação com o seu povo. Que a abandona pela madrugada, caminhando nas suas veias para bem lá no fundo perfurar os seus campos, onde tiram o sustento para matar a fome aos filhos e só pela noitinha regressar exaustos e sombrios, às suas humildes casas, indiferentes e mudos, tamanho o cansaço que emanam.
Mas como pedimos para lá casarmos. Oferece-nos a sua Igreja Paroquial, que é lugar de uma fé com que os seus habitantes se confortam e se aliviam dos males pequenos ou grandes, que invadem as suas almas. Deixam tudo, para lá se reunirem com Deus e saem cheios de esperança e alegres, a caminho dos seus trabalhos e dos seus lares.
Foi no seu altar sagrado, que me encontrei com a minha noiva! Estava tão bela e tão simples! Fiquei tão orgulhoso de ter uma noiva tão bela!
Juntamo-nos lado a lado e esperamos calmamente felizes e cientes do nosso amor, que aquele padre nos casasse, unindo-nos para sempre.
Quero recordar-me sempre que possa, das pessoas que me acompanharam e a felicidade que honestamente me desejaram e para isso ficam as fotos, que embelezam o meu álbum e ao folheá-lo, me traga constantemente uma lagrimazita de emoção, revendo cada foto cada momento.
Deixo esta aldeia já com a minha esposa ao meu lado, liderando um cortejo cada vez maior que vai cercando a aldeia. E parados no cruzamento que dá acesso à estrada nacional, fico com a visão, que isolamos toda a aldeia, não deixando penetrar quem quer que seja.
Os carros rolam lentamente, olho as bermas desta estrada ladeada de pinheiros e eucaliptos e penso no que será a minha vida daqui para a frente.
Começo a ver a minha casa, que ainda não sei onde será!
Imagino a minha esposa cozinhando para mim, lavando a minha roupa, com todo aquele carinho que possuiu. E as longas noites que juntos passaremos, murmurando-me enquanto fazemos amor, a felicidade que a envolve e que iremos ser felizes para sempre…… Mas o cortejo começa a rolar bruscamente e eu rolo num sobressalto para a realidade, conduzindo-me ao restaurante acolhedor com que presenteio os meus convidados.
E no meio de tanta comida e bebida, conversas e brincadeiras da praxe. Brinda-se a tudo quanto é sinónimo de felicidade. O champanhe jorra na imensidão das taças, prontas a satisfazer um possível desejo. Procuro a taça da minha esposa (agora é mesmo) e sinceramente peço-lhe para sermos felizes. Peço-lhe humildemente com os meus olhos felizes, que me compreenda e que me ajude a ser um homem, como eu sempre desejei ser.
O final aproxima-se, os convidados retiram-se! Fico mais um pouco com os meus padrinhos e olhando a sala já vazia, volto de novo a vaguear no mundo da imaginação.
Imagino friamente todo o caminho que terei de percorrer!
Um caminho que se afastará, longamente do meu que agora terminou. Sei que não haverá sequer uns vestígios, de eles se cruzarem, por breves momentos.
Sei, não poder ter o prazer de admirar outras mulheres (que me dava tanto gozo). Sei também e infelizmente, que diminuirá, os meus momentos de lazer participados nos “hobbys” com os meus amigos. Sei……… Que tudo será partilhado com a minha jovem esposa! Terá ela no decorrer do tempo, tanto fascínio, que me lavará a só pensar nela?
Gostaria de acreditar sinceramente na força e na beleza, que ela agora demonstra. E acredito!
Só que o tempo tudo corrói quanto é formoso e………….Acordo pelo beijo quente, de uns lábios formosos e de um hálito festivo.
É ela que me chama! É ela que quer estar comigo, mostrar-me no meio de uma noite cheia de amor, o quanto me deseja, o quanto a faço feliz!
Foi um casamento igual a tantos outros! Mas foi o meu!
Revestido de atitudes íntimas, sensações comovedoras e satisfação por correr como nós desejávamos ardentemente.
Assim perante isto atrevo-me a considerar, o meu como o melhor, entre os melhores!
E como tudo na vida, o primeiro dia cheio de sol, foi tão belo e tão simples. Onde só fizemos amor e recordamos os passos que demos na véspera.
Abraçados, totalmente unidos numa nudez longe de ser desconhecida e logicamente visivelmente emocionados, encontramos a esperança para a concretização dos sonhos narrados enquanto namorados, que brotaram neste dia santificado e calorosamente inesquecível.
Nada possuíamos, começamos do zero, prontos a enfrentar o futuro que nem necessitava de nos bater à porta, encontrava-se simplesmente em frente dos nossos olhos para que o enfrentássemos cara a cara e o moldássemos simplesmente. Para lhe dar a forma serena e saudável. A estrutura e o amadurecimento, como ele é hoje e faz parte do nosso dia-a-dia.
Presentemente temos os filhos. Cada um, eloquente momento!
Crescem, crescem. Mas ainda sinto que estão na idade do chupa-chupa!
O mundo para eles, é todo cor-de-rosa. A minha satisfação e alegria, é saber, que com eles está tudo bem! E connosco, tudo bem também!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

A Coroação Com Emoção de Obama


Obama simplesmente mostrou que é exactamente como nós.
O nervosismo patenteado e um completo bloqueamento no juramento, momento tão solene e rodeado de enorme simbolismo histórico. Mostra que Obama acusou todo aquele momento tão grandioso que o consagrou Presidente da América e olhando para o momento que atravessamos. Presidente de todo o mundo, pelo menos enquanto a América não retornar a patentear a sua forte economia.
Obama por momentos foi traído pelos longos meses em que o seu nome foi a mensagem da esperança e cedeu. Cedeu ao peso enorme que carrega naqueles ombros, ainda pouco preparados para tão grande desafio.
Mas logo se recompôs!
E num discurso simples. Entendivel para qualquer pessoa que o escutava atentamente e orgulhosa. Lançou o vincado repto, para fazer frente ao rebuliço sem precedentes que a América mergulhou.
Entoava as palavras, ciente que iria conseguir concretizar as soluções que espalhava boca fora, para os Americanos extasiados com o momento e para o resto do mundo boquiaberto com tamanha investidura.
O discurso continuava, com as palavras a saírem com uma cadência ritmada e convencido, que chegavam ao entendedor mais vulgar que o ouvisse.
Era um discurso feito para todos, já que todos são poucos para levantar a economia americana e mundial.
Os pontos eram fáceis de entender! Porque todos os dias acordamos com eles a baterem-nos à porta e apelava aos americanos que sempre superaram todos os desafios que lhes surgiram nos já longos anos do nascimento dessa grande nação, para a sua intervenção cívica, como o grande baluarte ao verdadeiro progresso de uma sociedade. Da sociedade Americana.
Obama conquistou ao tomar posse o mundo inteiro!
Não defraudou os fanáticos que tudo deram para que a sua eleição, não passasse de um sonho puro e luminoso!
Não defraudou os que logo perceberam que ali estava um grande homem. Feito de simplicidade de humanidade e que uniu todas as raças!
Não defraudou quem ansiosamente esperava por este momento que superou a mudança de século, no seu significado e no que vai representar para a unificação do mundo numa altura crucial para todos nós.
E estou plenamente convicto, que superou as reticências dos poucos indecisos na capacidade deste homem de cor, que a curto prazo saberão dar o justo valor à sua capacidade e serão, também num curto prazo, aliados de peso para fazerem caminhar as medidas patenteadas e necessárias já avançadas por Obama.
Todos temos que ter em mente! O homem é humano não faz milagres (apesar de se saber que se eles existem, só a América os pode tornar realidade), nem é nenhum Deus!
Um por todos e todos por um! Foi a solução mais pratica e mais eficaz, em situações semelhantes de penúria económica e financeira. E outras mais, ao longo da história.
A festa terminou! Agora abrem-se as portas à realidade nua e crua que vivemos e que teremos que ultrapassar.
Este homem irá ser pau para toda a obra! A história irá se encarregar de o avaliar no final da sua obra.
Serão oito anos de uma correria infernal, para no final concluir que a missão foi cumprida E os sucessores só terão que seguir o caminho tão sofredoramente desbravado!