quinta-feira, 2 de abril de 2009

A Europa Parou para Receber Obama



Obama aterrou em solo europeu pela primeira vez desde que assumiu as rédeas de uma nação que comanda o mundo! Mas neste momento sofremos as agruras de uma crise iniciada nessa nação e que as imensas voltas, que já se deram, ainda não são suficientes para parar o carrossel da desgraça!
Era aguardado com enorme expectativa! Não só pela aglomeração de vinte chefes de estado, que juntos são portadores de oitenta por cento do PIB mundial e claro está formam o pomposo grupo do G20. Que deles muito se espera para carrilar a crise no caminho da retoma.
Como para conhecer ao vivo este homem saído do “nada” e depois de meses de intensa luta interna, primeiro como vencedor do partido Democrata. Depois alcançando o apogeu com a vitoria categórica na épica eleição para presidente. Onde juntou pretos e brancos, ricos e pobres. E conseguiu amansar assassínios e ladroes que por umas horas gritaram Obama, Obama, Obama!
Foi este homem que congregou todas as atenções!
Fossem elas nas reuniões individuais com presidentes de países, onde a interacção está um pouco toldada devido a vários incidentes políticos (como a Rússia).
Ou com a China, oponente a ter em conta num futuro não muito distante onde por entre sorrisos mais ou menos rasgados, tentando logo aí um reforço das relações diplomáticas bilaterais e com um até surpreendente convite para Barack Obama visitar a China no segundo semestre de 2009, o que Obama terá prontamente aceite. Situação pouco vista com presidentes antecedentes que ocuparam a Casa Branca.
Ou mais ainda, nos banquetes e bailes que faziam parte do protocolo, onde Obama era naturalmente o centro das atenções, conquistando tudo e todos com a sua humildade, com o seu carisma. Tendo sempre um sorriso, um aperto de mão seja para presidentes ou meros chefes de lhe abrir a porta! Com a curiosidade de todos, mas todos lhe conseguirem dizer (os que o conseguiram): - Presidente todo o meu país ansiava pela sua eleição! O que decerto Obama retorquia. Muito obrigado, fazendo uma ligeira inclinação para saudar não só o presidente em questão como toda a comunidade a que ele preside.
Mas Obama não aterrou nesta Europa, recheada de vícios e de desigualdades que se vão acentuando entre países ricos e os infelizes pobres como nós portugueses. Para apertos de mão e palmadinhas nas costas e duas garfadas de boa comida e dois copos de vinho europeu. Veio sim para a tão aguardada Cimeira dos denominados G20 (que eu passo a baptizar pelos Galos com 20 poleiros)!
E depois de um dia intenso de reuniões, onde se pode dizer com uma certa segurança, Sarkosy se fez ouvir, com as suas ideias e sugestões para restringir os paraísos fiscais, pesadelo e cancro desta crise de lua cheia segundo ele.
Uma Ângela Merkel, fanaticamente Germânica! A recusar mais estímulos à economia, pelas grandes economias europeias, como fazendo finca-pé a lembrar que é essa a solução mais prudente e contrapondo de certo modo uma das alternativas de Obama e seus pares……………………….
E no final, em conferência de Imprensa dada após a cimeira. E por entre um sorriso, como a alegrar um pouco a ansiedade de um mundo esperando novas daquela boca que uns dizem sagrada, mas que já teve os seus momentos maus. O Presidente dos EUA mostrou-se optimista quanto ao futuro, mas lançou avisos de prudência!
Avisos de que não é de um dia para o outro, que se resolve esta crise de contornos inigualáveis, sem precedentes na historia.
Avisos de que esta cimeira, serviu para que todos remassem contra a maré na mesma direcção, para ultrapassar as ondas revoltosas que ameaçam cobrir de negro este mundo que todos queremos mais social, mais virado para a partilha da riqueza criada por todos e para todos!
E mais que tudo. Transmitiu a todos os povos, através da Europa onde decorreu a cimeira, que o mundo pode contar com ele. Porque Obama sabe que praticamente todo o mundo, apoiou a sua eleição. E milhões deles rezaram, fizeram promessas, doaram um pouco do pouco que eles tinham, para que este homem, que milhões depositam a ultima esperança para que ele engrene a maquina da salvação e a ponha a girar em busca de soluções o mais rápido possível, para aliviar a penúria que dia a dia lhes entra pela porta a dentro!

quarta-feira, 1 de abril de 2009

O Tempo dos Empregos Para Todos


A situação é infelizmente grave!
O emprego é uma miragem para quem o perdeu!
É como procurar uma agulha num palheiro para quem o procura!
Correndo os jornais, batendo à porta das empresas, ou enviando currículos sem fim para empresas do norte a sul, esperando impacientemente que uma delas, ao menos umazinha. Que se lembre do currículo desse alguém que o enviou e lhe dê a noticia, apareça cá que temos algo para si!
É consolidar o emprego que possuímos!
Mantendo-o com todo o nosso empenho, para que esta fase passe e novos ventos, tragam a retoma da economia mundial e a esperança de uma vida melhor para milhões e milhões.
Ao escrever esta simples introdução, estou a recordar quando se iniciou a minha primeira aventura no mundo do trabalho.
Era ainda um miúdo, vinha do mundo da escola, dos livros debaixo do braço, do convívio com miúdos da minha idade, onde só pensava no futebol e nas garotas.
E de um momento para o outro vi-me num enorme salão sem fim à vista. Dividido em quatro secções cheias de máquinas, de grande comprimento e de pessoas agarradas a elas (maquinas) como quem agarra um filho, porque era nessas máquinas que estava o sustento desses homens e mulheres para matar a fome às bocas que tinham em casa e na maioria dos casos eram bocas e mais bocas.
Um barulho ensurdecedor, vindo daquelas enormes máquinas que me deixavam um zumbido irritante nos ouvidos que me acompanhavam para todo o lado.
E gente que nunca tinha visto, nem imaginava que existiam. O meu mundo até aí era completamente oposto e sinceramente não imaginava que existisse este mundo que eram, os trabalhadores dezenas e dezenas deles, com roupas pobres e salpicados de restos de matéria-prima.
A maioria deles, moravam em freguesias que viviam da agricultura, o que originava, apresentarem-se ao trabalho com um aspecto muito pobre e sem o mínimo de brio e muitos cheiravam mal devido a falta de higiene. Criaram-me uma impressão bastante deprimente.
Mas eu não queria me tornar assim. Longe disso!
A adaptação foi terrível! Chorei pelos cantos, nos primeiros dias.
Queria voltar atrás! Queria dizer ao meu pai que me tirasse dali, que me levasse de volta para a minha escola, para junto dos meus amigos e amigas.
Queria sair dali e prometer-lhe que iria ser o melhor estudante da turma e tornar-me doutor! Prometia-lhe tudo o que ele quisesse, mas que me tirasse dali, por amor de Deus!
Mas já nada havia a fazer, os meus lamentos caíram num poço sem fundo e como tal, não havia volta a dar que os emergisse à superfície.
Como o meu pai também lá trabalhava, era encarregado de uma das secções. A resignação acabou por ter o seu acompanhamento passo a passo, o que ajudou à assimilação da realidade.
E pela manha ainda o dia era escuro (cinco e meia da manha), no Inverno era terrível, lá ia eu para o meu trabalho, fazendo metade do caminho pela linha do comboio fora e o restante pela estrada que me levava ao trabalho.
Fazia-me companhia um colega (vizinho), muito mais velho, que percorria o caminho até à fabrica, completamente calado. Raramente trocávamos uma palavra, fazíamos todo o trajecto sem um murmúrio, ou qualquer gesto.
Acho que ele na maioria das vezes ia a dormir, o calo de percorrer aquele caminho milhares de vezes, já lhe dava a pratica de poder ir a dormitar. Por menos era a sensação que me dava.
Pela duas da tarde terminava o meu trabalho e como o meu percurso demorava perto de meia hora, chegava a casa cansado, almoçava o que a minha mãe me deixava e deitava-me a dormitar, para depois ir treinar, onde esquecia todo o meu dia de trabalho e sonhava com o que não era possível! Nem todos os nossos sonhos são possíveis de realizar, mas sonhar não é pecado, até faz bem ao ego!
Como nesta altura estava completamente envolvido no futebol, ajudava a superar todo o ambiente do trabalho e quando estava a trabalhar, procurava imaginar o futebol e tudo o que o envolvesse.
Via-me a jogar num grande clube, rodeado de gente que me aplaudia que queria um autógrafo meu e claro quando acordava destes meus delírios, enfrentava a realidade. A realidade do trabalho! A realidade de trabalhar no duro, sempre pronto para substituir quem faltasse.
Mas os sonhos não comandam a vida! À que parar e enfrentar o que me rodeia, assumindo, que o meu mundo agora era aquele e portanto à que dar o máximo para conseguir algo dentro desta empresa.
Comecei cedo a trabalhar e cedo amadureci para o mundo. Dum mundo em constante mudança e eu tinha que me preparar para agarrar essa mudança e com dinheiro, passei a ter uma vida deveras agradável.
Tinha dinheiro não para muitas loucuras, mas para me proporcionar momentos agradáveis. Podia jantar fora, assistir a um espectáculo, ir à discoteca todas os sábados, etc. …. E mais que tudo, era independente! Não tinha que dar satisfações a quem quer que seja.
Como era uma pessoa com bom carácter e sem problemas de qualquer tipo, a vida corria sem sobressaltos tanto para mim, como para os que me rodeavam.
Tinha um bom emprego e com um bom cargo. Enfim tudo corria bem!
Eram os dezoito anos da pujança, da convicção que o mundo é meu e como tal à que gozar os prazeres da vida.
Dezoito anos, maioridade conquistada, a independência assimilada! Tudo corria bem o mundo era tão magnifico!
A Sociedade entrava na melhor fase da minha vivência!
Portugal começou a fazer parte da Comunidade Económica Europeia e como tal era um entrar diário de incentivos aos milhões que enchiam os bolsos dos novos-ricos que na maioria dos casos os esvaziavam num antro de perdição em lugar de os investir nos alicerces das suas empresas.
Deu no que todos já imaginamos e hoje é um fechar de portas porque os frágeis alicerces ruíram como castelos de areia.

terça-feira, 31 de março de 2009

Quem Não tem Cão Caça com gato!


Eis a grande expressão que simboliza, todos aqueles que não tem capacidade para ombrear com o adversário, porque à partida se sente já derrotado.
Isto vem a propósito das laçadas enviadas de uma forma indirecta pelo PSD, sobre o PS principalmente sob a sua figura José Sócrates. Na desesperada tentativa de não perder o comboio para disputar as eleições que estão a um passo.
E como dentro de portas o PSD é um pantanal de trocas de galhardetes, onde a cadeira do responsável máximo, nem tem tempo, para acomodar as formas de quem lá se senta. Porque quem está fora, mexe os cordelinhos para lhe fazer a cama e pum! Toca a substituir.
Primeiro foi o mais conhecido Marques Mendes!
Pessoa de experiencia nestas andanças da politica. Abraçou vários governos laranjas e liderou a tribuna do partido no Parlamento.
Pensou-se de pedra e cal, mas numas eleições internas, onde a sua vitória era só um arrastar das horas para se saber a contagem dos votos. Mas surpresa das surpresas o candidato das bases destronou o apostolo e saltou para os braços dos desconhecidos militantes laranjas que só contam para as votações, mas neste caso foram os principais responsáveis para a queda do histórico PSD, que ainda mantinha o barco a flutuar, apesar do abandono dos anteriores timoneiros para os grandes cargos (e tachos) nos apetecidos grupos económicos que comandam este pequeno país e não só!
Vitoria, vitoria! Chegou o meu momento! Pensou o Luís Filipe.
Entrou a matar! Cheio de ideias para o partido. Cheio de sonhos para que o partido regressasse a um passado não muito distante onde era dono e senhor da governação deste país virado laranja do norte ao sul e Ilha da Madeira. E gozando de meia comunicação correr a tudo que era poiso do novo líder, era a um assistir de autênticos shows de entrevistas e mais entrevistas.
O sonho durou pouco! Os tubarões laranjas vindos de fora para dentro, puseram aquela cabeça do Filipe Meneses, ainda inchada com a vitória, mas desguardada para a desforra numa autêntica manta de retalhos, que meia dúzia de meses depois estoirou num matagal de estrelas e mais estrelas, que levou o pobre coitado a renunciar.
O partido estava num caos, o que levava o PS, a governar a seu belo prazer! Mas o PSD, num arrufo de persistência lá conseguiu chamar para dirigir os destinos do partido até às eleições a Manuela Ferreira.
Coitada. De tão pressionada que foi, aceitou com cara de poucos amigos a herança nefasta de dirigir o partido nesta fase, uma autêntica faca de dois gumes.
Venceu um PSD, vindo laureado como presidente antes da JSD, que estava há imenso tempo a invernar e com um sonho só confessado à almofada todas as noites ao deitar: e se me acontece o que aconteceu ao Filipe! Só a vitoria claro, só a vitoria! Seria o maior do PSD e dava azo ao meu sonho desde dos tempos da jota, onde era líder e rei! Não venceu, mas deu-lhe um sinal positivo para o futuro e o futuro a Deus pertence!
E a Manuela, lá vai remando contra a maré, sem alegria, sem pachorra para enfrentar um Sócrates obstinado na perseguição à sua pessoa e que a Nelinha, não tem a mínima força para contrariar e até fazer desse desabafo repetitivo de Sócrates como um trunfo a seu favor.
É nesta fase uma líder sem chama, sem capacidade para argumentar o que quer que seja e mais, dá-me a sensação, que assume o cargo de líder do maior partido da oposição, sem a mínima pachorra para o fazer. - E que raio de amigos que tenho, que me empurraram para este autentico martírio! Pensa ela vezes sem conta!
Perante este cenário, que vem durando tempo perigoso, levando a que o PSD caia, num buraco sem fundo. Nada melhor que usar todas as armas que nos colocam ao alcance das mãos e então se não posso caçar o PS, de uma maneira vou tentar apanhar os podres do Sócrates de outra.
Serviços secretos do PSD na rua e toca a vasculhar a lixeira das conspirações. E então surge o começo da campanha Anti-Sócrates!
Primeiro veio o tal famoso diploma de engenheiro, que Sócrates diz que é limpinho como a agua que corre nas fontes e que alimenta o povo que ele com todas as forças lidera e olha o seu bem-estar.
Durante dias e dias alimentou uma Sociedade Portuguesa, ávida por mexericos quanto mais não seja para alimentar quatro canais e dúzias de revistas e jornais. Sócrates defendeu-se de peito feito e assim conseguiu, algum tempo depois, arrefecer os ânimos de quem queria ganhar algo com esta novela do: é ou não é engenheiro!
E de facto o homem é engenheiro e o PSD, nada ganhou com esta guerrita de trincheiras e viu os problemas dentro do partido agudizarem-se, com já fiz referencia.
Até que surgiu o caso Freeport!
Um caso que está a fazer correr muita tinta! Sócrates bem tenta justificar o que bem parece ter pouca margem de justificação. Ele pára tudo para falar ao País, sobre a cabala que estão a fazer contra ele. E remata de dedo em riste “Não me vão parar. Nunca! A minha missão é servir o país e é para o país que eu vivo.
Mas os sanguessugas que agora já apareceram à luz do dia, ligados indirectamente ao PSD e directamente à direita. Não desarmam e vão desencantar bem fundo do jardim de Éden, as provas que incriminam Sócrates e compinchas.
Mas Sócrates uma vez mais, aparece quase encolerizado e pela última vez repete que não tem nada a ver com o caso Freeport e ás pessoas ligadas directamente a ele.
Os amigos da desgraça de Sócrates não desarmam e bem perto das eleições Europeias, o caso Freeport emerge de uma encubação premeditada.
Agora existe um DVD, que prova entre conversas de ingleses, que Sócrates está metido em sarilhos.
Sarilhos de alguma gravidade. Que levaram Sócrates numa prontidão que faz sentido, a processar todos aqueles que de uma maneira ou de outra estão ligados a esse mesmo DVD.
Uma certeza tenho!
Nada. Mas mesmo nada, fará o PS e o seu líder a desistir de chegar ás eleições que estão à porta de todos nós.
Nenhum caso que surja das catacumbas dos golpes baixos, onde acredito o PSD está enterrado até aos olhos. Fará mudar o rumo da galgada do PS, à vitória.
Os casos que enchem o quotidiano irão num curto espaço de tempo a ser arquivados.
Passarão á história e com ela o PSD registará o passar de uma fase seca de ideias e de pessoas sem capacidade para levar este partido a lutar por uma vitoria que poderia ser nesta altura como um dado adquirido, mas que infelizmente para muitíssimos de nós será, a continuação da governação do PS, para o bem e para o mal. Mais mal, porque milagres já não existem para mal dos nossos pecados!

sábado, 28 de março de 2009

Lula da Silva Fala com o Coração




Lula da Silva, não é preto! Não é índio! Não é branco!
Não tem olhos azuis, nem o coração é azul! O sangue nada tem de azul, apesar de ser o rei (presidente) do povo onde dizem Deus nasceu!
Nasceu no seio de um povo, faminto de tudo!
Cresceu, entrincheirado nos pantanais dos latifundiários, senhores da terra e do gado. Que dominavam a seu belo prazer, os infelizes camponeses que não tinham que comer, apesar de os seus olhos esgazeados de tanta miséria, esbarrarem nas terras abandonadas sem fim, que podiam ser o sustento de milhares de barrigas cheias de ar, sem cheiro a alimento. E esqueléticos dos pés à cabeça, não tinham forças para lutar contra os mandados dos coronéis, que em cima dos cavalos dançantes mostravam quem mandava. E ai daquele que se atrevesse a dar um paço em frente. Levava chumbo que perfurava aqueles corpos raquíticos de fome e de submissão que só a morte punha fim.
O Lula da Silva, tornou-se um homem! Crente a Deus e inimigo feroz de Satanás!
Não o Satanás dos infernos sem fim! Mas os da terra onde nasceu! Infestada de Satanás que deixavam as terras ao abandono, onde a vista não conseguia alcançar e o povo mendigando uma unha dessa terra para cultivar e tirar daí a barriga de misérias.
Então Lula rezou, rezou e as suas preces foram ouvidas por Deus que ele tanto amava. E a revolta contida naquele corpo durante anos e anos brotou de uma forma espontânea e com a ajuda de Deus, virou Moisés para libertar o povo que o rodeava e conquistar as terras que eram de quem as queriam cultivar e não de quem as mantinham inertes e inférteis.
Organizou-se dos pés à cabeça! Vira sindicalista. Defende os trabalhadores e todo o ser humano brasileiro que é explorado e até escravizado por uma Sociedade brasileira onde as diferenças sociais são tão abissais que nem Cristo se fosse vivo, tinha dificuldade em acreditar que eram todos filhos do mesmo pai.
A sua fama de defensor dos mais pisados socialmente nesse imenso país, ultrapassa as fronteiras e Lula torna-se um pessoa conhecida mundialmente.
Sente que não pode parar e funda (e hoje é) presidente de honra do Partido dos Trabalhadores (PT).
Sendo líder do partido, sente o peito cheio de ar! Um ar que ameaça, o elevar para altos voos e num assomo de loucura, sim loucura! Candidata-se a presidente Brasileiro em 1989.
Perde para Collor de Melo, saído da burguesia que tudo controla e nem por sombras quer ser beliscada no seu pedestal do quero, posso e mando.
Collor cai na própria armadilha, que o fez subir ao trono da presidência e lá está Lula pronto para mais uma candidatura.
Perde! Como perderá mais uma vez para o mesmo vencedor (Fernando Henrique Cardoso).
Mas nestas derrotas, Lula sai valorizado! Sente que a vitória está próxima, está ali ao virar da esquina. Porque é no virar da esquina que Lula apercebe-se que a Sociedade Brasileira está cansada. Está revoltada com as enormes desigualdades que separam os pobres dos ricos. Está revoltada com a corrupção, que grassa no seio dos políticos, dos poderosos do país sem que a justiça tome medidas. Claro, também ela, gerida pela cúpula do sistema instalado, como as térmitas infiltradas na madeira.
E numa campanha a todos os níveis excepcional, juntando pessoas com pergaminhos. Desde a cultura, passando pelo futebol e da sociedade em geral. Que o acompanharam desde a primeira hora. Anunciou num grito de esperança: ou agora ou nunca, nesta minha ultima candidatura à presidência da republica. E Lula venceu!
Venceu porque convenceu mais de meio Brasil, que só um homem surgindo das profundezas da necessidade, poderia mudar um sistema ignóbil que só era mantido para almofadar vinte por cento de poderosíssimos que possuíam mais que os restantes oitenta que se assemelhavam a oito milhões, tamanha a disparidade de luxúria.
Lula permanece até aos dias de hoje!
Levou o seu Brasil a patamares de uma potência que já rivaliza com as demais.
Um país em constante crescimento. Com riquezas sem fim!
O petróleo é descoberto no coração de Deus, como dizem os brasileiros. E claro quem tem petróleo tem quase tudo. Mas não é só ouro preto. É um oceano de riqueza ainda só conhecido pela linha de agua.
Lula tem um perfil muito próprio. Uma maneira de ser que normalmente os presidentes não possuem (vêem doutra classe). Mas tem carisma e tem a nobreza da simplicidade e não renega as raízes de onde veio.
Lula diz o que pensa, mas sabe o que diz!
E disse aquilo que muitos o querem fazer mas não tem tomates para o lançarem, daquelas bocas camufladas em protocolos ou medrosas, com o mexer, com os lobos maus que engolem os que abrem demais a boca.
Lula disse o que todos nós pensamos: “É uma crise causada por comportamentos irracionais de gente branca de olhos azuis, que antes da crise pareciam saber tudo e agora não sabem nada".
À grande presidente! Desabafaste o que te ia na alma, perante o Sr. da Europa, que ainda não deve estar refeito do desplante.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Formação a Força da Solução!



A grande e única forma que o governo descobriu para retirar milhares e milhares de cidadãos da penumbra do ensino!
Vai daí, eleva a fasquia como a bandeira da governação. Que passa pela formação, onde as Novas Oportunidades, são o baluarte de uma campanha única, abrindo o caminho de par em par, para que milhares de jovens possam completar os estudos que anos antes deixaram para trás por variadíssimos motivos. E precisamente nesta altura têm nas mãos praticamente caída do céu a única hipótese de enriquecimento do currículo de cada um, como forma de alargar os horizontes e fazer face ao baixo nível de escolaridade que uma boa camada da população possuiu.
Portanto mãos à obra e toca a completar o Ensino Básico, o Ensino Secundário e para os mais afoitos, têm a porta escancarada rumo ao Ensino Superior, com a difícil mas não impossível hipótese de virem a conseguir um titulo de prestigio, que nem em sonhos alguma vez lhes passou pela cabeça.
Neste momento com a grave crise do desemprego, o governo acelerou a aposta nesses mesmos desempregados pela formação, como uma das essenciais vias para a obtenção de emprego. E nota-se nesta altura um afluxo de pessoas que infelizmente caíram na perda de emprego e ligados ao Instituto de Emprego, na obrigação de participarem nas formações. Sendo a grande maioria dessas formações remuneradas, ligadas aos vários organismos via Comunidade Europeia que financiam, abrangendo os quadros comunitários de apoio.
A formação eleva os nossos conhecimentos e dá-nos as ferramentas fundamentais para a nossa actividade profissional cada vez mais exigente, onde os desafios diários são constantes e é fundamental evoluirmos, para enfrentar as exigências do mercado.
E regularmente sou chamado para participar em formações, o que acontece já à mais de uma década.
Claro que nesta fase difícil, as formações que vou integrar, são formações que a nível de remuneração nada abrangem. Nem mesmo o subsídio de alimentação, como era usual noutras participações.
Os tempos estão difíceis. Os apoios são cada vez mais escassos e como tal não existe dinheiro para subsídio de qualquer natureza. Toca a participar nas formações, fora do horário de trabalho e meu amigo, a formação é sempre uma ferramenta de aprendizagem e quem quer aprender segue o barco rumo ao futuro. Quem não quer que fique pelo cais, sentado a apanhar sol, olhando a direcção do barco, perdendo uma vês mais a oportunidade de melhorar, tanto o seu desenvolvimento profissional, como o intelectual.
Mas por falar em apoios comunitários! À uma década atrás, esses apoios entravam no nosso país como lanchas super rápidas a abarrotar de dinheiro. Dinheiro esse com a missão de apoiar os trabalhadores, dando-lhes formação constante para que eles pudessem se adaptar aos novos desafios que a industria estava a sentir na modernização, na inovação e na renovação.
Só que o dinheiro era tanto que dava para tudo, como diz o povo e com razão!
Dava para quem sofregamente recorria a esses apoios na tentativa de ajuda à empresa e na tentativa de ajuda pessoal.
Todos sabemos que muitos desses apoios não tiveram o mínimo de controlo e hoje estamos a pagar os enormes erros, de não sabermos aplicar os fundos que eram significativos. De apoio, na direcção a que eram destinados, ou seja na formação. A direcção tomou outros rumos, seguindo o caminho da evasão e da corrupção.
Adiante! E como dizia, existia dinheiro. Mas para nós formandos, era só o subsídio de alimentação, meia dúzia de euros, que nem davam para pagar o lanche do intervalo das três horas de duração da formação, pós laboral bem entenda-se.
Mas contemplava a formadora Doutora não sei das quantas, que logo no primeiro dia chegou tarde!
Justificou-se com a maior descontracção, salientando que nada pôde fazer porque, vejam: “ O avião que me trouxe de Lisboa para o Porto atrasou-se. Depois ainda tive que apanhar o carro de aluguer no aeroporto e conduzir mais 50 quilómetros até chegar cá!”
Eu que não sou de me calar perante estas aberrações, logo disse! O quê!!!!! Como disse! Avião, mais carro de aluguer, mais o que a doutora vem cá cobrar (era na altura 20€ hora), por amor de Deus, não havia formadoras cá da zona para dar uma formação, (que verdade se diga nada tinha de relevante para a função que desempenhávamos cá na empresa). Repare doutora que nós estamos cá depois de terminar o nosso trabalho e com a consolação de um mísero subsídio de refeição que nem dá para tapar um estômago, cansado de tantas horas sem uma bucha para consolo. Exactamente isto que lhe disse!
Claro que ela não gostou, acusou o toque e de nariz empinado, olhando-me bem nos olhos falou: "Eu não acho nada de anormal. E só pessoas como eu, podem dar formação a pessoas como o Sr., como acabamos de constatar"!
Toma lá que já cá cantas! Velho ditado popular, que pensou ela, me assentou como uma luva. Mas a mim nada me disse!
A formação era uma vez por semana, durante dois meses e decorreu sem mais “incidentes!”.
Portanto era assim que se gastava o dinheiro vindo dos apoios comunitários. Pondo pessoas a dar formação vindas da capital.
De avião, mais carro de aluguer, ida e volta para a Doutora. E o dinheiro que se gastava só tinha ida para as Doutoras sem volta para os formandos!

terça-feira, 24 de março de 2009

Com as Mãos ó Pedro, com as Mãos ó Pedro!


Quem viu o Pedro Silva no final da Taça da Liga, receber a medalha e para não perder tempo, nem ao pescoço a colocou. E num autêntico arremesso, qual peso em jogos olímpicos, cair em plena relva uns metros mais à frente e obter a melhor marca mundial do lançamento da medalha momentos antes conquistada com todo o sofrimento, raiva e ódio.
Esta disciplina pela primeira vez em jogos de futebol. E os vinte e tal atletas (entre jogadores técnicos) da equipa vencida passaram a ter o direito de lançar ou arremessar o mais longe possível para que os câmara man, possam numa correria louca para ver quem chega em primeiro para obter o exclusivo, não importa os empurrões, os tropeções nos fios das câmaras. O saboroso final seja encharcado em suor ou na lama é a foto primeira, do local onde a medalha aterrou.
Aterrou sim! Porque o lançamento foi efectuado com tal raiva (ingrediente essencial para a obtenção do melhor resultado possível, só produzido no Brasil com importação na hora, por ocasião das finais).
Já à muito apregoada por varias associações de futebol, onde não é demais destacar o sistemático apego à causa por parte da associação do “até os comemos”. Finalmente no final da 2ªediçao da taça da liga onde num dramático ping-pong de penaltys falhados, onde a rede colocada sob a figura dos guarda-redes, só resistiu para um dos lados. Colocando esse lado salpicado de vermelho como o clarão dos seis milhões dos anos setenta, a erguer a taça, sem caneco já que o mesmo foi entregue ao adversário como forma do roubo meia hora antes, que se não existisse levavam caneco taça e restos de relva para a posteridade.
Mas como dizia, o adversário nas circunstâncias excepcionais de roubo. Pode praticar a disciplina do arremessar as medalhas o mais longe possível para que a correria dos câmara man, seja o apogeu da excitação do público. Esse mesmo público, espera os encontrões, os murraços, as rasteiras no pé de apoio desses profissionais loucos a babarem-se por dúzia e meia de metros até à última medalha, que será a primeira e como tal a tão esperada vencedora, como a que foi do Pedro Silva.
Nesta primeira final só mesmo a do tal Pedro logrou atingir a melhor marca, outras houve que por manifesta infelicidade (temos que abrir um parênteses, já que se tratava da primeira iniciativa do género), ficaram por lançamento nulos, já que embora reconhecendo o esforço dos restantes jogadores verdes, onde a esperança tarda em chegar. As medalhas caprichosamente não saiam das mãos. A medalha saia mas ficava tipo pingarelho suspensas pelas fitas que no tempo da chamada rumo ao arremesso não saiam das mãos.
Faltava as declarações finais dos vencedores. Sim vencedores!
Primeiro os da taça. Os vermelhos, pouca importância lhes foi dada, taças daquelas sem valor significativo onde só dão valor aqueles clubes que nada ganham há um bom para de anos!
Finda as respectivas e curtas entrevistas. Passou-se ao miolo da questão! O grande vencedor do arremesso da medalha!
Pedro Silva, nome gritado daquelas bocas, dos milhares de espectadores que enchiam o estádio da capital do turismo.
Pedro Silva acenava.
Pedro Silva mordendo os lábios de tanta raiva que ainda não tinha sido absorvida, apesar do desgaste da hora do jogo e dos poucos segundos do arremesso, mas que serão anos e anos de história, para contar aos filhos, netos. E clonados, para que a família perdure e o arremesso não caia no arquivo da memoria. Tremendo dos pés à cabeça, com os olhos faiscando de ódio (claro características obrigatórias para participar no arremesso da querida medalha). Lá falou para os órgãos da comunicação acotovelados entre três gorilas de dois metros vindos propositadamente da segurança do José Eduardo dos Santos, que lhes cedeu um mês de férias no nosso país aquando da sua visita. E num misto de choro compulsivo e revolta incontida lá foi dizendo:
- Dedico este lançamento que não só enviou a medalha, mas toda a raiva e ódio, para bem longe da concorrência e como tal só podia dar em vitória. A todos os sportinguistas de Vila do Conde que, conseguiram levar-nos à final com dois foras de jogo na jogada do golo que nos valeram esta final e sem o apoio deles não estaria aqui neste preciso momento.
Perante uma pergunta de um jornalista avermelhado que insinuava uma tentativa de peitada ao juiz principal. Pedro Silva quis vincar a mentira de tal modo que foi tão longe, mas mesmo tão longe que não teve pejo em usar o nome do filho que tanto ama. Reagindo desta forma:
- Que não veja mais o meu filho se dei peitada no juiz, que não veja!
Pelas imagens em replay, nota-se que de facto Pedro Silva, não faz peitada ao juiz. Mostra sim a forma como queria arremessar a medalha, com o peito bem colada ao coração. E não com as mãos como o juiz lho obrigou a fazer.
Com as mãos ó Pedro, com as mãos ó Pedro!
E o Pedro lá foi obrigado a arremessar a medalha, com a mâo!

domingo, 22 de março de 2009

O Domingo dos Cinco Meses


O Domingo já vai no seu final e com ele vai um dia normal entre família. Elaboramos o almoço como uma equipa, cada um com a sua missão. No final depois do café bem perto de casa, juntamo-nos numa jogatana de sueca, onde ninguém quer perder e os filhos de orgulho nos píncaros, dão tudo para vencer os pais.
Pais, esses, orgulhosos pelos filhos que fazem parte da sua vida e como tal no final sentem-se felizes perante a alegria de os ver ganhar. E de sorriso estampado naqueles rostos ainda infantis, correm para o seu mundo.
Ou vão dar uma volta pelas redondezas com os amigos, ou ficam cá em casa agarrados ao computador como quem agarra um brinquedo querido, que só ele pode partilhar à vista de todos. Mas tão só e concentrado, no que pesquisa e no que partilha com o alguém que só ele sabe.
Os pais aproveitam para terem um tempinho para eles e dão uma volta até à beira-mar, refastelando-se na esplanada, com um gelado tipo italiano, olhando o mar calmo que pacientemente lança as suas ondas de encontro à areia tão solitária, esperando a chegada do tempo quente cheio de sol, para que os veraneantes estendam as toalhas no seu dorso e gozem a maioria deles dos escaldões. E das águas já calmas e refrescantes desse mar sem fim que é tão acolhedor, mas ao mesmo tempo um monstro para os desprevenidos.
De regresso a casa assumo o condutor de domingo (que conduz vagarosamente e que irrita os mais impacientes) e com uma mão no volante e a outra na mão da minha jovem. Falamos de nós e cúmplices de uma paixão que os olhos reflectem, chegamos ao lar para junto dos filhos, tão entretidos nos seus mundos que até nem dão pela nossa entrada, ou querem lá saber se já chegamos ou não.
Agora agarrado ao blogue com a noite a trazer o silêncio do descanso, faço um pequeno balanço destes cinco meses que abri portas do ESPAÇO da INSPIRAÇÃO.
Nele dou azo a descrever como identifico a Sociedade em geral, principalmente em temas que nos enchem o dia-a-dia.
Desde a Politica para consumo interno, ao Desporto nas suas variadas vertentes. Passando pela situação actual desta crise nefasta para milhões, que não vêem soluções tão cedo. Onde amiúde, volto ao tema, porque sinto que está associado ao virar de uma Sociedade até aqui vivendo do lirismo de uma economia tão forte, que dava para comprar o que os olhos absorviam como um íman. E hoje, abre as portas à caridade como forma de lutar contra os bolsos vazios de milhões e milhões, que os viram esvaziar mais rápido que um tornado.
Estampo neste mesmo blogue, alguns trechos da minha vida. Numa forma muito minha, alicerçada numa verdade actual e que corre a minha vivência nestes já muito vividos anos.
Tenho tanto para contar, que sinto um medo de me repetir! Sempre um pouco de tudo, que vai encher o ESPAÇO durante o tempo que a INSPIRAÇÃO me invadir dos pés à cabeça.
Partilho o ESPAÇO com quem me descobrir! Dou acesso ao meu ESPAÇO num simples clic, que abrirá o comentário de quem me visitar, o faça da maneira que entenda.
Ao fim destes cinco meses sinto um orgulho nos amigos que já conquistei! Gostam do ESPAÇO e eu gosto da maneira como eles tratam a minha INSPIRAÇÃO!
São eles que dão aquele empurrão, para que eu sinta o prazer de escrever as minhas opiniões. Os pedaços da minha vida. E os contos com verdade.
Troco comentários com outros blogues, sob vários assuntos. E existe dezenas onde bebo informação sem fim, que me alargam os horizontes ainda verdes tamanho o conhecimento dos bloguistas.
Tenho preferências! Porque mais do que uma vez lá recorro para aprender com os seus conhecimentos e realço o VALOR DAS IDEIAS, um manual de economia. E Palavras…Apenas…e Só…., onde fico contente, quando sinto que quem lá escreve está feliz! Dois de alguns que diariamente consulto.
Um blogue é uma ferramenta sem limites de expandir conhecimentos que a nossa capacidade de inteligência abrange. Sem o qual ficariam internamente abafados no nosso interior cerebral, ou então numa qualquer gaveta aferrolhada a sete chaves que o tempo acabará por destruir!