segunda-feira, 11 de maio de 2009

O Domingo Terminou como Começou!



Entre a família cada vez mais numerosa, onde os filhos das sobrinhas, avolumam um clã de boa gente e salpicam de alegria o espaço que ao longo destes anos sempre primamos em conservar.
Como o convite partiu de um familiar conimbricense, lá fomos rumo ao destino e entre um café a meio da auto-estrada, juntamo-nos para que todos chegássemos ao mesmo tempo.
O ambiente era festivo! Um familiar portista, resolveu levar a preceito o Domingo de festa que se esperava no dragão e toca a embelezar os filhos pequenotes com as cores azuis de um clube que não sai do seu timbre regionalista mas que engole todos os títulos que nos últimos anos embelezam um país virado para o futebol para matar as lamurias de uma vida difícil e sem optimismos a médio prazo.
Foi o tema das primeiras horas de um convívio salutar e aguardado alegremente. E todos mostrando a justeza de um título merecido. Não faltou os recados enviados de parte a parte (nesta família só à benfiquistas a grande maioria e portistas o resto do grupo), dos lances que a época foi fértil, na alteração de um resultado falso como judas. E como nunca se chega a um consenso. O melhor é atacar nos petiscos de entrada já que quanto mais se fala, mais a fome abre caminho para devorar os primeiros petiscos que caiem na mesa como tordos em dia de caça.
Passado o frenesim pelo futebol, falou-se de coisas mais sérias que envolvem o dia a dia de cada um e desabafa-se momentos bons ou maus de alguém para que exista a esperança de no meio de muitos familiares, alguém ajude numa solução, já que no seio da família existem pessoas com alguns conhecimentos e argumentos.
Falou-se do caso que enche as conversas de um país inteiro e que afecta muitos portugueses e como assisti alguns familiares. Refiro-me ao BPP, onde alguns depositaram boas quantias e agora vêem-se a braços com situações melindrosas que os deixam apreensivos e até revoltados com tamanha jogada de uns responsáveis do banco que segundo se frisava, mais de que uma vez, já sabiam do estado de liquidez do banco e continuavam a insistir com os clientes para cobrir o que lá tinham depositado. Ou então teriam que levantar o que lá estava depositado.
Resumindo: os meus parentes cobriram o que lá possuíam e agora assistem ao descoberto do seu dinheiro sem garantias de verem a sua cor a médio prazo.
O que ajudou a não tornar o ambiente um pouco cinzento como o tempo, foi o leitão vindo directamente do forno de um conhecido. E foi um regalo triturar aquelas costelinhas de uns leitões que estão em voga devido ao vírus, mas sem significado para nós que de vírus só podiam estar nos ossos prontamente guardados para delicia dos cães, que guardam tudo, mas que nada podem fazer para resgatar o money desviado para o infinito e mais além, que estilhaça a seriedade de alguns familiares, enraivecidos com tamanhos vigaristas, até agora os senhoras da finança cá do País e que ameaça desgraçar uma boa vida, de quem tanto batalhou e agora resigna-se ao milagre de novos ventos para a banca.
Só a chuva veio em hora má e arrasou com a alegria dos mais novos nas correrias e nos entretimentos do costume.
As horas foram passando, entre palpites de resultados para as eleições que estão aí a surgir. E entre familiares ferrenhos de Direita, onde Sócrates é vaiado pelas politicas seguidas e pelos escândalos estampados a cada esquina de comunicação.
E outros mais, de Esquerda que vincam a razão de não existir oposição e como tal a vitória é esperada, só faltando os números com que se irá fazer a festa. Arrumou-se as trouxas e toca a andar, rumo ao canto de cada um porque a noite já ameaça e à muita estrada para calcorrear.
A família é um dom! E logo uma como a nossa cheia de alegria e canalhada a cada canto.
Uns são de Direita, outros são de esquerda! Uns são do Porto, outros do Benfica! Uns são mais ricos de que outros. Mas todos são amigos de todos e quando toca a ajudar, ninguém falta para aliviar o que quer que seja.
O importante é ver reflectido no rosto de cada, o prazer de estarmos todos juntos e ao despedirmo-nos, deixarmos bem claro que o até breve será mesmo breve.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Adormeci a Pensar nos Meus Colegas de Infância.



Aqueles que me acompanharam ao longo de uns anos e que deixaram a sua marca. Para eu me recordar deles, quando uma fumaça de nostalgia percorre o meu pensamento.
E como eu era um garoto e logo um jovem que não parava quieto. Precisava de uma ocupação, para sossegar toda a energia que se acumulava neste corpo magrito, mas duro como uma rocha.
Não apreciava grandes aglomerações de jovens. Optava por três ou quatro, fossem eles de uma colectividade, onde o Desporto marcava primazia e o Escutismo uma obrigação tolerada, com o seu quê de aventura. Ou a Escola, onde todos juntos percorríamos os vários anos e cada rosto já era tão conhecido que a largos metros de distância descobria quem lá vinha.
Não esquecendo os amigos da rua, onde casa a casa morava um ou dois traquinas que me encaminhavam para as diabruras próprias de uma idade tão pura, tão genuína, tão feliz. E que irão marcar a saudade até que, o pó me transforme em alimento para quem habite abaixo dos sete palmos de terra.
Os olhos já se fechavam numa noite quente, quente para a época e já com um bem cerrado, ainda fui a tempo da recordação dos colegas do futebol e dos colegas dos primeiros namoricos bem perto de casa. Para não deixar as miúdas fora do alcance dos olhos astutos dos pais que para a época sentiam que quatro-olhos eram a arma da vigilância do tesouro das filhas.
Despertei com um sobressalto!
Continuei a lembrar os colegas de varias fases de uma infância ainda a roçar a infantilidade, com resquícios de recordações da véspera. Mas as imagens saltavam abruptamente para os colegas já desaparecidos, que embora eu tente esquecer para não ferir as passagens alegres que juntos passávamos. Neste momento assaltaram o meu pensamento.
Tentei cobrir o rosto. Tentei afundar-me na cama para me resguardar de tais horríveis pensamentos, mas eles transportaram-me para a superfície da cama e obrigaram-me a olhar para o tecto e recordar a tragédia de um vizinho.
Rapaz com a vida pela frente como eu! Frequentava o sexto ano como eu. Mas com a diferença de viver com um pai severo e ditador, nada comparável ao meu, indolente e dócil.
Rapazote esperto e maluco pelo futebol. Mas num dia de muito calor a tentação de beber uma cervejita foi mais forte que o medo de o pai poder saber e toca a mamar uma, que lhe refrescou o corpo e mais tarde lhe destroçou a vida.
Até aqui tudo bem! Quando se sentia livre do pai e só acontecia no período escolar, ele dava largas à liberdade que esses momentos lhe proporcionavam e acredito que se sentia como um pássaro fora da gaiola e por umas horas era o soltar das amarras do progenitor.
A cervejita pousou naquele corpo puro. Sem tempo para se desgastar!
E o corpo entrou água dentro, no rio que nos amparava do calor e das valentias de cada um de nós.
A dado momento o meu vizinho deixa de ser visto!
Num esforço sob humano, imagino eu, por dados momentos, ainda alguns o distinguem a quatro ou cinco metros. Com dois braços no ar a pedir a ajuda que ninguém lhe podia dar. E por fim o desaparecimento total.
O vazio estampado em todos nós que ainda quentes de uma emoção épica, apodera-se das nossas mentes ainda jovens para perceber tamanha desgraça. E juntamo-nos no largo onde tantas vezes brincamos juntos, para quem assistiu, contar aos que por uma ou outra razão, ficaram livres de presenciar espectáculo tão macabro.
Levou três dias a aparecer o corpo e três dias o pai não abandonou o rio.
Como felizmente não assisti ao rio levar o meu vizinho deixando-o preso num açude já bem longe da nossa pequena territa. Vejo-me a espaços como hoje aconteceu, a imaginar o drama como se também lá estivesse. E toda a vez que isso sucede um arrepio intenso percorre o meu corpo e deixa-me com saudades do vizinho, com tanta garra para viver e repentinamente o rio levou-o, devido à marota cervejita que de tão fresca que estava, levou mais tempo a desaparecer da barriguita e parou-lhe o coração, num abrir e fechar de olhos.
O pesadelo continua para os pais, que isolando o filho de todos nos, fizeram com que perdêssemos o seu rasto. Nem os seus restos mortais sei onde repousam. e como se fecharam num mundo aparte, ninguém sabe o que quer que seja do vizinho. Desapareceu naquele fatídico dia. E morreu para todos nós numa evaporação sem deixar o mais ténue indicio.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Manuel Alegre não Fecha a Porta


É isso mesmo, Manuel alegre deu um prazo até ao dia 15, para decidir de aceita ou não ser Deputado pelo PS.
Não está em causa propriamente Sócrates, apesar de os pontos de vista de cada um serem em algumas matérias divergentes. Está sim partilhar o PS, com alguns militantes importantes, com quem Alegre nutre insanáveis divergências.
Por isso o deputado Poeta reservou um tempo de reflexão para tomar uma decisão. No entanto espera, que antes de se decidir, a conversa que terá com José Sócrates, seja o indicativo para tomar a sua decisão.
Será penso eu uma conversa de amigos e de colegas do partido, onde de homem para homem se discutirá muitos assuntos e destacando o neste momento mais importante. O de se saber se Alegre será Deputado pelo PS. Ou seja mais uma batata quente nas mãos de Sócrates que terá de a arrefecer no prato Socialista para que ela não tombe para fora e se torne em mais um adversário, dos muitos que já lhe abalam o sono.
Relembrando um pouco, veremos que Alegre possuiu um coeficiente positivo vindo das eleições Presidenciais (um milhão de votos), que á partida lhe dará para obter quase o que pretende na conversa que terá com José Sócrates.
Que será, não o afastamento precoce dos inimigos políticos que tem dentro do PS, mas em ultimo caso o seu repouso em banho-maria, durante um longo período. Pondo-os numa travessia do deserto por um período longo, como uma espécie de castigo pelas afrontas proferidas.
Se José Sócrates aceitar estes termos, mais virgula aqui, mais cedência ali. Mas não saindo deste cerne da questão. Teremos Alegre de pedra e cal no Hemiciclo. Não no fundo arrastado para as tábuas, como até agora. Mas bem no centro da bancada Socialista.
Aí passaremos a ter um Alegre reservado, calmo e pronto para quem sabe enfrentar uma segunda eleição à presidência da republica, com possibilidades de sonhar com o alto trono da Nação que seria o culminar de uma luta primeiro contra o fascismo e politica até aos nossos dias.
Mas……. Se da conversa com Sócrates sair fumo preto! E levar Alegre a renunciar a muitos e muitos anos de deputado pelo PS!
Teremos um Manuel Alegre enraivecido, pronto para partir a louça e enfrentar o PS, com todas as armas que possui.
E……………. Mas não acredito!
Nem Manuel alegre deseja isso, nem Sócrates está aberto a correr esse risco. Porque Sócrates tem muito a perder com a fuga de Alegre das hostes do PS. Principalmente nesta hora do começo do tudo ou nada, para os Socialistas, já que vão enfrentar três eleições. Autenticas batalhas de uma guerra que poderá ser disputada palmo a palmo. E são problemas demais para todos os Socialistas empenhados em vencer estes desafios.
Como tal enfrentar Alegre numa de conflito não augura nada de bom nesta fase. E Alegre será uma vez mais recebido no seio do rebanho Socialista, depois de andar como uma ovelha tresmalhada.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Maio Promete Momentos Quentes!


Regressou o calor e também a agitação política!
Momentos que se iniciaram no primeiro de Maio com deploráveis cenas, agitando e de que maneira um desfile que se avizinhava pachorrento. Mas que virou autentico bombardeamento de pedidos de desculpas pelos atingidos Vital Moreira e o PS. E prontamente enviadas, pela CGTP organizadora do evento. Mas ignoradas pelo PCP, maioritariamente representado no desfile pelos seus simpatizantes e militantes, de onde Vital Moreira se desvinculou há vinte anos e vendo a caravana Socialista Europeia a participar indirectamente também do desfile, alguns deles deram largas estupidamente à fúria lançando-lhe os mais inverosímeis piropos e até uns encontrões bem visíveis e durante uns longos segundos foi, um quase toca a malhar no pobre homem, metido na boca do lobo com pele de cordeiro.
Vital Moreira creio, vai ser pau para toda a obra nestas Eleições Europeias.
Joga tudo!
A sua imagem até agora intocável, será escalpelizada até ao limite. A procissão ainda vai no adro e já enfrentou tamanho desafio com a barbaridade do que se passou no Primeiro de Maio.
Também o partido que ele lidera nestas eleições não ajuda, já que como governo tem atrás de si um rol de dramas sociais que irão fazer mossa durante a mesma campanha.
Mas o homem é inteligente, sabe perfeitamente de que massa é feita o povo português e nada mais terá que fazer, do que apalpar as suas fraquezas, fazendo delas a força que necessita para levar a bandeira do PS, até à vitória daqui a mais ou menos, cinco semanas.
Vital Moreira é como os grandes líderes que se vêem em apuros numa batalha. Mas logo na manha seguinte ressuscitam as forças e toca a partir para uma descida sob as aguas do rio, equipado a preceito e mostrando óptima disposição. Enfrentou os jornalistas de capacete qual escudeiro e de colete não à prova de bala, mas sim à prova de afundamento lá entrou agua a dentro para uma campanha de alguns riscos, mas sem energúmenos por perto.
Enquanto isso o seu PS, através de José Sócrates percorria mais uma feira e mais uma vez enfrentando as multidões.
Só que, como surgem os apoiantes eufóricos e sempre à espreita dos apertos de mão e os beijinhos da praxe. Também aparecem os apupos e os assobios para colorir a festa de uma prova de Democracia, como bem comentou o primeiro-ministro. Mas atenção também lá surgiu um desvairado que lançou o vinho de um copo para o meio da comitiva de Sócrates.
Logo apareceram os que dizem (pessoas com cargos públicos), que viram o coordenador sindical da CGTP de Braga a lançar o vinho.
A comunicação descobriu mais outro (a) com a mesma versão. Mas logo o visado contactado negou peremptoriamente afirmando que a essa hora regressava (satisfeitinho da vida o tom da festa a isso proporcionava) e foi mais longe, pedindo um pedido de desculpas (lá estamos na mesma onda das desculpas) a quem ousou prenunciar tamanha cabala. Senão o tribunal seria o encontro do tira - teimas.
E assim vai os primeiros passos da preparação da campanha do PS, às Europeias.
O lema nestes primeiros dias é, o pedido de desculpas por quem cometeu, ou dizem que cometeu os actos de baixo nível.
Prevê-se um Maio de calor emocional fora do normal. Onde se pede o reforçar da segurança não vá um tresloucado que tudo perdeu com esta crise que já galgou o limite dado pelos mais afoitos na retoma, mas que teimosamente volta à estaca da recessão. Lançar-se de alma e coração para o meio da multidão onde se encontram os líderes desta campanha e dos partidos. E fazer dela o bombo da adversidade, onde muitas das vezes os visados não passam de simples cidadãos, que lá estão por um simples acaso e prontos a apanhar uma bucha, que lhe alivie um pouco a barriguita de misérias.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Maio é o Mês mais Belo do Ano!


Começa logo no nascer do Mês.

PRIMEIRO DE MAIO DIA DO TRABALHADOR!
Símbolo marcante para todos os trabalhadores. Festejam o seu dia e logo nesta fase tão difícil, onde o fantasma do desemprego não escolhe caras nem corações. Do dia para noite empresas fortes como uma rocha, em tempos ainda quentes. Desmoronam-se num abrir e fechar de olhos, deixando um rombo enorme de aflições sem fim.

DIA DA MÃE!
Dia da minha mãe e da mãe dos meus filhos.
Da minha mãe guardo uma infância igual a muitas outras, num tempo não muito fácil, que refreava o carinho e o amor que seriam obrigatórios para me aquecer nas noites frias de Inverno rigoroso. Mas a prontidão da repreensão tantas vezes injusta, revoltava o meu pequeno coração, abrindo pequenas feridas, que viravam chagas quando sentiam que nasciam para a mãe poder descarregar as suas frustrações.
Da mãe dos meus filhos abro-lhe o coração como forma de agradecimento pelos rebentos oferecidos como uma dádiva. Que são o garante no acreditar que esta vida vale a pena dar tudo por ela.

MÊS DE MARIA!
Maria mãe de todos nós. Pura e virgem na sua caminhada terrena, onde reza a história passou terrível sofrimento, vendo o seu filho ser torturado até á morte numa cruz como tantas outras naquela época. Mas esta amparou o homem grandioso entre os homens. Embora concebesse por obra e graça do Espírito Santo.

MÊS DO CORAÇÃO!
Coração o nosso motor no arranque todas as manhas de encontro a mais um dia. O órgão que nos mantém vivos na alegria e na tristeza.
Muitos dão tudo, prometem este mundo e o outro, por um novo que substitua o já enfraquecido, para viveram mais uns anos.
Suporta os nossos exageros, muitas das vezes levando-o ao clímax da paragem. Onde tudo se apaga, deixando a dor e a saudade estilhaçada nos corações de quem tanto os amavam.

MÊS DA APARIÇÃO!
Maria apareceu aos pastorinhos, segundo reza a igreja naquele normal 13 de Maio, que viria a coroar-se como o dia de todas as romagens, em direcção ao Santuário de Fátima.
Já lá estive bem no meio daquele enorme espaço, completamente só. No começo de muitas manhas já lá vão alguns anos! E acreditem, aquele imenso espaço respira fé e mais fé!

MÊS DO VENCEDOR DA CHAMPIONS!
Onde Benfica e Porto já sentiram o êxtase máximo da vitoria por duas vezes.
E milhões de portugueses saborearam estes feitos, que não passavam de meros sonhos, para esbugalharem os olhos de espanto, no apito final rumo ao erguer da taça.
Só ao alcance dos melhores. Apesar de sermos um país tão pequeno mas enorme em superar adversários autênticos Golias.

MÊS DA PRIMEIRA E ULTIMA SEMENTE!
Foi neste mês que o meu primeiro filho e o último, foram feitos.
O primeiro, era quase impossível evitar! A paixão era tanta, que estávamos cegos. Só nos víamos um ao outro no meio de uma ingenuidade tão pura e tão maravilhosa. Que passados noves meses o primeiro nasceu. Hoje é um homem de barba rija.
O último, pensávamos que sabíamos combinar o lógico com os imponderáveis e claro deu no que deu um rapagão vivaço como a mãe e romântico como o pai.

MÊS DO MEU ANIVERSÁRIO!
Faço anos como todos.
Já são muitos, alguns bem pesados, que deixaram marcas nestas costas largas para aguentarem furacões de apreensões. Mas muitos mais, quero festejar, junto de quem me deseja e de quem se lembra do meu dia.
Maio foi o mês onde abri os olhos para o mundo. Em casa libertado pelo ventre da minha mãe, por uma parteira que por acaso era enfermeira.
Cresci com muito pouco, para repartir pelos meus irmãos. Hoje tenho o meu mundo! É pequeno, entra bem no meu coração agora já bem grande e acompanha-me para todo o lado. Não o deixo por nada. Sem ele nada sou, porque deixo de existir e deixar de existir, só pode ser no fim da minha vida, bem lá para o meio do século XXI.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Os Jovens Andam aos Grupos!

Eles são quatro, são seis, são dez e por aí fora!
Seleccionam locais de pouso, para passarem umas horas e fazem desse local um antro de destruição e de degradação.
Quando acossados pela vizinhança, que ainda lhes fazem frente, tocam a recolher o grupo e procuram escolher novo local de culto, de preferência bem perto de um café para ter à mão o tabaco e as cervejolas indispensáveis para passar umas horas, até que chegue a madrugada e os leve para casa deixando o sossego pairar no prédio e nas pessoas que lá vivem.
Recentemente escolheram o prédio antes do meu, para curtirem os pedaços das suas vidas, numa juventude artificial, onde uns mais do que os outros atendendo à personalidade e educação de cada um, mostram as habilidades adquiridas nos poucos anos que já levam em cima dos ombros.
O café é mesmo ao lado, bem pertinho de duas entradas e duas lojas comerciais e como é ponto de passagem para dar ligação a uma vasta zona urbana. Nada melhor para reencontro de vários jovens cheios de tiques e convencidos que tudo sabem.
Os dias foram passando e a sua presença começou a fazer parte do quotidiano.
Mas o incómodo, começou a pairar nas pessoas que habitam esse aglomerado de apartamentos em forma de L. E o confronto verbal foi inevitável com consequenciais mais ou menos graves.
Os jovens são inconstantes e apesar de não serem ameaçadores fisicamente eram desprovidos de princípios e deixavam o local onde se reuniam, degradante.
E pela manha era visível o cheiro a urina, onde os cantos da loja e a entrada de emergência para as garagens eram os locais para alívio de umas bexigas inchadas pelas cervejas.
As beatas espalhadas pelo chão acumulavam-se como papéis lançados em dias festivos., E os caleiros partidos até á altura de um qualquer golpe de karaté, para desanuviar uma raiva não contida por jovens que pensam que dominam o mundo que os rodeia, mas frágeis, quando esse mesmo mundo os absorve de uma maneira ou de outra.
E o confronto era inevitável! Num local dantes sossegado e agradável. De uma hora para a outra, repugnante e evitável.
Apareceu a policia e desculpa em desculpa, lá se afugentou o grupo.
Dias depois, qual ninho, o bando pousou e toca a assistir ao mesmo cenário!
Novamente a policia aparece para de uma vez por todas cortar o mal pela raiz.
Os jovens sentem-se perseguidos e toca a vingar-se dos acusadores.
Aparecem os carros riscados do possível bufo, na óptica dos mandriões.
O caso vira domínio público e durante alguns dias não se fala de outra coisa.
E por fim, dá-se fim ao desmoronar do grupo, que vai procurar outro pouso para matar o tempo e descarregar as frustrações diárias.
Passei várias vezes em frente deles, no caminho para tomar a bica. Conheço a maioria deles ou então o pai deles.
No fundo não são maus tipos. Poucos trabalham, poucos estudam. Os restantes nada fazem e como tal dormem de dia e divertem-se pela noite dentro.
É a juventude que presentemente deambula pelo país fora. Uns mais terríveis dependendo da zona problemática em que estão inseridos. Outros mais ou menos controláveis apesar do desconforto que criam nos locais onde se reúnem.
Temo por eles, visto que de positivo nada trarão para Sociedade que presentemente nos envolve.
Deste caso, tudo não passou de um episódio pontual que com mais ou menos dificuldade se resolveu. Mas por esse país fora os bandos de jovens já sem controlo das forças de segurança são ás dezenas e como tal, as consequências já se fazem repercutir no dia a dia das populações. O que é de uma gravidade assustadora.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Os Iluminados das Eleições 2009

O meio da política anda agitado!
Pudera, aproximam-se três actos eleitorais, sem tempo de arrumar as tralhas de um, para ter tudo limpo para o que vem já a seguir. E o primeiro já roça as portas da entrada.
Perfilam-se as figuras escolhidas! Sujeitos a critérios elaborados, mediante as apostas de cada partido e serão eles a levar o partido às costas, para a vitória ou para o desaire. Ou seja, serão eles os autênticos iluminados.
Irão ser o alvo de todas as atenções. Irão arrastar rios de tinta de uma comunicação ávida por intrigas, ávida por gafes inoportunas e tenazmente critica quando é assumidamente opositora do candidato.
Por outro lado assistiremos a debates quase sempre mano a mano entre os mais capazes de discutir uma eleição.
Onde vai imperar o civismo e frases como:
-O doutor desculpe, mas…. Ó doutora não me interrompa, que eu também não a interrompi na altura que falava!
Ou, - Doutor está enganado, nós não andamos aqui há dois dias.
Ou, - Ó doutora já não se lembra do tempo do seu partido que fez isto fez aquilo.
Ou, - Nós partido tal e mais o tal, prometemos e vamos cumprir!
Ou, - Daqui dirijo-me aos Sociais-Democratas lançando-lhes um apelo, votem no dia tal e com o vosso voto derrubaremos a politica desastrosa do partido deste governo.
- Já agora também me dirijo aos Socialistas (pegando na deixa) e como bem sei, estarão no dia tal a votar, porque precisamos de todos os votos, para que a maioria seja uma realidade.
E no bola cá bola lá, de debates com frases feitas e copiados, nas já carcomidas pelo tempo as sebentas partidárias, corre-se a fazer o balanço do que disse um e o que deixou de dizer o outro.
Para se encontrar um possível, porque num debate tem que existir um vencedor e no agradar a gregos e a troianos, reparte-se o mal pelas aldeias e no final o balanço pende quase sempre nestes termos:
O candidato Socialista esteve confiante, bem preparado e soube explanar todo o seu potencial de experiência acumulada nestes largos anos que já leva de altos cargos partidários, sentiu-se como peixe na água. Notando-se no final que o sorriso com que se despediu dos moderadores, denotava a certeza de vencer este debate.
Pelo contrário, o candidato social-democrata, apesar de em matéria económica, ser um crânio com provas dadas, de nada lhe valeu embora em certos períodos equilibra-se o debate, fruto do seu saber. Mas logo que o rumo do debate foi alterado, era notórias as suas fragilidades e não restou dúvidas, apesar de toda a sua entrega, que o rumo deste debate estava traçado.
Em conclusão: o candidato socialista saiu vencedor, mas sem margem que se possa antever desfechos, já que na próxima semana haverá outro debate. E quem sabe, como é noutro canal com outros moderadores poderá a balança pender para o lado mais frágil que hoje transpareceu. Finalizava assim um dos que escalpelizou o terminado debate.
Foram assim e serão por estes anos fora, os debates televisionados e ouvidos nas rádios, pelos candidatos partidários, sem condimentos picantes para adocicar as mentes de quem os ouve e mais grave sem conseguirem fazerem chegar a sua mensagem à grande maioria da população.
Que saudades dos debates após a revolução entre Soares/Cunhal. Autênticos derbies (ainda hoje recordados), onde o despique verbal era entusiasmante e deixava toda a gente pregada ao ecrã, ainda a preto e branco, sinal da originalidade de cada candidato. Era o amor à camisola de cada um.
O amor da camisola vermelha gravada no cume português. Onde o punho fechado socialista, derrubou a foice com dentes afiados fora da lei e como tal foi confiscada, arrumada para um canto bem no Alentejo sem fim. Onde agora jaz meia enferrujada num museu aberto aos saudosistas de um tempo onde era tudo prometido.
Estes sim os iluminados de autenticas batalhas partidárias que faziam correr e acreditar. Um país ávido por manifestações que os fizessem crer num futuro risonho, com oportunidades para todos e afinal uma grande parte deles ficaram por vê-la passar à frente dos olhos.