quinta-feira, 14 de maio de 2009

A Excitação do Bloco de Esquerda


O Bloco de esquerda é um partido relativamente novo na Sociedade portuguesa. Embora os seus líderes sejam veteranos, no combate das sucessivas politicas de direita (que tanto apregoam) que governam este País, depois da instauração da Democracia.
Um partido virado para os temas que envolvem o dia a dia da politica portuguesa e sempre pronto para o debate de propostas alternativas à politica desastrosa deste governo na óptica deles.
E olhando ao momento que o País atravessa nesta grave crise social. O Bloco pensa que chegou a hora de se afirmar como um partido que ganhou o seu espaço dentro da nossa Sociedade.
Vai daí toca a reunir as tropas e de peito aberto enfrentar os grandes desafios que se avizinham.
Desafios, que poderão lançar o partido para a conquista de um lugar no pódio da política portuguesa.
O momento é de enorme excitação! Os três actos eleitorais estão aí à porta. E olhando para as diversas sondagens, que vão de um extremo ao outro, conferem-lhe um resultado que poderá ser histórico para o partido.
Não espanta dizer, que Louça e os seus acólitos, andem numa roda-viva para concretizar na prática o que os bons ventos enviam para aquelas paragens.
Até a própria Comunicação Social está ao rubro com a possibilidade de o BE, conseguir um resultado histórico para o partido e pé ante pé lá se posiciona, na busca de monopolizar a excitação que o BE embora esconda, mas já se nota naquelas paragens.
O BE, têm a seu favor os descontentes Socialistas, que poderão inclinar o seu voto para o pecúlio dos Bloquistas. E será nessa franja que Louça, irá jogar o tudo por tudo para finalmente conquistar o sonho de décadas de luta politica.
Serão os descontentes da política de Sócrates, que lhe deram a maioria quatro anos antes, que poderão afirmar o BE como uma força a ter em conta e quem sabe com possibilidades de ser ouvida caso o PS, não atinja a maioria (o que deverá ser muito difícil).
Portanto só resta ao BE, aproveitar o descontentamento dos apanhados pela madrasta crise tanto interna como externa, mas que envolve o PS, partido do governo. E lançar-se de corpo e alma, numa campanha eleitoral que se avizinha extenuante, porque irá ser para o BE tipo porta a porta.
Batendo com o punho nos portais dos descontentes.
Batendo com as palavras no coração martirizado dos atolados em esgotamentos económicos.
Conquistando com as alternativas vincadas nos seus programas eleitorais, nos cansados de governos do “agora governas tu, ora agora governo eu”, onde as promessas desaguam sempre no mesmo oceano.
Acredito que o BE, viva presentemente mergulhado em orgasmos de euforia. O momento assim proporciona.
A oportunidade é de ouro! E oportunidades de hastear o partido para o mastro da visibilidade não surgem a todas as eleições.
Haver vamos se daqui a alguns messes o país não seja enfrentado pelo crescimento do BE, pronto a ser um partido a ter em conta e sendo ouvido antes de se aprovar o que quer que seja.
O Bloco tem tudo nas mãos. Só falta constatar se tem, os pés bem acentos no chão!

quarta-feira, 13 de maio de 2009

A Sociedade que Respiramos

Saio de encontro ao dia a dia e sou absorvido pelo começo da manha tristonha com chuva miudinha, dando um ar de que se quer fazer alguma coisa e não existe vontade para nada fazer.
Sinto tudo a andar a passo de caracol.
As pessoas estão tristes com o mundo e tristes com elas próprias!
Caminham como se fossem robots, muitas delas sem precisarem bem a direcção que têm que tomar.
Vivemos numa Sociedade altamente consumista. E como tal, essa mesma Sociedade depende ferozmente de todos nós para alimentarmos a sua ânsia em vender a imensidão de produtos que giram em volta dela e egoisticamente nos impele para comprarmos aquilo que necessitamos e em muitos casos aquilo que nos afunda. Já que perdemos o sustento do nosso equilíbrio financeiro.
As empresas laboram a meio gás. Sem optimismos em relação à retoma a curto prazo.
No seu seio, os trabalhadores sentem o drama do desemprego e deixam-se levar pelas mais sombrias conclusões, deixando-se abater e escorregarem pelo martírio da psicose, “do que irá ser de mim daqui a uns anos”.
Faltam-lhes as forças para remar contra a maré e a capacidade em lutar contra este flagelo. Dando ensejo a que seja extremamente difícil, inverter este ciclo que teimosamente penetra na Sociedade Civil.
E sem a força! Sem o grito de revolta que urgentemente todos em uníssono precisamos de lançar cá para fora. Não conseguiremos rebentar os tímpanos desta malapata infernal que nos vai corroendo o couro já meio empalidecido pela perda da vontade em lutar.
Meio mundo luta pelo que já teve. E agora vê fugir, não adiantando agarrar-se à corda da esperança, porque ela irá rebentar, levando o que ainda resta, que armazenaram no baú de um final feliz de vida, deixando os vincos de desânimo bem expressos nos milhões de rostos outrora, cheios de luz.
Outro meio mundo, que sempre teve uma mão cheia de migalhas e outra de abrir mão à caridade. Caminha num espaço cinzento sem fim. Deixando aqui e ali os restos de um corpo massacrado pelo infortúnio e pela desgraça de nascer no inferno terrestre que o homem, calculadamente usa para saciar a sede da ganância.
Mas existe aqueles que habitam nestes dois meios mundos e que acabam por construir um mundo à parte.
São os iluminados deste ainda azul planeta! São os imperadores da terra e do mar. Do ar e do espaço que já ocupamos através das estações espaciais.
São os que ditam as leis, com que a Sociedade se rege.
Em suma; são os donos do mundo!
Eles reduzem a esperança dos que já viveram com a qualidade de vida, que é e devia ser uma obrigação de todos e para todos.
Eles são os que sacodem as migalhas do luxuoso festim diário, para as mãos dos confinados ás catacumbas do desespero.
E eles serão os causadores da mais provável revolta social. O único caminho que poderá ser desbravado para com a vida de milhões, saciar as hoje enormes carências dos também milhões que ficaram na esperança de inverter o rumo da decadência social.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

O Domingo Terminou como Começou!



Entre a família cada vez mais numerosa, onde os filhos das sobrinhas, avolumam um clã de boa gente e salpicam de alegria o espaço que ao longo destes anos sempre primamos em conservar.
Como o convite partiu de um familiar conimbricense, lá fomos rumo ao destino e entre um café a meio da auto-estrada, juntamo-nos para que todos chegássemos ao mesmo tempo.
O ambiente era festivo! Um familiar portista, resolveu levar a preceito o Domingo de festa que se esperava no dragão e toca a embelezar os filhos pequenotes com as cores azuis de um clube que não sai do seu timbre regionalista mas que engole todos os títulos que nos últimos anos embelezam um país virado para o futebol para matar as lamurias de uma vida difícil e sem optimismos a médio prazo.
Foi o tema das primeiras horas de um convívio salutar e aguardado alegremente. E todos mostrando a justeza de um título merecido. Não faltou os recados enviados de parte a parte (nesta família só à benfiquistas a grande maioria e portistas o resto do grupo), dos lances que a época foi fértil, na alteração de um resultado falso como judas. E como nunca se chega a um consenso. O melhor é atacar nos petiscos de entrada já que quanto mais se fala, mais a fome abre caminho para devorar os primeiros petiscos que caiem na mesa como tordos em dia de caça.
Passado o frenesim pelo futebol, falou-se de coisas mais sérias que envolvem o dia a dia de cada um e desabafa-se momentos bons ou maus de alguém para que exista a esperança de no meio de muitos familiares, alguém ajude numa solução, já que no seio da família existem pessoas com alguns conhecimentos e argumentos.
Falou-se do caso que enche as conversas de um país inteiro e que afecta muitos portugueses e como assisti alguns familiares. Refiro-me ao BPP, onde alguns depositaram boas quantias e agora vêem-se a braços com situações melindrosas que os deixam apreensivos e até revoltados com tamanha jogada de uns responsáveis do banco que segundo se frisava, mais de que uma vez, já sabiam do estado de liquidez do banco e continuavam a insistir com os clientes para cobrir o que lá tinham depositado. Ou então teriam que levantar o que lá estava depositado.
Resumindo: os meus parentes cobriram o que lá possuíam e agora assistem ao descoberto do seu dinheiro sem garantias de verem a sua cor a médio prazo.
O que ajudou a não tornar o ambiente um pouco cinzento como o tempo, foi o leitão vindo directamente do forno de um conhecido. E foi um regalo triturar aquelas costelinhas de uns leitões que estão em voga devido ao vírus, mas sem significado para nós que de vírus só podiam estar nos ossos prontamente guardados para delicia dos cães, que guardam tudo, mas que nada podem fazer para resgatar o money desviado para o infinito e mais além, que estilhaça a seriedade de alguns familiares, enraivecidos com tamanhos vigaristas, até agora os senhoras da finança cá do País e que ameaça desgraçar uma boa vida, de quem tanto batalhou e agora resigna-se ao milagre de novos ventos para a banca.
Só a chuva veio em hora má e arrasou com a alegria dos mais novos nas correrias e nos entretimentos do costume.
As horas foram passando, entre palpites de resultados para as eleições que estão aí a surgir. E entre familiares ferrenhos de Direita, onde Sócrates é vaiado pelas politicas seguidas e pelos escândalos estampados a cada esquina de comunicação.
E outros mais, de Esquerda que vincam a razão de não existir oposição e como tal a vitória é esperada, só faltando os números com que se irá fazer a festa. Arrumou-se as trouxas e toca a andar, rumo ao canto de cada um porque a noite já ameaça e à muita estrada para calcorrear.
A família é um dom! E logo uma como a nossa cheia de alegria e canalhada a cada canto.
Uns são de Direita, outros são de esquerda! Uns são do Porto, outros do Benfica! Uns são mais ricos de que outros. Mas todos são amigos de todos e quando toca a ajudar, ninguém falta para aliviar o que quer que seja.
O importante é ver reflectido no rosto de cada, o prazer de estarmos todos juntos e ao despedirmo-nos, deixarmos bem claro que o até breve será mesmo breve.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Adormeci a Pensar nos Meus Colegas de Infância.



Aqueles que me acompanharam ao longo de uns anos e que deixaram a sua marca. Para eu me recordar deles, quando uma fumaça de nostalgia percorre o meu pensamento.
E como eu era um garoto e logo um jovem que não parava quieto. Precisava de uma ocupação, para sossegar toda a energia que se acumulava neste corpo magrito, mas duro como uma rocha.
Não apreciava grandes aglomerações de jovens. Optava por três ou quatro, fossem eles de uma colectividade, onde o Desporto marcava primazia e o Escutismo uma obrigação tolerada, com o seu quê de aventura. Ou a Escola, onde todos juntos percorríamos os vários anos e cada rosto já era tão conhecido que a largos metros de distância descobria quem lá vinha.
Não esquecendo os amigos da rua, onde casa a casa morava um ou dois traquinas que me encaminhavam para as diabruras próprias de uma idade tão pura, tão genuína, tão feliz. E que irão marcar a saudade até que, o pó me transforme em alimento para quem habite abaixo dos sete palmos de terra.
Os olhos já se fechavam numa noite quente, quente para a época e já com um bem cerrado, ainda fui a tempo da recordação dos colegas do futebol e dos colegas dos primeiros namoricos bem perto de casa. Para não deixar as miúdas fora do alcance dos olhos astutos dos pais que para a época sentiam que quatro-olhos eram a arma da vigilância do tesouro das filhas.
Despertei com um sobressalto!
Continuei a lembrar os colegas de varias fases de uma infância ainda a roçar a infantilidade, com resquícios de recordações da véspera. Mas as imagens saltavam abruptamente para os colegas já desaparecidos, que embora eu tente esquecer para não ferir as passagens alegres que juntos passávamos. Neste momento assaltaram o meu pensamento.
Tentei cobrir o rosto. Tentei afundar-me na cama para me resguardar de tais horríveis pensamentos, mas eles transportaram-me para a superfície da cama e obrigaram-me a olhar para o tecto e recordar a tragédia de um vizinho.
Rapaz com a vida pela frente como eu! Frequentava o sexto ano como eu. Mas com a diferença de viver com um pai severo e ditador, nada comparável ao meu, indolente e dócil.
Rapazote esperto e maluco pelo futebol. Mas num dia de muito calor a tentação de beber uma cervejita foi mais forte que o medo de o pai poder saber e toca a mamar uma, que lhe refrescou o corpo e mais tarde lhe destroçou a vida.
Até aqui tudo bem! Quando se sentia livre do pai e só acontecia no período escolar, ele dava largas à liberdade que esses momentos lhe proporcionavam e acredito que se sentia como um pássaro fora da gaiola e por umas horas era o soltar das amarras do progenitor.
A cervejita pousou naquele corpo puro. Sem tempo para se desgastar!
E o corpo entrou água dentro, no rio que nos amparava do calor e das valentias de cada um de nós.
A dado momento o meu vizinho deixa de ser visto!
Num esforço sob humano, imagino eu, por dados momentos, ainda alguns o distinguem a quatro ou cinco metros. Com dois braços no ar a pedir a ajuda que ninguém lhe podia dar. E por fim o desaparecimento total.
O vazio estampado em todos nós que ainda quentes de uma emoção épica, apodera-se das nossas mentes ainda jovens para perceber tamanha desgraça. E juntamo-nos no largo onde tantas vezes brincamos juntos, para quem assistiu, contar aos que por uma ou outra razão, ficaram livres de presenciar espectáculo tão macabro.
Levou três dias a aparecer o corpo e três dias o pai não abandonou o rio.
Como felizmente não assisti ao rio levar o meu vizinho deixando-o preso num açude já bem longe da nossa pequena territa. Vejo-me a espaços como hoje aconteceu, a imaginar o drama como se também lá estivesse. E toda a vez que isso sucede um arrepio intenso percorre o meu corpo e deixa-me com saudades do vizinho, com tanta garra para viver e repentinamente o rio levou-o, devido à marota cervejita que de tão fresca que estava, levou mais tempo a desaparecer da barriguita e parou-lhe o coração, num abrir e fechar de olhos.
O pesadelo continua para os pais, que isolando o filho de todos nos, fizeram com que perdêssemos o seu rasto. Nem os seus restos mortais sei onde repousam. e como se fecharam num mundo aparte, ninguém sabe o que quer que seja do vizinho. Desapareceu naquele fatídico dia. E morreu para todos nós numa evaporação sem deixar o mais ténue indicio.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Manuel Alegre não Fecha a Porta


É isso mesmo, Manuel alegre deu um prazo até ao dia 15, para decidir de aceita ou não ser Deputado pelo PS.
Não está em causa propriamente Sócrates, apesar de os pontos de vista de cada um serem em algumas matérias divergentes. Está sim partilhar o PS, com alguns militantes importantes, com quem Alegre nutre insanáveis divergências.
Por isso o deputado Poeta reservou um tempo de reflexão para tomar uma decisão. No entanto espera, que antes de se decidir, a conversa que terá com José Sócrates, seja o indicativo para tomar a sua decisão.
Será penso eu uma conversa de amigos e de colegas do partido, onde de homem para homem se discutirá muitos assuntos e destacando o neste momento mais importante. O de se saber se Alegre será Deputado pelo PS. Ou seja mais uma batata quente nas mãos de Sócrates que terá de a arrefecer no prato Socialista para que ela não tombe para fora e se torne em mais um adversário, dos muitos que já lhe abalam o sono.
Relembrando um pouco, veremos que Alegre possuiu um coeficiente positivo vindo das eleições Presidenciais (um milhão de votos), que á partida lhe dará para obter quase o que pretende na conversa que terá com José Sócrates.
Que será, não o afastamento precoce dos inimigos políticos que tem dentro do PS, mas em ultimo caso o seu repouso em banho-maria, durante um longo período. Pondo-os numa travessia do deserto por um período longo, como uma espécie de castigo pelas afrontas proferidas.
Se José Sócrates aceitar estes termos, mais virgula aqui, mais cedência ali. Mas não saindo deste cerne da questão. Teremos Alegre de pedra e cal no Hemiciclo. Não no fundo arrastado para as tábuas, como até agora. Mas bem no centro da bancada Socialista.
Aí passaremos a ter um Alegre reservado, calmo e pronto para quem sabe enfrentar uma segunda eleição à presidência da republica, com possibilidades de sonhar com o alto trono da Nação que seria o culminar de uma luta primeiro contra o fascismo e politica até aos nossos dias.
Mas……. Se da conversa com Sócrates sair fumo preto! E levar Alegre a renunciar a muitos e muitos anos de deputado pelo PS!
Teremos um Manuel Alegre enraivecido, pronto para partir a louça e enfrentar o PS, com todas as armas que possui.
E……………. Mas não acredito!
Nem Manuel alegre deseja isso, nem Sócrates está aberto a correr esse risco. Porque Sócrates tem muito a perder com a fuga de Alegre das hostes do PS. Principalmente nesta hora do começo do tudo ou nada, para os Socialistas, já que vão enfrentar três eleições. Autenticas batalhas de uma guerra que poderá ser disputada palmo a palmo. E são problemas demais para todos os Socialistas empenhados em vencer estes desafios.
Como tal enfrentar Alegre numa de conflito não augura nada de bom nesta fase. E Alegre será uma vez mais recebido no seio do rebanho Socialista, depois de andar como uma ovelha tresmalhada.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Maio Promete Momentos Quentes!


Regressou o calor e também a agitação política!
Momentos que se iniciaram no primeiro de Maio com deploráveis cenas, agitando e de que maneira um desfile que se avizinhava pachorrento. Mas que virou autentico bombardeamento de pedidos de desculpas pelos atingidos Vital Moreira e o PS. E prontamente enviadas, pela CGTP organizadora do evento. Mas ignoradas pelo PCP, maioritariamente representado no desfile pelos seus simpatizantes e militantes, de onde Vital Moreira se desvinculou há vinte anos e vendo a caravana Socialista Europeia a participar indirectamente também do desfile, alguns deles deram largas estupidamente à fúria lançando-lhe os mais inverosímeis piropos e até uns encontrões bem visíveis e durante uns longos segundos foi, um quase toca a malhar no pobre homem, metido na boca do lobo com pele de cordeiro.
Vital Moreira creio, vai ser pau para toda a obra nestas Eleições Europeias.
Joga tudo!
A sua imagem até agora intocável, será escalpelizada até ao limite. A procissão ainda vai no adro e já enfrentou tamanho desafio com a barbaridade do que se passou no Primeiro de Maio.
Também o partido que ele lidera nestas eleições não ajuda, já que como governo tem atrás de si um rol de dramas sociais que irão fazer mossa durante a mesma campanha.
Mas o homem é inteligente, sabe perfeitamente de que massa é feita o povo português e nada mais terá que fazer, do que apalpar as suas fraquezas, fazendo delas a força que necessita para levar a bandeira do PS, até à vitória daqui a mais ou menos, cinco semanas.
Vital Moreira é como os grandes líderes que se vêem em apuros numa batalha. Mas logo na manha seguinte ressuscitam as forças e toca a partir para uma descida sob as aguas do rio, equipado a preceito e mostrando óptima disposição. Enfrentou os jornalistas de capacete qual escudeiro e de colete não à prova de bala, mas sim à prova de afundamento lá entrou agua a dentro para uma campanha de alguns riscos, mas sem energúmenos por perto.
Enquanto isso o seu PS, através de José Sócrates percorria mais uma feira e mais uma vez enfrentando as multidões.
Só que, como surgem os apoiantes eufóricos e sempre à espreita dos apertos de mão e os beijinhos da praxe. Também aparecem os apupos e os assobios para colorir a festa de uma prova de Democracia, como bem comentou o primeiro-ministro. Mas atenção também lá surgiu um desvairado que lançou o vinho de um copo para o meio da comitiva de Sócrates.
Logo apareceram os que dizem (pessoas com cargos públicos), que viram o coordenador sindical da CGTP de Braga a lançar o vinho.
A comunicação descobriu mais outro (a) com a mesma versão. Mas logo o visado contactado negou peremptoriamente afirmando que a essa hora regressava (satisfeitinho da vida o tom da festa a isso proporcionava) e foi mais longe, pedindo um pedido de desculpas (lá estamos na mesma onda das desculpas) a quem ousou prenunciar tamanha cabala. Senão o tribunal seria o encontro do tira - teimas.
E assim vai os primeiros passos da preparação da campanha do PS, às Europeias.
O lema nestes primeiros dias é, o pedido de desculpas por quem cometeu, ou dizem que cometeu os actos de baixo nível.
Prevê-se um Maio de calor emocional fora do normal. Onde se pede o reforçar da segurança não vá um tresloucado que tudo perdeu com esta crise que já galgou o limite dado pelos mais afoitos na retoma, mas que teimosamente volta à estaca da recessão. Lançar-se de alma e coração para o meio da multidão onde se encontram os líderes desta campanha e dos partidos. E fazer dela o bombo da adversidade, onde muitas das vezes os visados não passam de simples cidadãos, que lá estão por um simples acaso e prontos a apanhar uma bucha, que lhe alivie um pouco a barriguita de misérias.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Maio é o Mês mais Belo do Ano!


Começa logo no nascer do Mês.

PRIMEIRO DE MAIO DIA DO TRABALHADOR!
Símbolo marcante para todos os trabalhadores. Festejam o seu dia e logo nesta fase tão difícil, onde o fantasma do desemprego não escolhe caras nem corações. Do dia para noite empresas fortes como uma rocha, em tempos ainda quentes. Desmoronam-se num abrir e fechar de olhos, deixando um rombo enorme de aflições sem fim.

DIA DA MÃE!
Dia da minha mãe e da mãe dos meus filhos.
Da minha mãe guardo uma infância igual a muitas outras, num tempo não muito fácil, que refreava o carinho e o amor que seriam obrigatórios para me aquecer nas noites frias de Inverno rigoroso. Mas a prontidão da repreensão tantas vezes injusta, revoltava o meu pequeno coração, abrindo pequenas feridas, que viravam chagas quando sentiam que nasciam para a mãe poder descarregar as suas frustrações.
Da mãe dos meus filhos abro-lhe o coração como forma de agradecimento pelos rebentos oferecidos como uma dádiva. Que são o garante no acreditar que esta vida vale a pena dar tudo por ela.

MÊS DE MARIA!
Maria mãe de todos nós. Pura e virgem na sua caminhada terrena, onde reza a história passou terrível sofrimento, vendo o seu filho ser torturado até á morte numa cruz como tantas outras naquela época. Mas esta amparou o homem grandioso entre os homens. Embora concebesse por obra e graça do Espírito Santo.

MÊS DO CORAÇÃO!
Coração o nosso motor no arranque todas as manhas de encontro a mais um dia. O órgão que nos mantém vivos na alegria e na tristeza.
Muitos dão tudo, prometem este mundo e o outro, por um novo que substitua o já enfraquecido, para viveram mais uns anos.
Suporta os nossos exageros, muitas das vezes levando-o ao clímax da paragem. Onde tudo se apaga, deixando a dor e a saudade estilhaçada nos corações de quem tanto os amavam.

MÊS DA APARIÇÃO!
Maria apareceu aos pastorinhos, segundo reza a igreja naquele normal 13 de Maio, que viria a coroar-se como o dia de todas as romagens, em direcção ao Santuário de Fátima.
Já lá estive bem no meio daquele enorme espaço, completamente só. No começo de muitas manhas já lá vão alguns anos! E acreditem, aquele imenso espaço respira fé e mais fé!

MÊS DO VENCEDOR DA CHAMPIONS!
Onde Benfica e Porto já sentiram o êxtase máximo da vitoria por duas vezes.
E milhões de portugueses saborearam estes feitos, que não passavam de meros sonhos, para esbugalharem os olhos de espanto, no apito final rumo ao erguer da taça.
Só ao alcance dos melhores. Apesar de sermos um país tão pequeno mas enorme em superar adversários autênticos Golias.

MÊS DA PRIMEIRA E ULTIMA SEMENTE!
Foi neste mês que o meu primeiro filho e o último, foram feitos.
O primeiro, era quase impossível evitar! A paixão era tanta, que estávamos cegos. Só nos víamos um ao outro no meio de uma ingenuidade tão pura e tão maravilhosa. Que passados noves meses o primeiro nasceu. Hoje é um homem de barba rija.
O último, pensávamos que sabíamos combinar o lógico com os imponderáveis e claro deu no que deu um rapagão vivaço como a mãe e romântico como o pai.

MÊS DO MEU ANIVERSÁRIO!
Faço anos como todos.
Já são muitos, alguns bem pesados, que deixaram marcas nestas costas largas para aguentarem furacões de apreensões. Mas muitos mais, quero festejar, junto de quem me deseja e de quem se lembra do meu dia.
Maio foi o mês onde abri os olhos para o mundo. Em casa libertado pelo ventre da minha mãe, por uma parteira que por acaso era enfermeira.
Cresci com muito pouco, para repartir pelos meus irmãos. Hoje tenho o meu mundo! É pequeno, entra bem no meu coração agora já bem grande e acompanha-me para todo o lado. Não o deixo por nada. Sem ele nada sou, porque deixo de existir e deixar de existir, só pode ser no fim da minha vida, bem lá para o meio do século XXI.