sábado, 23 de maio de 2009

O Bastonário Arrepiou a Manuela


A mulher andava nos píncaros!
A mulher aguardava impaciente que a famosa sexta-feira do seu Jornal Nacional, chegasse para desancar nos mesmos do costume.
Tinha o céu como destino num poder acima de tudo e de todos!
Sentia as costas guardadas pela TVI! E ao dado o sinal da abertura do jornal. Ali estava ela com a entrada triunfal e sempre com a matéria decorada naquela boca almofadada visando os mesmos de sempre num acumular de minutos a riscar o mesmo disco num pantanal de notícias repetitivas.
Mas como o povo diz, o cântaro tantas vezes vai à fonte que algum dia……. E esse dia chegou!
Convidou o Bastonário da Ordem dos Advogados “persona nom grata” para meio mundo da Advocacia e da Justiça. Onde centenas de olhos poderosos vigiam todos os movimentos, todas as palavras proferidas. Aguardando o momento certo para lhe fazerem a cama com que mais cedo ou mais tarde se irá deitar.
Mas enquanto a cama ainda não está feita, apresenta-se perante as câmaras e perante a mulher do momento. A tal que só vê o Céu como limite!
A entrevista desenrola-se num, bola lá bola cá.
Assisto com a sensação de que algo paira no ar e que a qualquer momento a louça se irá partir.
Sinto o Bastonário a tentar controlar-se e evitar ser deselegante tentando a todo o custo suster de peito aberto as investidas indirectas de Manuela.
A corda está totalmente esticada! Manuela tenta interromper o raciocínio do bastonário, para conduzir a entrevista a seu belo prazer. O Bastonário usa todo o seu poder de orador e não se deixa tropeçar no cruzamento de palavras de ambos os lados. Tenazmente leva a sua por diante e liberta daquela boca sempre aberta todo o raciocínio que lhe chega do cérebro.
Mas Manuela não se deixa abater. Eu cá te espero, pensa ela!
Um minuto depois nova tentativa de Manuela para interromper o Bastonário, mas o homem está imparável! As palavras fluem-lhe velozmente, que nem a super policia Manuela o consegue deter.
Estou em pulgas! Já devoro a melancia com as sementes e tudo! Espero a qualquer instante que o verniz estale e o confronto inevitável surja.
Manuela num último forcing, antes de encerrar a entrevista, tenta puxar para si os cordelinhos do debate e lança o veneno que tanto lhe tem dado galões, mas que desta vez a levou ao abismo impensável.
Marinho perde as estribeiras! E eu engulo melancia, sementes, casca pela garganta abaixo!
O Bastonário despido de qualquer preconceito desanca na agora pobre Manuela e foi um farto-te durante os melhores minutos que assisti em directo na televisão nos últimos anos.
Apercebo-me em directo, uma senhora ao fundo quase em pânico com o que estava a assistir. Quando minutos antes dava uma visível gargalhada a uma tirada da Madame Manuela.
Manuela queria terminar a entrevista! O Bastonário não parava de lhe atazanar aquela mona cheia de petulância.
Confesso que estava excitado com tamanho espectáculo! Devorei o resto da melancia, como o bastonário devorava a altivez da Manuela.
Nem necessito de entrar em pormenores! A esta hora o país já decorou todas as frases do Bastonário. O vídeo já rola, como internet navegando em fibra óptica.
E tenho a certeza, que serão, já amanha, chacota entre os jovens. Que não deixam passar pitada destes inesquecíveis momentos.
Valeu à Manuela, com o final da entrevista a publicidade bem longa que a TVI, nos brinda. Para se recompor do imparável Bastonário, que até saliva lhe enviou para cima do rosto agora já mais moldado depois de uns tempos lembrando a porquinha Miss Pigue.
É isto a vida! Quem anda à chuva molha-se!

quinta-feira, 21 de maio de 2009

As Gravações Proibidas!


Estamos numa Sociedade sanguessuga!
Pronta para abocanhar os pedaços deixados pelos ingénuos que alimentam folhetins, que para além de servirem para actuar eficazmente nos prevaricadores. Atingem também quem por artes mágicas provou para todos, que as situações eram reais e muitas das vezes de contornos alarmantes.
Primeiro foi a história rocambolesca do famoso “dá-me o telemóvel”. Autentico drama juvenil, com uma jovem possessa na tentativa de reaver o seu telemóvel, confiscado pela professora. E os restantes colegas (uma boa parte), a “curtirem a cena” como hoje é apanágio na linguagem dos jovens. Com expressões bem audíveis, que misturavam o desespero da jovem a quem foi tirado o telemóvel. Com as gargalhadas bem sonoras dos outros intervenientes.
Tudo acabou como manda os regulamentos e dentro dos processos disciplinares prevaleceu a sanção para servir de exemplo tanto à aluna que se viu de um momento para o outro sem o telemóvel. Como para o jovem atrevido que ousou lembrar-se de filmar todo o enredo e mais grave pôs-lho a circular na tal Sociedade sanguessuga.
Presentemente nova gravação surge de um episódio no mínimo surpreendente!
Novamente o palco é uma sala de aulas. Onde uma professora vocacionada para a historia dos grandes feitos dos nossos antepassados. Resolve entrar na intimidade sexual de cada aluno, sem antes, fazer com que eles conheçam alguns detalhas da sua própria história sexual.
Claro que deu azo a que os jovens no aconchego do lar, comentassem com os pais que a disciplina de história virou debate pormenorizado de aventuras sexuais, que estava a levar a turma para um desconforto já impossível de suportar.
Houve dois pais que não se contiveram e pés ao caminho toca a pedir satisfações à professora indecente.
Atitude que fez a professora rebentar pelas costuras e andar numa ansiedade desesperante, não vendo a hora da chegada da aula com essas fedelhas.
A hora da aula chegou e foi o descalabro da professora em relação às garotas.
E mais uma vez lá estava a gravação do desnorte da professora e o choque de uma turma perante as leviandades que a professora dizia.
Mas uma frase fica no meio daquele vendaval de um ataque possesso à intimidade das miúdas: a professora como bem frisou tinha tomado um calmante! E se não tivesse tomado? Poderíamos ter ali cenas do arco-da-velha.
A aula terminou, mas o descalabro da professora iria começar através da gravação e irá envolvê-la num calvário de sensações gerais, que dificilmente esquecerá. Manchando a sua carreira de professora ao longo do resto dos seus dias.
A Sociedade sanguessuga abocanhou tamanho presente caído do céu !
A gravação passou em todos os canais em horário nobre. Entrando pelos olhos de milhões de jovens que cobrem este país.
As reacções não se fizeram esperar, num país que dá os primeiros passos para acreditar que até mesmo aqui os brandos costumes tendem a desaparecer. Para nos encarreirar para um País onde tudo pode acontecer, em todos os quadrantes da Sociedade.
O grave dentro da amplitude sexual do caso é que, toda a gente daquela escola sabia que a professora, dava-lhe para incluir na sua aula de história apartes de sexualidade. Mas ninguém tomou qualquer medida.
Agora que o caso galgou as fronteiras da pacata cidade e infiltrou-se nas linhas de agua da nossa Sociedade é que toca a correr para instaurar inquéritos aos personagens em destaque nesta novela escolar.
E vai daí, leva a professora com o mais que justo inquérito. Vai levar a escola porque já sabia das pripércias da docente e deixou andar como o caracol, que tanto devagar anda que até cansa. E vai sobrar para a pobre garota que gravou a capacidade de uma professora descarregar o que lhe ia na alma em matéria sexual, porque é contra a lei da escola e do País. Gravar a prova da verdade do ferir a sua intimidade.

A Felicidade .....................









São muitos anos a procurar A FELICIDADE!
O motor de arranque para a justificação de estar vivo.
A felicidade encontra-se no meio do nada.
Ora num rosto que o beijo sofregamente.
Ora num corpo que o devoro fora de mim!

A FELICIDADE estilhaça-se em gestos tão simples,
como um sorriso ao virar da esquina.
Caminho assobiando uma melodia de inicio do dia,
num aglomerado de sensações calorosas.
Que sei de antemão será revestido de uma azáfama contínua.

A FELICIDADE fere-me os olhos de tão abertos,
num infinito de reboliços quotidianos.
Sonho partilhá-la com quem merece.
Com quem me ajuda a conquistar a alegria de um dia feliz.
Que sinto ser uma dádiva divina.

A FELICIDADE pode durar um dia.
Um mês!
Imensos anos!
Uma vida inteira!
E esfumar-se tão prematuramente como uma bola de sabão.

A FELICIDADE é um dom tão precioso e tão glorioso.
Que a quase sufoco bem juntinho ao meu coração.
Para o aliviar dos venenos que lhe envio.
Hoje, amanhã e espero que não, para sempre.
Nos exageros inocentes que não me largam!

segunda-feira, 18 de maio de 2009

A Minha Juventude e a Militância.


As eleições caminham a passos largos para de norte a sul do País, alterar a rotina e invadir as nossas estradas, as nossas praças, os nossos pavilhões. De caravanas coloridas e barulhentas. De pessoas enfeitadas transportando o dístico do partido arredondado, pelos estômagos dilatados num autêntico carnaval eleitoral.
Que junta figuras publicas dos partidos, a meros apoiantes e militantes fanáticos. Na única oportunidade de o simples cidadão sentir o aperto de mão e duas ou três palavras com um único propósito de cativar o voto.
Já se passaram uns bons anos, quando me filiei no Partido Socialista, pertencendo e participando na Juventude Socialista. Sendo um elemento dos quadros directivos da Juventude Socialista a nível concelhio.
Éramos quatro amigos Socialistas de entre muitos, e nós tudo fazíamos. Onde a minha intervenção era mais centrada na Juventude Socialista, devido à minha idade, o meu lugar era lá.
Preparávamos as reuniões. Apresentávamos as moções para serem votados, mas sem antes, através dos debates cada um expressava a sua opinião mostrando o seu sentido de caminho a seguir e a votação braço no ar culminava com as aprovações das moções que iriam ditar o rumo da Juventude Socialista durante o período estipulado pelos estatutos!
Deslocávamo-nos às muitas Freguesias do Concelho. Promovendo debates, sessões de esclarecimentos, na tentativa de conseguir (e conseguíamos) mais jovens, para connosco fortalecer ainda mais a juventude socialista.
Quando os estudos terminavam e pela noite dentro, ia para a sede Socialista, acertar agulhas e estratégias pelo nosso lema: uma juventude mais interventiva pelos seus direitos dentro da sociedade. Enfim uma azáfama louca onde preenchíamos os nossos fins-de-semana e sem tempo para mais nada.
Quando se aproximava as campanhas eleitorais, era o tudo por tudo para vencer!
Colava cartazes pela cidade nos pontos estratégicos. Apoiado em escadotes, balde da cola numa mão e na outra, o pincel.
Duas pinceladas nas costas do cartaz e lá ia ele de encontro a uma parede, a uma arvore a tudo que a cola agarrasse.
Corria as Freguesias do concelho já na calada da noite, para não haver confrontos de qualquer tipo. Principalmente naquelas Freguesias onde sabíamos que a oposição tinha assentado arraiais.
Assistia aos comícios das grandes figuras Socialistas, por todo o distrito. As bandeiras vermelhas com a mão (hoje a mão deu lugar à rosa) em forma de punho proliferavam pelo ar, agitadas pelos braços daqueles que acreditavam na mudança, que as eleições se encarregariam de por em prática.
Quando chegava o dia das eleições, era a ansiedade de saber o mais cedo possível, os resultados.
E com a certeza da vitória, a alegria era o expoente máximo. E como por impulso saltávamos para as estradas e em caravanas automóveis percorríamos todos os cantos das freguesias, principalmente as que pertenciam ao Partido Socialista e dávamos largas à nossa alegria, culminando com a concentração junto à sede. Onde centenas e centenas de pessoas festejavam a vitória da mudança.
Hoje a minha participação é meramente, assistir a reuniões, para as quais sou convocado e exercer o meu direito de voto para os órgãos locais, regionais e nacionais do partido.

domingo, 17 de maio de 2009

A Desesperada Fuga para a Liberdade

A manha aproximava-se do fim e concentrado na minha actividade, conferindo uns artigos de uma mercadoria para venda umas horas depois, exercendo o meu rigor profissional para que nada falhasse. Quando sou interrompido por duas aves jovens que entram pelo enorme armazém pela porta principal, que mais parece para dois pardais jovens, o continuar das suas ainda observações de um mundo novo depois do abandono do ninho onde permaneceram até que as asas ganhassem a pujança de as enviar para o ar que é o seu espaço natural.
A entrada foi de rompante, como foi o assustador desvio das suas trajectórias, quando se aperceberam da minha presença.
Uma conseguiu virar e seguir o trajecto que a trouxe até ali.
Mas a outra, assustando-se voou para a primeira saída que encontrou.
E essa saída foi a janela lá no cimo do armazém que revestida de uma chapa transparente para enviar a luz solar e dar claridade ao espaço. Foi a fuga, pensava a ave do susto que apanhou quando um humano a surpreendeu na evasão do seu local de trabalho.
Continuei na minha função, mas logo deixei de me concentrar já que o desespero da ave em sistematicamente lançar-se de encontro à chapa branca, tentando a fuga para o céu aberto, era desesperante.
Ela recuava um pouco e com toda a força lançava-se como uma louca tentando o impossível.
E só ouvia o estrondo do seu corpo num som que me estava a descontrolar e como o cimo do armazém era de uns bons dez metros, nada podia fazer do que assistir à pobre ave, vezes sem conta esbarrar contra a chapa, pensando ser uma saída que lhe desse a liberdade daquele local que a estava a levar ao suicídio.
Nisto ouvi um pequeno estrondo!
Era a ave que já sem forças para bater as asas e continuar infinitamente a jogar-se contra aquilo que ela pensava ser a saída. Caiu de encontro ao chão, sem conseguir um último esforço para com as asas amparar a queda.
Ainda assisti ao ultimo esgar da ave tentar quebrar a chapa e fugir dali. Mas era impossível e depois de numa última vez esborrachar o corpo de encontro a luz do dia, mas fechado a sete chaves com a dura chapa transparente. Caiu como uma pedra caindo no chão duro, ficando com a barriga virada para cima e as patinhas encolhidas, inerte.
Corri logo para lá e olhando para a ave que não emitia qualquer movimento, pensei: coitadinha da avezinha, morreu a tentar uma aberta para fugir daquele imenso espaço escuro e sombrio.
Senti-me culpado pela ave ter aquele fim e num gesto de compaixão levei as mãos para a tirar daquele chão frio, mas qual não foi o meu espanto, quando senti que abriu os olhos.
Acomodei-a nas duas mãos tentando confortá-la, mas ela não conseguia fazer qualquer tentativa de tentar fugir. Estava mesmo exausta e talvez muito ferida.
Pousei-a ao sol encostada ao portão enorme por onde entrou.
Não reagiu! Como a pousei, como ficou. Nem um ligeiro gesto esboçou.
Como o sol era já um pouco forte, tive medo de ser prejudicial para o bichito. Que mantinha os olhos bem abertos, mas sem denotar qualquer movimento.
Pensei: coitadinha da avezinha desta não se vai safar e tudo por causa de uma corrida louca junto com o amiguinho, que distraidamente invadiram um espaço.
Onde um, teve a lucidez de descobrir a saída pela entrada que entrou. Mas esta pobre avezinha aqui inerte, esbarrou dezenas de vezes, de encontro á luz como a saída fugindo ao humano que a assustou. Mas só encontrou um muro parecido com a luz que lhe guia pelos ares sem fim.
Por fim, para que a ave tivesse um fim envolto num sossego e paz que todo o animal merece, coloquei-a debaixo do meu carro estacionado ali bem perto para que a sombra do inicio da tarde desse o merecido descanso à ave.
Pousei-a tão ternamente que senti um ligeiro movimento do passarito.
Voltei ao meu trabalho, para o terminar, mas já nada conseguia fazer! Toda a concentração estava virada para o passarito. Tentei mais um pouco e pouco ou nada de positivo conseguia.
Um dez minutos depois, já não aguentava a ansiedade de estar longe da ave e fui ver como estava.
Espanto meu. De ave nem vestígios!
Tanto lutou para dali sair que foi vencida pelo cansaço. E depois de uns bons minutos de descanso, lá bateu as asas e voou para bem longe dali e de certeza para nunca mais pousar bem perto daquele local.
Que para a ave foi um susto de morte. Mas para mim é o meu local de trabalho e com grandes responsabilidades, conseguindo apesar da instabilidade, encontrar o local de saída.
Situação que a ave não conseguia, o que quase a levou a perder a luz da vida.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

A Excitação do Bloco de Esquerda


O Bloco de esquerda é um partido relativamente novo na Sociedade portuguesa. Embora os seus líderes sejam veteranos, no combate das sucessivas politicas de direita (que tanto apregoam) que governam este País, depois da instauração da Democracia.
Um partido virado para os temas que envolvem o dia a dia da politica portuguesa e sempre pronto para o debate de propostas alternativas à politica desastrosa deste governo na óptica deles.
E olhando ao momento que o País atravessa nesta grave crise social. O Bloco pensa que chegou a hora de se afirmar como um partido que ganhou o seu espaço dentro da nossa Sociedade.
Vai daí toca a reunir as tropas e de peito aberto enfrentar os grandes desafios que se avizinham.
Desafios, que poderão lançar o partido para a conquista de um lugar no pódio da política portuguesa.
O momento é de enorme excitação! Os três actos eleitorais estão aí à porta. E olhando para as diversas sondagens, que vão de um extremo ao outro, conferem-lhe um resultado que poderá ser histórico para o partido.
Não espanta dizer, que Louça e os seus acólitos, andem numa roda-viva para concretizar na prática o que os bons ventos enviam para aquelas paragens.
Até a própria Comunicação Social está ao rubro com a possibilidade de o BE, conseguir um resultado histórico para o partido e pé ante pé lá se posiciona, na busca de monopolizar a excitação que o BE embora esconda, mas já se nota naquelas paragens.
O BE, têm a seu favor os descontentes Socialistas, que poderão inclinar o seu voto para o pecúlio dos Bloquistas. E será nessa franja que Louça, irá jogar o tudo por tudo para finalmente conquistar o sonho de décadas de luta politica.
Serão os descontentes da política de Sócrates, que lhe deram a maioria quatro anos antes, que poderão afirmar o BE como uma força a ter em conta e quem sabe com possibilidades de ser ouvida caso o PS, não atinja a maioria (o que deverá ser muito difícil).
Portanto só resta ao BE, aproveitar o descontentamento dos apanhados pela madrasta crise tanto interna como externa, mas que envolve o PS, partido do governo. E lançar-se de corpo e alma, numa campanha eleitoral que se avizinha extenuante, porque irá ser para o BE tipo porta a porta.
Batendo com o punho nos portais dos descontentes.
Batendo com as palavras no coração martirizado dos atolados em esgotamentos económicos.
Conquistando com as alternativas vincadas nos seus programas eleitorais, nos cansados de governos do “agora governas tu, ora agora governo eu”, onde as promessas desaguam sempre no mesmo oceano.
Acredito que o BE, viva presentemente mergulhado em orgasmos de euforia. O momento assim proporciona.
A oportunidade é de ouro! E oportunidades de hastear o partido para o mastro da visibilidade não surgem a todas as eleições.
Haver vamos se daqui a alguns messes o país não seja enfrentado pelo crescimento do BE, pronto a ser um partido a ter em conta e sendo ouvido antes de se aprovar o que quer que seja.
O Bloco tem tudo nas mãos. Só falta constatar se tem, os pés bem acentos no chão!

quarta-feira, 13 de maio de 2009

A Sociedade que Respiramos

Saio de encontro ao dia a dia e sou absorvido pelo começo da manha tristonha com chuva miudinha, dando um ar de que se quer fazer alguma coisa e não existe vontade para nada fazer.
Sinto tudo a andar a passo de caracol.
As pessoas estão tristes com o mundo e tristes com elas próprias!
Caminham como se fossem robots, muitas delas sem precisarem bem a direcção que têm que tomar.
Vivemos numa Sociedade altamente consumista. E como tal, essa mesma Sociedade depende ferozmente de todos nós para alimentarmos a sua ânsia em vender a imensidão de produtos que giram em volta dela e egoisticamente nos impele para comprarmos aquilo que necessitamos e em muitos casos aquilo que nos afunda. Já que perdemos o sustento do nosso equilíbrio financeiro.
As empresas laboram a meio gás. Sem optimismos em relação à retoma a curto prazo.
No seu seio, os trabalhadores sentem o drama do desemprego e deixam-se levar pelas mais sombrias conclusões, deixando-se abater e escorregarem pelo martírio da psicose, “do que irá ser de mim daqui a uns anos”.
Faltam-lhes as forças para remar contra a maré e a capacidade em lutar contra este flagelo. Dando ensejo a que seja extremamente difícil, inverter este ciclo que teimosamente penetra na Sociedade Civil.
E sem a força! Sem o grito de revolta que urgentemente todos em uníssono precisamos de lançar cá para fora. Não conseguiremos rebentar os tímpanos desta malapata infernal que nos vai corroendo o couro já meio empalidecido pela perda da vontade em lutar.
Meio mundo luta pelo que já teve. E agora vê fugir, não adiantando agarrar-se à corda da esperança, porque ela irá rebentar, levando o que ainda resta, que armazenaram no baú de um final feliz de vida, deixando os vincos de desânimo bem expressos nos milhões de rostos outrora, cheios de luz.
Outro meio mundo, que sempre teve uma mão cheia de migalhas e outra de abrir mão à caridade. Caminha num espaço cinzento sem fim. Deixando aqui e ali os restos de um corpo massacrado pelo infortúnio e pela desgraça de nascer no inferno terrestre que o homem, calculadamente usa para saciar a sede da ganância.
Mas existe aqueles que habitam nestes dois meios mundos e que acabam por construir um mundo à parte.
São os iluminados deste ainda azul planeta! São os imperadores da terra e do mar. Do ar e do espaço que já ocupamos através das estações espaciais.
São os que ditam as leis, com que a Sociedade se rege.
Em suma; são os donos do mundo!
Eles reduzem a esperança dos que já viveram com a qualidade de vida, que é e devia ser uma obrigação de todos e para todos.
Eles são os que sacodem as migalhas do luxuoso festim diário, para as mãos dos confinados ás catacumbas do desespero.
E eles serão os causadores da mais provável revolta social. O único caminho que poderá ser desbravado para com a vida de milhões, saciar as hoje enormes carências dos também milhões que ficaram na esperança de inverter o rumo da decadência social.