sábado, 20 de junho de 2009

Estes Benfiquistas Sabem que Não à Vitórias a 30hora




O Benfica cobre o país de lés a lés!
Com as suas façanhas, densamente infiltradas naquele vermelho vivo. Que é a capa estampada no dorso da águia, voando autentica super-águia pelos confins do mundo nestes longos anos de vida deste enorme, enorme clube.
Mas a realidade actual não honra todo o seu passado. Pelo contrário, envergonha quem por lá andou, tanto como jogador, como dirigente máximo.
Hoje o clube é uma autêntica manta de retalhos. Em termos desportivos!
Cada fragmento dessa manta representa a desilusão de milhões de benfiquistas. Em presenciar momentos dolorosos deste clube, que não é capaz de mostrar em campo todo o seu poder e categoria em vencer quem quer que seja. Como anos não muito distantes, era usual e em muitas épocas, banal.
Cada época que se inicia, o grito em vencer tudo e todos e chegar no final campeões dos campeões é o antídoto para chegar ver e vencer.
Mas a realidade que os benfiquistas e desportistas em geral começam a presenciar é: uma equipa amedrontada seja contra um adversário poderoso ou limitado e no final a desilusão estampa-se nos rostos e mais uma derrota, cimenta a diferença para os que vão em frente rumo ao título.
O final da semana trás novamente a esperança dos benfiquistas acreditarem na equipa e lá estão todos em frente ao ecrã, prontos a roer as unhas. Prontos a suportar males de saúde, para verem o glorioso vencer e acima de tudo convencer!
E no meio de meia dúzia de vitorias para reanimar os seguidores encarnados em alimentar sonhos e poder gritar alto e em bom som. Que é desta que vamos ser campeões. Surgem as terríveis desilusões!
Surgem os jogos do tudo ou nada! Jogos que definem a capacidade da equipa em que os milhões de benfiquistas tanto esperam. Mas essa mesma equipa deixa-se abater como codornizes quando a caça é aberta.
Deixa-se abater ao menor rugido do adversário e encolhe-se amedrontada tremendo dos pés à cabeça e no final é mais uma derrota que deita por terra, sonhos e ilusões para desespero das multidões encarnadas espalhadas pelo mundo fora.
Os dirigentes actuais, reforçam a esperança em novos dias e novas conquistas!
Esses mesmos dirigentes que verdade se diga, estancaram o enorme passivo ainda bem fresco na memória, devido a anos de autêntica catástrofe nos comandos do glorioso. Não conseguem juntar dois mais dois. Ou seja, juntar o vencer o passivo e tornar a instituição nos dias de hoje com envergadura financeira para encetar necessários negócios. Com a vertente desportiva, que verdade se diga, está a tornar um clube de topo, num clube banal além fronteiras e até mesmo dentro de portas, onde o terceiro lugar surge como a consolação normal depois de uma época, onde até ao Natal se luta pelo primeiro lugar.
No começo do ano já surgem as primeiras nuvens negras de se ver o título pelo canudo.
Pela Páscoa, já só o segundo lugar é a meta a alcançar. Porque o título já não ressuscita.
E bem perto do fim de um campeonato mau de mais para ser verdade. Luta-se para conservar o terceiro lugar, como consolação de uma época, que todos os benfiquistas querem que termine o mais rápido possível, para acabar com a vergonha de assistir ao arrastar pelo relvado de uma equipa que de Benfica só tem a cor da camisola. Que tanto pesa aos jogadores, que não se conseguem livrar desse peso, mesmo aqueles que já habitam aquela casa à, uns bons pares de anos.
Hoje prepara-se uma nova época!
Novo treinador de nome Jesus. Poderá ser um bom prenúncio, para inverter as desilusões dos maus resultados. Homem do futebol, que vive para o futebol.
Acolhe a simpatia de quase todos os benfiquistas. Oxalá assim seja no final, para alegria de todos em acreditar que o passado é para deixar atrás das costas.
Os grandes feitos desportivos e até a projecção de um clube segundo narra a história do futebol, tem sido escrito por treinadores outrora meros desconhecidos.
Mourinho assim continuou com o mote, não infelizmente no nosso glorioso!
Aí se de lá não saísse………. Aguas passadas, não movem moinhos!
Esperemos que o mesmo se passe com Jesus e que os seus apóstolos por ele escolhidos, entrem em campo para espalhar a doutrina do mestre e colher no final os resultados esperados. Que só podem ser o de campeão para iluminar a moral dos benfiquistas que desesperam por uma enorme alegria para consolar a alma ofuscada de tristeza nestes já longos anos de penúria vitoriosa.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Nunca Estamos bem


Será que merecemos aquilo que pretendemos!
Somos umas chagas a pedir o que nos falta.
Somos umas chagas a pedir o que não nos faz falta, só para que outros não embalem no colo, a verdadeira necessidade. E assim sendo, ficam órfãos de um consolo que afugentava a fome.
Nunca estamos bem com aquilo que possuímos.
E recorremos sempre à boleia de um apoio. À boleia de um subsídio social. À boleia de um desconto especial!
Não é o que conseguimos, que nos alimenta a ansiedade. Mas dá-nos um gozo, enganar os crânios atestados de mestria.
Esbugalhamos os olhos para adquirir o mundo!
Única salvação para suprir constantes emergências.
Calcorreamos a fase que nos seca a fonte do pecúlio já agonizante.
E não se desenha chuva no horizonte que regue a semente, para brotar e ressuscitar a esperança de um sorriso mascado de vida.
Rezamos, rezamos cientes na fé que move montanhas!
Prometemos graças em aflições que nos sufocam em avalanche.
Desesperados corremos, a sete pés sem direcção assumida. Batendo em corpos moribundos numa desgraça sem fim.
Por fim! Porquê tanto sofrimento. Alcançamos o céu, dando lugar a uma nova vida!

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Duas Realidades tão Desiguais e tão Perto, que Até se Tocam



No mesmo País, mais concretamente no Reino Unido assiste-se ao encontro de duas realidades bem diferentes!
Vivemos numa sociedade onde os balões de oxigénio aterram cheios de euros em Manchester devido à loucura de um clube pagar perto de cem milhões e levar a jóia da coroa dos Red Villes. Não deixando margem de manobra para pensar sequer em conservar essa jóia.
E bem perto, na famosa British Airways, foi lançada uma petição por correio electrónico numa tentativa da empresa superar a má gestão financeira, a solicitar numa espécie de aterragem de um Boeing de emergência. Um pedido a 30 mil trabalhadores para que renunciem voluntariamente ao salário, entre o período de uma semana e um mês, mas não ao trabalho.
E para que não restasse a mais pequena duvida e numa forma de dar o exemplo, o presidente da companhia aérea, decidiu não receber o seu ordenado de 72.700 euros correspondente a um mês salarial.
Aqui temos o exemplo concreto dos trabalhadores dar o “corpo ao manifesto”, é mesmo e, não receberem o salário, para assim a empresa conseguir uma lufada de ar fresco na continuação da sua actividade evitando despedimentos, que incidiam sempre nos trabalhadores que engrossam o sector visível da manutenção e como em quase todos os exemplos os quadros seriam praticamente mantidos obviamente com ligeiras excepções.
Resta saber se os trabalhadores estão receptivos a este desafio, levando-os ainda mais no encolhimento do seu orçamento, que como todos sabemos perante a crise instalada é um pau de dois bicos.
É uma medida drástica e acredito que seja a ultima hipótese de muitas que a empresa recorreu, de salvar para já, todos os postos de trabalho.
Portanto dois casos de, por um lado, choverem euros num autentico dilúvio que alagam todo o estádio do Manchester, deixando um enorme sorriso de orelha a orelha nos responsáveis deste grandioso clube, que obreiros em descobrir pérolas ainda em fase de lapidação. Transformam-nos depois em meritórios negócios, quando os resultados desportivos são no mínimo alcançados. Sabendo que no outro lado da barricada existe um clube comprador que conseguiu através de entidades bancárias, situação não muito usual nos dias que correm, as garantias para pagar a jóia pronta a mudar de ares e com a mala cheia de milhões e ilusões.
No caso seguinte, uma empresa, a mais consistente no ramo da aviação, cheia de voos negros para transportar saúde financeira a bons aeroportos. Sem entidades bancárias para amparar amaragens bem sucedidas. E como tal, recorre da maneira mais rápida e sem custos de enfrentar cara a cara milhares de trabalhadores, a rogar um apoio drástico mas sem alternativa, de todos. Para que todos possam amanha logo que novos ventos elevem as aeronaves ao cume do céu, esse mesmo céu seja a bênção de que tudo já passou e se pague o que tempos antes, se ficou por receber.

Aí está o Irão



Quase a ferro e fogo, onde os apoiantes dos dois lados gladiam-se pelas Avenidas de Teerão e não só.
Tudo começou com umas eleições que declarou vencedor um candidato que desde logo se suspeitou obter um resultado que no mínimo para nós, simples observadores de sofá cheira a manipulação.
Mas para quem segue de perto, existe a certeza de serem resultados falseados e como tal umas eleições gravemente feridas no seu propósito ou seja, revelar por este meio a vontade de um povo. Que utiliza o único meio posto ao seu alcance para escolher conforme a sua consciência.
E como as manifestações ameaçam estender-se num banho de sangue pelas ruas de um país que alega combater o imperialismo mas afunda-se no radicalismo. O seu núcleo duro com o chefe supremo ayatollah Ali Khamenei, que vigia a nação como quem fecha a sete chaves o pecúlio de uma vida. Já vem a terreiro proclamar que se fará uma nova contagem, para assim dissipar todas as dúvidas que estão a levar o País para as bocas de todo o mundo e logo pelas piores razoes, numa altura que o Irão gozava de uma certa acalmia junto da comunidade internacional.
Todos os dedos estão apontados bem em riste, a este país dos ayatollahs que adopta a repressão como forma de unir um povo, utilizando a psicose vezes sem conta do mundo ser seu inimigo.
Mas como se tem visto o inimigo do Irão está agora dentro de portas, a reclamar que se anule umas eleições que se realizaram para inglês ver e não para repor a liberdade de um povo em exercer a vontade da sua consciência.
Entretanto o seu presidente Mahmoud Ahmadinejad chegou à Rússia na sua primeira visita ao estrangeiro desde a contestada eleição que o levou de novo à cadeira do poder.
Viagem que veio em boa hora para lançar um pouco de água na fervura, junto de um sector da comunidade internacional. Dado que a Rússia, se prontificou a ser o primeiro país a reconhecer que recebia Ahmadinejad como Presidente eleito das eleições iranianas. O que não é de admirar, já que o Irão é como um amigo do peito, para os russos que não tem qualquer pejo em acolher um Presidente saído de umas eleições falsas como judas.
Se pensarmos bem os Presidentes do Irão e da Rússia saíram vencedores de eleições com desfechos já traçados. O que me leva a acreditar, que serão meros foguetes nas mãos dos poderosos, onde impera os ayatollahs de um lado e o todo-poderoso Putin uma espécie de presidente sombra, que tudo houve e pensa. Escolhendo as cartas que Medvedev lançará, caindo no rumo já traçado.
Aguarda-se pela única alteração imposta, a recontagem parcial, que não dará em nada e proclamará Mahmoud Ahmadinejad como presidente do Irão, mesmo que se venha a assistir a um banho de sangue que terminará em meia dúzia de dias sem apelo nem agrado, já que ninguém acredita num volte face de um regime enraizado num fanatismo doentio pronto a fazer valer uma ideologia em volta dos ayatollahs liderados pelo Ali Khamenei.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Os Bombos da Festa


Dêmos as voltas que dermos. Chegamos sempre à infeliz conclusão, que somos os bombos da festa!
Somos os bombos de uma festa, que se está a tornar numa festa rija em molestar a nossa paciência para enfrentar a continuação de uma crise que não à meio de abrandar e começar a dar sinais de que poderemos amenizar a dor de perder o pouco que nos custou a poupar e deixar um buraco sem fundo para enfrentar o futuro.
OS PORTUGUESES vivem atolados de dívidas, que lhes irão arrancar o cabelo a cada dia que passa sem conseguir atenuar os endividamentos, que por cartas ameaçadoras lhe chegam bem à frente dos olhos quando já meios a medo abrem o exíguo espaço do correio. E só lhes resta apelar a Deus, viverem até aos oitenta, para finalmente terminar o calvário, de quem já lhes comeu a carne. Mas cientes de que com a velhice lhe irão roer os ossos, porque as dívidas serão a doença crónica de uma morte anunciada.
OS PORTUGUESES correram, famílias inteiras com gerações já a envolver os netos ainda a dar os primeiros passos, a depositar economias de uma vida, no eldorado do BPN. Com promessas de juros garantidos e bem altos em relação à concorrência, para num espaço bem curto duplicar o bolo granjeado e assim fazer face aos tumultos económicos que pudessem surgir. Surgiram bem cedo com o arrastar da enxurrada da crise e hoje centenas batem à porta da sede do banco e milhares seguem-nos pela TV, num desespero sem fim para lhes darem o que é deles, mas regressam a casa revoltados e só o tribunal anos mais tarde lhes dará a justiça de reaver o que para muitos irá ser tarde demais.
OS PORTUGUESES dia após dia deslocavam-se para os empregos, numa tarefa obrigatória e realizadora, no ganha-pão diário para uma qualidade de vida, que satisfazia a auto estima e moralizava a felicidade.
E do um momento para o outro o sonho real, tornou-se no maior dos pesadelos. Com a perda do emprego e o drama Social estampado por tudo o que era esquina.
Meio milhão já engloba as estatísticas. Outros milhares vão a caminho de engrossar ainda mais este drama que destrói famílias. E rouba vidas, quando o desespero se torna num tresloucado acto de tudo apagar para sempre.
OS PORTUGUESES, sabem e já tiveram provas. Que a crise não foi causada pelos trabalhadores. Consequentemente, não deveriam ser eles a pagá-la, mediante a redução dos salários, daqueles que ainda agarram com unhas e dentes o seu emprego. E dos benefícios sociais, tão arduamente conquistados em batalhas doridas que se arrastavam meses a fio em greves tumultuosas.
Mas sem nada poder fazer, vão ser os bombos da festa, em largar umas dezenas de euros mensais para oferecer a uma Sociedade madrasta para uns. E benevolente para os reais causadores da catástrofe, que nada já têm de valor, para pagarem um décimo do mal que originaram. Porque camuflaram fortunas colossais nas saias das deusas dos ilhéus que se escondem nos bunkers sem controlo de satélite ao mínimo sinal de movimento.
E os bombos da festa que nós somos, continuarão a tocar energicamente e alegrar as festas tradicionais e as campanhas eleitorais que aí vêm, para manter este estado de coisas que se mantém há mais de trinta anos, para satisfação dos otários, que pensam que tudo sabem e que podem mudar o mundo.
Mas no fundo, bem lá no fundo! São as ingénuas marionetas do sistema.
Sistema esse, a colossal muralha invisível que nos tolhe os movimentos, marcando-nos o passo e as esperanças. Em sonhar com melhores dias e belas noites.

sábado, 13 de junho de 2009

Os Séculos Passam mas os Conquistadores Continuam a Desbravar as Ondas da Loucura.



Portugal andou nas bocas do mundo, coisa rara num país tão pequeno e sem argumentos para interferir no que quer que seja.
É um facto que esta semana Portugal através de duas das suas mais cintilantes personalidades, obrigou o mundo a prestar atenção nas suas capacidades.
E envaideceu-se com tamanha honra que até tivemos referências pelo Presidente da Republica Cavaco Silva, ao prestígio que tanto um como outro dá ao País.
Refiro-me tão só a, no primeiro caso e logo no começo da semana, com a vitória da direita um pouco por toda a EU. Garantiu a recondução como presidente da Comissão Europeia de José Manuel Durão Barroso, que no meio de tanta euforia, ele foi o único que acabou por ser levado em ombros, acabando assim por ser um dos triunfadores destas europeias.
Se duvidas houvesse, essa vitória da direita dissipou-as na recondução de Durão Barroso, obrigando os mais renitentes na sua continuação casos de Sarkozy e Ângela Merkel, a ceder e juntar-se à grande maioria, que até englobava alguns líderes de esquerda. E lá está o nosso Português Durão é mesmo, basta olhar para o rosto autentico pugilista. A liderar os destinos de uma Europa, para honra de um País, não muito habituado a que um líder político atinja tamanho patamar de prestígio. E calando de uma vez por todas algumas bocas que se abrem ainda a procissão vai no adro.

Dois dias depois o País acorda com a notícia de Cristiano Ronaldo mudar de ares e continuar a pincelar belos quadros de magia cintilante que só terminam quando a bola, essa esfera bem redondinha do tamanho de uma barriga de sete meses. Dê à luz o rebento tão ansiado, que é o golo bem no fundo da baliza, que só as redes douradas se aprestam para amparar como uns braços carinhosos e cheios de amor amparam o rebento. Que levarão ao rubro milhões e milhões de adeptos fanáticos e não só, num êxtase infinito que culminará com a vénia real de um rei coroado Imperador dos relvados.
E quem quer o Imperador bem perto do coração dos adeptos do seu País tem que abrir os cordoes à bolsa e as portas de par em par do cofre emocional. Para que o menino de ouro pela última vez deixe sua Majestade e aterre depois de sobrevoar o Canal da Mancha, na louca Espanha que não vive só de touros e castanholas. Mas de futebol Campeão Europeu e como tal berço dos meninos com pés de diamantes em bruto.
E se pedes noventa e quatro milhões! Aqui tens o A-330 cheio de euros pronto a aterrar em Manchester para de uma vez por todas, libertares o CR7, nascido numa ilha no coração do Atlântico. Bem às portas de Portugal, que o lançou para o futebol e ainda sem atingir a maioridade o vieram comprar por meia dúzia de melancias que depois de abertas cada semente valia dez euros.
Aguarda-se em apoteose a apresentação de Ronaldo aos madrilenos e a toda a Espanha.
Portugal acaba por ver um seu filho valer o seu peso em oiro.
Mais! Tudo o que ele tocar irá se transformar em oiro, até que o valor que a maior transferência de um jogador até hoje concretizada atinja os impensáveis quase cem milhões de euros.
Pelas bandas de Madrid, o Tio Patinhas deixou de ser um livro de banda desenhada para se tornar num Tio Florentino. Que comprou o Pato Ronaldo para lhe encher a caixa forte do tamanho da torre de Pisa.
Tem a bengala do poder de transformar negócios impossíveis, em transferências sensacionais. Agora espera-se que essa mesma bengala e os óculos sem hastes presos bem na ponta do nariz tragam, os resultados desportivos que todos esperam do Ronaldo e companhia, numa constelação de estrelas que ofuscam o espaço confundindo o Santiago Bernabeu, com Santiago galáctico.
Portugal tem dois filhos seus com os holofotes da ribalta a iluminar toda a sua arte.
Os séculos passam mas os conquistadores continuam a desbravar as ondas da loucura.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Dois Feriados e Tantos dias de Descanso.


Dois feriados, um atrás do outro. Um dia útil antes de um fim-de-semana. Cenário para proporcionar umas mini férias, já que uma ponte no dia de sexta-feira, satisfaz os empresários e enche a barriga de boa vida aos seus colaboradores.
Cinco dias de folia. Com chuva no inicio, a temperatura a subir pelo meio. E já nos últimos dias a praia a ser visitada para refrescar uma moleza, já a arranjar um espaço nos corpos pesados de tanto descanso.
Festejamos o dia de Portugal!
Com o País a leste destas comemorações, que pouco dizem aos milhões de portugueses.
Momento solene. Onde as figuras que comandam este País e que são os rostos repetidos vezes sem conta no ecrã televisivo. Aproveitam os discursos da praxe para alertar para o que no reino vai mal. Sempre um meio de se expressarem livremente para todo o País, tentando que essa mensagem via discurso oficial, chegue a quem de direito. Funcionando como um envio de responsabilidades, lavando as mãos como Pilatos e mostrando aos Portugueses que a obrigação de alertar para os perigos Sociais que atravessamos, foi cumprida. E cabe agora às Instituições visadas assumirem a responsabilidade de tudo fazer, perante o repto lançado pela via mais maléfica, que é, os alertas em dias de unir obrigatoriamente na praça pública todas as forças vivas do País.
Aproveita-se o dia de Portugal, para o País agraciar as suas figuras por serviços prestados e lá vai a Grau Cruz respectiva, para uma centena de figuras vestidas a preceito, dando o pescoço ao Presidente, para lá pendurar a medalha merecida. Que em alguns casos, poucos anos mais tarde, se vem a provar que esses méritos foram conseguidos à custa de golpes bem baixos, obrigando (devia ser) em cerimonia publica a entrega de volta da medalha como castigo humilhante de um mérito reconhecido, mas não merecido.
De seguida temos o dia de Corpo de Deus.
Um feriado de enorme significado para a religião católica. Que como sabemos cobre Portugal de Norte a Sul.
Cobre os nossos lares e faz-nos acreditar na fé, que quer se queira quer não, move montanhas.
A igreja veste-se a preceito e recebe a Primeira Comunhão dos jovens prontos a seguirem o caminho da fé e da união com Jesus Cristo.
E foi isto que eu pude testemunhar numa cerimónia simples e muito bonita na Primeira Comunhão do meu pequenote.
O garoto estava lindo, lindo!
Um pouco nervoso, não era para menos, mas portou-se lindamente. Mesmo quando foi ler uma mensagem a Nossa Senhora.
De joelhos bem no meio do altar, perante centenas de pessoas. O Duarte portou-se como um adulto e leu sem um simples tropeção, a mensagem de sete linhas que agradecia tudo de bom que a Virgem tem feito pela humanidade.
Muitos anos antes era eu que fazia a Primeira Comunhão. Na mesma freguesia embora a igreja fosse outra.
Revi-me no meu filho e durante uns momentos enquanto se procedia à comunhão de centenas de pessoas. Sentado para esticar a perna do joelho ainda a convalescer. Vi-me com dez anos, loirinho e timidozinho.
De velinha nas mãos tapadas com luvas brancas e o terço bem visível. Lá comunguei pela primeira vez. Numa festa sem os contornos da do meu filho. Mas tão igual, que o passar dos anos, mais parece juntar numa só.
O dia era dele!
E pela tarde fora junto das pessoas que ele fez questão de convidar, deu asas a toda a sua alegria e sentiu-se nas nuvens.
Teve imensas prendas. Teve imensos amigos. Mais primos porque são tantos que enchem um restaurante.
Restaurante do amigo do padrinho dele e como tal também amigo, que foi convidado para a jogatana que junta todos os primos num duelo aceso onde quem ganha por momentos sentem-se os maiores. E o Duarte ainda pequeno para ombrear com os primos já de barba rija. Lá andou a tentar roubar a bola e a forçar que ela entrasse na baliza. Que no final com a vitoria, era o puto mais feliz deste mundo. Que me enchia de orgulho e de emoção.
Agora sexta-feira, é tempo de descansar de um feriado cheio de peripécias felizes e preparar-me para este fim-de-semana prolongado, para continuar a descansar e sentir o meu joelho rijo pronto para resistir aos malefícios do tempo e às pancadas da vida.