segunda-feira, 13 de julho de 2009

Convívio Familiar Abrilhantado pelo Festival dos Caças



A noite já vai longa! Há doze horas que saí de casa e agora apresto-me para lá voltar.
Galgo a auto-estrada na fila da esquerda onde já venho há alguns quilómetros, atrás de um cunhado meu. Não o quero deixar fugir. Viemos juntos iremos de certeza voltar juntos para casa.
Centenas de carros fogem à portagem da A1 e cortam em Estarreja, assim poupam alguns cobres e como eu penso assim, centenas também assim o pensam e lá vamos entupir a entrada da portagem rumo ao Porto.
Começa a chuviscar o que não augura nada de bom para continuar a viagem. Mas lá sigo, bem atrás do António (meu cunhado), que bem lançado desembaraça-se dos mais renitentes em acelerar e pela faixa da esquerda vai abrindo caminho até chegar ao destino.
Dez horas antes chegávamos a Coimbra para comemorar o aniversario do cunhado que sendo de Coimbra casou com uma rapariguita agora mulher bem sucedida que nasceu bem no coração do Minho.
Como somos uma família de muitas cabeças, onde nos deslocamos é uma romaria que se instala. E lá nos encontramos bem no interior de Coimbra, com um sol quentíssimo e uma sede que só tinha olhos para umas cervejas fresquinhas no acompanhar do presuntinho de pata negra à nossa espera enquanto a restante comitiva não chegava.
O aniversariante chega com os leitões ainda a fumegar. São cinco os bichos e as mulheres sem nada para fazer a não ser lamechar sobre o quotidiano, dão inicio a esventrar os pobres bichos, que nasceram numa pocilga caseira, sem tempo de descobrirem o mundo que lhes calhou em sorte e já chamuscados e hirtos aprestam-se para serem devorados por bocas famintas, vindas de longe para os anos do dono da casa.
A família reunida, onde já se juntam três gerações sem patriarcas já falecidos, mas com treze filhos, que já têm filhos e que por sua vez já lançaram ao mundo os seus descendentes. Enche uma sala de lés a lés e numa confraternização animada, conversa-se desta crise madrasta para uns e limitada para dois ou três, com os mais bem sucedidos a lamentarem-se do que não vendem e do que assim sendo, não podem ganhar.
Mas o tempo é de alegria e lá juntamos os mais pequenos na piscina recente (vim a saber terminada bem a tempo da nossa chegada) para se refrescarem e assim espantarem o sono e a irritação desse desconforto.
Ao mesmo tempo assistíamos bem lá no alto, às acrobacias de quatro caças num festival na vila de Cernache, bem perto do nosso poiso. E num vai e vem de fumo e cambalhotas num céu a radiar de sol, lá surgiam do nada, detectados pelo som estridente dos seus jactos que pareciam deslocar os nossos ouvidos para bem fundo do cérebro a esconderem-se do inimigo rancoroso que se aproximava.
De longe a longe numa linha que cruzava o espaço de um meio circulo bastante vasto numa velocidade mais contida, passavam por cima das nossas cabeças e numa espécie de agradecimento por dúzias de mãos no ar como saudação, soltavam o fumo branco numa linha vertical que se expandia, dando a sensação de uma enorme toalha branquíssima, pronta a cobrir a propriedade onde nos encontrávamos numa espécie de mascara gigante para nos resguardar dos vírus que nos assolam de uma forma galopante.
Ainda a rever estas horas bem passadas no meio de gente que compõem uma família numerosa e graciosa. Estou prestes a fazer os últimos quilómetros que me separam de casa por entre uma cidade já adormecida talvez embalada pelos filhotes no banco de trás, que vieram toda a viagem num sono profundo (a piscina cansa os pobres anjinhos) e finalmente entro na garagem a faltar uma hora de um novo dia, cansado mas feliz.
Depois de uns minutos a relaxar, encosto-me à minha mais que tudo e aí entrego-me às carícias de um ser, que me elevam no céu azul, como um F16 em dia de festival, mergulhando nas suas entranhas num voo picado que quase me despenham num coma profundo de deleite.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Nem Ronaldo e Companhia Destronam a Magia Inglesa.



Os espanhóis rejubilam com os craques que aterraram em Madrid, vindos do infinito estrelar e pagos a peso de ouro.
Principalmente o nosso Cristiano Ronaldo, lançado ao circo celeste, onde as feras humanas se gladiavam para derrubar as barreiras que os impediam de chegar ao astro para lhes amarrotar as vestes madrilenas.
E já toda a Espanha ainda não desperta da euforia de Cristiano, kaká e companhia. Grita bem alto para quem os quiser ouvir, que o campeonato Espanhol da próxima época, será bem melhor que o inglês, até agora o mais conceituado a nível mundial.
Nada é melhor que o futebol inglês!
Nada supera aquela adrenalina que se vive durante um jogo do campeonato inglês.
Nada é equiparado ao adepto inglês, que eu presenciei ao vivo, não há muito tempo no Estádio da Luz. Na última grande vitória encarnada que infelizmente o Benfica tarda em repetir e tornar banal, como em anos não muito distantes acontecia.
E pude assistir maravilhado àquelas quase quatro mil almas, que mataram a minha curiosidade em observar os ingleses. Tanto no seu comportamento, como nas coreografias artísticas que fazem parte da sua maneira de estar no futebol, quando acompanham a sua equipa para qualquer parte da Europa.
Os ingleses são um mundo á parte dentro do futebol!
Para eles o futebol faz parte das suas raízes culturais. E neste caso que presenciei, o espectáculo artístico e cultural que criam desde bem cedo, prolongando-se bem depois do final do jogo encheu-me as medidas e levou-me a considerar, que os ingleses são os maiores do mundo. Mesmo perdendo como foi o caso para grande satisfação e prazer meu!
Como fui cedo passei uma boa parte da tarde em redor do estádio, tirando fotos e a observar o seu comportamento.
Eles pintam e escrevem nas tarjas em tons densamente coloridos, os incentivos aos jogadores mencionando os seus nomes, dedicando-lhes frases alusivas num só sentido: a Vitória! Tendo sempre presente as cores da bandeira inglesa.
Vestem-se com as cores do clube envergando o vermelho dos pés à cabeça. E deambulam pelos bares que enchem a Capital, bebendo e bebendo quantidades de cerveja. Cantando cada vez mais audível os tradicionais cânticos ingleses que só eles sabem e muito prezam.
Vem a hora do jogo e vem a loucura, a emoção!
O jogo inicia-se os ingleses cantam.
Cantam sem parar, incentivam os jogadores com os seus cânticos característicos. Como estão todos juntos num sector afastados de nós devido à segurança, são fácil de identificar. E claro é demais o seu comportamento sempre ordeiro mas barulhento e encantador.
A certa altura a maioria já está em tronco nu, com as calças meias caídas pelo rabo abaixo. Já desenharam símbolos do clube nas costas e também nas enormes barrigas já cheias de cerveja.
E cantam, sempre a cantar!
Os ingleses como já disse são exclusivos, mesmo nas derrotas o sentimento é de vitória e cantam.
Como são os últimos a abandonar o estádio devido a questões de segurança (nomeadamente para evitar cruzarem-se connosco, nas saídas do estádio). Ouço-os a cantar e já estou afastado do estádio um bom par de metros mergulhado na alegria por termos ganho aos ingleses.
Ainda encontramos muitos deles no centro comercial Colombo paredes-meias com o Estádio da Luz. E bebendo uma cerveja bem perto deles, apercebi-me em muitos deles um gesto de cortesia na forma como nos mostravam a justeza da vitória dizendo; “very good Bennfica” como eles pronunciavam.
Reparei que estes adeptos são únicos. Trazem os filhos, as namoradas, os avós e todos pintados com o corpo salpicado de transpiração cantam e cantam enchendo o espaço reservado á restauração do Colombo de beleza cor e fantasia.
Por tudo isto, nem Ronaldo e companhia fará com que o futebol inglês, deixe de encantar o mundo inteiro.
Os ingleses inventaram o futebol e são eles que mais lucram com o futebol. Porque o futebol em Inglaterra faz parte do menu familiar como se tratasse da religião, que nos está enraizada numa fé que move montanhas!

terça-feira, 7 de julho de 2009

Os Amigos Da Casa do Quintal


Vivi os primeiros anos do meu casamento, numa casa já com alguns anos e muito modesta. Era do pai de um meu amigo e estava desabitada.
Eu acabado de casar foi uma dádiva esta casa!
Peguei no meu irmão e no meu pai e em dois dias pusemos a casa com outra cara!
Fresca! Pudera, acabadinha de pintar. Lustrada de uma ponta a outra pela comunidade familiar.
E lá fui viver o começo de um casamento que prometia.
Situava-se numa rua de bons vizinhos e sem o mínimo de confusão, era uma tranquilidade salutar.
Acolheu uma paixão que ainda perdura e abrigou das intempéries nos bons anos que lá passei dois filhos, um rapaz e uma rapariga que era a felicidade de um casal e a alegria de uma rua.
Adorava aquela casa e o que a rodeava!
Um quintal com um grande dióspireiro que de tão carregado de dióspiros enchiam a terra de um colorido alaranjado que era a delicia dos galináceos de um galinheiro a meias com o vizinho de cima. E como diz a minha esposa. “ Habito o rés-do-chão, como não tinha pai nem mãe, fiz dos vizinhos do primeiro andar a imagem dos meus”.
E duas laranjeiras que pintavam de um vermelho alaranjado, o verde carregado das folhas que baixotas faziam com que os filhotes fossem arrancar as laranjas com uma alegria estonteante e jogassem à bola com elas. Que davam sumo como tetas de vaca, ensopando o estômago da canalhada.
Também existia um limoeiro com limões quase todo o ano para temperar as carnes e peixes. E para dar gosto às limonadas bem frescas no Verões canículas, que colavam as ideias e a vontade de nada fazer.
Com espaço para criar meia dúzia de galináceos que deambulavam por tudo quanto era sitio na procura de uma erva, ou de uma minhoca que descuidada deitava a cabeça de fora. Sujavam tudo por onde passassem, mas era um regalo os ovos que davam e o arroz de cabidela que me enlouqueciam. Mais as necessárias canjas para os miúdos que enchiam as babetes de restos de massitas e as bocas gordurosas.
Para além disto, é preciso não esquecer a enorme utilidade para as brincadeiras dos miúdos! Fundamental devido a nunca estarem parados e sempre virados para as pequenas traquinices.
Era neste espaço que eles saltavam, rebolavam. Se enchiam de terra. E quase caiam para o lado de tão cansaditos que ficavam.
O virar de página veio quando os miúdos foram para a escola. Um entrou na primária e a outra para o colégio e nós entramos num apartamento novo!
O apartamento é fantástico! Está localizado, na zona da cidade a cinco minutos de tudo o que necessitamos. Seja escolas para os miúdos, local do nosso trabalho. Repartições bancárias, de finanças. Posto médico, hospital, etc.
Tem vista para duas frentes! De um lado vê-se a linha do comboio ao longe como referencia. E no outro, deparamos com a enorme rotunda escoando o trânsito para a saída da cidade.
Já cá vivo á alguns anos, entre elevador e uma dúzia de famílias, sem queixas de qualquer espécie.
Mas a cada passagem pela rua da casa velha, dá-me uma nostalgia de tempos que já não voltam. Os vizinhos continuam e de tempos a tempos fazemos umas festitas. São amigos que perduraram eternamente, num tempo já pouco dado a grandes amizades numa Sociedade seca de emoções.

domingo, 5 de julho de 2009

O Melhor é Cada um Olhar por Si


Vivemos os dias intensamente, de uma semana que começou com o final de um mês, onde já milhares encabeçam os cadernos do desemprego.
Outros tardam em receber o seu salário.
E muitos mais vão entrar em layoff, já que não existem encomendas que consigam fazer as empresas laborarem todos os dias. E assim possam manter os empregos, enquanto a confiança dos investidores não sobe para fazer descer a crise mundial.
São os sinais desta crise impiedosa que como diz o dono do BES, a culpa é dos banqueiros!
Mas a meio desta mesma semana o Ministro das Finanças, ainda sem imaginar que virou bombeiro para acudir a vários fogos à mesma hora. Veio a publico informar que a crise já passou e a retoma deixou de ser uma utopia para dar lugar á realidade.
Um dia depois, João Salgueiro alerta que mesmo que a retoma se instala nos países desenvolvidos, Portugal continuará em crise.
E andamos nisto! Uns dizem que voltamos a ver a luz ao fundo do túnel.
Outros logo vêm a correr, alertar que a crise está para durar. Porque a luz só irá ser para alguns, dos muitos que na escuridão tacteiam para encontrar as frinchas da porta da salvação.
O melhor é cada um olhar por si e sentir ou não melhoras, no dia-a-dia que tem que enfrentar para ganhar o sustento da família.
Entretanto para esquecer um pouco este emaranhado de necessidades e apesar de tudo, darmos graças a Deus por cá andarmos, já que nos livramos da má sorte de mais um avião que teve como pista final o oceano que num curto espaço de tempo foi o fim da vida para centenas de pessoas que sem darem por isso foram ao alto mar e de lá não voltaram com vida.
Salvou-se uma miudinha que desafiou o destino como a dizer ao mundo, que acreditem em milagres, que eu vos digo que eles existem e andam a rondar este planeta.
Esperamos que eles surjam e que matem, não salvem a vida. Desta crise que aos poucos vai afundando também em mar alto milhões e milhões de vidas, sem uma simples bóia para tentarem a salvação.
Entretanto o País assistiu ao desnorte do Ministro da Economia e num assomo de desgaste não contido, já que cada passo é dado no fio da navalha. Rebentou com a comporta que sustinha o stress acumulado de anos intensos de chuvas de desempregados. E descarregou-os em local altamente proibido onde a Democracia ainda dita leis, numa soberania incontestada. Levando com a demissão como o único caminho a seguir de um Ministro que não nasceu para ser politico.
Entretanto o vírus que nasceu no México e já anda à boleia dos humanos por meio mundo, multiplica-se como os mosquitos e já faz vítimas a cada dia que passa, mantendo o mundo estupefacto, ainda não acreditando que pode chegar a casa de qualquer mortal seja rico ou podre, basta estar no local errado à hora errada.
Não tarda, andamos todos de mascara para evitar o mínimo gesto de uma boca de alguém bem próximo.
Já estou a imaginar a população de mascaras de todas as cores e feitios. Publicitando as melhores marcas e projectando o mundo do marketing.
Não estou a brincar! Tudo é possível. Neste mundo que arrota insensibilidade. E já agora a ideia é minha!
Findou-se a semana com a morte da esperança de milhões em mais um jackpot no Euromilhôes, única almofada de conforto e de sonhos até às vinte e uma horas, de um final de semana que leva alguns a endoidecer com tanto dinheiro de uma só vez. E milhões a olhar para o boletim na ínfima esperança que os números que lá estão dêem lugar aos números que foram premiados. Mas resignados, esperam por melhor sorte e sexta-feira será a volta da esperança que é sempre a ultima a morrer. E quem sabe, poderá ser o meu e de quem joga, o grande dia.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

O Dinheiro do Dentinho Pagou a Despesa e Exultou a Sensibilidade do Filhote



Terminei o jantar de polvo com batatinhas embelezado com ervilhas e cenouras, comprado à saída do mar bem junto aos pescadores, que todos sabemos enfrentam o mar traiçoeiro, para pescar meia dúzia de quilos de peixe que mal chega para pagar o gasóleo quanto mais para sustentar uma família bem composta por bocas esfomeadas e miséria estampada.
Mas isso são contas de outro rosário e voltando ao fim do meu jantar, envolto em harmonia e de conversas de inicio de férias para os garotos. Desço à rua para tomar um café na esplanada e dar dois gelados aos filhos sempre prontos a ajudar no arrumar os pratos e deixar a cozinha fresca para o pequeno-almoço do dia seguinte, quando a promessa é um gelado.
A esplanada estava bem composta, jovens de um lado sempre amarrados aos telemóveis e de cigarro na boca tipo James Dean.
Casais a saborear o fresco da noite num céu estrelado e claro. E outros mais, passeando os cãezinhos de trela com o comprimento ao jeito do dono, bastando para isso um carregar do pichavelho e lá ia, ou era forçado a vir o canídeo, consoante as peripécias dos obstáculos.
Passados uns bons minutos, decidimos voltar para casa e quando me preparava para pagar, o meu filhote disse-me que já estava pago.
-Está pago? Quem pagou!
-Fui eu! Disse o puto.
-Tu! Quem te deu o dinheiro!
-Foi o dentinho.
O dentinho do miúdo caiu e seguindo uma tradição já muita antiga, os miúdos punham o dentinho debaixo da almofada e quando acordavam em vez do dentinho aparecia uma moeda.
Não foi uma moeda que surgiu debaixo da almofada do meu pequenote, mas sim uma nota de cinco euros.
E no momento que saíamos para ir ao café, ele foi ao seu esconderijo onde guardava a nota e meteu-a no bolsito.
Enquanto conversávamos ele foi pagar e pacientemente esperou que eu puxasse pelo dinheiro para pagar. E cheio de importância disse que foi ele que pagou com o dinheiro do dentinho.
Fiquei perplexo com o gesto do miúdo!
E juntos regressamos abraçados e ele sempre a dizer: “tu pagas sempre os meus gelados e as minhas coisas. Agora foi a minha vez de pagar o café da mãe, o teu e os gelados da mana e o meu”!
Que feliz vinha o meu filho!
Que satisfação transpirava daquele rosto ainda de menino de dez anos.
Dez anos tão puros, tão belos e tão queridos!
Um filho que é um amor, enche-nos a casa de energia e hoje o Duarte com dez anos é a nossa referência, porque é o mais novo e está por isso mais tempo connosco.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

O PSD anda atrevido!



Ganhou uma alma nova, depois de meses e meses a deambular numa autêntica travessia do deserto.
Já se perfila como a alternativa ao PS, ainda atónito pelos resultados das europeias.
Foram esses mesmos resultados que conferiram uma vitória ao PSD, que poderá ser só fumaça. Desvanecendo-se logo com a chegada das próximas eleições que não tarda nada estão aí para encher o país de gritaria, cartazes por todo o lado, principalmente nas famosas rotundas que foram feitas para embelezar as entradas das nossas cidades e para colocar cartazes bem visíveis por alturas das eleições.
Mas não deixando fugir o PSD do rejuvenescimento, que volto a dizer foi fruto de uma vitória que não dá muita margem para cantar de galo. Mas dá para embandeirar em arco como temos assistido nas sistemáticas aparições dos agora sim nomes sonantes do partido laranja.
Manuela Ferreira Leite desdobra-se em aparições públicas de sorriso de orelha a orelha e sempre com a língua afiada, nos ataques ao governo e fundamentalmente a José Sócrates. Inimigo numero um do PSD e também de uma larga franja de portugueses. Que descarregam os seus males numa forma de cortar a respiração, aos socialistas governantes, mas estou em querer que muitos deles irão voltar a votar em Sócrates, porque é de Sócrates que se trata. Ele é o alvo de todas as setas invisíveis direccionadas à sua agora mais descoberta humildade.
Porque Sócrates é o PS. Sócrates é o governo!
Todos os portugueses conhecem Sócrates, mas muito poucos conhecem a equipa que trabalha com ele e muitos deles com grandes responsabilidades.
Portanto Sócrates é o alvo a abater e o resto não passa de peões num governo liderado, com braço de ferro por Sócrates e só Sócrates.
E como Manuela sabe e sente isso, então não tem outro remédio do que também malhar no humilde Sócrates.
E enche-se de uma força, até aqui resguardada que a muitos dos seus seguidores já levava ao desespero. Que não passa um dia que não vemos a Manuela a agredir verbalmente Sócrates e o governo.
Infiltrou-se no caso que ameaçava ser mais um para Sócrates o do negócio da TVI, onde se percebeu que alguém deixou escapar cá para fora (bem juntinho dos sociais democratas), segredos que deviam estar fechados a sete chaves. Obrigando com a ajuda do amigo de longos anos o agora presidente, a obrigar Sócrates a vir a terreiro dissipar duvidas e mencionar que tudo tinha voltado à estaca zero.
A mesma Manuela sempre murcha dos pés à cabeça, fugia dos holofotes da esperança, refugiando-se no resguardo das costas bem largas de Emídio Rangel. E agora deixa-se apanhar por esses mesmos holofotes que lhe trazem a frescura de um sonho que segundo ela vai ganhado forma a cada dia que passa, a cada português que entre em desgraça.
Por último para só citar os mais expeditos temos o Aguiar branco!
O vice-presidente social-democrata numero dois de Manuela, tem dado a cara para manter o PSD acordado e com isso surgir em tudo o que mexa de comunicação social que ostente a seta laranja nos apetrechos de iluminação e som.
Com lugar de relevo assegurado num possível governo laranja. Onde já foi ministro da justiça, que já era uma autentica injustiça para os pobres coitados que serviam de bombos da festa para aqueles que fugiam com a receita da animação.
E por último temos um social democrático de seu nome branquinho que me faz lembrar as cautelas branquinhas, branquinhas. Que só dá para rasgar em mil bocadinhos.
Que veio denunciar a enorme disparidade de tempo de antena que a estação publica, privilegia o PS em detrimento do seu desde pequenino PSD. Como atesta os resultados de 2008.
Claro que ele sabe que eu sei, que quando o seu partido é governo, o mesmo se passa na estação pública.
Mas é como eu digo, o PSD, anda atrevido!

segunda-feira, 29 de junho de 2009

As Peripércias Que Isolam-me do Mundo, num Fim de Semana


A manha está fresca salpicada de uma chuva miudinha, que arrelia quem necessita de andar pela calçada e amolece a alegria, de quem já sonha com o calor para se refrescar na praia e as férias que estão à porta num abrir e fechar de olhos.
Terminei um excelente fim-de-semana que me isolei do mundo que me assola diariamente.
Isolei-me da barafunda politica!
Das peripécias de Sócrates, na tentativa de mostrar que segue o rumo traçado desde que tomou posse, mas aqui e ali transmite uma insegurança disfarçada, fruto dos resultados ainda frescos de umas eleições que neste momento muito representam, mas podem ser só fumaça.
Da tentativa do grande partido da oposição, em dar vida, dar cor, dar luz. À sua líder Manuela, para de uma vez por todas convencer os indecisos que está ali a mulher da salvação do país.
A mulher da realidade das dificuldades dos Portugueses e não da realidade virtual.
A mulher que arregaçou as mangas para trabalhar na convicção cada vez mais real segundo o PSD, de levar o partido à vitoria. À grande vitoria que afaste definitivamente as politicas nefastas que o partido do governo tem implantado no País ao longo desta legislatura.
Quanto à restante oposição, ainda a festejar o pecúlio angariado nas recentes eleições que pode ser um lindo sonho, mas que a realidade esfumará com o resultado das próximas eleições.
Urge trabalhar mais e mais para consolidar os resultados alcançados.
E não deixar a sensação, que tudo não passou de um caso de excepção e logo que surgiram eleições tudo voltou ao normal, ou seja, o atirar dos restantes partidos com assento parlamentar para o canto da hibernação sem dia para espreguiçar o primeiro bocejo.
Isolei-me da morte do Michael Jackson, que já virou endeusamento e uma correria desenfreada para arte comercial de candongueiros famintos por explorar: sentimentos, dor e histerismos.
Chegou a vez do homem, que fez o que lhe apeteceu do seu corpo, desafiando limites, que a própria alma desconhecia.

E entreguei-me à felicidade, à tranquilidade da família!
Chupei ameixas de paixão, na frescura de uma árvore humana que balançava a cada encosto dado pelo abraçar apertado de braços arrepiados de prazer.
Recordei-lhe peripécias marcantes de anos já passados de uma união de altos e baixos de uma escada de veludo com cheiro a framboesa. E com degraus já gastos devido ao peso dos nossos corpos a descarregar todo o encantamento impossível de ser controlado dentro da nudez de uns corações que galgavam a parede carnal e entravam pelo nosso cérebro, desintegrando-se em mil partículas, levando-nos a uma extinção angelical nuns minutos de sonho impossíveis de prolongar.
Comprei este mundo e o outro numa tentativa de encarar o futuro com optimismo, para poder oferecer aos meus filhotes, a realidade de sonhos ainda em construção, naqueles cérebros ainda infantis, mas já adaptados à realidade em que vivemos.
E ainda me sobrou uma horas para me divertir com amigos do peito, daqueles que partilham, o pouco que têm connosco e vice-versa. Numa amizade que já não se descobre nos dias de hoje tão cheios de impurezas e traições, que despedaçam logo à nascença a alegria de conquistarmos amigos.
Agora enfrento o começo de mais uma semana! Cheia de ebulições já usuais. Mas com esta sensação de bem-estar, de felicidade estampada neste rosto ainda jovem, mas já com meia dúzia de rugas a assinalar de que nem tudo são rosas. Estou pronto para tudo e tudo é mesmo tudo!