domingo, 2 de agosto de 2009

O Benfica que Ambicionamos Daqui para a Frente



Os benfiquistas andam optimistas! O nosso clube percorre o País e a Europa ganhando canecos e agradando com saudáveis exibições.
Agora sim vemos os jogadores, sejam eles quem forem, a correr todo o campo. Ora procurando a bola, ora pressionando o adversário, para que não faça da nossa baliza um corredor de trinta metros, sem ninguém a fazer frente e terminando com a bola bem no fundo da baliza e bem no fundo da nossa tristeza.
O Jesus vai levando a cruz ao calvário. Nesta fase sem muito drama e horríveis privações.
Roda os jogadores como se descasca castanhas para escolher as mais perfeitas que irão decorar o onze benfiquista de traves robustas e técnica apuradíssima. Que encherão o relvado do colorido vermelho salpicado de golos decisivos e vitórias moralizadoras.
Os jogadores, dá-me a entender tem assimilado a sua mensagem. E todos eles correm em busca do êxito. Que será o reencontro de toda a nação benfiquista já conformada com a demorada travessia do deserto, que só aquece em pequenos lampejos de glória e com o voo da águia vitoria.
Acredito neste ano! Como o ano do ressurgimento do glorioso. Passeando a classe que já esta geração de jovens só assiste pelos You Tube . De uns anos nostálgicos para pessoas como eu habituadas a ver o Néné a meter golos de todas as maneiras e feitios, não maioria dos jogos eram um, dois e muitas das vezes três que enchiam o saco de goleadas, que viravam resultados banais para quem metia golos sem sujar os calções.
A direcção tudo apostou no abrir os cordões à bolsa e garantir aquisições que garantam o objectivo primordial: o título amplamente sonhado, mas continuamente perdido ainda a procissão vai no adro.
Eles são argentinos, uruguaios. Espanhóis e brasileiros. Vêem da nata do futebol. Trazem a beleza de tratar uma bola.
Todos os benfiquistas só pedem que nunca mais apareçam Balboas!
E que todas estas aquisições tragam a mais-valia da esperança do titulo. E fundamentalmente da certeza de conquistarmos uma grande equipa. Porque só assim surgirão as conquistas. Porque o nome continua a ser do tamanho da nação e a nação é o legado de todos os Portugueses, que quer queiram ou não, todos conhecem o Benfica. O seu poder de atracção é tão grande que todos falam do Benfica, seja com orgulho, seja com respeito.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

O Fim do Mundo na Mente dos Jeovás


Li em rodapé enquanto acompanhava as notícias à hora do almoço, que os Jeovás iriam estudar o fim do mundo, mais coisa menos coisa.
Mas que fim do mundo!
Era eu pequenote sempre a correr para o largo de encontro ao meu futebol, quando descobria uma brecha na minha mãe e era sempre quando ela se cruzava com alguma vizinha e aí eu sabia que elas iriam cabaneirar até ao começo do almoço. Então fugia como o diabo foge da cruz e lá aparecia para me juntar aos restantes colegas nas disputas diárias de partidas renhidinhas, com um gosto especial em vencer os da rua mais acima.
E já via as designadas testemunhas de Jeová a abeirar-se do meu bairro na esperança de cativar alguma ovelha, que pudesse andar tresmalhada e descobrisse o novo rebanho junto dos Jeovás, que numa de andar aos pares, lá iam levando a água ao moinho deles e verdade se diga conseguiam os seus intentos e lá aparecia alguém conhecido de pasta na mão, bem vestido e asseado, pronto para converter mais uma ovelha.
O que acontece é que já nessa altura, os Jeovás falavam no fim do mundo que estava próximo, em virtude de todo o mal que o homem fazia ao seu semelhante.
Eles, hoje passados já uns largos anos continuam a defender a sua tese de que o fim do mundo é uma realidade, só falta saber a hora exacta a que esse enorme cataclismo irá se iniciar.
Ainda recentemente num leve toque da campainha indo eu abrir de avental, qual cozinheiro a preparar o jantar da família, pensando ser os chatos do costume a acicatar-me com as promoções dos canais por cabo. Quando dou de caras com duas senhoras de revistinhas na mão e prontas a dar-me um sermão.
E lá levei com o fim do mundo próximo, que custará a vida a todos nós e também à delas, mas como me disseram é o sacrifício que estão prontas a dar em virtude do mal que o homem faz ao seu semelhante. Lá estavam as senhoras bem-educadas e de tom harmonioso naquela voz bem ensaiada numa causa que defendem com unhas e dentes.
Mas que fim do mundo minhas senhoras! Lancei eu para me ver livre delas, senão lá ia o jantar pró caneco.
E mais uma vez as ditosas senhoras contrapuseram com a Bíblia bem aberta e lendo certas passagens tentavam convencer-me, de que realmente o fim iria chegar como a Bíblia muito bem anunciava.
Então fazendo uso da minha astúcia e levando o caso para a gracejo disse-lhes: como pode acabar o mundo e todos nós desaparecermos se o homem está esperançado em o alargar povoando Marte, muito antes de o mundo acabar como vocês assim o profetizam e estendendo este mundo e os humanos de encontro às portas do universo.
Minha senhora daqui a cem anos irá ter descendentes a pensar ir viver para outro planeta e este mundo que vocês alimentam a vontade de acabar. Será o refugo dos desterrados, os assassinos dos infelizes, os chulos dos desprotegidos da Sociedade, que hoje já invadem a nossa privacidade e a vida que sensatamente escolhemos.
Acredite meu senhor e lá levei com a bíblia bem aberta perto do meu rosto, ouvindo mais uma passagem. Olhe, olhe! Veja aqui o que diz São Paulo…………… É fácil de descobrir que não á saída para o mal que se estende pelo mundo fora e que levará ao seu fim! Não somos nós que o dizemos. É a sagrada escritura através da Bíblia, o livro sagrado que está traduzido em todas as línguas.
Vocês acreditam no fim do mundo! Eu infelizmente sou obrigado a acreditar que o jantar da família já se foi! Era notório o cheiro vindo da cozinha que já esturrava o franguito caseiro pronto a dar um arroz de cabidela de trazer água na boca.
No meio de mil desculpas e com o embaraço estampado naqueles rostos que acreditam no fim de tudo. Deixaram-me finalmente.
Não soube quando seria o fim deste mundo, mas soube que o jantar teve o seu fim ainda mal tinha começado!
O frango foi-se! O tacho ficou negro! A cozinha cheirava a esturro!
E eu se não andasse das pernas e arranjasse rapidamente uma solução para o jantar, iria ouvir das boas e de certeza o meu mundo por algumas horas iria ficar um pouco sombrio!

A Praia da Pulseira da Sorte



Caminhava naquela extensão de areia, sem ninguém com quem cruzar. Só via areias brancas e fofas, conchas, pedras e dunas à minha frente. Metros e metros numa distancia sem fim, mas calcorreada ora húmida para deixar a marca da pegada. Ora seca e quente mas tão fina que massajava os pés e nuns chutos de bola invisível a jogava céu dentro para me cair pela cabeça a baixo num banho de areia, até o cansaço me despertar para o direita volver.
A paz que me envolvia só era quebrada pelo bater das ondas um pouco ao longe vindo cobrir os meus pés, como me chamando para sentir a frescura da sua água que bem longe da minha terra, a sua temperatura convidava-me a lá permanecer tempo infinito tamanha era a sede de mar. Porque ainda bebé já gatinhava nas pocinhas que o mar deixava ao recuar na baixa maré, num mês de praia que todos os anos a família fazia questão de o transformar nas férias merecidas depois de um ano de consumições e algumas desilusões.
De quando em vez encontrava um amontoado de mesas resguardadas do sol pelos choupos de palha. Não mais de uma dúzia, com um barzito característico decorado com pinturas de graffiti, onde se eleva o surfista conquistador que pede boleia às ondas para planar no seu dorso enquanto elas não rebentam e vão beijar a areia num enlace que ninguém sabe o que lhe diz.
Aí era o descanso do guerreiro e o matar a sede num coco tão fresco que entrava directo, garganta abaixo. Ouvia-se casais jovens estrangeiros, num ardor de núpcias, onde a paixão não era contida e dava azo a que turistas como eu, num Brasil imenso de calor que inchava as hormonas assassinas tipo piranhas prontas a devorar o corpo que não nos pertencia, mas que ali bem perto era já lambido meio tapado, meio aberto para olhos esfomeados de…… toca a correr para a água! Refresca a mente e acalma a ferramenta!
Depois de já não distinguirmos (éramos três cunhados) o local do nosso poiso já que a curva da imensa praia já escondia o ponto de partida, resolvi regressar.
E a cada cem metros de caminhada e dez minutos de mergulhada, lá encurtávamos a empreitada.
Deslumbramos bem ao longe um ser. Carregava as famosas camas de rede feitas á mão, por aquelas mãos calejadas e amolgadas, onde a pele se comprimia com o osso e tornava os dedos tão magros e tão secos.
Compramos uma sem regatear. A pobreza estampada naquele rosto não exigia regateio e lá foi o carregador de camas de rede na busca de alguém que por aquelas bandas andasse a gozar as suas férias.
Já cansados, mas cada vez mais maravilhados com aquele mar tão morno, que obrigava a permanecer com a água até ao pescoço, ouvimos um chamamento a cinquenta metros de nós, bem metidos mar dentro.
Era a indígena a gritar, carregada de lantejoulas e outras coisas mais!
Saímos da água ainda confusos, com tamanhos gritos. Os turistas eram escassos naquela praia (nesse momento éramos só nós) e a jovem tinha que aproveitar a ocasião e tudo o que viesse á rede era peixe. E nós caímos!
Parecia uma criança, dava-lhe quinze anos, mas ela tinha vinte e dois. Não era bela que adoçasse o apetite. Mas tinha bunda de levar um homem ao céu.
Mas não era para aí que estávamos virados, nem ela assim desejava.
No meio de tanta quinquilharia, escolhi uma pulseira. Pensei que era a melhor maneira de simbolizar este dia e a praia que de certeza não mais veria.
Regateie a pulseira mas em vão, paguei o que estipulou e fiquei encantado com aquele tom de indígena. Ela disse que me ia dar sorte e eu pensei que era sol de pouca dura.
Hoje ainda faz parte dos meus adereços diários. E a sorte felizmente vai comigo para todo o lado!

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Os Bloguistas Encolheram-se Perante Sócrates



Confesso que ao ver os vídeos das perguntas apresentadas a Sócrates, fiquei desiludido, embora não me vá armar aqui em convencido. Já que não é fácil e para mais numa situação virgem, enfrentar um secretário-geral do Partido Socialista e ao mesmo tempo o PM, cá do País.
Tinha curiosidade em conhecer o rosto da grande maioria dos bloguistas. Já que seguindo regularmente os seus blogues e tudo o que lá era estampado, principalmente sobre a pessoa Sócrates, aguardava as suas intervenções com curiosidade acrescida.
E comecei a seleccionar os vídeos, começando pelos que atraiam mais a atenção, num frente a frente Direita/Sócrates, pensava eu, iria prometer.
E claro a montanha pariu um rato!
Desde os centristas, aos sociais-democratas, não restou outra alternativa do que lançar meia dúzia de perguntas de frases feitas, sem a substancia essencial para obrigar Sócrates reflectir e aceitar que nem tudo foram rosas nos anos que já leva de governação e quem sabe dar um pouco a mão à palmatória para ir de encontro ao que eu (e os demais) esperavam da parte dos bloguistas não Socialistas.
Reparei no bloguista João, o mais activo dos não alinhados a Sócrates. Levou um encontro meramente fortuito, embora significativo como se estivesse a assumir o papel de deputado interpelando o PM, na Assembleia da Republica. O homem está com ganas de lá chegar! O estilo e os tiques já denotam parecenças com os seguidores de Portas, mas perdeu-se num mar de observações repetitivas que no final foram dar ao mesmo. Ou seja, bastava simplificar o que falou muito talvez mostrando veia para carreira política. Que pouco disse, porque a tecla batia no mesmo e todos nós percebíamos onde queria chegar. Levou de frosque de Sócrates, onde a experiencia falou mais alto.
Houve o Tiago (confesso que esperava mais, o homem tem bitaites para a toda a hora escarrapachar nos seus blogues) apresentou um amontoado de números, que acabou enrodilhado neles. Pensando confundir Sócrates para o levar a entrar na já famosa avaliação que ninguém percebeu a quem era destinada. Os números eram contraditórios de parte a parte. E chegou a desesperar os restantes convidados, que me deu a perceber, controlaram-se alguns a muito custo.
Mas lá seguiu o próximo, que não ganhou nada com o enredo Tiago/Sócrates, o nervosismo pairou no ar.
Os restantes limitaram-se a não serem comidos pelo Sócrates, a cada pergunta mais confiante se sentia e perderam uma grande oportunidade de saírem de um frente a frente único e talvez sem repetição. De levar para o seio dos seus já ene de seguidores o apelativo titulo de “as verdades são para serem ditas”.
Os seguidores socialistas jogavam em casa e como tal estiveram à altura de seguirem o cerne deste encontro. Que agradou a gregos e a troianos pela parte Socialista.
Um último aspecto, para o cenário do encontro. Simples, parecia as tascas cá do Norte, onde se ainda bebe umas boas malguitas de tinto verde. Com as mesas, umas mais altas que outras, tapadas com as toalhas características, onde os computadores deviam dar lugar a uns salgadinhos, para aliviar a tensão dos bloguistas perante a figura que interpelavam.
Mas para quem acompanha e vive isto da blogosfera. Mais para os que foram convidados, a experiencia foi marcante. Não é todos os dias que se está cara a cara com o PM. E todos esperamos que os papeis se invertam e quem jogou no lado que apoia, possa jogar no lado que não defende.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Sócrates e os Bloguistas


Sócrates juntou-se a vinte bloguistas para responder às perguntas já estudadas por eles próprios e que se enquadravam nos temas que fazem parte da agitação social e que José Sócrates tinha as respostas na ponta da língua!
É uma atitude e como tal de louvar, esta de juntar frente a frente o PM e alguns bloguistas, para cara a cara dizer da sua justiça.
Se fizeram as perguntas mais adequadas ao momento difícil que atravessamos é de facto uma verdade, olhando para o que o meu amigo Carlos Santos no “o Valor das Ideias” relata.
Se fizeram as perguntas às quais José Sócrates queria evitar não me parece que assim fosse. Sócrates tem resposta para qualquer tipo de pergunta.
Segundo rezam as crónicas dos com amor à camisola e não só que já vasculhei e encontrei. Sócrates portou-se à altura nesta faceta de lidar com os bloguistas.
Porque Sócrates é o único! Com as suas falhas, mas perante uma oposição que quer reclamar um trono sem rei e súbditos à altura, essas falhas serão de certeza revistas e aprenderá com os erros como em tudo na vida e vai-se apresentar novamente de corpo e alma às próximas batalhas, cheias de espinhos devido aos dramas Sociais que uma crise mundial agravou drasticamente, para dizer presente e tudo fazer na procura da esperança que todos nós ainda temos no Partido Socialista e em Sócrates.
Mas era de bom grado lançar-lhe perguntas para obter as respostas que os milhões de anónimos cidadãos e muitíssimos deles com indecisões na procura de certezas em quem votar de se saber pela sua boca como:
Até onde ponto pode ir Portugal na sustentação desta crise, que poderá levar ainda mais tempo que as previsões!
Como descobrirá o PM, as tão necessárias soluções como de pão para a boca (que é mesmo do que se trata) o travar o desemprego e a premente busca de o encontrar, antes que o País entre numa catástrofe social de desempregados á solta, esfomeados e desiludidos arrastando-se pelas calçadas como animais sem rumo.
Hoje só assisto a preocupações pelo falhanço da transmissão em directo da conferência dos bloguistas com o PM. Para mim isso é o menos!
Falhas, infelizmente acontecem! Para gozo dos calças na mão que andam atrás de um cinto para as segurar e esconder o que vai lá dentro!
Ficou o registo da iniciativa e com ela a possibilidade de se repetir, mas sem falhanços para os detractores poderem, ao menos clarificar-nos com a possibilidade de descobrirmos as soluções que eles tanto dizem que por cá não existe meio de se encontrar e na casa deles ainda não verificarmos as alternativas.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Quem é Joana Amaral Dias



É uma jovem saída do quase nada, para a ribalta política, que enche os jornais televisivos nas trocas e baldrocas entre Sócrates e Louça.

É a jovem que ao apoiar Mário Soares numas eleições Presidenciais, indo contra as directrizes do seu partido o Bloco de Esquerda, ficou na lista negra do mesmo levando à sua expulsão sem apelo, nem nada que lhe valesse.

É a jovem que deu com a boca no trombone ao lançar, para quem quis apanhar e foram logo os jornalistas do costume e os bloguistas ansiosos, a bomba ainda a ricochetear no trajecto previamente programado de confessar que José Sócrates a convidou para integrar as listas Socialistas e logo com lugar assegurado.

É a jovem que está a levar José Sócrates aos píncaros da irritabilidade, já que tem o Francisco Louça a afirmar que ele está a mentir, quando o mesmo Sócrates jura a pés juntos que nada se passou com esta mesma Joana Amaral Dias, que segundo ele já não se cruzava com ela há mais de um ano.

É a jovem que deu inicio ao agitar de um Verão quente, incendiando a delicada área protegida onde se movimenta José Sócrates atiçando uma pré campanha, ainda refastelada nas férias de Verão a que todos têm direito.

É a jovem que atirou a primeira pedra, acertando na frágil redoma de vidro que abriga o quartel-general do PS, obrigando o general vir a terreiro de dedo em riste gritando alto e em bom som que o convite que essa jovem que até o merecia, visto o que passou ao apoiar a maior figura cá do burgo Socialista não passou de um sonho criado por ela própria, autentica Joana d’Arc, fruto talvez de uma inexperiência politica que só os anos amadurece.

É a jovem que ao atirar a pedra, tratou logo de se refugiar no sótão de sua casa com os principais contactos desligados, esperando no que vai dar toda a bronca propositada ou não, que ajudou a virar autentico caso, para já, sem fim à vista.

É a jovem que valha a verdade obrigou a que a comunicação social praticamente se esquecesse do folclórico Alberto João no já famoso Chão da Lagoa, deixando para segundo plano o seu bailarico de politiqueiro regional, aliviando assim um pouco as costas dos ministros por ele longamente visados.

É a jovem que vai continuar a ser jovem e quem sabe depois assentar toda a poeira que está no ar e que vai entupindo o nariz de Sócrates e Louça. Voltará como a heroína num regresso às origens porque o, volta que estás perdoada também acontece quando o partido que expulsa retire dividendos com a excluída. Pode levar o seu tempo mas só a Joana caberá a última palavra.

domingo, 26 de julho de 2009

A Revolta De Quem já Acreditou


Sentei-me na esplanada ainda a manhã ia a meio e pedindo um café à menina já toda fresca de ombros descobertos e sorriso gracioso libertando um perfume, que deixou o ar que me rodeava durante uns segundos a cheirar a mulher de fácil contacto. Reparo no Jornal de Noticias, o único que enche os espaços onde se pode tomar algo aqui no Norte.
Estava mesmo em minha frente e de costas para mim. Ou seja com a última pagina bem estampada para o meu rosto e claro foi logo aí que comecei a dar uma vista de olhos.
A página estava pintada com a entrevista a uma actriz de teatro Guida Maria. E bem no centro trazia a sua foto. Logo que comecei a ler a resposta dela à primeira pergunta, fiquei convencido de a ler até ao fim, com a certeza de saber que iria aparecer respostas que gostamos de ler, independentemente de serem tão sinceras como ela possa as pintar. Mas acabei por ficar com a sensação de realmente reflectirem a mulher que é e acabei por alojar na retina três respostas que evidenciou.
Foi uma mulher que já teve uma vida florida. Ainda no tempo do homem que nos amordaçou da liberdade durante quarenta anos e que nessa época esta mulher vencia e retirava daí os louros de uma actividade que entusiasmava a geração que enchia o nosso país. Hoje, a geração que vai comandar os nossos destinos quando já andarmos a gatinhar para a cova, segundo ela vai “ao teatro mesmo a pagar com o telemóvel pousado” onde dantes eu pousava uma mão de encontro ao peito da companhia que me calhou em sorte. “e só tem olhos para o telemóvel, não ligando patavina para o que se está a passar no palco, mesmo a pagar o bilhete" sublinha ela!
A uma pergunta que é feita a todos os entrevistados, menos aos jogadores de futebol, sobre política e a actual governação atira de uma forma a não deixar duvidas: “Os políticos são sempre os mesmos! Só as moscas é que mudam. Mas mudam só, de uns para os outros.” Acho que quase todos nós no essencial desta afirmação concordamos!
É urgente uma nova geração de políticos! Políticos na sua natureza pura! Cem por cento profissionais. Mais virados para os cidadãos e com isso mais cientes dos seus problemas, que no fundo serão os problemas Sociais que uma sociedade dos nossos dias, deixa a nu.
E por ultimo a perda de liberdade a que ela faz referência ao dizer que “só é livre dentro da minha casa e….!” Por um lado ainda bem, já que milhões levarão meia vida a pagar as suas casas e como tal com esta crise onde muitos desses milhões andam a bater às portas dos bancos quase de joelhos com os bebés sentados nas beiras das secretárias onde derramam as lágrimas para convencerem os gerentes, também eles de pés atados sem saberem bem como lidarem com a situação e acabando por empurrar os casais para o prolongamento dos prazos, como única solução possível.
Mas não era aí que a Guida Maria queria chegar e lá terá a sua razão! Nos dias de hoje estamos a ser vigiados e nem nos passa pela cabeça de onde possa vir o tão misterioso espião! Desde que não seja um ladrão ao virar da esquina, que nos leve o pouco que ainda possuímos e nos deixe de calças na mão (quando nos deixa), já é um alivio.
Esquecendo já a vida da Guida Maria, entrei na minha e lá fui ao Porto para ir buscar os restos da tralha que ainda andava por lá espalhada, para uma desinfecção a toda a prova, num apartamento que enche o bolso do senhorio e que o jovem ainda pensa que o homem é bondoso só porque espera meia dúzia de dias pelo aluguer.
Pensava ir numa perna e regressar na outra. Quando enfrento uma fila de alguns quilómetros na A28, tudo porque na cidade poveira se iria realizar uma corrida de toiros e como o bom povo nortenho só tem touradas uma vez por ano lá entupiu todos os acessos à Póvoa do Varzim e como tal gramei quase uma hora de para arranca, onde milhares deles, de touros, só podiam ver algumas vacas que pastavam nos terrenos bem perto da entrada da cidade, porque os da praça que já nessa altura levavam bem forte com os ferros que desesperam os defensores dos animais, só em visões e elas já eram muitas já que o sol reluzia bem forte e aquecia a paciência a quem infelizmente caiu na longa fila, porque eu depois segui o meu caminho mas muitos entupiam a desgraçada entrada para a Póvoa e iriam lá permanecer mais e mais tempo, para mal dos seus pecados.