quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Afinal as Escutas estão Alimentadas de Boca e pela Boca




Afinal as escutas tão alimentadas de boca e pela boca, são como se constata e lá mais para a frente iremos chegar a essa conclusão, verdadeiras verdades do quotidiano. E iremos todos dizer a uma só voz que a montanha pariu um rato!
Estamos a entrar nas marés vivas da pré campanha e todos jogam com as armas que tem ao seu alcance.
Joga-se o tudo ou nada no lugarzito que pode ser seu, quando se encontra lado a lado com a fortaleza que assegura lugares tão cobiçados por muitos, mas só meia dúzia é que estão na linha da frente.
A vitória de um partido assegurará o esforço em muitos casos a qualquer preço de um lugar avidamente disputado no seio do círculo que tão arduamente se entrou por caminhos que só os mais capazes, não interessa o porquê conquistaram.
A batalha será longa e ainda a procissão vai no adro!
Começam a sair os primeiros figurantes!
Cada um com as bandeiras que simbolizam os partidos concorrentes a dois actos que tentarão dividir o país em duas frentes. Por um lado o PS e o julgamento destes últimos anos de governação, numa conjuntura nada favorável, altamente penalizante para um partido governo, que programou a governação num sentido: a criação de postos de trabalho e o melhorar da qualidade de vida dos mais idosos. Centrando também o elevar da escolaridade a milhares e milhares de portugueses, através das Novas Oportunidades, que no mínimo elevam o grau de conhecimentos a toda essa gente que aderiu e faz crescer a sua auto-estima.
Tenta a bandeira do PSD, posicionar-se bem na frente da procissão. Já que a vitoria nas Europeias dá-lhe o mote para tal benefício.
Usa as armas que possui e outras que se encontram armazenadas no chefe supremo da Nação que como todos sabemos é uma espécie de presidente honorário laranja.
E lá vai levando a água ao seu moinho, mas que pode de um momento para o outro ficar turva e desancar numa serie de opiniões nada abonatórias para quem quer ser alternativa, mas sem capacidade para tal.
Atrás surgem as bandeiras da esquerda!
Uma, já se sabe nestes longos anos de slogans repetitivos, onde a matéria das suas reivindicações são utopias numa sociedade à muito que ultrapassou as suas ideologias.
Outra, bem recente de uma conjugação esquerda revolucionaria, com o moral alto já que obteve um resultado que encheu o peito de conquista ao seu líder. Avança para lutar sozinha para a consolidação dos resultados recentes.
As duas têm um propósito! Lutar contra o PS!
E assim estão a abrir o caminho para que pouco ou nada ganhem e oferecendo de mão beijada, a mais, uma possível aliança da direita que assim poderá sonhar em governar nos próximos quatro anos.
Mas estou como diz Sócrates "são disparates de Verão"!
E no final iremos chegar a esse desfecho. E sentir que os socialistas irão continuar a governar!

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

A Procura Das Mulheres Bonitas


Enquanto tomava a minha caipirinha, estatelado num puf na esplanada ao pé do rio, resguardada do vento ao som de musica cubana, que enchiam aquele espaço e criava um ambiente próprio de férias onde todos davam um pezinho de dança e divertiam-se até às tantas. Pensava em todas aquelas pessoas felizes e divertidas, que dançavam, riam e manifestavam uma disposição contagiante e esfusiante.
Foram duas horas numa noite fresca que emborquei duas caipirinhas e deambulei a vistinha por toda aquela gente na esperança de encontrar mulheres bonitas.
Gosto de estar num sítio e encontrar mulheres bonitas!
Mulheres que enchem o local de beleza, de encanto e muitas das vezes justificam permanecer lá muito mais tempo que o previsto.
Apreciar o que é belo é positivo. É apreciar o que a natureza criou e o que a mulher continuamente mantém belo.
Mesmo acompanhado pela minha beleza. Aprecio a beleza dos outros e aprecio dentro dos parâmetros educacionais, os pontos que mais me fascinam nas mulheres dos outros.
Sem maldade! Sem malícia! Só o prazer de apreciar a beleza. E desde já confesso a mulher portuguesa é mesmo bela e atraente.
Adoro estar de mão dada e apreciar quem chega. Quem vem cá fora fumar um cigarro. Quem até se apercebe que estou filado e puxa os galões de boa brasa e já ninguém pode com a tipa.
Aprecio as mulheres bonitas, na maioria dos casos acompanhado pela minha beleza que como está ligada ao ramo da estética, tem uma apreciação que alia o profissional ao visual e que também leva com muitos como eu.
O que é belo é para ser apreciado e trocamos opiniões sobre as mulheres que eu acho interessantes e embora em alguns casos as opiniões não sejam unânimes, chegamos a um consenso a respeito da visada. E se não for num aspecto que mais sobressai à primeira vista, é num outro que depois de uma olhada mais estudada chegamos à conclusão que aquela jovem, ou mulher madura, é mesma uma brasa.
Sorte do homem que a tem, digo eu para acirrar os ânimos!
Contenta-te com o que tens e dá-te por feliz, responde ela de peito feito, já que tem noção do seu valor.
E como quem tudo quer tudo perde. É adorar o que com tanto esforço me custou a sacar em longos meses de vigilância constante, trazendo-a sempre debaixo do olho. Ainda meio homem, meio rapaz e só depois de um amadurecimento de umas experiências que ajudaram, é que entrei decidido a conquistar a mulher boazona e inteligente. Seguida por muitos, mas passando ao lado transportando a indiferença, como quem nada quer com aqueles bandos de rapinas sem asas para voar de encontro à conquista.
Só eu, um pequeno pombo-correio, saído do pombal da comunidade é que pousei no seu ombro e rolhando-lhe ao ouvido, obriguei-a a desenrolar o papel que trazia estampada a mensagem do meu amor por ela e que se estava a tornar numa obsessão doentia.
Conquistei o que muitos queriam. Disso me orgulho!
Porque tive perspicácia para conquistar o que muitos (os amigos), julgavam impossível. Já que um fedelho sem um tostão, não podia sacar um filão.
Hoje tenho o filão e multipliquei o meu tostão por milhões e quando os troquei pelos euros, verifiquei que tinha uma pequena fortuna. Uma família que vale todo o ouro na terra, no infinito e mais além.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

O Jipe Levava os Dossiers e Será, Também as Escutas



Andava cansado e hoje depois do almoço sentia-me a arrastar as pernas e caí em cima da cama numa soneca de duas horas que me soube pela vida.
As férias cansam!
Refugiei-me um pouco no computador para saber as ultimas e dou de caras com notícias de fazer rir o Hugo Chaves!
Não é que andam a espiar o presidente!
Apetece-me voltar à cama e continuar com o meu soninho.
Mas também quero chegar a alguma conclusão e perceber como noticias destas aparecem na estampa da nossa vidinha.
Cavaco anda a ser vigiado e escutado?
A que propósito isto chega aos meus ouvidos ainda com réstias de água salgada de mergulhos diários numa semana de muita praia.
Claro que uns estão de férias refastelados em cadeiras que seguram o corpo a tostar num sol que avermelha os custados enquanto dormitam umas horitas.
Outros estão no seu trabalho a dar-nos as ultimas e logo a de que o Presidente possa andar sob escuta.
Claro que isto é mentira! Todos juram que é um boato tão falso, que quem o enviou através do Público rua fora, merece punição severa.
Uma coisa é certa! Alguém ligado à Casa Civil bufou a alguém ligado ao PS!
Talvez um amigo do peito, numa conversa de café a horas já avançadas e mergulhado já em bebidas frescas para desanuviar um calor de pico do Verão.
Talvez numa reunião de família, alguém lançasse rumores de que isto e aquilo aconteceu. E quem estivesse nessa roda familiar fosse a correr contar a história que apanhou e pusesse a arder o rastilho pronto para seguir o seu rumo, só faltando o alguém que o acendesse.
O que é certo, temos aqui uma história que vai aquecer uma semana de Verão que está no auge do aproveitamento. E perante as opiniões já ventiladas nos órgãos de informação, não restam dúvidas que vamos ter folhetim novelesco.
O nervosismo deve já imperar de forma bem visível lá para os lados da residência presidencial.
As férias do Presidente esfriaram com esta notícia. Mas olhando para o perfil de Cavaco Silva, sinto que o nosso presidente levou com a batata quente, que rapidamente terá que a esfriar, embora não precisando de a comer. E juntar o A mais o B, para descobrir (se já não descobriu), de onde surgiu este fumo cheirando a escuta e vigilância.
Claro que temos o jornal o Público, como uma Bíblia que lançou mais este mandamento que abriu as portas à corrida a novas noticias sobre este tema.
Nesta altura outros concorrentes esforçam-se para encontrar matéria para desvendar os contornos ainda bem camuflados deste drama político. Que ameaça estragar (se já não estragou) o sossego veraneante dos visados e dos que irão de certeza surgir proximamente como os responsáveis pelo conteúdo de uma noticia, que irá de toda a forma castigar uns e porventura beneficiar outros, que neste momento lavam as mãos como que a dizer: deste vírus não tenho intenção de ser contaminado.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

O Domingo de Férias Que Não Termina Com as Férias





A manhã está fresca, agradável! As férias atingiram a metade já saboreada e a consolação de ter pela frente outro tanto para gozar os prazeres ainda escondidos e esperando verem a luz do dia para a atingir o apogeu da felicidade, que de tão simples que possa parecer, alimenta o ego e levanta a moral para enfrentar as encruzilhadas da vida. Que não está fácil e como tal à que estar preparado para todos os desafios que nos batem à porta de um momento para o outro.
O Domingo que passo em tempo de férias, é tão vasto que no final ao fazer o balanço fico com a sensação que cada hora é vivida duplamente.
Pela manhã ainda cedo agarro na bicicleta e percorro uma vasta zona e refugio-me nos locais de infância, que trazem belas recordações, onde o rio que mergulhava enquanto o calor apertava é sempre o local da primeira paragem e em cima da ponte que divide duas freguesias imagino-me garoto a nadar de um lado para o outro num vai e vem até cansar, já que era a zona mais funda do rio e como tal só os destemidos mergulhavam.
Bem ao lado do rio, hoje um campo onde o silvado esconde as marcas do tempo em que os putos do lugar de cima se batiam em despiques de ferir canelas os do lugar de baixo, em horas que se prolongavam até a tarde se recolher atrás da fabrica de moer a farinha que alimentavam o Conselho nos tempos dos avós de todos nós e já a cair aos pedaços devido aos longos anos inactiva e abandonada.
O almoço termina e a praia da Amorosa onde o cunhado tem casa que só a estrada a afasta da praia ali tão perto que se houve o mar a rogar que o abrace já que nos abençoou com água tão agradável que até parece mentira, nesta zona onde o frio constante nem deixa que a maioria dos banhistas molhe os calções, porque fogem logo a sete pés. E numa caminhada que começou timidamente, só termina no Cabedelo, num espectáculo deslumbrante de desportos, onde o surf, windsurf, bodyboard, jet-ski, enchem a praia de velas coloridas e de balões que salpicam o céu de beleza num festival de cor e formosura.
De volta a casa conversa-se da retoma de uma crise que altera a vida profissional do empresário actividade do cunhado e da necessária continuação do PS, como governo como solução partindo de mim, já que o PSD, não é alternativa, nem a solução para enfrentar os grandes desafios que nos continuam a bater à porta.
Deixo Amorosa e apanhando a fila dos banhistas que deixam as praias desde Amorosa, até Apúlia. Paro na Cabana restaurante típico bem juntinho às dunas, onde saboreio um arroz de marisco e recordamos os primeiros tempos de casados, que nos finais de semana nos dirigíamos à Cabana, a transbordar de paixão e fazendo juras de amor que se mantêm neste caminhar de construção de uma família unida e feliz.
A noite já cobre a estrada, mas ainda o dia não terminou e percorro mais uns largos quilómetros para encontrar um casal amigo que fica no cú do judas, mas a amizade como não tem preço, supera todos os obstáculos e numa hora matamos saudades e preparamos juntos a semana que não pode ser só farra.
Já é segunda-feira, quando caio no sofá, cansado mas feliz. Como uma fruta que já se vai tornando um habito e um tanto ou quanto desanimado verifico que o meu Benfica apesar de uma luta titânica para furar as redes adversárias, mais não fés do que empatar um jogo que só podia terminar em vitoria.
Mas como de futebol ninguém vive (os que por fora vivem os seus clubes), não é motivo para manchar um dia cheio de prazer e alegria. Porque as pequenas coisas da vida, são o garante da plenitude da satisfação que alimentam o dia-a-dia.
E o consolo da cama, mais a companhia que se encosta num abraço que diz tudo, acabo por adormecer mergulhado num aroma apaixonado que me embala até os primeiros raios da manha fresca e agradável me empurrar cama fora rumo à vida para aproveitar o dia!

domingo, 16 de agosto de 2009

A Festa Que trouxe à Memoria Recordações Frescas e tão Distantes



Juntei-me com toda a família, numa festa religiosa de uns sobrinhos que estão longe do nosso contacto mas pertíssimo dos nossos corações.
A festa foi bonita no local onde toda a família nasceu e hoje está repartido pelos três irmãos mais novos e bem no meio foi o nosso encontro, na casa do mais novo.
O mais novo deixou-nos há dois anos, num mar de dor numa família numerosa e muito unida. Tão novo que foi tão fácil a morte corroer-lhe o corpo num final angustiante que deixou de luto uma família que lutava bem longe deste País, para ter uma vida afortunada e de tão longe o condenou a um fim tão duro que de lá regressou nos braços de Deus, que deixou o corpo perto de nós e levou a alma para o céu!
Por isso, dois anos depois voltamos a juntar-nos na casa do cunhado mais novo, para a festa dos seus dois filhos, ainda na idade de chamar pelo pai que do céu vela por eles e fortes como somos onde a união faz a força, tratamos de recordar coisas felizes, num local onde todos nasceram e como 14 filhos foram criados, numa época de grandes dificuldades.
E começando pelas entradas, onde cada um se servia do que lhe apetecia. Alguém recordou que nesse mesmo local onde nos encontrávamos, existia uma eira, onde se malhava o centeio e onde os mais pequenotes brincavam uns com os outros (eles eram seguidos) nas longas tardes de Verão até a noite os levar de volta às camitas com a barriguita cheia do que havia e o campo sempre dava o alimento para que eles pudessem adormecer sem a barriguita dar horas.
Com o fim das entradas, cada um escolheu a mesa e a companhia que mais lhe agradasse e depois de se ajustar os guarda-sóis para que a sombra tapasse um sol que queimava os braços e os ombros dos que ainda aparentavam o branco característico de pouca praia gozada. Recordou-se as árvores de fruto que todos eles gostavam de subir para directamente da árvore comer e comer até a barriga não ter espaço para mais.
E eram árvores de toda a espécie de fruta. Nespereiras, Cerejeiras, Macieiras, Pereiras. Enfim num terreno onde hoje estão três vivendas, com espaço para outras tantas, existia quase tudo para alimentar uma família que parecia um rebanho.
Terminado o primeiro prato, recordou-se o percurso das mais velhas. Afortunadas naquela época, a matriarca como era professora, optou por frequentarem o colégio e viveram assim um período que nessa época não era para qualquer um.
Como na minha mesa estava uma, hoje já com sessenta anos, foi um regalo ouvir histórias de colégios de três e o seminário do rapaz mais velho.
Entretanto aparece o segundo prato bem perto do meu nariz e de volta às recordações de um tempo já distante, fico a saber que a família leva uma volta na vida, tudo por causa da doença da mãe daqueles filhos todos e toca a que toda aquela gente se vire na procura do ganha-pão, já que o que vinha da força daquela heróica mulher, tinha findado devido à doença que iria anos depois leva-la para bem longe da vista de tantos filhos e alguns genros.
Os jornaleiros foram embora já que não havia dinheiro para lhes pagar. Viraram os filhos os jornaleiros diários.
Outros foram trabalhar bem cedo, para desgraça da moribunda que tudo fazia, para que todos estudassem na esperança de um futuro melhor. Que valha a verdade hoje todos gozam de uma vida sem necessidades e rodeada de felicidade.
A tarde já ia longa e o fresco do anunciar da noite que não tardava, chamava os presentes para o regresso, que para alguns ainda se revestia de vários quilómetros.
Findadas as sobremesas e o café indispensável nestas ocasiões, ainda se foi a tempo de enumerar os casamentos de cada um. Começando os mais velhos com a boda acarinhada em casa, numas matanças do porco e meia vitela, que enchiam até à boca os convidados e deixavam a vizinhança curiosa e a espreitar pelas frinchas do portão, autentico marco gigante da entrada da propriedade.
No final já a noite anunciava a sua entrada, terminou-se esta festa com o famoso caldo verde, para temperar o estômago, numa tarde de mais de oito horas de convívio, onde olhamos para a geração que levará o nome desta enorme família pelos anos que aí vêem, a dormitar nos ombros dos pais depois de tantas correrias e brincadeiras sem fim.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

A Água é Fria raios, mas o Calor é Insuportável



Porra, o calor é sufocante e nada melhor que fugir dele e procurar a praia e as águas frescas do mar.
O mar tem estado calmo com a bandeira verde a convidar a dar umas braçadas. As ondas embora não muito altas como eu gosto, mesmo assim são apetitosas para mergulhar de encontro a elas e perfurar o seu lombo e momentos depois de pé limpando a água que ainda permanece nos olhos, sigo o seu rebentar de encontro à areia seca onde enrola e ninguém sabe o que ele diz.
Mas antes de saborear este prazer que a natureza me proporciona, tenho de passar por um pequeno martírio, que é o entrar na água, que nesta zona é bastante fria.
Com temperaturas de torrar os neurónios e mesmo à beira-mar que tem me brindado com dias de fazer inveja ao Algarve. Só a água destoa e obriga a pequenos tormentos até chegar ao mergulho que finalmente me prepara para uns mergulhos até ficar arrepiado.
Primeiro é um pé para testar a temperatura da água. Está sempre fria!
Uns segundos depois lá se entra até aos joelhos, com as lamúrias do costume.
Enfrentamos as primeiras ondas já sem força, porque estão perto do areal, mas mesmo assim já molharam os calções e levam a temperatura fria até ao cérebro que parece que estala.
Depois de uma mijasita, não à que evitar, já temos água pelo peito e depois de meia dúzia de saltos para evitar as ondas, conta-se um, dois, três e lá vai o primeiro mergulho para abrir o começo do banho.
Ele é tão rápido que nem dá para que o corpo fique ensopado de água. Ela está de facto gelada e toca a sentir-me seguro de pé no meio de vários gritos para espantar a gélida agua que entra ferozmente até à alma.
Como estou com o filhote e ele já vai em meia dúzia de mergulhos e a cada um chama-me medricas, lá entro de peito aberto de encontro às ondas, que me refrescam o corpo e desanuviam-me o espírito.
De facto esta água afasta milhares de banhistas, que lotam o areal como abelhas numa colmeia e muitos deles, mais elas, só vão ao mar para se aliviar.
Aguento sempre meia hora, até o puto começar a tremer e pedir para sair num tiritar que já mete pena.
Como a zona de banhos que prefiro, fica sempre uns duzentos metros da barraca dos velhotes, que ano após ano, gozam o mesito de Agosto na praia de Apúlia. Quando para lá caminho o puto vai sempre em pulgas, porque não vê a hora de mergulhar. Mas quando regressa, mesmo enrolado na toalha que o cobre dos pés à cabeça, vem sempre a resmungar que tem frio e nunca mais chega. Mas não despensa a nossa zona de banhos, que já virou mania de muitos anos.
A praia é a salvação para afugentar este calor! A brisa do mar que se sente ainda a estrada nos rouba a atenção, já refresca o pensamento e dá uma ajuda a gastar menos combustível, porque posso desligar o ar condicionado e abrir o vidro levando com a aragem marítima como convite a aceitar e já a imaginar os mergulhos embora gelados mas obrigatórios nesta canícula.
Os mergulhos já lá vão. O lanche já foi devorado e numa correria ao bar do concessionário, lá vem os cornetos Olá, devorados em meia dúzia de lambidelas. E sempre ansioso o filhote agarra na bola e lá vou eu dar uns chutos, para ver se canso o puto e fazer horas para o regresso.
Duas ciganas passam a pregoar uns vestidos de todas as cores, a cinco euros, de braços abertos mostrando a qualidade made in china.
Ninguém do sector onde entretenho o puto está interessado e elas lá vão praia fora repetindo: vestidos de Verão a cinco eurooooos! Vestidos de Verão a cinco euroooooos!
E eu no meio de um chuto para o rapaz fazer um voo e ficar felicíssimo com a bela defesa, saio com esta: vestidos de Verão a cinco eurooooos!
E toda a gente se ri! A minha mãe até acordou do seu banho de sol e dá uma gargalhada.
Aquilo saiu-me também, assim de improviso que fiquei corado com os banhistas a rirem-se com tamanha performance.
Às vezes dá-me para estas coisas!
O fim da tarde aproximava-se e a hora de regressar ao lar despertava.
Enquanto o calor não me deixar a praia será o meu refúgio. O calor é meu inimigo e com inimigos destes mais vale pôr-me a léguas!

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Apesar do Calor um Arrepio percorre-me ao Ler a Facilidade com Que se Tira a Vida a uma Pessoa


O calor chegou para valer!
Nem mesmo a esplanada do costume, onde não corre uma aragem que encha os pulmões de ar fresco, salva a situação deste calor que tudo tolhe.
Esplanada com os clientes do costume e queixando-se do mesmo. Notando-se os imigrantes que estão em toda a parte, parecem as moscas (sem ofensa), onde numa algaraviada francesa, chamam a atenção dos filhos que não param quietos, quebrando o sossego e deixam poucas hipóteses de dar uma vista de olhos ao jornal que poucas noticias trás de encher o olho politico, mostrando deste modo que as férias adormecem o País numa sesta repetitiva.
Mas sempre leio que o processo Casa Pia não tem fim à vista. E enchem duas páginas, mais do mesmo. Ou seja, recapitulando todos os passos que o processo conheceu desde o seu inicio, com as personagens acusadas, ladeadas com o historial desde o destapar da manta que encobria o que muitos já estavam cansados de saber.
E sem final à vista, mais capítulos se irão desenrolar depois do final das férias e gastando o dinheiro de todos os contribuintes, alimenta-se um folhetim, onde os acusados de nome gravado na opinião pública se dizem inocentes das cabalas montadas contra o seu bom nome. Acabarão por levar a melhor contra tudo e contra todos e farão parte dos linchados da Sociedade (irão eles lamentar-se o resto dos seus dias), que de um processo que correu mundo e rios de tinta que dava para mudar a cor dos oceanos. Terminou numa montanha que pariu um rato, sendo esse rato o ser humano que estava pronto para todo o serviço. Servir os que são inocentes e as sobras com que ficou irão ser a sua condenação.
Fico pasmado com o que vem no jornal e que salta logo à vista: a enorme facilidade com que se tira a vida a uma pessoa. Basta uma discussão mais acesa, basta uma divida que se atrasa no tempo não muito longo, basta o interesse em se apoderar dos bens do cônjuge. Basta um simples assalto de meia dúzia de trocos e lá vai um chefe de família, ou um filho que era o amor de dois pais, para a escuridão do apodrecimento. Ficando só a revolta e a saudade como consolo.
Perante isto ninguém diga que está bem em qualquer parte do País
Viramos um Brasil de reduzidas dimensões, onde num virar da esquina somos surpreendidos por um ou dois calmeirões, prontos a roubar-nos os bens e a dar-nos cabo do coiro ao menor gesto de reacção, que muitas das vezes é o enorme susto que origina a reacção sem controlo.
Claro que não podemos nos esconder em casa, porque também aí os amigos do alheio nos surpreendem sem serem convidados.
E toca a levar o nosso recheio de uma vida e a certeza de que o, que os ladroes levam às costas nunca mais regressa ao seu canto.
Cautela mesmo é com a reacção (ou sem ela), porque estamos sujeitos a levar um balázio de bandido, que quando sai é para matar e só um milagre nos salvará.
Portanto vou deixar de pensar nisto por agora e como o calor é para todos, vou a banhos que a praia não é longe.