quarta-feira, 2 de setembro de 2009

José Sócrates Iniciou o Périplo Dando aos Adversários uma Última Oportunidade


Iniciaram-se os debates dos candidatos a ministros e dos candidatos a candidatos da esperança de um dia não se sabe quando, poderem ser alternativa a um sistema político interno, que só tem duas alternativas.
José Sócrates começou com uma excelente preparação na grande entrevista, tipo ensaio final para enfrentar os opositores.
Aproveitou essa mesma entrevista moderada pela Judite de Sousa, toda ela laranja, mas sem sumo para o primeiro. E desde logo deixou os argumentos para a próxima legislatura bem vincados, tipo abrir o jogo para, jogar abertamente ao ataque e dar azo a quem vier a seguir, poder, ao menos contrapor com bases sólidas, para todos sentirmos no final que algo de positivo saiu do mano a mano televisivo.
José Sócrates está bem preparado para enfrentar os quatro magníficos.
Deu provas disso perante o olhar de Judite, sem pedal para travar o primeiro, num desfilar de argumentos que todos nós sentimos serem os mais capazes para nos guiar nos próximos quatro anos.
Teve a hombridade, mais vale tarde do que nunca (situação que nunca podia ocorrer com Cavaco, o homem que nunca se enganava), para reconhecer alguns erros no decorrer desta legislatura, a dar os últimos fôlegos num final que a oposição não contava. Já que boas notícias surgiram para o País e que lhe está a dar voltas e mais voltas e sempre para o mesmo lado. Para seguirem num novo rumo de estratégia para enfrentar o governo e fundamentalmente José Sócrates.
O primeiro deu o mote de que não é homem para lhe tirar o sono!
Portas é só demagogia! O político que corre as feiras e mercados, onde num arraial de beijinhos e abraços, tenta mostrar o seu lado humano e passar a mensagem de protector dos mais desfavorecidos e dos idosos que tantos anos trabalharam e agora só vêem meia dúzia de migalhas de euros de reforma, que nem dá para os remédios. Apregoa este político agarrado ao tacho centrista, fazendo-se dono e senhor de um partido de freiras e padres. De agricultores que ainda seguem os mandamentos da igreja que os obrigavam a votar num CDS de Freitas do Amaral e muitos deles coitados ainda pensam que Portas é filho do FREITAS e como quem manda pode. Toma lá o meu votito.
Que levanta a bandeira dos problemas dos mais desfavorecidos da nossa sociedade bem alto. E discursa no parlamento, cheio de certezas com os olhos flamejantes em direcção a Sócrates, fazendo questão de que todos vejam que de apontamentos só traz um papelito do tamanho do de uma multa. Mas quando esteve no governo, não correu para a pasta dos portuguesinhos desfavorecidos, para os salvar de uma morte lenta. Mas para a pasta dos submarinos autênticas sereias de ferro e aço. Na certeza de apanhar os monstros marinhos desprevenidos e atónitos com a chegada dessas sereias. Mas que cedo deu polémica e Portas apanhou foi nos costados saindo com o rabo entre as pernas, pela porta dos fundos de um governo que nasceu torto e a meio abriu ruptura devido ao abandono do capitão e não chegou ao fim porque o Play boi, pensou que era tudo um mar de rosas.
Portanto o Portas passou um bom bocado a pregar para o ar, já que da sua boca saiu frases vezes sem conta escutadas e já ninguém acredita que terão algum dia significado.
José Sócrates fez o seu papel, dando continuidade à grande entrevista da véspera e abandonou o local com a certeza de ter arrumado o primeiro e virando-se para o seu staff, recolocando a celebre gravata no seu devido lugar disse: quem é o próximo!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

A Felicidade não Cai do céu! Conquista-se!


Hoje estou feliz!
Amanhã não saberei se o mesmo sentimento se vai apoderar de mim, com a mesma intensidade ao de hoje, porque o amanhã tem muitos ses e como tal é imprevisível assegurar tamanho sentimento que me tem iluminado até ao momento.
A felicidade não cai do céu! Conquista-se!
Conquista-se com as armas que possuímos e que vamos aperfeiçoando e modernizando através dos anos, para equilibrar os pêndulos de uma balança que se quer calibrada para pesar os prós e contras, das oscilações diárias onde os pratos, de um lado se enchem de desafios exigentes. E do outro, os obstáculos que se ultrapassou e no final o resultado é a felicidade ao longo destes anos pura e simples, maravilhosa e apaixonada.
A felicidade pode ser um punhado de areia, que se transporta nos calções de banho, depois de uma praia perfeita. Onde se chega pela manhã e perante a neblina cerrada que abafa o sol, não o deixando despontar para aquecer a areia e temperar um pouco a água para que nós possamos mergulhar nela e possamos refrescar o corpo e o espírito.
Mas a neblina também queima e convida à caminhada praia fora chutando a água que vem ter com os nossos pés, trazendo o sargaço que ao longe dá sinal de vir parar à areia algum tempo depois, que até embeleza os nossos pés entrelaçando-se nos dedos, parecendo sandálias reais que transportam os nossos pés, alguns metros pela areia revestida de minúsculas pedrinhas que coçam a planta dos pés, criando uma sensação de massagem terapêutica.
Mas o sol com todo o seu esplendor, afasta a neblina para os confins do oceano e abençoa toda a praia. Origina aglomerações de banhistas de encontro ao mar.
Pais levam filhotes, alguns ainda bebés, aos primeiros contactos com a água. Onde muitos chapinham nas pocitas que o mar recuando no princípio de maré baixa deixou como prenda.
Belas jovens entram na água, pé ante pé, não por medo de assustar alguma sereia. Mas à falta de ar que a água fria origina ao pequeno contacto com aqueles sedutores corpos que parecem quebrar os sensíveis ossos.
Logo alguns jovens atentos à deslocação das beldades, se posicionam a par das pobres criaturas, que não param de se lamentar da água fria. E tentam, quem sabe, com frases galantes e movimentos calculados, causar algum calor e dar alento às miúdas para as levar a mergulhar e assim quebrar o gelo que barra a prosseguir com a entrada mar dentro.
E lá vão todos juntos rumo às ondas e aos mergulhos que originam gritinhos estridentes e risinhos maliciosos.
E lá estamos, eu e os filhos a dar cambalhotas a cada onda que vem de encontro a nós e com ela lá vêem as algas que se enrolam nas pernas e nos braços.
São ondas vistosas que extasiam qualquer um e zás corpo inclinado, mãos bem esticadas e, onda passa para rebentar na inclinação da areia e nós aparecemos momentos depois, limpando a água dos olhos e prontos para mais uma e mais uma.
O banho quente retira a areia colada ao corpo e restos de algas que mais parecem tatuagens que se colaram e agora desaparecem pelo ralo da banheira e irão de certeza ter como tumulo o mar de onde vieram coladas a alguém.
Eu colo-me a um corpo limpo, tentando desenhar uma tatuagem simbolizando o amor que penetre pelas entranhas de um ser e marque o meu território para toda a vida.

sábado, 29 de agosto de 2009

O Euromilhôes que Devia encher Milhões de Corações



Jogo no Euromilhôes todas as semanas numa sociedade de empresa, onde uma dúzia, sonhamos com a riqueza.
A riqueza que ilumina a certeza em jogarmos, porque se não o fizermos, certamente nada nos sairá.
Chega a sexta-feira, milhões jogam na sorte do pouco ou muito. Ou nada!
Todos querem o primeiro prémio. Mas se for o segundo já ajuda a equilibrar a vidinha e talvez sobrando um pouco para os mais chegados da família, que é sempre lembrada nestas ocasiões.
Claro que muitos referem o segundo, numa espécie de contentamento, já que o primeiro é sempre o mais difícil de atingir e só um milagre, poderá dar esse consolo ao felizardo que lhe sair.
Mas sai sempre! E se não sair hoje irá sair na próxima, ou na próxima… Sair é que tem que sair. Diz o povo e com muita razão!
E como tem que sair a alguém demore o tempo que demorar, o tempo não é infinito e se acumular ao fim de dois meses e meio, ele tem que saltar cá para fora e correr com os felizardos num pé só, rumo a um avião para bem longe do bairro onde assenta arraiais. Para num mar de alegria e felicidade incontida, quase a roçar um ataque que levará tudo a perder antes mesmo de sentir os milhões e milhões que darão para comprar este mundo e o que aí vem!
Estou a imaginar todo aquele mar de dinheiro, que enche uma caixa forte, tipo tio patinhas, onde as notas até são expelidas pelas ranhuras das portas de tanto dinheiro lá introduzido, que de certeza levará à loucura momentânea a quem tem essa fézada, de primeiro nem acreditar que lhe saiu. Pedindo a quem está junto a ele: belisca-me, morde-me o braço e até num frenesim canibalesco. Ferra, ferra por amor de Deus, para eu saber que não estou a sonhar!
E como se tem visto já saíram de uma tômbola, onde milhões de olhos postos na TV, rezam para que as bolinhas tragam os números do seu boletim, onde os olhos parecem saltar das órbitas e entrar também na roda da sorte e procurar as bolinhas do primeiro para as fazer sair pelo palanque e rolarem suavemente pelo corredor metálico de encontro as que já lá estão.
Estou novamente a imaginar cinquenta bolas e milhões e milhões de olhos num frenesim de doidos, onde quem chegar primeiro, empurra a bolita para fora da roldana e pumba lá está a primeira.
Logo milhões, gritam pela Europa fora! Foi o meu olho, foi o meu olho!
Vem a segunda bolita e ainda milhões voltam a gritar!
Foi o outro meu olho, á grande olho, foste buscar logo o segundo. Só faltam três, esfregam as mãos numa de que é agora ou nunca.
Rola o terceiro e quase um milhão, batem palmas e viram-se para as suas Marias e dizem: já ganhamos algum! Já paga o que gastamos. Reza Maria, tu que vais à Missa todas as semanas. Reza e ao menos que saia mais um!
A quarta salta como quem não quer sair junto das outras. E milhares já sentem um friozito pela coluna acima e tentam esconder a ansiedade de gritarem que já têm quatro números.
E a quinta e última póque, caí como uma pena. Talvez por ser a ultima dos números e leva ao desespero milhões, que já sabem na velha Europa que não será desta vez que algo de palpável lhes sairá. Para a próxima à mais pensam os resignados.
Rolam as bolas das estrelas, para iluminarem os que ainda alimentam as esperanças do grande prémio. Que será a loucura total!
Primeira estrela! E milhares vêm logo milhões de estrelas, como se de um terrível soco se tratasse e ficam logo KO, do resto do concurso, onde estavam perto e agora bem longe, estatelados sem reacção perante tão grande desilusão.
E chegamos à última bola!
A bola que poderá ser a alegria sem fim para alguns, ou até um só. Das centenas que estão, já sem unhas, a sangrar pelos sabugos e com princípios de incontinência urinária.
E ela sai devagar devagarinho. Para muitos, séculos de espera na saída.
E pronto, ponto final em mais um concurso!
Se não foi desta vez, para a semana terá mais uma oportunidade em ganhar, basta apostar! Finaliza assim a apresentadora loira, mas que nada tem de …., para levantar a moral aos que nada ganharam.
E o vencedor quem foi?
Ninguém sabe e todos querem saber! Tanto dinheiro, tanta coisa para poder comprar!
Duas horas depois o veredicto final! A Europa é percorrida e PUM. O primeiro prémio foi para Portugal!
Meses depois estão em tribunal, desavindos porque o dinheiro lhes subiu àquelas cabecinhas, apagando um amor que se dizia para toda a vida e foi por água abaixo com tanto dinheiro que lhe caiu em sorte……

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

A Praia Fechada a Banhos de Sol



A manhã estava fresca, deixando dúvidas para ir ou não, à praia!
Mas pés ao caminho e sós, porque também precisamos de tempo para nós. Lá fomos rumo ao mar, que tanto gosto e que fica bem perto, só o tempo de dois dedos de conversa e num ápice ele desponta numa imensidão de água que parece infinita.
Dez horas de uma manhã com o tempo encoberto. Resolvemos dar uma caminhada praia fora, enquanto o sol não despontava, já que as nuvens algo carregadas, não deixavam o sol deitar o rabinho de fora.
Passamos por duas dúzias de jovens que iam iniciar um concurso de construções de areia, patrocinadas pela Autarquia local e isoladas por um dispositivo próprio para estes eventos com publicidade bem visível e o publico ainda não muito, fazendo guarda em redor do rectângulo das construções.
Descemos o paredão que o homem construiu para que a areia não fosse levada praia fora e deixasse esta zona despida de areal e revestida de rocha um pouco por todo lado.
Caminhamos calmamente, com a toalha pendurada no pulso e os chinelos na mão. A outra mão tinha por obrigação dar a mão, á mão da minha jovem. Que de saco a tiracolo e a toalha metida no meio das alças, lá caminhávamos praia fora, pelo areal imenso.
Depois das marés vivas que trouxeram um mar em fúria para bem perto onde estavam centenas de barracas, que tiveram que arregaçar a farda até ao cimo deixando os quatro paus a descoberto num espectáculo desolador em pleno Verão. Agora o mar, dava a sensação que se encolheu, se encolheu, sendo preciso ir procura-lo metros e metros para molhar os pés e sentir a temperatura da água, ponto crucial para testar a possibilidade ou não, de dar uns bons mergulhos e sentir a frescura de um banho tão apetecido, mas muitas das vezes devido à temperatura da água, um autentico martírio.
E lá caminhávamos, conversando da vida, recordando aventuras anos antes nesta mesma praia, onde o nosso amor nasceu para a intimidade incontrolável, ora nas dunas que enquanto caminhávamos recordávamos os nossos poisos resguardados, ora bem perto naquele emaranhado de casas, onde a que os meus pais alugavam durante o mês de Agosto serviu para em algumas horas unirmos os nossos corpos e jurarmos juras de amor.
Entretanto descobrimos que já estávamos bem longe do centro da praia, numa zona deserta a convidar virar para trás e regressar ao inicio para estender as toalhas e curtir um pouco o sol que entretanto dava mostras de abrir numa luz tão clara que ficamos com a sensação que o dia de praia ia prometer.
Puro engano! Ao vislumbrarmos novamente as construções de areia, onde cada miúdo (a), já apresentavam a sua imaginação vincada em areia. Agora repleta de curiosos que não davam espaço para nos debruçarmos nos trabalhos arenosos dos miúdos. O sol foi-se para nunca mais voltar!
Então saímos do areal e percorremos a Vila acabada de sair de um fim-de-semana festivo e ainda com as barracas de vendas de tudo um pouco, a embelezar a calçada. Coscuvilhamos as quinquilharias e tentamos descobrir no pouco peixe das mulheres dos pescadores, no espaço destilado à venda, se algum poderia valer os bons euros que pediam, pensando que éramos turistas vindos de outras zonas com os bolsos cheios de euros, para comprar o que diziam fresco mas que um bom olho descobria o contrario.
Como o peixe não agradou e a hora já avançava, procurei um restaurante típico de beira-mar já conhecido e saboreei umas gostosas sardinhas assadas com batata a murro, acompanhado de uma boa salada. Que me souberam pela vida e aumentaram a minha excitação de felicidade perante a minha jovem que não parava de conversar de velhos tempos e com altas temperaturas amorosas.
Como a restaurante ficava mesmo em cima da praia, só evitado pelas dunas e foi por elas que descemos e novamente de encontro à praia, caminhamos rumo à longa extensão, que ia-nos levar até o cansaço nos fazer parar.
O mar continuava numa maré tão baixa que descobria os rochedos outrora difíceis de vislumbrar.
Os banhistas, poucos nesta zona de praia, aproveitavam para tentar retirar mexilhão e assim passavam o tempo. Já que o sol não aparecia e o céu mostrava-se encoberto, ameaçando até chuviscar a qualquer momento.
A meio de mais uma caminhada, onde já não se vislumbrava qualquer sinal do centro da Vila, numa praia onde poucos eram os banhistas que se cruzavam connosco. Resolvemos virar e voltar ao ponto de partida.
Não é que começa a chover!
Primeiro uns chuviscos. Dava a sensação da névoa a dissipar-se. Pegamos nas toalhas e enrolamos cada qual na sua para proteger dos chuviscos.
Tentamo-nos abrigar no meio de umas dunas, mas o local não era convidativo.
Enquanto caminhávamos, pensamos em alugar uma barraca e ficar por aí, na esperança de ainda podermos curtir alguma praia e juntarmo-nos corpo a corpo fora do alcance dos olhares indiscretos.
Mas é que a chuva resolve aparecer a valer e só uma valente correria até ao carro já meio ensopados socorre-nos de um valente banho, não de mar. Mas de chuva e vestidos o que não era nada agradável.
Não houve sol, nem banho de mar!
Houve praia acima, praia abaixo. Num recordar de emoções de tempos idos, que deixam a nostalgia ferver.
Fomos corridos a meio da tarde pela chuva que nos levou a casa, de encontro a um banho quente e a uma paixão ardente, que já ameaçava transbordar ora num cantinho perdido de uma duna. Ora numa barraca no meio de tantas outras, fechadas. Já que o tempo deixou os banhistas em casa e a praia repleta de gaivotas a debicar restos enrolados na areia que a maré viva da véspera, remexeu vezes sem conta.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Nós Portugueses, Precisamos de Viver com Alicerces de Segurança!


Segurança ao nível do emprego!
Nesta fase não existe nada semelhante onde são já meio milhão, que já o perdeu num lamaçal de fecho de empresas, onde na maioria dos casos não tem suporte financeiro para adquirir a sustentação para fazer rolar a actividade produtiva.
Mas também se assiste a insolvências fraudulentas, para desta forma reduzir os colaboradores e assim tempos depois, retomar a actividade com o emagrecimento da mão-de-obra e quem fica, terá que aumentar a responsabilidade, a única forma para garantir o emprego e recebendo o mesmo salário que já não é revisto desde que os sinais de crise se espalhou pela Europa fora. Só deste modo a empresa poderá continuar a laborar e tentar manter os postos de trabalho.
Portanto soluções para reduzir o desemprego a curtíssimo prazo, é fundamental para não aumentar o drama social, acompanhando ao mesmo tempo a ajuda às empresas na continuação da laboração e na garantia de preservar os postos de trabalho.

Necessitamos de alicerces de segurança, no dia-a-dia da nossa vida!
Para que não sejamos surpreendidos por bandos de energúmenos, que vivem à custa do esforço dos outros e não olham a meios para se apoderarem do pouco, que tanto custa a conquistar com tanto trabalho e num abrir e fechar de olhos é pura e simplesmente roubado, na maioria dos casos com abordagens violentíssimas.
Deixando marcas vincadas na sensibilidade dos infelizes assaltados, que pela vida fora em muitos casos não conseguem recuperar do infortúnio, cravando mazelas profundas e sem fim.
Infelizmente este flagelo tem tendência a engrossar os números da insegurança.
Claro que todos temos que tomar precauções. Estar atentos aos menores indícios de instabilidade. Mas cabe ao Estado o garante dos níveis de segurança da população. A ele é exigido os meios para combater essa insegurança. A nós população cabe-nos estar alerta e seguir as indicações básicas, para que os riscos sejam nenhuns, ou em último caso, não passem de simples ocorrências, para não manchar de sangue uma vida, que poderá findar em poucos segundos.

Necessitamos de justiça justa, sem olhar a estratos Sociais!
Uma justiça que defenda a justeza de todo o ser humano, dando-lhe todos os meios materiais, no julgamento das suas faltas, sendo a condenação ou não, fruto das provas reais com que é confrontada. Assim a ferida que a justiça não consegue fechar, com os mais poderosos, que escapam mediante o seu poderio económico e conhecimentos que extravasam a própria justiça, deixe de abrir em chagas e feche em justiça aplicada.

Fundamental diminuir as desigualdades sociais!
Como forma de auto estima de um povo, onde nascemos todos da mesma forma e devemos todos assumir de uma forma coerente e natural a necessária capacidade acima da média de uns, sem prejuízo dos menos capazes. Que em muitos casos não tiveram as mesmas oportunidades para conseguirem triunfar e singrar.
Um País só caminha para o desenvolvimento e estabilidade em todos os campos com a mais-valia humana que possui. Mas isso não pode ser sinónimo de elevar as desigualdades sociais. Porque todos somos precisos para levar uma nação rumo ao desenvolvimento constante.
Cabe ao Estado criar as estruturas para conscientemente posicionar um povo dentro do lugar que cada um pode ocupar na Sociedade, sem prejuízo de criar rombos na estrutura social, já que à lugar para todos, dentro da capacidade de cada um de nós.
Porque hoje poderemos não ser tão capazes. Mas no futuro quem sabe, poderemos ser os maiores já que conseguimos agarrar a oportunidade que nos surgiu quase como uma dádiva. E a história é rica nestes pequenos milagres.
Quase sempre a vida só nos dá uma oportunidade e se a agarrarmos com unhas e dentes poderemos ser as estrelas cadentes dentro de uma família. De uma comunidade. E quem sabe no seio de um País.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Blogues de Não descolar Olho


O blogue em ascensão meteórica na blogosfera Pensamento Alinhado teve a amabilidade de oferecer este selo "Seu Blog É Viciante" a quem agradeço.
São com estas distinções, que o alento em continuar a movimentar o meu blogue ganha mais entusiasmo.
Posto isto e para respeitar as regras do jogo terei de dizer três coisas que pretendo fazer no futuro:
-Utilizar o meu blogue como um meio de alerta para as desigualdades Sociais cada vez mais visíveis.
-Acreditar convictamente que a justiça será justa para os acusados independentemente do estrato social.
-Fazer passar a mensagem de que um mundo feliz e em Paz é possível.

Segue agora a lista de blogues a quem atribuo este selo (máximo 10):
O valor das ideias
Delito de Opinião
Palavras... Apenas... e Só...
Pensamento Alinhado
POLITEIA
Aliciante
rititi

domingo, 23 de agosto de 2009

O Mês dos Imigrantes e as Remessas de outros Tempos



O mês de Agosto é o mês por excelência das férias da grande maioria das pessoas.
É neste mês que o País fica atolado de imigrantes, hoje dos mais variados pontos da Europa, onde a França continua a predominar. Mas vemos as estradas, os estacionamentos e até infelizmente os passeios, entupidos de viaturas estrangeiradas de vários países do velho continente.
Os imigrantes outrora, os suportes da nossa economia, onde as remessas dos dinheirinhos enviados cá para o País dos brandos costumes, eram o maná para equilibrar o barco português e manter-nos á tona numa navegação aos soluços, mas com mais ou menos dificuldade lá iríamos levando a água ao nosso moinho. Hoje os imigrantes, continuando a ser aos milhares e milhares, já se recatam em enviar as tão necessárias remessas de euros, tão necessárias como a chuva para as planícies alentejanas, porque deixaram de ser como os avós e já trabalham para se fixarem nos Países que os acolheram, onde os seus filhos já constituíram a família junto com as mulheres desses Países e por lá querem permanecer, só vendo Portugal em Agosto para que todos se juntem num arraial de imigração que na maioria dos casos já vai na terceira geração.
Mas dizia que os avós, que iniciaram a imigração com um só sentido: ganhar o mais possível, nem que para isso passassem enormes contrariedades, só para enviar o mais possível para cá, para acabarem a casa e juntar no banco, que os juritos que dava, eram o engordar da conta e o justificar de prolongada ausência fora da mulher coitada contando os dias numa ânsia a pairar o desfalecimento e os filhos embora com pai, mas tão longe dos braços indispensáveis do progenitor que tanta falta fazia.
Era assim a imigração, quando eu era um garoto!
O meu pai esteve a um passo de partir para a Alemanha e virar imigrante como milhares. Mas no último minuto ficou ao pé de nós, três miuditos a chorar por sentirem o pai a partir rumo ao desconhecido.
Eram cinco da manha e todos nós acordados e amarrados à mãe esperávamos a hora do meu pai partir rumo ao comboio que o levaria numa viagem tão longa para ele lá chegar e infinita para nós até ele voltar, rumo à Alemanha que eu, pequenito nem sabia onde ficava. Para mim era no fim do mundo!
Só que o meu pai desistiu! Desistiu de procurar bem longe dos nossos braços o sustento que nós pequenos não precisávamos, só o queríamos ao pé de nós. Todos os dias, todas as horas!
E ele ficou!
Voltou para o seu trabalho, liderando uma secção e ficou juntinho a nós por longos anos, passando a ser o nosso anjo da guarda nos caminhos por nós calcorreados, por essa vida fora à procura do nosso futuro.
Ora bem perto do lar onde sossegávamos as nossas ansiedades.
Ora longe! Procurando o diferente, já que longe da rotina, longe de ver tudo igual. Tornava-me na pessoa que realmente era e aí dando azo a toda a capacidade que emanava de mim, corria em busca da felicidade. Em busca da pureza das pessoas, para descobrir aquela que iria me acompanhar pela vida fora, fazendo nascer uma ligação adulta e segura para dar frutos no futuro. E como quem não quer a coisa, já leva umas boas polegadas de anos coesos e harmoniosos e assim se vai manter mesmo que alguém cá da família resolva procurar uma pátria, para soltar os seus conhecimentos bem longe de nós, já que no nosso país as oportunidades são como descobrir uma agulha num palheiro infelizmente!