quarta-feira, 9 de setembro de 2009

As Duas Esquerdas Olhos nos Olhos




O debate entre Sócrates e Louça deu para todos entender que não vale a pena votar no bloco de esquerda.
Votar no BE é votar na direita e por isso não restam dúvidas que os bloquistas irão se cingir à expressão habitual, porque não valerá a pena correr o risco de por a direita no governo.
Sócrates como se viu merece outra oportunidade, provou ser o melhor político da actualidade perante Louça que todos consideramos o único que pode roubar a vitória a Sócrates.
Não esquecer que há dois meses muitos socialistas foram dar as mãos a louça. Numa de vingar o PS e principalmente Sócrates.
Vingança feita e satisfação concretizada, as consciências sossegam e começam a ver melhor a realidade e depois de verem Sócrates em acção irão reconsiderar e voltar a acreditar em Sócrates e no PS.
Foi um debate que obrigou a quem o iniciou, a ficar até ao fim!
Os outros, confesso que nunca me despertaram grande apetência para os aturar! Eram frases estudadas, ouvidas vezes sem conta que já sabíamos de antemão a resposta do lado oposto.
As vozes ritmadas com sorrisos de TV. E num agora digo eu, para daqui a um minuto o outro contrariar e não passavam disto, que até o pouco tempo que dispunham eram uma eternidade para os ouvir.
Sócrates foi melhor, sabendo de cor o programa bloquista, tanto sabia que deu as voltas a Louça.
Usou a arma de louça e utilizando o seu calão político, algumas vezes pregava-lhe com o Amorim devolvendo-lhe a ousadia de o trazer explicitamente para o debate e o resultado foi uma espinha que Louça levou atravessada na garganta e ainda agora passadas já umas horas, tem dificuldade em retirar.
Sócrates depois de apanhar a linha que Louça lançou mas esquecendo-se do isco, fés dele gato-sapato, porque não o deixou recolher essa mesma linha para mudar a rota de lançamento e assim sendo tanto a puxou que Louça mergulhou nas ondas das privatizações, sem pernas para andar numa sociedade que não está para aí virada.
O debate teve intensidade fugindo ao habitual nestas situações e Judite viu-se impotente para o levar de encontro ao determinado.
Melhor assim! Ganhou o público e uma vez mais, para não cansar venceu Sócrates devido à sua capacidade natural. À sua preparação cuidada na procura de conhecer a casa do opositor e de certeza este será o melhor debate nesta maratona.

O Mini Ginásio da Aprendizagem




Na maioria das formações que a minha esposa se desloca e elas são já bastantes para estar a par das novas técnicas dentro dos novos aparelhos. E das novas descobertas que no mundo da estética não param de surgir para satisfazer a ânsia das mulheres (e já muitos homens), na procura da beleza total. Adquire em muitas delas o CD correspondente.
Desde massagens corporal, a ginástica progressiva, passando pelos exercícios relaxantes terminando nas ondulações de pestanas.
E depois de colocado no DVD ligado à TV, é um meio de aprendizagem, de aperfeiçoamento. E mesmo de apagar dúvidas, que sempre ficam quando se termina uma formação, dado que são formações onde o tempo é escasso e como tal é num ritmo intenso que elas são realizadas.
Como possuímos uma sala espaçosa, criamos um “mini ginásio” e juntos com a sua supervisão, praticamos exercícios relaxantes que são fortemente anti-stress e gratificantes.
Tanto no aspecto físico, deixa-nos mais soltos mais relaxados. Como familiar, onde ao conseguirmos tempo para estes momentos unimo-nos cada vez mais e fortalecemos os nossos laços familiares.
Nas massagens e nas ondulações, são os filhos os modelos da sua inspiração e até da preciosa prática que a ajuda a que no gabinete exerça a sua profissão. Sem erros e com total satisfação das clientes.
É fantástico o trabalho artístico que alcança com ondulações de pestanas na minha filha, conseguindo que fiquem compridas e com uma ondulação que lhe faz sobressair de uma forma incrível os belos olhos que possui!
Fica bela e muito vaidosa, embora um pouco corada. Criando um clima feliz, com as piadas humoradas lançadas por todos nós.
Na altura das massagens, que são excitantes e criam um ambiente de completo empenhamento. Tanto de quem executa, como quem as recebe e todos fazem, desde o mais pequeno até ao mais velho. Cada um esperando pela sua vez.
E a família unida em actividade física, mais propriamente em massagens relaxantes que além de nos dar um alívio físico, dá-nos boa disposição, porque assistir aos filhos a dar massagem nos pais é espectacular.
Só de assistir à tentativa de eles tentarem massajar, como a minha esposa o faz é extraordinário.
O jeitinho que os miúdos, com as mãos, colocam no nosso corpo. Sempre com a preocupação de darem o máximo e mostrarem que sabem tanto como à mãe e até fazem beicinho se ela os corrige.
É tão relaxante e tão divertido que a massagem, de massagem pouco tem! Tem sim um calcorrear de cócegas pelo corpo todo, que me esforço imenso para aguentar e não me desfazer numa risota sem fim! Para não desiludir quem na sua pureza genuína, sente que está a ter êxito e chegar ao fim!

domingo, 6 de setembro de 2009

O Domingo Depois das Férias



Hoje sinto que algo me falta!
Sinto uma ressaca bem visível, que me está a encostar às cordas.
Ou seja, projecta-me para um canto da casa para me refugiar em mim mesmo procurando recuperar a moral, para começar uma semana que se antevê difícil, com soluções que se tem de tomar, para mais tarde não ser mesmo tarde!
Na véspera reuni-me com colegas que já não via desde que as férias chegaram. E no meio de uma simples ligação, veio a confirmação para no final da tarde no reunirmos e matar um pouco as saudades que já eram sentidas e trocar novidades que aparecem sempre na ponta da língua quando se juntam colegas de trabalho.
Começamos num bate papo rotineiro enquanto se bebia uma cerveja bem fresca, porque o tempo continua quente e sempre a lembrar a praia ali tão perto mas já um pouco saturante, que deixa um belo bronze, mas que envelhece a pele.
A boa disposição inicia uma troca de malícias amigáveis e quando demos por nós já a noite mostrava que iria chegar, como chegou o golo da Dinamarca, que fechava ainda mais a concretização de um objectivo.
Como era um prazer estarmos juntos, nada melhor que partilhar o jantar e continuar esta saga profissional que nos junta há mais de dez anos.
Entramos na marginal da Póvoa, enquanto decidíamos o cantinho onde iríamos jantar.
Vila Conde aparece com o mar em frente e estacionamos bem junto ao rio com a caravela quinhentista a dar-nos as boas vindas.
Procuramos rua acima o restaurante de boa memoria, num ano que também lá paramos no inicio de uma férias que bem recordamos enquanto escolhíamos o cabrito bem famoso nesta casa.
Portugal comprometia as aspirações,num empate com sabor a derrota. Com o hino a ser cantado por mais um português acabado de deixar de ser simplesmente brasileiro.
Mas nós abríamos as nossas aspirações a atacar aquele queijinho tão fresco com carcacinha partida aos nacos e um vinho bom, da zona minhota a fazer fronteira com Espanha.
Como necessitamos de estar unidos nesta fase do tudo ou nada para garantir a continuidade dos nossos empregos hoje tão cambaleantes. Atiramo-nos ao cabrito e às batatinhas assadas com legumes tão frescos que era um regalo assistir ao nosso apetite e às nossas tiradas patuscas embora controladas, já que estávamos num local de aspecto requintado e clientes de voz baixa.
Terminamos as sobremesas baseadas nos pudins que em casa as mulheres não conseguem acertar, mas aqui o raio do pudim valia bem o preço.
Cafezinho no final e umas tiradas entre nós do aspecto bem original do empregado sempre amável e prestável que apelidamos de Marcelino. Lá partimos para a nossa zona e novamente na marginal entre Vila e Povoa, ainda a cheirar a férias com centenas de famílias a percorrer toda aquela calçada e outras mais a encher as esplanadas, chegamos ao local do encontro. Não sem antes terminar este dia, com uma saltada ao bar do hotel, onde iniciamos este encontro. Ainda a cheirar a novo que tem o bar no topo do mesmo, com vistas espectaculares numa noite de Setembro mas quente, que convidava a ver as estrelas.
Depois do último copo para despedida cada qual regressou à sua casinha e num até segunda, sentimos que estes encontros são o que deixa saudades num tempo de vacas magras e apertos no coração.
Agora mais animado depois de uma sesta retemperadora, vou aliviar o stress do garoto equipado à Benfica, ao parque radical dar uns chutos, entre garotos que fazem do campo o seu poiso de manha à noite. E vou ter que dar uns berros para arranjar um cantinho na esperança do miúdo fazer o que mais gosta. Dar uns chutos!

sábado, 5 de setembro de 2009

O Dedo Mindinho foi Aberto mas, os Calções Molhados é que Era a Dor


Neste tempo de férias percorri muitos lugares que já não lá passava há alguns anos e outros mais, já uma dúzia de anos que não punha lá os pés. Agora bem bronzeados e leves depois de correr boa praia calcorreando todo o cascalho que o mar resolve devolver junto com a areia que rouba em épocas de marés vivas para gáudio dos espectadores de paredão que se deliciam com o mar a limpar barracas e a só parar nas paredes centenárias do paredão da vila que embeleza a praia.
Recordei tempos de infância, tão queridos que me emocionaram dada a nitidez com que os revivi. Pareciam tão recentes e já lá vai muito tempo.
Recordo um que pela natureza deixou marcas e sempre que vejo um rio, ou até mesmo um curso de água, logo me vem á memoria tamanho episódio.
Morava bem perto do rio. Era só subir a ponte e no fim de a descer, virar à direita entrar por um caminho paredes meias com metade da ponte e lá estava a mergulhar no sítio mais fundo do rio que no Verão era o único onde se podia mergulhar e nadar à vontade fora da confusão dos mais pequenos que tinham que se contentar com os baixios.
Claro que fazia isso vezes sem conta! Só que uma vez, à sempre uma vez. Ao descer o caminhito de uma dúzia de metros, onde já urinava acho, com a ânsia de mais rápido lá chegar, reparei ao entrar na água que ela ficava vermelha cada vez que eu dava um passo.
Então para meu espanto e pânico tinha-me cortado numa garrafa que alguém tinha deitado para esse caminhito e o golpe era no dedo mindinho e sangrava pra burro (como dizem os brasucas).
Eu, um puto com sete, oito anos, ao ver tanto sangue pus-me a berrar que entrou tudo em pânico!
Saiu tudo do rio e logo os putos deram a correr ao merceeiro que ficava a uns cinquenta metros do inicio da ponte. E como ele é que tinha carro nessa altura toca a levar o Nuno para o hospital para cozer o dedito todo aberto e cheio de sangue.
Entrei no hospital em pranto e numa angústia que me abafava o pequeno coração naquele corpo franzino. Mas não era pelo golpe profundo no meu dedo do pé esquerdo. Mas sim pelos calções que estavam molhados, não pelo água do rio que eu nem cheguei a molhar. Mas pela mijadelita dada ainda fazia a volta da ponte para entrar no tal caminhito.
Estava mesmo desesperado por isso e nem ligava ao facto de me dizerem que a picada da anestesia ia doer um pouquinho só!
Até que não aguentando mais, lá disse que tinha os calções molhados de….logo o enfermeiro percebendo a minha ansiedade tão evidente sossegou-me e quase ao ouvido disse-me deixa lá puto que eu também tenho esse vicio e já sou um matulão e pai de filhos como tu.
Ninguém imagina o consolo que aquilo me deu!
Levei sete pontos no meu dedinho mais pequeno, mas pouco liguei a isso só respirava fundo pelo peso que tinha tirado de cima de mim ao dizer aquilo ao enfermeiro de bata branca e mais pelas palavras que ele me dirigiu.
A partir dali, nunca mais virei à direita para mergulhar no rio que hoje é um manto de sujidade dado o desleixo das entidades daquele lugar. Descia no caminho que confrontava com a casa da minha avó e ia água dentro para a ponte de encontro ao meu lugar, onde deixei algum do meu sangue que o rio levou espalhado pelas suas aguas, naquele tempo tão límpidas que se viam os peixes a saltar borda fora para apanhar pequenas migalhas de pão que se deitavam no descanso de tanto mergulho comprado no merceeiro junto à ponte, que me levou ao hospital na carrinha toda velha de um leva e trás de mercadoria que abastecia aquele lugar onde vivi dois anos.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

A Bomba Caiu Bem no Meio do Inicio da Pré Campanha



Foi a bomba que faltava para agitar o começo da pré campanha e atiçar as feras de encontro não ao PS, mas a Sócrates. O principal visado em todos os abalos que atulham de poeira e suspeição a Sociedade em que vivemos.
O jornal de sexta foi ao ar! E com ele foi a Manuela Moura Guedes!
Era um pouco previsível, que depois do afastamento (ou dispensa dos seus serviços) de Moniz, ficasse aberto o caminho para afastar a Manuela Guedes.
Mas tanto quanto o sei, ninguém levantou essa hipótese!
Ninguém por artes mágicas, ou num mero exercício de antecipação, ou até mesmo numa fuga de informação. Levantasse o véu do que iria acontecer.
Temos cérebros inteligentes neste País e muitos deles com informações bem infiltradas nos buracos, de onde podem brotar decisões que agitam um País e obrigam a que todos os partidos e os mais variados sectores da sociedade a pronunciar-se e até a confessar que nada tiveram a ver com tamanha e anti democrata decisão. Para num golpe de mestre divulgar e assim levantar o véu do que iria acontecer em breve e embalar para si os louros de tamanha façanha. Mas não!
Neste caso particular, nada que pudesse juntar dois – mais - dois, levaria a descobrir tamanha bomba.
E no momento que essa bomba caiu na comunicação social, foi uma correria louca para ver quem seria o primeiro a divulgar tamanha pérola para vender.
Momentos depois já se contava pelos dedos os apregoadores de notícia bombástica.
Nem chegou a uma hora já centenas de blogues estampavam cada um na sua forma a grandiosa notícia.
O caso extravasou para patamares preocupantes que todos os partidos vieram a terreiro manifestar a sua opinião.
E logo com as figuras mais sonantes na frente do pelotão a dizer de sua justiça e apontando o dedo a bloqueio democrático, fazendo lembrar tempos idos que se pensava já banidos da nossa sociedade.
A pré campanha do inicio do mês de todas as decisões, levou uma alteração de levantar os cabelos aos mais visados.
Ao partido do governo, de por os cabelos bem em riste, porque poderá trazer dissabores num resultado que se quer vitorioso para continuar no ritmo que a conjuntura agora com resultados mais optimistas tem consagrado.
Ao principal partido da oposição os cabelos irão se elevar mas na forma de proveito, já que a bomba deflagrou do lado que não o deles e como tal, serão sempre os menos culpados do lançamento e os dividendos poderão ser uma certeza.
Os outros, estão no ver para querer, no aproveito ou não da situação, em forma de mais uns votos.
E como sempre nestas situações Portas, não se contem e fás valer a sua mestria na forma como tenta chamar a atenção da população.
Quanto ao cerne da questão: uma entidade resolveu terminar com um programa que na sua óptica não reunia os requisitos para continuar no ar e então pura e simplesmente resolveu acabar com ele e prescindir da pessoa que o apresentava.
Tão simples como isto irão eles dizer com toda a certeza!
A Sociedade rege-se nestes moldes e quem pode, pode! Venha de Espanha ou da Conchichina. Quem tem poder e costas forradas por guarda-costas invisíveis mas de olhos bem abertos a vigiar se tudo rola por caminhos direitos. Pode fazer o que entende, mesmo que isso jogue com princípios que pensávamos banidos de uma vez por todas da SOCIEDADE que respiramos.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

José Sócrates Iniciou o Périplo Dando aos Adversários uma Última Oportunidade


Iniciaram-se os debates dos candidatos a ministros e dos candidatos a candidatos da esperança de um dia não se sabe quando, poderem ser alternativa a um sistema político interno, que só tem duas alternativas.
José Sócrates começou com uma excelente preparação na grande entrevista, tipo ensaio final para enfrentar os opositores.
Aproveitou essa mesma entrevista moderada pela Judite de Sousa, toda ela laranja, mas sem sumo para o primeiro. E desde logo deixou os argumentos para a próxima legislatura bem vincados, tipo abrir o jogo para, jogar abertamente ao ataque e dar azo a quem vier a seguir, poder, ao menos contrapor com bases sólidas, para todos sentirmos no final que algo de positivo saiu do mano a mano televisivo.
José Sócrates está bem preparado para enfrentar os quatro magníficos.
Deu provas disso perante o olhar de Judite, sem pedal para travar o primeiro, num desfilar de argumentos que todos nós sentimos serem os mais capazes para nos guiar nos próximos quatro anos.
Teve a hombridade, mais vale tarde do que nunca (situação que nunca podia ocorrer com Cavaco, o homem que nunca se enganava), para reconhecer alguns erros no decorrer desta legislatura, a dar os últimos fôlegos num final que a oposição não contava. Já que boas notícias surgiram para o País e que lhe está a dar voltas e mais voltas e sempre para o mesmo lado. Para seguirem num novo rumo de estratégia para enfrentar o governo e fundamentalmente José Sócrates.
O primeiro deu o mote de que não é homem para lhe tirar o sono!
Portas é só demagogia! O político que corre as feiras e mercados, onde num arraial de beijinhos e abraços, tenta mostrar o seu lado humano e passar a mensagem de protector dos mais desfavorecidos e dos idosos que tantos anos trabalharam e agora só vêem meia dúzia de migalhas de euros de reforma, que nem dá para os remédios. Apregoa este político agarrado ao tacho centrista, fazendo-se dono e senhor de um partido de freiras e padres. De agricultores que ainda seguem os mandamentos da igreja que os obrigavam a votar num CDS de Freitas do Amaral e muitos deles coitados ainda pensam que Portas é filho do FREITAS e como quem manda pode. Toma lá o meu votito.
Que levanta a bandeira dos problemas dos mais desfavorecidos da nossa sociedade bem alto. E discursa no parlamento, cheio de certezas com os olhos flamejantes em direcção a Sócrates, fazendo questão de que todos vejam que de apontamentos só traz um papelito do tamanho do de uma multa. Mas quando esteve no governo, não correu para a pasta dos portuguesinhos desfavorecidos, para os salvar de uma morte lenta. Mas para a pasta dos submarinos autênticas sereias de ferro e aço. Na certeza de apanhar os monstros marinhos desprevenidos e atónitos com a chegada dessas sereias. Mas que cedo deu polémica e Portas apanhou foi nos costados saindo com o rabo entre as pernas, pela porta dos fundos de um governo que nasceu torto e a meio abriu ruptura devido ao abandono do capitão e não chegou ao fim porque o Play boi, pensou que era tudo um mar de rosas.
Portanto o Portas passou um bom bocado a pregar para o ar, já que da sua boca saiu frases vezes sem conta escutadas e já ninguém acredita que terão algum dia significado.
José Sócrates fez o seu papel, dando continuidade à grande entrevista da véspera e abandonou o local com a certeza de ter arrumado o primeiro e virando-se para o seu staff, recolocando a celebre gravata no seu devido lugar disse: quem é o próximo!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

A Felicidade não Cai do céu! Conquista-se!


Hoje estou feliz!
Amanhã não saberei se o mesmo sentimento se vai apoderar de mim, com a mesma intensidade ao de hoje, porque o amanhã tem muitos ses e como tal é imprevisível assegurar tamanho sentimento que me tem iluminado até ao momento.
A felicidade não cai do céu! Conquista-se!
Conquista-se com as armas que possuímos e que vamos aperfeiçoando e modernizando através dos anos, para equilibrar os pêndulos de uma balança que se quer calibrada para pesar os prós e contras, das oscilações diárias onde os pratos, de um lado se enchem de desafios exigentes. E do outro, os obstáculos que se ultrapassou e no final o resultado é a felicidade ao longo destes anos pura e simples, maravilhosa e apaixonada.
A felicidade pode ser um punhado de areia, que se transporta nos calções de banho, depois de uma praia perfeita. Onde se chega pela manhã e perante a neblina cerrada que abafa o sol, não o deixando despontar para aquecer a areia e temperar um pouco a água para que nós possamos mergulhar nela e possamos refrescar o corpo e o espírito.
Mas a neblina também queima e convida à caminhada praia fora chutando a água que vem ter com os nossos pés, trazendo o sargaço que ao longe dá sinal de vir parar à areia algum tempo depois, que até embeleza os nossos pés entrelaçando-se nos dedos, parecendo sandálias reais que transportam os nossos pés, alguns metros pela areia revestida de minúsculas pedrinhas que coçam a planta dos pés, criando uma sensação de massagem terapêutica.
Mas o sol com todo o seu esplendor, afasta a neblina para os confins do oceano e abençoa toda a praia. Origina aglomerações de banhistas de encontro ao mar.
Pais levam filhotes, alguns ainda bebés, aos primeiros contactos com a água. Onde muitos chapinham nas pocitas que o mar recuando no princípio de maré baixa deixou como prenda.
Belas jovens entram na água, pé ante pé, não por medo de assustar alguma sereia. Mas à falta de ar que a água fria origina ao pequeno contacto com aqueles sedutores corpos que parecem quebrar os sensíveis ossos.
Logo alguns jovens atentos à deslocação das beldades, se posicionam a par das pobres criaturas, que não param de se lamentar da água fria. E tentam, quem sabe, com frases galantes e movimentos calculados, causar algum calor e dar alento às miúdas para as levar a mergulhar e assim quebrar o gelo que barra a prosseguir com a entrada mar dentro.
E lá vão todos juntos rumo às ondas e aos mergulhos que originam gritinhos estridentes e risinhos maliciosos.
E lá estamos, eu e os filhos a dar cambalhotas a cada onda que vem de encontro a nós e com ela lá vêem as algas que se enrolam nas pernas e nos braços.
São ondas vistosas que extasiam qualquer um e zás corpo inclinado, mãos bem esticadas e, onda passa para rebentar na inclinação da areia e nós aparecemos momentos depois, limpando a água dos olhos e prontos para mais uma e mais uma.
O banho quente retira a areia colada ao corpo e restos de algas que mais parecem tatuagens que se colaram e agora desaparecem pelo ralo da banheira e irão de certeza ter como tumulo o mar de onde vieram coladas a alguém.
Eu colo-me a um corpo limpo, tentando desenhar uma tatuagem simbolizando o amor que penetre pelas entranhas de um ser e marque o meu território para toda a vida.