sexta-feira, 18 de setembro de 2009

A Campanha Está ao Rubro!




Os partidos esforçam-se para ir a todo lado. Seja no Sul na segunda-feira aproveitando o final de um Verão que nestas paragens ainda concentra banhistas e turistas vindos de todas as partes do País.
E pela manha de terça-feira, lá estão eles a caminho do Norte para enfrentar o povo que ora se desliga das buzinas a anunciar a chegada dos candidatos. Ora se encostam aos candeeiros públicos para assistirem ao subir da Avenida Central do aglomerado de militantes e simpatizantes do partido que nessa hora escolheu a sua terrinha.
Oferece-se lembranças já tão batidas que poucos estendem a mão para as receber.
São os chapéus que dão colorido às cabeças dos curiosos, mas nem todos querem amassar o cabelo.
São as esferográficas, outrora tão úteis para a escola, mas hoje em tudo o que é loja comercial à sempre uma que escreve para oferecer como amabilidade por uma compra.
São as bandeirinhas nas mãos dos mais jovens que engrossam a caravana, alguns deles nem idade tem para votar. Mas todos juntos fazem um agitar de bandeiras que poucos parecem muitos, num quadrado esvoaçante com ou sem vento andante.
E assim caminha a caravana percorrendo o Pais de lés a lés, nos restantes dias. Sempre com a agravante de nunca se cumprir horários. Fazendo muitas das vezes mossa nos apoiantes destemidos que não arredam pé do cantinho do encontro, guardando lugar bem á frente, para quando o candidato chegar, ser o primeiro a o abraçar e quem sabe aparecer em primeiro plano na televisão num abraço desconcertante, ou num beijo palpitante.
As noites de fim-de-semana são aguardadas para os grandes comícios nas capitais de distrito.
Aí as televisões na abertura das notícias, ligam directamente com os jornalistas destacados e lá descortinamos as grandes salas de jantar onde se acotovelam os militantes nuns comes e bebes politiqueiro, onde por doze euros enche-se a pança enquanto se ouve a lenga-lenga dos discursos. Que começa como um concerto de música, com a banda convidada para dar ambiente à sala (O discurso do candidato a presidente da autarquia local, ou o presidente dependendo da cor partidária) e termina com a apoteose do candidato que diga o que disser, leva com barulhentas palmas intermináveis que alongam o discurso pela noite dentro, num frenesim de vitória, que irá favorecer meia dúzia e durante o mandato enfurecer uma centena que pagou para ouvir o candidato que venceu e os esqueceu.
No final todas as caravanas irão acentuar perante o rescaldo de mais uma campanha, que o objectivo foi plenamente conquistado e por entre optimismos, uns logo à primeira visto como demagógicos e exagerados. Mas outros dirão os entendidos, uma boa surpresa e se surpresas houvesse na política nacional! Já que o vencedor é saído dos dois grandes opositores, cada vez mais parecidos e aposto que daqui a mais uns anitos, almas gémeas nas pequenas e grandes decisões para o País.
E claro é só esperar a noite das eleições e logo que bate as oito badaladas, saberemos pelas projecções quem foi o vencedor!
O vencedor que governará este cantinho rodeado de água por um lado e de uma fronteira irmã, mas que já foi um inimigo histórico, pelo outro.
Mas também numa sede de espera dos resultados, se dará uma grande festa!
Será o vencedor dos partidos mais pequenos, que efusivamente festeja a eleição do primeiro deputado da história deste pequeno partido, que sempre se candidatou às eleições portuguesas e viu agora a grande oportunidade de se fazer ouvir, na grande sala para o efeito que é a Assembleia da Republica.

O Jovem de Resposta Pronta mas Obras nem Vê-las



O jovem meteu os pés ao caminho e num impulso sem precedentes resolveu tratar de vida.
Habituado a que os pais lhe fizessem a papinha toda, aconchegava-se ao conforto do sofá curtindo o computador e esperando que os dias passassem para regressar à Faculdade com tudo a postos para mais um ano na boa vida e como é bom aluno, na menor dificuldade para estudar e assim se passava o ano na lei do menor esforço.
Desta vez tudo foi diferente! O ano terminou e o novo que agora se iniciou, iria recomeçar do zero e por à prova o jovem destemido nas palavras. Mas de obras, tá queto! Nem uma palha era mexida e conta-se pelos dedos de uma só mão passos dados por livre iniciativa, na procura de rasgos que pudessem elevar aquela consciência aos anais de envaidecimento.
Manhã bem cedo apanhou o comboio e lá foi Avenida acima parando no primeiro café que encontrou para engolir duas buchas e toca a esgravatar para encontrar o lar doce lar, que o iria embalar durante mais um ano de Ciências Farmacêuticas.
Depois de ter comprado o JN, ainda na estação da cidade natal. Aproveitou a hora da viagem para vistoriar os anúncios e ir já preparado para enfrentar as primeiras visitas que rodeavam a Faculdade. E as ligações via telemóvel das mais distantes, pouco do agrado a quem se sentia cansado com meia dúzia de caminhadas, Já que aquele corpo malandro se aconchegou a ter tudo bem perto da mão.
O resto da manhã foi passada sem novidades e já com um punhado de chamadas a engrossar mais a conta, fazendo-o tremelicar no dinheiro que o pai lhe dera, se daria para cobrir o dia.
Lá almoçou no restaurante do tempo de aulas, com o dono de sorriso feito. Uma forma de agradecer ao jovem cliente habitual permanecer no poiso usual.
Mas ainda nada existia os foguetes não podiam ser lançados porque a festa tinha que aguardar o desfecho certo.
A tarde estava a ameaçar chuva, mas ele suava de calafrios com receio de nada encontrar já que o novo ano estava a bater à porta.
Subiu a Avenida até se agarrar aos semáforos para carregar no pichavelho e assim abrir o verde para mais rápido virar para outra rua.
Já ia em vinte chamadas e nada encontrara! Estava tudo cheio de jovens estudantes.
Agora menos custoso já que, quem sobe terá que descer nem que seja na rua ao virar da esquina, tentou novo número numa pesquisa feita no Pingo Doce e…. Aleluia, aleluia!
O céu abriu-se de par em par! Deixando vislumbrar as portas do quarto que ele precisa!
A alegria era incontida! Era mesmo aquilo que imaginava. Todos dizem o mesmo quando desesperados já nada enxergam a cem metros.
Mirou o aposento! Aprovado. A cama confortável num lançar para cima, deixando cair aquele corpo franzino e esgotado de caminhar horas a fio.
Com janela para entrar o ar e dar cor ao amarelo pálido que todos os estudantes se revêem.
A dona, senhora de grande respeito, resolveu correr com os vícios dos anos anteriores que ameaçavam fazer do prédio habitação própria e ainda por cima com atrasos de pagamentos significativos. E reiniciou uma nova etapa de alojamento, com visionamento ao pormenor dos interessados e questionários de elevada valia. Assim pensava ela, nada lhe iria escapar e logo de entrada repreendeu-lhe devido ao atirar-se assim para a cama.
Estou muito cansado minha senhora. Justificou-se o jovem. E lá entraram nos pormenores de pagamentos e num até Sábado dona Quirina.
Apanhou o comboio esbaforido! Quase, quase a partir sem levar este jovem que nunca fez nada e hoje num assomo de coragem e valentia, provou a todos, mais a ele que tem boca para chegar a Roma a não se deixar encostar numa de chulice aos progenitores. Porque mais vale tarde do que nunca, conseguiu tratar de vida!

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Esmiuça os Politicos de Bandeja


Os Gatos Fedorentos trouxeram para a ribalta o melhor que os políticos nos podem oferecer!
Por uma vez, estes líderes partidários, oferecem-nos de bandeja o que de melhor o povo adora.
Numa iniciativa original, os Gatões colocam diariamente durante esta campanha os líderes frente ao ecrã. Para nós lhes sentirmos o pulso na capacidade deles em responder a perguntas embaraçosas numa mistura de humor e realismo a que eles de uma maneira ou de outra terão que por à prova o seu real sentido humorístico.
E a cada Esmiúça os Sufrágios, o entusiasmo cresce, cresce. As audiências aumentam, a um ritmo entusiasmante. A SIC, de uma hora para a outra descobriu a sua galinha de ovos de oiro, a lufada de ar fresco para desanuviar um pouco a grave crise que atravessa.
Depois dos badalados debates mano a mano. Nada melhor que este entretenimento para quebrar o gelo politiqueiro e oferecer um pouco de boa disposição para quem andou a por os Portugueses divididos na luta por uma mudança, ou na firme posição da continuidade.
E como a SIC dias antes esteve a visitar o lar de cada líder partidário, mostrando como eles se resguardam dentro das suas modestas habitações. Sozinhos, ou com a família. Tudo estava preparado para conhecer mais uma faceta de cada um deles numa rara sequencia a que os Portugueses tiveram o privilégio.
Sentou-se o primeiro e logo Sócrates pessoa sob quem cai todas as desgraças deste País. Mas com margem de manobra para continuar a ser Primeiro-Ministro.
Sócrates numa de homem de estado, cheio de responsabilidades e preocupações diárias, não conseguindo fugir a uma importante eleição à porta, não correspondeu ao clima do programa e como tal, pouco cativou a enorme plateia o que deixou o programa aquém do esperado.
Sócrates não é homem de fácil humor. E quanto a mim seria um pouco desagradável ele entrar por caminhos de sorriso aberto a responder a perguntas feitas com espírito natalício. Mas que o podiam levar a cometer arrepios friorentos numa fase crucial, onde a sua pessoa será figura predominante até às eleições tão aguardadas.
Nem mesmo Ricardo o nosso humorista de momento conseguiu que Sócrates despisse a pele de primeiro-ministro e vestisse a de Sócrates pronto, a ir beber um copo à ribeira.
Isso, ele conseguiu com Manuela Ferreira Leite, que me surpreendeu pela positiva com tiradas engraçadas que até fizeram corar o apresentador, que em momentos levaram a que os papéis de ambos se trocassem. Passando MFL, a ser a Gatinha.
Como MFL, estava vistosa! Aquele ar sorridente deu-lhe anos de vida e cativou a multidão que a ouvia na troca de trocadilhos durante meia hora. MFL, deve ser uma avó extremosa, que lê belas histórias aos netos nas longas tardes de Inverno com a chuva a bater raivosamente nas vidraças da bela moradia.
Portas, esse politico desde pequenino. Estava como peixe na água e brincou com as redes, com o isco e acabou por obrigar Ricardo a dar banho à minhoca nas variadíssimas vezes que lançou e recolheu o anzol.
Venham mais destas parece dizer Portas! Está em grande forma o Portas e sinceramente espero que ele consiga mais uma mão cheia de votos.
Faltam os dois esquerdistas!
Louça irá abrir um sorriso de orelha a orelha. E o Jerónimo com cara de avó Português, irá se emocionar refugiando-se num sorriso terno e cativante.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

As lembranças ainda Frescas Enquanto o Bronze se Mantêm



Lembrei-me agora de uma ida à praia e ao chegar ainda com os olhos meio abertos meio fechados, depois de uma noite quente e metido com três barrigudos contadores de histórias de tempos idos. Onde se mistura as diabruras de um tempo a roçar a saudade tantos foram os episódios rocambolescos e a deixar um aperto no coração para aqueles que já se foram numa ida sem volta, que obrigava a beber a fresquinha como quem bebe água e enquanto eu fiquei-me pelas não sei quantas, eles dobraram as minhas. Que acompanhadas pelos pistachos que quanto mais se comem mais se quer, levou as horas a passar e a madrugada a chegar a passo apressado.
E de toalhita ao ombro, desci as escadas do paredão e encontrei o passadiço em madeira que me levou areia fora, a escolher o melhor local da praia para curtir um pouco de sol e satisfazer com uns chutos na bola o puto armado em jogador, numa idade em que ainda se pode sonhar em ser jogador de futebol e fazer disso uma profissão.
Mas a praia estava diferente!
A maré estava mesmo baixa e mostrava um areal expansivo que só acontece raras vezes e destapou as rochas, dezenas delas a descoberto.
Pareciam ilhotas minúsculas onde só as gaivotas podiam aproveitar para debicar algum peixe ou molusco, que tivesse ficado surpreendido com a baixíssima maré e se tornasse alimento para essas aves que tudo comem tanto no mar como em terra, onde já se açambarcam dos restos das comidas e já se familiarizaram com os lugares onde os podem encontrar, no meio do turbilhão citadino.
Mas o que mais me chamou a atenção foi o espectáculo da apanha do mexilhão. Onde dezenas de banhistas de faca na mão, lá esgravatavam os mexilhões do tamanho da palma da mão.
Eles eram tantos que davam para todos!
Faca numa mão, na outra, o balde que os pequerruchos usavam para construir os castelos imaginários na areia húmida, serviam de recolha dos mexilhões e desde manhã bem cedo lá estavam homens, mulheres e famílias inteiras na apanha do dito cujo, que iria encher um panelão de mexilhões que bem preparados era uma iguaria e pêras.
E naquelas marés bem baixas que levavam o mar para bem longe e ofereciam um espaço de areia tão lisa. Palco privilegiado de grupos que se gladiavam em encontros rijos de futebol, até que a maré subia e reclamava novamente o seu espaço. Obrigando os banhistas a recuar e a acotovelarem-se na imensidão das barracas, até que o mar terminasse a sua fúria e voltasse a brindar os banhistas com o espaço, para que homens, mulheres e crianças. Pudessem caminhar, banhar-se e mergulhar naquele mar que nunca acaba num vai e vem de marés ao sabor da lua que quando caí à noite, monta vigilância para que a terra não se afaste do espaço que lhe destinaram numa galáctica imensa, mas cada um no seu cantinho.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

O Rescaldo de Um Debate



Manuela Ferreira Leite estendeu-se ao comprido numa manta bastante ampla para a cobrir de irresponsabilidade e princípios.
Ao olharmos para as afirmações por ela proferidas no debate com Sócrates, visando os espanhóis e insinuando algo que eles porventura possam trazer no bolso para ganhar dividendos com o TGV, entrou num campo extremamente infeliz.
A esta hora no lado de nuestros hermanos, agitam-se consciências para tentar perceber onde MFL, queria chegar com tamanha afirmação de fazer arrepiar até Louça que de certeza não iria tão longe.
E interrogam-se o porquê de MFL, atirar com tamanha lambada na cara de Sócrates, visando os espanhóis, logo numa fase de grande entendimento entre os dois países, com diversas parcerias em algumas áreas vitais para nos juntarmos ao pelotão da frente em domínios como a ciência e os transportes.
Não esquecer que a mesma senhora ocupou responsabilidades num banco que por acaso é o que retêm as minhas poupanças que chegam para acertar as contas até ao fim do mês, mesmo até ao fim do mês e se não cai o ordenadito logo no dia um. Começa a contagem para pagar juros e toca Nuno a correr para tapar o buraco, enquanto a transferência bancária não arrasta o ordenado para o Santander, instituição bancária que MFL, pertenceu e claro com um ordenado mensal que dava para mandar dizer missa todos os dias e que é dos vizinhos espanhóis. Aqueles que agora segundo MFL, querem arrastar Portugal para o TGV, para usufruírem de maiores contrapartidas comunitárias.
E mais, atirou-se a Sócrates de punhos cerrados como uma matriarca de domínio absoluto dizendo-lhe que daqui a uns anos não estaria cá, um trocadilho que Sócrates levou uns longuíssimos décimos de segundos a perceber o que a mulher queria dizer com aquilo e logo entendeu a questão depois de prontamente esclarecido.
Mas eu entendi muito mais, MFL estava a ser modesta da boca para fora. Dentro daquela alma penada estava a metralhar repetidamente: não são dez anos. São quinze dias meu cantador de retóricas!
E não querendo ficar por aqui. O raio da mulher estava imparável nestes impropérios malabaristas. Lá veio a farpa do matar o pai e a mãe e fica o órfão.
Esta foi demais! Deixou Sócrates abananado com tamanho exemplo!
Abanou a cabeça duas ou três vezes numa reprovação que juntou o País.
Sempre pensei que expressões destas, servindo de exemplo só poderiam vir e se viessem, dos radicais esquerdistas que ainda navegam desesperadamente para terem visibilidade na nossa Sociedade. Mas a Nelinha não esteve com meias medidas e foi a fundo doa a quem doer.
Ainda agora estou a ver aquele rosto massacrado por anos agitados na politica e não só!
Rosto cansado e chupado! Nem belo nem feio, um pouco tenebroso quando a noite se põe, a idade também pesa.
Olhos faiscantes em direcção a Sócrates! Como a tentar dizer: não vou na tua onda de surfista de maré baixa, já que vou fazer de ti gato-sapato espera para veres o povo vai me dar a mão para te abafar logo na primeira ocasião!
Mas no restante, no que o povo português queria ouvir de MFL, para encontrar soluções na esperança de poder confiar o voto aos Sociais-democratas. Foi um vazio confrangedor, acompanhada de um programa de folhas brancas que Sócrates bem tentou encontrar as alternativas, mas encontrou uma mão cheia de nada e outra a pedir coisa nenhuma.

domingo, 13 de setembro de 2009

O Debate do Programa de Folhas Brancas




Vi o debate e cheguei a duas conclusões!
Sócrates mostra obra, embora ainda lhe falte terminar os acabamentos, que são tão ou mais importantes que a obra em si.
Manuela Ferreira Leite trouxe para o debate uma mão cheia de nada e a outra de coisa nenhuma!
Assim sendo, comecemos por Sócrates!
Se formos enumerar as medidas tomadas pelo seu governo nestes quatro anos e meio. Teremos sem dúvida de dar a mão à palmatória e reconhecer que mesmo com esta crise avassaladora, o PS, tem obra realizada.
Em todos as grandes áreas! E como se constatou, com as sucessivas enumerações da parte de Sócrates a que MFL, praticamente nem contrapôs, foram ene delas, que ajudaram milhares e milhares de portugueses a:
Usufruírem de aumento do abono de família.
Do aumento da melhoria da qualidade de vida dos mais idosos.
Do segurar o emprego através de ajudas as empresas.
Do alargamento do subsídio de desemprego para que muitos portugueses consigam esperar por melhores dias, depois da crise que dá mostras de perder o fulgor.
De reduzir em mais de metade as listas de espera e criar mais médicos de família para milhares que ainda não tinham esse direito essencial.
Enfim podíamos ir até a exaustão em enumerar outros tantos, mas o que importa realçar com tudo isto é que existe obra realizada!
Claro que nem tudo foram rosas, como assim o símbolo já mostra, mas à que aprender com os erros e lutar para os corrigir.
Manuela ferreira Leite, nada trouxe ao debate!
Descobrimos que o PSD, tem um programa cheio de folhas brancas. Sem medidas que possam por os portugueses a poder optar pela alternativa, porque pelo programa ninguém lá vai.
Sócrates estudou bem esse programa, ou melhor estudou bem o que não tinha o programa e para Sócrates, foi uma janela aberta para laçar MFL e encostá-la às cordas num aperto nada difícil dado a pouca resistência da opositora.
Descobrimos uma MFL, que levou palmadas e palmadas de Sócrates, quando lhe fez a resenha de uma mulher, antes de ser líder do PSD, onde a sua opinião ia muitas vezes de encontro às medidas tomadas pelo PS e outra mulher depois de conquistar a Presidência laranja, onde o dito por não dito era o pão-nosso de cada dia.
Descobrimos uma mulher que assinou documentos oficiais enquanto Ministra e agora na oposição contraria o que assinou e toca a dar voz ao contra e entrar por caminhos nada consentâneos numa mulher com uma vida repleta de valores muitos deles postos ao serviço do País.
Descobrimos uma mulher sem hipóteses de fuga e escondendo-se na batida frase do “Isso foi antes de …. Agora a minha opinião é outra!”
Defesa nada consentânea com o líder do maior partido da oposição e candidata a ocupar o lugar de Sócrates daqui a uma dúzia de dias.
Em suma, sinto, que este debate desfez muitas dúvidas a muitos portugueses, na opção a tomar e estou certo que as sondagens do empate técnico que já virou moda, darão dentro de muitíssimo pouco tempo, quatro degraus a Sócrates, menos esses que evitará de subir a escadaria de mais uma vitória rumo à consolidação das medidas já tomadas e outras mais, fundamentais para que o País entre nos eixos da alta velocidade para suplantar a crise que começa a virar TGV de apeadeiro.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

O 11 de Setembro de 2001



A manhã já ia alta e o novo século rasgava horizontes, sem se aperceber que iria levar às costas tamanha catástrofe de contornos na altura inimagináveis, quando por todo o mundo assistíamos ao pânico do desmoronamento da América no seu próprio espaço.
Os aviões embora americanos eram odiosamente comandados pelos terroristas fanáticos em direcção ao coração americano para o perfurar o mais fundo possível na tentativa de deixar os maiores estragos mortais imagináveis numas horas de autêntica guerra sem quartel.
O povo americano andou longos minutos de cabeça perdida, sem saber exactamente o que estava acontecer quando assistiam incrédulos ao embate dos aviões comerciais nas torres gémeas que simbolizavam o orgulho americano.
Logo que a grande nação abriu os olhos para a realidade catastrófica uniu-se num cordão de força inquebrável e partiu eficazmente para neutralizar o inimigo, os bárbaros terroristas.
E dentro de todo o país uns acorriam a salvar vidas, dando as suas em prole dessa determinação. Num inferno de fogo e calor que derreteu as bravas iniciativas de salvamento.
Outros, heróis destemidos sabendo que a morte os esperava tamanha a resolução dos terroristas que desviaram o avião. Uniram-se numa vontade de os derrubarem dessas horrorosas intenções e dentro do avião levantaram um autêntico tumulto na esperança que só as vidas que iam no avião se perdessem, um dado já adquirido por todos eles e trataram de enviar o avião de encontro ao descampado evitando assim mais mortes e elevando o seu grau de patriotismo ao patamar do céu. Onde devem estar assistindo, ao castigo perpétuo dos terroristas que os acompanharam numa morte já prevista mas infrutífera já que não alcançou os objectivos felizmente pretendidos.
Outros numa corrida contra o tempo rasgaram protocolos, barreiras de impedimento e trataram de fechar todo o espaço Americano pondo a aviação militar em alerta máximo, para arrasar com mais algum avião vindo das pistas de cockpit em riste, para perfurar ainda mais os emblemáticos edifícios da nação do tio Sam.
Um deles entrou pelo pentágono coração da defesa e explodiu bem no coração fardado desse labirinto de tácticas de defesa. E arrasou com cento e tal vidas, sem terem tempo de se aperceber com o que estava a acontecer.
E durante algum tempo temeu-se mais e mais aviões, levando ao histerismo de um ataque maciço dos terroristas que podiam surgir do céu, prontos a cair em cima do povo inocente e indefeso sem culpa de nada, levando com o fanatismo macabro, covarde, desta gente que se esconde em buracos impenetráveis, só surgindo à luz do dia para morrer como mártires do diabo.
Hoje as feridas continuam abertas e chegam novos relatos do acontecido oito anos antes.
Uma grande tragédia desta dimensão é inesquecível!
Irá acompanhar o século no muito tempo que ainda resta. Mas como nos grandes males grandes remédios. O mundo ficou mais seguro e preparado para enfrentar estas ervas daninhas que querem proliferar por toda a parte, mas já possuímos o veneno para os aniquilar e bem dentro do seu próprio covil.