segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Sócrates Venceu e o PS Convenceu


A vitória do PS, foi antes de mais a vitória de Sócrates!
Sócrates era o mal amado da política portuguesa.
Era o inimigo a abater por uma oposição que o escolheu como o alvo, para justificar o fim de um mito que durante quatro anos e uns meses, governou Portugal com a arrogância e agarrado a uma maioria sólida que lhe davam cobertura para governar a seu belo prazer.
Tudo isto eram as cantigas diárias de uma oposição, embalada pelos resultados das Europeias, que lhe elevaram a certeza da queda de Sócrates e toca a malhar no pobre do homem que verdade se diga, sempre mostrou que tinha as costas largas para aguentar todos os sopapos vindos da boca dos esquerdistas radicais e da direita odiosa.
Sócrates venceu e o PS convenceu!
Sócrates venceu os líderes da oposição que já se perfilhavam de peito feito, numa de notoriedade e peso político, vangloriando-se na escusa de um possível aperto de mãos para pontuais acordos, pensando que o povo se iria levar num projecto de radicais medidas que à partida iriam se esgotar no lirismo de governar uma nação!
Sócrates venceu o ódio de uma direita que embandeirou em arco pelo resultado de umas eleições (Europeias) autêntica armadilha para que a lebre caísse no covil da raposa. E se esqueceu que muitos Socialistas se reservaram para que um abanão ao PS seria o adormecer da direita à sombra de um resultado tão festejado, mas como se vê agora, de nada lhes valeu porque o abismo ficou ali tão perto, às 20 horas com as projecções de uma certeza que caiu como uma bomba.
Os socialistas acorreram em peso e deram mais uma vitória ao seu partido e guindaram o seu líder ao alto pedestal de uma noite que ele soube merecer.
Mereceu porque recuperou a confiança dos Socialistas indecisos. Que sem essa confiança iriam ficar em casa e oferecer a vitoria a quem pouco ou nada fez para a obter.
Mereceu porque se preparou de forma brilhante, mostrando que é neste momento o melhor político português, no afrontamento com os demais líderes em debates que mostrou a sua capacidade e desde aí abriu o caminho para uma campanha a todos os níveis espectacular.
Não é todos os dias que um líder se vê a recuperar de uma diferença que fez grande mossa e muitos já previam o seu fim prematuro, em eleições bem recentes (Europeias), para uma vitória de maioria relativa passados simplesmente três meses.
Por isso era natural a satisfação de Sócrates quando enfrentou os seus apoiantes e os socialistas em geral.

domingo, 27 de setembro de 2009

Acabei de Exercer o Meu Dever


Em quem não digo, porque já o disse muitos dias antes!
Dirigi-me à secção número três, das oito que se estendem pela escola fora já que a freguesia onde resido é vasta e o dia corre num entrar e sair de eleitores.
Escola, onde o meu pequenote entrou, para iniciar o segundo ciclo. E as recordações voltaram quando entreguei a minha identificação ao Presidente da Mesa.
Também já fiz parte de Membro de mesa de voto! Durante uns anos de eleições para todos os órgãos incluindo a primeira sobre o aborto. Onde de certeza, foi a mais concorrida pelos jovens, pelas razões sobejamente conhecidas.
E às oito horas, tudo a postos para abrir a secção de voto e receber as primeiras pessoas a exercer o seu dever cívico.
Os primeiros a votar eram os madrugadores, as pessoas já de idade que se levantam cedo. Os que vão à primeira missa numa freguesia com duas igrejas!
De seguida vinham às centenas, a segunda missa tinha terminado e todos se deslocavam para votar.
Recebíamos as freirinhas, na minha zona existe um convento de Irmãs Franciscanas e a meio da manha era uma fila de irmãs, todas vestidas da mesma maneira, sempre sorridentes e apoiando-se umas nas outras, já que elas formavam um grupo de todas as idades.
Passada esta azáfama era tempo de acalmia e oportunidade de ir tomar um café, conversar um pouco e fazer o balanço da adesão da população ao acto eleitoral.
Entretanto com a chegada da hora do almoço, era a altura de decidir quem ia primeiro almoçar, visto que neste período de pouca adesão de eleitores, o mínimo obrigatório de elementos presentes na secção de voto, teria que ser três, entre eles tinha que permanecer o Presidente ou o Vice-Presidente.
O fundamental e dever de todos nós era que, a partir das treze e trinta todos tivéssemos presentes. E assim enfrentarmos a altura mais crítica de afluência de eleitores, porque todos viriam no final do almoço exercer o seu direito de voto e assim poderem no fim, dar a sua voltinha.
Era a loucura total no bom sentido claro!
No espaço de duas horas votavam mais eleitores, do que nas horas restantes. E nós os cinco num frenesim diabólico, dávamos baixa dos eleitores nos cadernos eleitorais, no momento em que o presidente da mesa ao receber a identificação do eleitor lia o seu nome e o número de eleitor.
Como cada elemento representava uma força política candidata, éramos fiscais ao mesmo tempo do trabalho de cada um. E uma falha poderia dar uma queixa por escrito, o que era sempre um transtorno para todos os componentes da mesa.
As horas avançavam e o encerrar aproximava-se. Lá vinham os atrasados a correr, os chamados indecisos que de certeza passaram o dia a dizer:
“Vou? Ó, não vou! Ó vou!”
E acabam alguns por se decidir já no final do escrutínio.
E pronto dezanove horas encerramento nacional da votação!
Abre-se a urna para contar os votos. Todos estão curiosos para saberem quem ganhou. O avolumar de boletins dá o primeiro indício. Cada monte representa um partido e no final, o maior era o vencedor mesmo sem a contagem final. O que amolecia logo o entusiasmo dos vencidos.
De realçar que mesmo depois destes já longos anos de democracia que trouxe as eleições livres, ainda se verificava eleitores que não sabiam votar, ou seja assinalavam a cruz, fora do quadrado o que tornavam o voto nulo e outros enganavam-se na escolha da força política, riscavam o quadrado e só depois assinalavam a cruz correctamente, o que não podiam. Deviam pedir novo boletim, para aí sim votar na sua escolha. E registávamos casos extremos, embora de número muito reduzido de eleitores que pura e simplesmente rabiscavam o boletim.
O final aproximava-se com o afixar dos resultados na porta de saída da secção de voto. Para que o povo interessado registasse os resultados apurados e tirasse as suas conclusões!
Voltávamos a casa já as televisões projectavam os vencedores e cada um caminhava com sensações diversas. Onde a noite era a acompanhante, numa Freguesia solitária já que os seus milhares de habitantes estavam presos ao ecrã, acompanhando o desenrolar dos resultados, num País que tenta arranjar espaço numa Europa que nos está a fugir por entre os dedos.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Domingo Votarei PS



Eu vou votar PS, porque acredito que se amadurece com os erros que se cometem e assim sendo não se voltarão a repetir!
Por isso o caminho está aberto para retomar as grandes medidas como sendo o objectivo primordial na melhoria da qualidade de vida de todos os portugueses e na consolidação de um País virado para as grandes questões europeias e ocupar o lugar de direito desde que conquistamos a independência e descobrimos o mundo desbravando os oceanos que pareciam não ter fim, dando ao mundo de então a possibilidade de se aperceberem que o mundo não tinha limites.
Por isso temos que entrar no caminho da resolução do desemprego!
Praga Social sem precedentes. Onde todos os esforços devem ser encaminhados para reduzir drasticamente este drama, para que milhares de famílias não resistam ao desespero de tudo terem perdido e deixarem-se dominar pela resignação que termina com a exclusão da Sociedade.
No caminho da concórdia!
Com os professores baluartes no ensino dos nossos filhos. Na urgente reforma que conjugue as soluções de ambas as partes. E se chegue a um consenso o mais rápido possível para não sufocar a aprendizagem de uma geração que terá forçosamente de subir degrau a degrau, para assimilar todo o que apreende porque o Futuro assim o vai exigir.
No caminho da imagem deste País!
Através de mais investimento na Cultura, para que se mostre ao mundo e a quem nos visita, toda a historia de um País e toda a capacidade dos portugueses em serem tão ou melhores que os demais.
No apoio aos cidadãos que não sendo de cá querem cá construir o seu futuro. Dando seguimento à historia recente, de um País de imigrantes que enviavam todo o seu suor em forma de divisas para nos mantermos à tona de um naufrágio sempre presente a qualquer momento.
No caminho da Segurança!
Onde possamos passear de mãos dadas sem ter que as juntar numa prece.
Para que só nos levem os anéis e nos deixem os dedos, para continuarmos a dar a mão a quem mais amamos.
No caminho da Saúde!
Para que os meios materiais e logísticos reforcem a prontidão no atendimento. E não nos deixem com mazelas irrecuperáveis a caminho dos hospitais e mesmo dentro deles.
Consagrar como um dever, a todos os cidadãos ter o seu medico de família. Que para além de médico, será o garante do bem-estar do paciente que lhe vai garantir uma melhor qualidade de vida.
Tudo isto foi prometido! E confio que será uma realidade.
O meu voto assim o exige!

O Grito de Saber o que Desejo se Tudo o que não Tenho me Apetece




A nossa vida é feita de lutas constantes!
Sentimo-nos numa selva onde cada um tem que possuir quatro-olhos para montar vigilância e não ser apanhado em contrapé.
Somos perseguidos pelo infortúnio de um drama mundial que invade as nossas consciências e rebenta-nos com os tímpanos e cega-nos a visão. Para assim nos encostarem a um canto remoendo as desgraças e suicidar as esperanças.
Mas muitos de nós ressurgimos das trevas que milhentas mãos poderosas nos lançaram sem piedade. E numa autêntica ressuscitação dolorosa e quase interminável desabrochamos de novo para a vida, prontos a conquistar o tempo perdido.
Olhamo-nos por nós abaixo, salpicados de tatuagens de sofrimento. E com uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma. A boca seca de vida e mantendo-a pelo ar que custosamente respiramos.
Grito! Grito!
Com todas as forças que me restam, para que o vento leve aos quatro cantos do mundo. Como hei-de saber o que desejo, se tudo o que não tenho me apetece!
Apetece-me correr sem parar, pelas estradas sem fim e ir apalpando terreno para encontrar um lugar onde possa pensar, pensar, pensar no que desejo!
Preciso do voo da felicidade que me ajude a correr bem ao lado das estrelas para encontrar um lugar bem juntinho ao azul celeste, se tal for impossível cá em baixo na imensidão da terra que é de todos e ao mesmo tempo de ninguém.
A correria desenfreada e angustiante prossegue a um ritmo desesperante.
E por entre uma escuridão tenebrosa descubro uma mão milagrosa, que me ampara e me guia para a luz que ao fundo do túnel surge como o sinal do lugar que eu procuro!
Encontrei o lugar!
De uma entrada minúscula, esforçadamente penetrada. Dá lugar a um espaço infinito cheio de desejos e desejos. Salpicados de cores infinitas que dão um colorido como se do Paraíso se tratasse.
E convida-me dando-me todo o tempo do mundo, pudera o tempo aqui não passa, navega num mar de luz, que aqui nasce e aqui permanece. A saber o que desejo.
Como hei-de saber o que desejo, se tudo o que não tenho me apetece!

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

A Varanda Onde se Pode Contar as Estrelas




Conheci recentemente alguém que vive em frente ao Tejo, bem pertinho da sua brisa e de todo o seu encanto.
Com o Cristo Rei como vigilante da varanda, poiso de grandes convívios de tantos amigos, que te levam uma palavra de carinho. Uma palavra de conforto! Uma autentica corrente de emoções!
Essa varanda onde se pode contar as estrelas. É um desaguar de sensações, mais parecendo um oceano que recebe os variadíssimos braços de rios, que te abraçam para te confortar!
Em redor, toda a beleza daquela vista, com a ponte 25 de Abril no seu esplendor mais ao fundo, como porta de saída e de entrada para uma Lisboa centro das grandes decisões que agitam este País.
Como a varanda não é para todos e a distância ofusca toda a beleza que ela oferece, mandei estas simples palavras, na forma de um pombo-correio para pousar no varandim esperando que desates o cordel e lendo a mensagem te possas convencer que além do pombo, o dono também quer partilhar dos barbecues deliciosos, que o vento eleva no céu o aroma, que ao passar nas narinas do Cristo Rei, o faz arrotar tamanha a delicia que o envolveu.
Não esperes pela próxima maré! Aproxima-te logo da varanda para veres o pobre do pombo, que ele não tem o dia todo e pode-te deixar o varandim sujinho de caca.
E mais a mais tem que voltar para junto do dono!
O dia já ia longo e voltava a casa depois do meu treino que me limpa do stress e envolve-me numa frescura gratificante quando, encontro o meu pombo.
Trazia uma mensagem simples, mas que ma levou a lê-la já três vezes!
Sabes o que não queres!
A vida já te deu essa luz, essa maturidade.
Mas dizes que não sabes o que queres.
Eu penso que sabes!
Só que em várias ocasiões pedes muito e pouco recebes!
E noutras mais, pedes muito pouco e mesmo esse pouco não te é consentido.
Existe também aqueles que te querem dar tudo, mas esse tudo não te enche um cantinho do coração e como tal estão fora da tua verdade.
Acabará por entrar na tua vida aquilo que queres!
E como já te disse, estará logo ao virar da esquina!
E como adoro o meu pombo, vou voltar a enviar-to, para ele te debicar o braço meigamente para que baixes o rosto que ele leva um beijo meu para ti.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

A Semana do Vale Tudo




Dando uma olhadela pela blogosfera, apercebo-me que estamos na semana do tudo ou nada!
E como tal, é o vale tudo que irá prevalecer segundo rezam as crónicas dos anti socialistas.
Mas não é verdade! O vale tudo não pode ser equiparado:
Ao descobrir a falta de soluções dos adversários. Porque sem soluções o povo Português apercebe-se que não existe alternativa. E vai apostar ainda mais na continuidade. Porque sem soluções que são tão visíveis, ao nível dos programas eleitorais. Ao nível das alternativas pessoais. Ao nível dos diversos atropelos e gafes constantes que vulgarizam uma oposição descredibilizada e impreparada.
É no descobrir dessas fraquezas do adversário que está o caminho aberto para a vitória.
O vale tudo não pode ser equiparado:
Ao apontar gravíssimas decisões como, o integrar pessoas arguidas em processos.
Ter no seu historial ex ministros do tempo do governo do Presidente actual, arguidos em fraudes dantescas, que lesaram um banco e os seus clientes virando-os do avesso em direcção ao abismo.
Serem liderados pela sua líder, ex ministra das finanças, que subiu o IVA, afectando os do costume nesta Sociedade virada para martirizar os menos abonados nos salários tão rasteiros que este País não se cansa de consagrar.
Ex ministra da educação num tempo em que os alunos fechavam os livros à aprendizagem, pelas politicas desta mesma senhora. Alarmavam o País em manifestações caricatas onde o traseiro de alguns era posto a nu perante a ministra, hoje líder da oposição. Num enxovalho de corar um País com oitocentos anos de história.
O vale tudo é a forma mais esfarrapada de caracterizar um fim! Um fim que tentava ganhar forma no emaranhado de escutas que foram impostas ao PS e hoje caíram bem no coração de Belém, com baixas já registadas e ainda a batalha só teve meia dúzia de tiros.
Um fim que pensavam ganhar alento, estar ligado a um desligar repentino do jornal das sextas, onde todos sentiam ser um ataque pessoal a uma pessoa, repetido mil vezes e com continuação até já meter dó e ainda ajudado por um comentador de voz de quem come tremoços com casca. Até o homem que é o PM, cair do pedestal como o outro caiu da cadeira enquanto dormitava no orgulhosamente só.
O outro caiu para nunca mais se levantar mas o nosso primeiro aguentou firmemente e viu o jornal cair sem deixar sequer a apresentadora aquecer nesse dia a cadeira.
Um fim que imaginavam ser mesmo o fim, com a saga dos professores num correrio infernal para não perderam o saco do farnel pronto para a seguir às quatro horitas de aulas,ir para outras paragens, no encher o pecúlio e coitados dos pais a pagar fortunas com os filhos no ATL.
E fazendo finca-pé das avaliações que diziam, todos queriam, mas não as que o Ministério pretendia. E acabavam por não conseguirem apresentar avaliação de espécie alguma para se entender, como raio os profs, queriam ser avaliados.
Esse fim será no dia 27!
Os perdedores irão ficar a chuchar no dedo, alguns!
Outros irão ter sempre assegurado um cabide para pendurar o vale tudo!
Os restantes aqueles que estão nas trincheiras a assistir à morte do artista irão pedir a cabeça da líder ainda os foguetes dos vencedores fumegam estendidos nos quintais a cheirar as rosas.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

A Campanha Está ao Rubro!




Os partidos esforçam-se para ir a todo lado. Seja no Sul na segunda-feira aproveitando o final de um Verão que nestas paragens ainda concentra banhistas e turistas vindos de todas as partes do País.
E pela manha de terça-feira, lá estão eles a caminho do Norte para enfrentar o povo que ora se desliga das buzinas a anunciar a chegada dos candidatos. Ora se encostam aos candeeiros públicos para assistirem ao subir da Avenida Central do aglomerado de militantes e simpatizantes do partido que nessa hora escolheu a sua terrinha.
Oferece-se lembranças já tão batidas que poucos estendem a mão para as receber.
São os chapéus que dão colorido às cabeças dos curiosos, mas nem todos querem amassar o cabelo.
São as esferográficas, outrora tão úteis para a escola, mas hoje em tudo o que é loja comercial à sempre uma que escreve para oferecer como amabilidade por uma compra.
São as bandeirinhas nas mãos dos mais jovens que engrossam a caravana, alguns deles nem idade tem para votar. Mas todos juntos fazem um agitar de bandeiras que poucos parecem muitos, num quadrado esvoaçante com ou sem vento andante.
E assim caminha a caravana percorrendo o Pais de lés a lés, nos restantes dias. Sempre com a agravante de nunca se cumprir horários. Fazendo muitas das vezes mossa nos apoiantes destemidos que não arredam pé do cantinho do encontro, guardando lugar bem á frente, para quando o candidato chegar, ser o primeiro a o abraçar e quem sabe aparecer em primeiro plano na televisão num abraço desconcertante, ou num beijo palpitante.
As noites de fim-de-semana são aguardadas para os grandes comícios nas capitais de distrito.
Aí as televisões na abertura das notícias, ligam directamente com os jornalistas destacados e lá descortinamos as grandes salas de jantar onde se acotovelam os militantes nuns comes e bebes politiqueiro, onde por doze euros enche-se a pança enquanto se ouve a lenga-lenga dos discursos. Que começa como um concerto de música, com a banda convidada para dar ambiente à sala (O discurso do candidato a presidente da autarquia local, ou o presidente dependendo da cor partidária) e termina com a apoteose do candidato que diga o que disser, leva com barulhentas palmas intermináveis que alongam o discurso pela noite dentro, num frenesim de vitória, que irá favorecer meia dúzia e durante o mandato enfurecer uma centena que pagou para ouvir o candidato que venceu e os esqueceu.
No final todas as caravanas irão acentuar perante o rescaldo de mais uma campanha, que o objectivo foi plenamente conquistado e por entre optimismos, uns logo à primeira visto como demagógicos e exagerados. Mas outros dirão os entendidos, uma boa surpresa e se surpresas houvesse na política nacional! Já que o vencedor é saído dos dois grandes opositores, cada vez mais parecidos e aposto que daqui a mais uns anitos, almas gémeas nas pequenas e grandes decisões para o País.
E claro é só esperar a noite das eleições e logo que bate as oito badaladas, saberemos pelas projecções quem foi o vencedor!
O vencedor que governará este cantinho rodeado de água por um lado e de uma fronteira irmã, mas que já foi um inimigo histórico, pelo outro.
Mas também numa sede de espera dos resultados, se dará uma grande festa!
Será o vencedor dos partidos mais pequenos, que efusivamente festeja a eleição do primeiro deputado da história deste pequeno partido, que sempre se candidatou às eleições portuguesas e viu agora a grande oportunidade de se fazer ouvir, na grande sala para o efeito que é a Assembleia da Republica.