sábado, 10 de outubro de 2009

Obama Recebe o Prémio para Levar a Paz ao Mundo



Obama continua na senda do reconhecimento!
Ainda mal aquecendo o lugar à frente dos destinos da grande Nação Americana, onde é sujeito a ir ao limite da sua capacidade para lidar com as grandes decisões que abalam a América e o Mundo, por arrasto. Lembrando esta última que divide os Americanos, tendo que tomar a decisão de olhar para o Afeganistão como um País que cercou os terroristas e mais cedo ou mais tarde os encerrará num beco sem saída, enviando mais militares.
Ou deixando-o à mercê desses mesmos terroristas, prontos a fazer dele a rampa de lançamento em direcção ao Mundo, para darem azo às suas loucuras demoníacas. Se aceitar dar ouvidos aos milhões de Americanos que não querem ver os seus filhos serem engolidos por emboscadas traiçoeiras, que os mandam de volta a casa enrolados na bandeira e fechados para a vida.
E não é que neste dilema, Obama recebe a notícia de ter sido galardoado com o Prémio Nobel da Paz!
O mundo ficou feliz com tamanha notícia!
De um lado ao outro deste planeta, todos foram unânimes em reconhecer o mérito de Obama ao ser galardoado. E ele próprio numa humildade que já o caracteriza e lhe confere elevada admiração, salientou a honra em se juntar a tão ilustres personalidades que já receberam tamanha distinção.
Mas é um feito admirável um homem que praticamente ano e meio antes, era um adversário sem experiência para grandes voos na conquista de um lugar de relevo na politica Americana, já que tudo se conjugava para que o próximo Presidente dos EUA, saísse das figuras lançadas e escolhidas a dedo para ocupar tão prestigiado trono. Fosse ele o escolhido pela maioria dos Americanos numa Eleição que ficará na história, por mais que os anos passem, como o primeiro negro a assumir a cadeira que foi de George Washington.
E foi o primeiro a ser galardoado como Nobel da Paz, ainda com tarefas inacabadas e como tal sem alardes de grandes feitos, mas com selo de alcançar a tão desejada Paz.
Então porquê que foi o escolhido!
Porque é um homem que transpira Paz. E vai incrementá-la em locais que até agora impossíveis de serem concretizados.
O Médio Oriente será finalmente visto como o berço da Paz, graças ao esforço deste homem que está a lançar as sementes de encontro aos campos onde vivem Palestinianos de um lado e Israelitas do outro. E essas sementes, germinaram num só campo, dando fruto de árvores que serão colhidos mutuamente e repartidos pelos dois povos sem barreiras, nem restrições.
O flagelo das armas nucleares será reduzido pelos esforços deste homem que a cada uma que for destruída libertará milhões de pombas brancas para pousar nos beirais das casas, alegrando quem lá vive, que podiam ter um fim dantesco se uma dessas tivesse esse destino.
Enviar intermediários, ou mensagens com o seu punho, para se inteirar de conflitos que se avizinham, como: instabilidade Iraniana, nervosismo Venezuelano, descontrole Hondurenho. Serão apaziguados e até solucionadas, graças à enorme capacidade de liderança, respeito, consideração que a hombridade de Obama reflecte.
Por saber que tudo isto é possível, é que os responsáveis por escolher o Galardoado ao Prémio Nobel da Paz de 2009, votaram em Obama.
O Presidente dos Americanos e o homem da Paz no mundo!

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

O PSD Foi Dar Uma Mão ao Candidato, mas Lançou Avisos ao PS




Manuela Ferreira Leite deu destaque bem no interior norte de Portugal, que o PSD, afinal não perdeu assim por diferença que se notasse, como muita gente faz querer parecer. E até acaba de infringir uma derrota ao PS, ganhando-lhe três a um em deputados pela Europa, sinal de bons ventos para as Autárquicas que estão com um pé nas urnas.
Todo este clima de euforia, com Espanha á vista, que deixou de morrer de amores á algum tempo num soltar de língua contra as intenções Espanholas para porem a rolar o TGV por Portugal dentro. Criando um ligeiro alvoroço na opinião pública dos dois Países, mas tudo passou e também tudo não passou de um desabafo aberto a todos, quando devia ficar guardado nas paredes Sociais-Democratas.
Tudo isto muito bonito no apoio ao candidato laranja por Bragança, criando entusiasmo nos alegres simpatizantes que todos decorados de laranja lá rodeavam a líder e o candidato.
Só que MFL, não abriu a boca para a verdade já que o PSD, ganhou três deputados, mas na contagem final de votos, o PS venceu com larga margem e como existe uma votação para dois círculos eleitorais o PSD, logrou arrecadar três deputados como uma dádiva caída do céu para MFL e com isso serviu de argumento para inflamar os laranjas de Bragança que muitos deles viram ali uma pequena vitória.
E claro no meio do entusiasmo, para este povo habituado às amarguras da interioridade, ver uma líder gritar alto e em bom som que alianças com o PS, nunca!
Que o Engenheiro Sócrates tire o cavalinho da chuva se pensa que ela, MFL, irá acudir aos Socialistas para deixarem passar diplomas como dá cá aquela palha, nunca!
Que pense desde já continuou MFL, um pouco entusiasmada com a sua performance, que não existirá pacto nenhum seja qual for o assunto, para viabilizar o orçamento. Nem mesmo com a abstenção o PS pode contar, nunca!
E o povo aplaudia e apupava quando a líder falava no PS.
Portanto continuava MFL, aqui nesta capital, onde o PS (mais apupos), nada fez para contribuir para diminuir a interioridade deste povo tão martirizado ao longo destes quatro anos. Devemos dar o nosso voto ao candidato Social-Democrata por Bragança, o único que ainda rema a favor da maré, para puxar o oceano que se alaga em fundos financeiros, mas que cá não chega em matéria de apoios fundamentais para que o interior consiga apanhar o barco da modernidade e da facilidade.
Só aqui o nosso candidato e fez o gesto com a mão para o homem se chegar mais para a frente do palanque para que todos o vissem, poderá dar alegrias a este povo, porque tem obra feita e vai continuar a expandi-la, alargando as fronteiras cá da terra encurtando a distancia entre o litoral e o interior norte.
E o candidato levantou os braços numa de agradecimento e acanhado talvez por estar em presença da líder que lá chegou bem ao interior Português, pronta para lançar uns recados ao Primeiro-ministro Sócrates. Retirou do bolso, pequenas notas para começar o seu discurso e mostrar trabalho de casa á líder porque não é todos os dias que se tem ao lado bem na terra onde o viu nascer, tão famosa personalidade.
E nós que assistimos via TV, ao acompanhamento de MFL, pelos candidatos autárquicos neste País, ficamos a saber pela boca da dita senhora que não haverá qualquer tipo de acordo do seu partido com o partido do governo. Porque o PSD, tem mais votos que toda a oposição junta. E como tal é um partido com responsabilidades e saberá actuar quando for necessário para o bem do País e dos Portugueses.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

As Eleiçoes que Ocuparam o País Durante Meio Ano


Entramos nos últimos dias, de uma semana que se prevê longa nesta atribulada vida de eleições, que se iniciaram no começo do Verão, com a vitória dos Sociais-Democratas, que se sentiram no pedestal da alternativa e deixaram-se caminhar, embrenhados nesse sucesso pelas praias quentes do nosso País gozando os louros de uma vitória.
Mal sabendo que o sucesso pode ser efémero e esfumar-se ainda as canas da festa estavam quentes, como se constatou numas eleições amplamente concorridas numa campanha levada até à exaustão e no final todos venceram. Todos não!
Só perderam os Sociais-democratas, os tais que haviam cantado vitória nas Europeias e de uma vitória segura feita de pés de aço, lograram a derrota sem margem para dúvidas, num afundamento que as sondagens já haviam traçado só três dias antes, depois de se alongarem em empates técnicos que equivaliam a esconder a tendência de que quem é Socialista aí permanece até perder a fé nos seus dirigentes. E alguns já carregados de histórias que marcaram o País, neste caminhar de liberdade ainda não muito distante.
Entramos na recta final da Campanha Eleitoral para as Eleições caseiras como lhe chamo! E que encerrará um ciclo exausto que fartaram o País.
São eleições por tradição Sociais – Democratas, nesta fase onde a líder caída em desgraça, irá deixar o cargo, já com olho piscado por dois ou três.
Pelo menos um já conhecido de recente combate, mas se avançar, outros já amadurecidos e com provas de terem lá estado, não vão deixar que o benjamim, assuma o lugar depois de estar à espreita da escorregadela da líder e sair do covil de peito feito para alcançar o que demorará anos a se concretizar.
É uma campanha porta a porta e desta vez acompanhada pela chuva, que os vencedores dirão que abençoada.
E os que ficaram aquém das expectativas irão se conformar com os resultados e irão se recordar pela vida fora, das chuvadas que apanharam e do esforço que se tornou inglório.
São eleições já com raízes implantadas nas localidades. Onde a mudança é quase impossível e é um, do mais o mesmo.
Luta-se pela alternativa Eleição após Eleição e no final é o desgosto da derrota, ou o consolo de retirar a maioria àqueles sacaninhas. Ou então a já esperada derrota já que o sistema instalado assim dita leis.
Mas também vai surgir as surpresas de conquistar bastiões com as bandeiras hasteadas anos e anos nos Paços do Concelho. E os heróis irão emergir como os conquistadores da descoberta em derrubar castelos fortes como o betão, mas derrubáveis pelo voto de quem quis a mudança acreditando no candidato da esperança.
Será também a última corrida de beijos e abraços ao povo leal, que irá votar pela derradeira vez no final de um ciclo para quem já se habituou ao gosto pela cadeira de autarca!
Será o definitivo mandato para as figuras já sobejamente conhecidas, tanto a nível local e até a nível nacional como os autarcas que tudo comandam nas suas cidades.
Outros mais modestos que lideram os destinos das suas Freguesias.
E sendo o último mandato de quatro anos, espera-se que terminem em grande e deixem o trabalho feito com a dignidade que se espera deles.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

É Feriado Mas Não é Domingo




Deitei-me tarde já a madrugada batia nas janelas da sala onde repousava, vendo um filme que retratava um herói que o tempo guardou na historia. Para que as gerações se apercebam que no século passado existiu esse e alguns mais, que tudo deram por uma causa. Por um País. E por um amor.
E adormeci a pensar nos heróis dos dias de hoje!
Heróis que se transformam em pó num abrir e fechar de olhos, já que as suas performances se perdem em actos mais empolados do que propriamente em abnegadas causas e que só servem para alimentar uma industria ávida por lucros materiais e que não olham a meios para os obter.
Levantei-me cedo, fui obrigado! A barafunda familiar a isso obriga.
Custou-me porque estava tão bem. No meio de sonhos, porque uma pessoa sonha até morrer e estes eram tão bonitos e tão reais que me agitavam graciosamente de encontro a uma porta envidraçada que mostrava o que ia lá por dentro e eu caminhava ao seu encontro de mãos estendidas pronto a agarrar o que me ofereciam.
Caminhava de passada firme e resoluto, porque sabia que não podia desperdiçar esta oportunidade, única e que podia desaparecer num clic se entretanto eu oscilasse.
Por isso lá estava perto dessa porta envidraçada e tão transparente que eu senti dificuldades em descobrir por onde entrar.
Sabia que a porta existia numa imensidão de vidro e já contemplava o que me aguardava do outro lado, mas estava difícil descobrir o raio da porta.
Tacteava, tacteava para encontrar a ranhura no vidro, sabendo que era aí que se encontrava a porta, mas nada!
Nisto o sonho evaporou-se e a janela abriu-se de par em par mostrando o dia cinzento e a ordem para levantar.
A água do banho estilhaça os sinais de ressaca e ainda aturdido por não conseguir abraçar o que estava para além da porta envidraçada enfrento a manhã a ameaçar chuva e respiro profundamente este ar que me revigora os pulmões e caminho calmamente de encontro ao café mais longe para poder andar um pouco e despertar ainda mais.
O café é uma bênção!
Dou uma vista de olhos ao JN, saboreando três bolachas sortidas recheadas de chocolate que é a minha perdição.
Regresso a casa e a chuva já ameaça, vinda de um céu escuro cheio de nuvens negras que se esbarram umas contra as outras e produzem um som estridente que abafa os megafones da Campanha Eleitoral que já irrita.
Só que estou desprevenido e a chuva envolve-me num abraço que dispenso e corro, corro.
Estou a quinhentos metros de casa e a chuva acompanha-me a cada passo.
Os raios clareiam um pouco a manha escura e ouve-se o estampido ainda longe, para causar pânico.
Mas chove com a graça de Deus, já dizia a minha avó.
Abrigo-me na entrada de um prédio, não tenho paciência para esperar que ela pare um pouco. E outra corrida e outra entrada para me abrigar.
Pronto, faltam cinquenta metros já descortino a entrada e corro a bom correr. Parece que quanto mais corro mais me ensopo.
Estou bem molhado quando chego à entrada e olho por mim abaixo e interrogo-me:
Pareço os putos que deambulam por aí nas entradas dos prédios e tudo o que der. Para curtir os skates, numas correrias infernais, todos ensopados que os longos cabelos já se colam ao crânio. Cruzei-me com alguns.
Podia ter esperado e até tomado mais um café para que a chuva parasse. Tinha tempo, todo o tempo do mundo!
Já há muitos anos que não apanhava uma molha assim e cá para nós limpou-me de maus pensamentos e baptizou-me para encontrar a fé, que anda no ar.
Entro em casa de mansinho, descalçando-me à entrada para não molhar o que limpo acabou de ficar e não irritar quem já à algumas horas anda a labutar.

domingo, 4 de outubro de 2009

Ajudar Quem Merece Faz Mossa



Estou no relaxe de um Domingo que ameaça chuva, desde o final do almoço e refastelado no sofá fazendo uso da TV e dos seus inúmeros canais.
Passo umas horas a seguir uns filmes de acção, com as horas a avançar e a tarde a ficar escura e triste, como os dias de um Outono agora mais curtos, cada vez mais curtos. Onde a noite chega cedo e empurra-nos para o calor do lar e para a barafunda familiar.
Sinto-me neste estado molengão. Um pouco dorido, procurando o relaxe porque ontem Sábado, passei o dia no campo a ajudar com a família, a pormos a quinta apresentável, já que ameaçava entrar num descuido perigoso que alem de se tornar nada agradável para quem a ia visitar. Estava a criar um cenário nada digno para quem já lá passou belas tardes entre churrascos apetitosos. Uns mergulhos no rio que lá passa bem no coração da quinta e umas jogatanas que juntavam pais e filhos, tios e primos.
Estar em contacto com a Natureza para quem nunca viveu nesse meio e pouco percebe da poda como se costuma dizer é uma aventura que não é para todos.
Cheguei a casa de rastos. Cansado e a cheirar a lavrador com o suor entranhado no corpo.
Mas é uma loucura passar lá o dia!
É uma algazarra de animais pela quinta fora.
Ouvem-se os burros raça mirandês fêmea e macho, já lá estão há uns anos. Só comem e procriar não é com eles. O macho bem lhe chega mas nada! Não à descendência.
As ovelhas passam o dia a comer. Aqui o grande macho, carneiro de manter respeito é dono e senhor do harém. São fêmeas e fêmeas e o cabrão passa o dia no descanso depois de se empoleirar em todas elas até dizer chega.
É bonito ver por altura dos nascimentos os campos com as ovelhas e os anhos à volta das mães, pequeninos e branquinhos dão um cenário lindo.
Os perus fazem uma algazarra de doidos, também são tantos que vão encher as mesas de muitos cunhados por altura do Natal.
Os pavões são os Reis da zona destinada aos animais de capoeira.
Abrem as asas numa manifestação de beleza e até fazem parar os trabalhadores de fim-de-semana, que se cansam ao dar quatro sacholadas.
E na capoeira à de tudo: galinhas umas para matar e outros pequenotes para criar. Coelhos, com cada ninhada que só em comida vai o orçamento da quinta. Aqui o macho desempenha a preceito o seu papel atira-se, até cair para o lado.
Patos caseiros e bravos os que se aventuram a sair da zona do rio e forçam a entrada e por lá ficam presos na vedação e juntam-se aos outros.
E de vez em quando à, a visita da raposa que se aventura a descer o monte e lá vai, armar algazarra na capoeira e leva dali o sustento para engordar as crias e a si própria. Regressando alguns dias depois, sem que ninguém dê conta e não adianta fechar a sete chaves, que ela tudo derruba para abocanhar o galináceo.
Depois do almoço antes de recomeçar a labuta numa de ajuda para quem quer desfrutar da beleza desta quinta. Atravessamos a ponte privada em madeira segura por fortes cabos de aço, com mais de um século admirando aquelas águas límpidas e entramos na zona dos porcos alentejanos, onde predomina os sobreiros e lá estão os animais que tudo foçam. Viram e reviram a terra comendo tudo o que lhes aparece em frente àquele nariz.
São eles que servem de churrasco para juntar a família e passar uns domingos agradáveis neste local.
Agora ainda não consigo andar direito estou moído. Um dia de ajuda na quinta pôs-me com dores por todo o corpo, mas amanha é feriado e tudo vai voltar ao normal.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

As Eleições Ainda Continuam



A manha está fresca, como irá estar a tarde.
Parece que a chegada deste tempo leva a alegria das pessoas. Fechando o sorriso e escurecendo-lhes o brilho dos olhos.
Porque o belo sol onde se resplendia todo o bronze ainda activo das férias que já deixam saudades, vai dar lugar ao aconchego dos casacos para aquecer o começo de Outono e a chegada da queda da folha.
Mas para mim, é indiferente o Outono trouxe-me um sorriso aos lábios constante.
Á adrenalina no ar e como tal, expectativa aberta para saborear novas sensações e quem sabe os frutos serão colhidos num futuro não muito longe.
Entretanto o País volta à normalidade depois de se conhecer o vencedor das eleições e assim parou todo aquele reboliço de jogadas politicas cheias de “ses” e pouca transparência em jogadas de bastidores que não buscaram o objectivo pretendido, porque o resultado não foi o que se esperava e agora que tudo já se passou. Tenta-se apagar o já impossível e o melhor é deitar água na fervura e olhar em frente porque o País precisa de gente capaz de desbravar caminhos e não colocar obstáculos no mesmo para seguir o lema de para a frente é que está a retoma.
Agora segue-se as eleições caseiras onde tudo se joga em interesses de porta com porta e mobiliza-se centenas de candidatos para encher as ruas de slogans já batidos e promessas que sem sempre serão cumpridas.
São momentos, curiosos, estes das eleições para as Freguesias. Onde se juntam amigos de longa data com pretensões diferentes para a sua Freguesia em matéria de partidos.
Tenho amigos que fazem parte das listas dos cinco partidos e temo-nos encontrado e cada um puxa a brasa para a sua sardinha. Com as conversas sempre animadas e muitos deles com teorias decoradas dos slogans do partido que conferem um grau de política ferrenha às conversas nada programadas, mas que levam a confrontos verbais a resvalar para o quase descontrolo. Mas que logo passa e a amizade volta, cimentada nestes já longos anos.
Tenho um amigo e vizinho, que o irmão é o forte candidato a destronar o Presidente da Câmara que acampou naquele edifício já vai para vinte anos e parece que quer deixar lá as raízes nos descendentes.
E neste ultimo mandato, todos fazemos questão que o homem arrume as tralhas e parta para o paraíso que já adquiriu nestes longos anos de autarca repartido por investimentos que lhe granjearam um pecúlio que o vai deixar bem na vida até ao fim dos seus dias.
Queremos a mudança! Queremos a oportunidade de um novo partido com novas ideias e nova política, para vencer esta Câmara que desde que existem Eleições sempre venceu e se acomodou ao poder arrastando com isso a Cidade para o marasmo em que se encontra.
Para que a mudança seja a realidade que queremos para o Conselho, engrossamos a campanha porta a porta, para que a mensagem chegue bem de perto aos moradores da Freguesia.
Corre-se em caravanas pelas Freguesias para acordar os cidadãos para a letargia que a Cidade caiu nestes longos anos de reinado laranja.
E procura-se até ao último minuto antes das Eleições, que o povo sinta de verdade que esta é a ultima oportunidade para que mudem a politica instalada desde que houve Eleições e vai ser através delas que vamos mudar o Concelho.
De cor partidária. De pessoas que os rostos já cansam de aparecer e apostados nas mesmas ideias.
E colocar ao serviço da Cidade e do Conselho, pessoas competentes. Pessoas que sentem por fora a angústia da cidade parar no tempo e como tal com soluções para a recuperar e a encarreirar na procura de recuperar o tempo perdido.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

O Futuro Para Desbravar



Desapareces como um raio!
Deixaste-me pendurado na penumbra da noite!
Procurei-te em minutos infernais!
Deambulei pela tua imagem e não a projectei com vida.
Senti-me só! E só, passei a noite solitário.
É a minha sina desde que descobri a luz que me deu vida.
Tentei combater este pesadelo, com a capacidade granjeada em todo este tempo!
Embalei-te nas ondas do meu ser enquanto tive forças para sentir que essa felicidade era partilhada.
Foi um tempo que talvez deu a vida, que já vivi.
Mas a vida é tão longa com dias compridos até deixar a lágrima descer pelo rosto mascarado de uma imagem que é a segurança para quem força a dor.
Cada dia que nasça, nasce também a esperança de dias carregados de surpresas!
Eles voltam como um olhar que se troca na barafunda da agitação quotidiana e lá se continua na corrida para voltar a abraçar o que conquistamos.
Seja nas recordações de tempos idos.
Onde a pureza dos nossos ainda verdes anos glorificou a juventude que de quando em vez trás saudades.
Seja no aconchego da maturidade.
Que entrou pelo acumular dos anos, ainda não muitos mas os bastantes para dar raízes, que prolongam a descendência e alegram a dependência.
Seja no futuro que está sempre presente.
Como um guardião implacável a incitar para não parar e olhos pregados ao horizonte toca a correr até os calcanhares tocarem no rabo, subindo a montanha qual Maomé. E mirar o que a vista alcança, pode não ser a terra prometida, mas tem tudo para que um sorriso brote e o desafio em conquistar o que é nosso se inicie.