sexta-feira, 16 de outubro de 2009

A Estrela dos Nossos dias Guiou-me para o que Me Tentavam Oferecer


Ainda a manha nascia quando meti o carro à estrada e fui procurar quem me acenava!
Segui a estrela como há dois mil anos. Só que a estrela de hoje nada tem a haver com a do salvador. A minha estrela era o telemóvel esperando que tocasse para me indicar o local exacto onde iria parar, esperando pela visão de alguém que me acenava.
Passou meia hora e nada se passava!
Olhava o telemóvel de soslaio para ver se tocava, mas ele lá continuava pousado e dormitando, já que sete horas da manhã é hora de ainda, esticar os braços numa preguiça de apetecer cama.
Passou uma hora e nada se passava!
Uma centena de quilómetros já deixados para trás numa velocidade a roçar a imprudência já que a ansiedade tomava conta do subconsciente.
Preciso de um café entro na estação de serviço e rapidamente sorvo o cafezal e pés ao caminho que se faz tarde.
Preciso de encontrar quem me acenou para a seguir. Rumo ao encontro entre dunas, ou matagal. Mas penso que será a céu aberto para melhor comparar a curiosidade de saber primeiro quem és.
Já vou nas duas horas de estrada, agora cheia de semáforos que arrasa os nervos e atrasa o ponto de encontro.
Nisto a estrela ilumina-se. Ou melhor, o telemóvel toca numa música que serve de alerta e já velha conhecida como um grito de aviso.
Sim, sim conheço esse local!
Estou perto meia hora talvez!
Até já!
A estrela dos nossos dias acabada de me dar as coordenadas e lá vou eu, de encontro a quem me acena.
Cheguei e contemplo onde me encontro!
Um parque cheio de mesas de pedra convida para sentar e desfrutar de toda a frescura de um princípio de Outono, mas ainda quente para procurar a sombra.
Acenas-me com aquilo que trazes e está à minha disposição.
Rejeito o que me ofereces! Talvez, ainda mal refeito do aparato da tua chegada.
Carro de encher o olho e postura de quem está ali para não perder tempo.
Apercebes-te que algo não está a bater certo. Convidas-me a um passeio pela Avenida rodeada de grandes árvores numa extensão de quinhentos metros.
Conversamos demoradamente sem nenhum abrir o jogo. Já que o segredo é a alma do negocio.
Chegados ao final da Avenida e já um pouco cansados por calcorrear paralelepípedo que estragou as biqueiras dos sapatos já que o desnível era em algumas zonas autenticas barreiras para dar o paço normal de uma caminhada.
Sentamo-nos no barzito com cadeiras de ferro e o tampo em madeira e lá continuamos numas tretas rodeadas de episódios das nossas vidas para abrir o à-vontade, já que o clima continuava num impasse de auto confiança.
Como a hora do almoço chegava e nós nem atávamos nem desatávamos, resolvemos ir degustar o prato da região ao volante da tua bomba ao som de música portuguesa que enchia a viatura de clima bem romântico.
O almoço entrou pela tarde dentro e insinuações a roçarem o desafio.
Há toques de pernas, há toques de mãos. Há olhares trocados de forma suspeita.
Será do vinho espumante que sobe à cabeça num abrir e fechar olhos. Ou da conversa que já está a ir longe demais para o fim que nos cá trouxe.
A hora avança e nem damos por ela!
Relembras o que é o principal, da nossa estadia nesse local e pronto voltamos ao tema do início e vá lá, vai haver entendimento.
Mais um copo do vinho dos piquinhos e sela-se o acordo de cavalheiros. Num brinde de copos aos lábios e um olhar penetrante que me obriga a bater o dente na taça fazendo melodia.
Regressamos ao local do encontro na bomba da felizarda. Carro de luxo e mulher que o bem merece.
Regresso no meu e ela lá vai à sua vida naquela bomba que enche a rotunda onde nos separamos. Valeu a viagem e a estrela que me levou a quem me acenava.
Mulher que sabia o que queria. Mas contentou-se com aquilo que colheu, porque era só o que eu tinha para oferecer.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

O Dia Seguinte à Grande Vitória



Hoje corri a cidade para saber as novidades devido ao resultado eleitoral que acabou com o domínio laranja, que embandeirava em arco neste Concelho desde a primeira Eleição, já lá vão mais de três dezenas de anos.
E por onde passava só se falava da grande façanha!
Muitos gritavam que um novo 25 de Abril, nasceu em Barcelos.
Ninguém ficou indiferente ao derrube do bastião laranja na cidade e o povo de Barcelos, não se cansava de expor os seus sentimentos, numa noite longa, conforme as horas avançavam e os resultados iam aos poucos mostrando que a realidade de a Câmara mudar de partido poderia ser possível.
E foi possível!
Mas ninguém o esperava. Todos sabíamos que o PS, iria conseguir roubar a maioria ao PSD e conseguir bater-se até ao fim.
Agora vencer e por 973 votos de diferença, era pouco plausível mesmo para os mais confiantes.
Todas as Eleições realizadas até esta ultima, eram previsíveis em relação ao vencedor.
Bem cedo se descobria conforme os resultados das Freguesias do Concelho iam chegando á Sede laranja, que a vitória era um dado adquirido e duas horas depois a cidade recolhia-se num sono profundo já que nada de novo acontecia e até o PSD, nem se dava ao trabalho em festejar, já que a vitória era um dado adquirido. E já eram tantas, que se tornou um hábito.
E andamos nisto anos e anos, num mais do mesmo, só mudando um ou dois Vereadores, para que o Presidente trouxesse sangue novo para amparar as suas jogadas e alicerçasse ainda mais o total controlo de um Concelho subjugado às suas directrizes.
E a mudança deu-se porque, o povo se sentiu enganado no abuso dos preços galopantes da água que aumentou sem rei nem roque e iria por aí fora sem ninguém por fim a isso. E entrando uma nova Câmara será uma certeza o reduzir para metade os preços exorbitantes, como foi amplamente prometido!
O problema dos caulinos, que se arrastavam anos a fio em manifestações das Freguesias mais directamente envolvidas, com gravíssimos atentados aos solos, mas de nada valera. As empresas entraram campos adentro com a conivência da Autarquia.
E a indefinição do aterro sanitário que ora vai para esta Freguesia e semanas depois, pára aí que talvez já irá para outra Freguesia. Num processo pouco claro que só parou num stand bay necessário, porque as Eleições estavam à porta.
E gritante, o desemprego já arrasta famílias para se socorrer da caridade, para dar de comer aos filhos. E esta Câmara nada fez para atenuar um problema que era previsível num Concelho agarrado à Industria Têxtil, deixando que se atolasse em encerramentos e só agora perto das Eleições é que o drama do desemprego seria o principal problema a combater pela Autarquia.
E claro, um mar de gente, deixou as suas Freguesias e rumou à Avenida da Liberdade para se juntar à chegada do vencedor e mostrar-lhe que a vitória era daqueles milhares de apoiantes que levaram à queda do imperador da terra dos galos e coroasse o recente conquistador numa façanha que tão cedo irá perdurar na memória dos Barcelenses.
E como forma de pagar um apoio fantástico que deu ovos de oiro, o novo Presidente, horas depois de uma festa apoteótica, deslocou-se a uma empresa para agradecer e no meio de champanhe e brindes, prometeu cumprir tudo o que o seu programa estipulava numa campanha feita de crescendo como as ondas que de insignificantes ainda longe ganhando vida. Quando chegam ao destino final, surgem fortes e tudo vencem.
Num Concelho amorfo virado para o marasmo de uma governação que arrastava no poder vitalício que já ameaçava passar de pai para filho. Esta mudança será sem dúvida uma lufada de ar fresco bem necessário!

Foi Derrotado o Bastião Laranja que se Apossou do Poder no Maior Concelho do País




Afinal Barcelos abateu o bastião Social-Democrata que desde que as Eleições foram uma conquista para todos os portugueses, se instalou nesta cidade que é a minha e dela não arredava pé como se de um bem adquirido se tratasse.
Pouca gente o previa apesar de nestes últimos dias que antecediam as Eleições, existir já uma janela semi aberta para perscrutar a mudança.
Esperou-se pelas horas seguintes de uma contagem Freguesia a Freguesia, para se concluir que a vitória era uma visão real e ao alcance dos Socialistas Barcelenses.
A vitória começou a tomar forma com os grandes resultados do PS, obtidos nas Freguesias periféricas e desde logo a vitória seria possível de alcançar.
Pé ante pelas Freguesias mais distantes deste grande Concelho, colhendo os resultados finais, mais se convencia que a derrota era uma realidade ali bem perto das mãos de todos os Barcelenses.
Os resultados tardavam em chegar para se apurar o vencedor e três horas depois do encerramento das urnas, a vitória do PS de Barcelos era a certeza para alegria de muitos Socialistas Barcelenses e a desolação para os Sociais-democratas ainda incrédulos pelos resultados já conhecidos.
Trinta e tal anos depois de domínio Social-Democrata, onde imperou o quero, posso e mando devido as sucessivas maiorias. Finalmente o PS vence e vai mudar todo o figurino de uma Câmara que sempre conheceu uma só cor partidária.
Parabéns a quem apostou em Miguel Costa Gomes, porque apostou na mudança, na esperança e no acreditar que seria possível derrubar o muro Fernando Reis (grande derrotado) e os seus acólitos num Concelho onde o partido laranja era dono e senhor de tudo alterar e tudo oferecer a quem lhes beijava as mãos.
Barcelos mudou de partido! Vai mudar de política, vai cumprir o seu programa que se baseava em corrigir os grandes disparates feito por esta Câmara em matérias tão sensíveis como o negócio das águas.
As obras que nem atam nem desatam, para prejuízo dos utentes e projecção de um Concelho que com este Presidente, estagnou no tempo comparativamente com os Concelhos vizinhos.
Parabéns ao PS e fundamentalmente ao seu candidato e a quem apostou nele!

domingo, 11 de outubro de 2009

As Eleiçôes Das Caras que Nos Cruzamos Diáriamente


Está um dia lindo!
Cheio de sol a cheirar a Verão de São Martinho e lá vou eu a caminho da escola onde está a minha Secção de Voto.
A escola enche-se de curiosos. Amigos dos candidatos e os próprios candidatos que se juntam com os membros das listas e acompanham o andar da votação centrando-se no vai e vem das pessoas que se sentem felizes com um dia tão belo que até convida a uma fugida à escola para votar e cumprir assim o seu dever.
Hoje levo o meu filho para votar pela primeira vez!
Estava reticente em me acompanhar mas lá foi junto a mim a comungar de um novo passo na sua vida, escolhendo quem bem entende para gerir os destinos dos três órgãos, que comandam a vida dentro desta cidade e do próprio conselho, com 89 Freguesias o maior do País.
Embora os jovens de hoje pouco ou nada se interessam pela política, mas lá me acompanhou e confesso que não sei em quem ele votou.
A Escola tem dez Secções de voto, são quase quinze mil eleitores e concentram-se muita gente em volta das Secções para votar.
Depois na entrada, quando uns abandonam e outros se cruzam para irem votar, revêem-se amigos, à muito não vistos, porque vivem noutros locais. Aproveitando esse dia para estar com familiares e amigos e assim juntam o útil ao agradável num dia que se espera aberto a rever momentos de tempos já distantes mas engraçados, agora que juntos se descrevem as emoções sentidas.
Quanto aos resultados, as sondagens caseiras feitas mediante as campanhas para os vários órgãos, leva-me a sentir que tudo vai ficar como dantes!
Na grande Freguesia do Conselho onde voto e vivo, não existirá mexida. Apesar de o candidato ter trazido alma nova e despoletar uma entrega total do partido que lidera os destinos da Freguesia (PS), para que não seja destituído. Já que o jovem candidato que se apresentou como alternativa, possuir um currículo humano e social a ter em conta, destacando-se todo o seu empenho numa campanha feita com responsabilidade e elevação.
No que concerne à Câmara Municipal, o cenário é o inverso!
Uma Câmara desde sempre PSD, que nas Freguesias periféricas não consegue vencer e por isso virando todas as suas baterias para as freguesias mais interiorizadas, onde aí, o Presidente é rei e senhor dos votos de todas as gerações. Que lhe garantem à partida a reeleição para mais um mandato. Apesar de nestas Eleições o PS local tudo ter apostado num Candidato que lidera a Associação Comercial há vinte anos com provas dadas e figura respeitada.
Penso que o melhor que conseguirá é retirar a maioria absoluta ao PSD e perdendo por pouca margem. Se assim for a derrota saberá um pouco melhor roçando o cheirinho de uma vitoria na próxima etapa já daqui a quatro anos.
No que diz respeito a Portugal, Lisboa será do PS, com uma vitória a não deixar dúvidas a quem quer que seja, sendo mais um tiro no escuro de Santana a ver a sua figura a ser arrastada pelas ruas do insucesso.
O Porto continuará a ser um rio, de costas voltadas para a grande Instituição portista. Vencendo pela maioria numa cidade onde a grande figura se chama Pinto da Costa, mas, não consegue chamar para a candidata por si apoiada a vitória que ele amplamente desejava. Por um sem número de razões.
Nas restantes cidades capitais de Distrito, tudo irá se manter como até aqui, verificando-se mudanças em três ou quatro, mas só concretizadas ou não, depois da contagem dos votos.
Surpresa já houve, o triste episódio da morte de uma pessoa a tiro, que manchou este acto que decorre de uma forma ordeira num belo dia cheio de sol.

sábado, 10 de outubro de 2009

Obama Recebe o Prémio para Levar a Paz ao Mundo



Obama continua na senda do reconhecimento!
Ainda mal aquecendo o lugar à frente dos destinos da grande Nação Americana, onde é sujeito a ir ao limite da sua capacidade para lidar com as grandes decisões que abalam a América e o Mundo, por arrasto. Lembrando esta última que divide os Americanos, tendo que tomar a decisão de olhar para o Afeganistão como um País que cercou os terroristas e mais cedo ou mais tarde os encerrará num beco sem saída, enviando mais militares.
Ou deixando-o à mercê desses mesmos terroristas, prontos a fazer dele a rampa de lançamento em direcção ao Mundo, para darem azo às suas loucuras demoníacas. Se aceitar dar ouvidos aos milhões de Americanos que não querem ver os seus filhos serem engolidos por emboscadas traiçoeiras, que os mandam de volta a casa enrolados na bandeira e fechados para a vida.
E não é que neste dilema, Obama recebe a notícia de ter sido galardoado com o Prémio Nobel da Paz!
O mundo ficou feliz com tamanha notícia!
De um lado ao outro deste planeta, todos foram unânimes em reconhecer o mérito de Obama ao ser galardoado. E ele próprio numa humildade que já o caracteriza e lhe confere elevada admiração, salientou a honra em se juntar a tão ilustres personalidades que já receberam tamanha distinção.
Mas é um feito admirável um homem que praticamente ano e meio antes, era um adversário sem experiência para grandes voos na conquista de um lugar de relevo na politica Americana, já que tudo se conjugava para que o próximo Presidente dos EUA, saísse das figuras lançadas e escolhidas a dedo para ocupar tão prestigiado trono. Fosse ele o escolhido pela maioria dos Americanos numa Eleição que ficará na história, por mais que os anos passem, como o primeiro negro a assumir a cadeira que foi de George Washington.
E foi o primeiro a ser galardoado como Nobel da Paz, ainda com tarefas inacabadas e como tal sem alardes de grandes feitos, mas com selo de alcançar a tão desejada Paz.
Então porquê que foi o escolhido!
Porque é um homem que transpira Paz. E vai incrementá-la em locais que até agora impossíveis de serem concretizados.
O Médio Oriente será finalmente visto como o berço da Paz, graças ao esforço deste homem que está a lançar as sementes de encontro aos campos onde vivem Palestinianos de um lado e Israelitas do outro. E essas sementes, germinaram num só campo, dando fruto de árvores que serão colhidos mutuamente e repartidos pelos dois povos sem barreiras, nem restrições.
O flagelo das armas nucleares será reduzido pelos esforços deste homem que a cada uma que for destruída libertará milhões de pombas brancas para pousar nos beirais das casas, alegrando quem lá vive, que podiam ter um fim dantesco se uma dessas tivesse esse destino.
Enviar intermediários, ou mensagens com o seu punho, para se inteirar de conflitos que se avizinham, como: instabilidade Iraniana, nervosismo Venezuelano, descontrole Hondurenho. Serão apaziguados e até solucionadas, graças à enorme capacidade de liderança, respeito, consideração que a hombridade de Obama reflecte.
Por saber que tudo isto é possível, é que os responsáveis por escolher o Galardoado ao Prémio Nobel da Paz de 2009, votaram em Obama.
O Presidente dos Americanos e o homem da Paz no mundo!

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

O PSD Foi Dar Uma Mão ao Candidato, mas Lançou Avisos ao PS




Manuela Ferreira Leite deu destaque bem no interior norte de Portugal, que o PSD, afinal não perdeu assim por diferença que se notasse, como muita gente faz querer parecer. E até acaba de infringir uma derrota ao PS, ganhando-lhe três a um em deputados pela Europa, sinal de bons ventos para as Autárquicas que estão com um pé nas urnas.
Todo este clima de euforia, com Espanha á vista, que deixou de morrer de amores á algum tempo num soltar de língua contra as intenções Espanholas para porem a rolar o TGV por Portugal dentro. Criando um ligeiro alvoroço na opinião pública dos dois Países, mas tudo passou e também tudo não passou de um desabafo aberto a todos, quando devia ficar guardado nas paredes Sociais-Democratas.
Tudo isto muito bonito no apoio ao candidato laranja por Bragança, criando entusiasmo nos alegres simpatizantes que todos decorados de laranja lá rodeavam a líder e o candidato.
Só que MFL, não abriu a boca para a verdade já que o PSD, ganhou três deputados, mas na contagem final de votos, o PS venceu com larga margem e como existe uma votação para dois círculos eleitorais o PSD, logrou arrecadar três deputados como uma dádiva caída do céu para MFL e com isso serviu de argumento para inflamar os laranjas de Bragança que muitos deles viram ali uma pequena vitória.
E claro no meio do entusiasmo, para este povo habituado às amarguras da interioridade, ver uma líder gritar alto e em bom som que alianças com o PS, nunca!
Que o Engenheiro Sócrates tire o cavalinho da chuva se pensa que ela, MFL, irá acudir aos Socialistas para deixarem passar diplomas como dá cá aquela palha, nunca!
Que pense desde já continuou MFL, um pouco entusiasmada com a sua performance, que não existirá pacto nenhum seja qual for o assunto, para viabilizar o orçamento. Nem mesmo com a abstenção o PS pode contar, nunca!
E o povo aplaudia e apupava quando a líder falava no PS.
Portanto continuava MFL, aqui nesta capital, onde o PS (mais apupos), nada fez para contribuir para diminuir a interioridade deste povo tão martirizado ao longo destes quatro anos. Devemos dar o nosso voto ao candidato Social-Democrata por Bragança, o único que ainda rema a favor da maré, para puxar o oceano que se alaga em fundos financeiros, mas que cá não chega em matéria de apoios fundamentais para que o interior consiga apanhar o barco da modernidade e da facilidade.
Só aqui o nosso candidato e fez o gesto com a mão para o homem se chegar mais para a frente do palanque para que todos o vissem, poderá dar alegrias a este povo, porque tem obra feita e vai continuar a expandi-la, alargando as fronteiras cá da terra encurtando a distancia entre o litoral e o interior norte.
E o candidato levantou os braços numa de agradecimento e acanhado talvez por estar em presença da líder que lá chegou bem ao interior Português, pronta para lançar uns recados ao Primeiro-ministro Sócrates. Retirou do bolso, pequenas notas para começar o seu discurso e mostrar trabalho de casa á líder porque não é todos os dias que se tem ao lado bem na terra onde o viu nascer, tão famosa personalidade.
E nós que assistimos via TV, ao acompanhamento de MFL, pelos candidatos autárquicos neste País, ficamos a saber pela boca da dita senhora que não haverá qualquer tipo de acordo do seu partido com o partido do governo. Porque o PSD, tem mais votos que toda a oposição junta. E como tal é um partido com responsabilidades e saberá actuar quando for necessário para o bem do País e dos Portugueses.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

As Eleiçoes que Ocuparam o País Durante Meio Ano


Entramos nos últimos dias, de uma semana que se prevê longa nesta atribulada vida de eleições, que se iniciaram no começo do Verão, com a vitória dos Sociais-Democratas, que se sentiram no pedestal da alternativa e deixaram-se caminhar, embrenhados nesse sucesso pelas praias quentes do nosso País gozando os louros de uma vitória.
Mal sabendo que o sucesso pode ser efémero e esfumar-se ainda as canas da festa estavam quentes, como se constatou numas eleições amplamente concorridas numa campanha levada até à exaustão e no final todos venceram. Todos não!
Só perderam os Sociais-democratas, os tais que haviam cantado vitória nas Europeias e de uma vitória segura feita de pés de aço, lograram a derrota sem margem para dúvidas, num afundamento que as sondagens já haviam traçado só três dias antes, depois de se alongarem em empates técnicos que equivaliam a esconder a tendência de que quem é Socialista aí permanece até perder a fé nos seus dirigentes. E alguns já carregados de histórias que marcaram o País, neste caminhar de liberdade ainda não muito distante.
Entramos na recta final da Campanha Eleitoral para as Eleições caseiras como lhe chamo! E que encerrará um ciclo exausto que fartaram o País.
São eleições por tradição Sociais – Democratas, nesta fase onde a líder caída em desgraça, irá deixar o cargo, já com olho piscado por dois ou três.
Pelo menos um já conhecido de recente combate, mas se avançar, outros já amadurecidos e com provas de terem lá estado, não vão deixar que o benjamim, assuma o lugar depois de estar à espreita da escorregadela da líder e sair do covil de peito feito para alcançar o que demorará anos a se concretizar.
É uma campanha porta a porta e desta vez acompanhada pela chuva, que os vencedores dirão que abençoada.
E os que ficaram aquém das expectativas irão se conformar com os resultados e irão se recordar pela vida fora, das chuvadas que apanharam e do esforço que se tornou inglório.
São eleições já com raízes implantadas nas localidades. Onde a mudança é quase impossível e é um, do mais o mesmo.
Luta-se pela alternativa Eleição após Eleição e no final é o desgosto da derrota, ou o consolo de retirar a maioria àqueles sacaninhas. Ou então a já esperada derrota já que o sistema instalado assim dita leis.
Mas também vai surgir as surpresas de conquistar bastiões com as bandeiras hasteadas anos e anos nos Paços do Concelho. E os heróis irão emergir como os conquistadores da descoberta em derrubar castelos fortes como o betão, mas derrubáveis pelo voto de quem quis a mudança acreditando no candidato da esperança.
Será também a última corrida de beijos e abraços ao povo leal, que irá votar pela derradeira vez no final de um ciclo para quem já se habituou ao gosto pela cadeira de autarca!
Será o definitivo mandato para as figuras já sobejamente conhecidas, tanto a nível local e até a nível nacional como os autarcas que tudo comandam nas suas cidades.
Outros mais modestos que lideram os destinos das suas Freguesias.
E sendo o último mandato de quatro anos, espera-se que terminem em grande e deixem o trabalho feito com a dignidade que se espera deles.