sexta-feira, 23 de outubro de 2009

O Núcleo Duro de Ministros Protegerá os Novos


Aí está o novo elenco Ministerial!
Homens e mulheres preparados para serem paus para toda a obra e chefiarem cada Ministério à sua guarda de costas largas, prontos a enfrentarem uma oposição que não vai ser pêra doce durante a próxima legislatura.
Aí não vai ser não!
Foi-se a maioria onde metade dos Ministros que segunda-feira tomarão posse, se habituaram ao longo de quatro anos e meio a usar essa maravilha que o povo lhes oferece. E só foi servida de bandeja duas vezes desde que as Eleições foram livres e abertas a quem quer ter o privilégio de eleger os seus representantes nacionais.
Agora abre-se novo capítulo e com o fim da maioria iremos ter a certeza de grandes entraves, para levar a cabo a obra que esta equipa de Ministros assumiram realizar, já que o desafio de enfrentar uma oposição ávida por sangue político é bem estampado no rosto dos seus líderes.
Por isso é fundamental que este elenco seja caracterizado pela competência a todos os níveis. Sobressaindo o abrir os caminhos da justiça, o desanuviamento do drama social, a estabilidade do ensino e o progresso do País além fronteiras.
Oito deles transitam fruto do bom trabalho realizado reconhecido por quase todos e como tal nada a opor à sua continuidade. Quem é bom é sempre lembrado e convidado.
Dois deles mudam de pasta uma espécie de promoção já que são homens com horizontes alargados e estão prontos a agarrar o que aí vem, em áreas frágeis como a Economia, nesta fase que passamos, um pau de sete bicos.
E a Defesa sempre renitente e carente, desabafando para o interior do seu quartel-general já que obedecem ao princípio de honrar a estabilidade Democrática, mesmo que tenha de engolir de quando em vez, alguns sapos vivos.
E surgem nove novos Ministros! Dos quais um Secretario de Estado.
Que vão substituir os que foram relegados, ou que porventura não quiseram continuar pelas mais diversas razoes.
Durante estes dias que antecederam o anúncio do Elenco Ministerial, sentiu-se um tentar descobrir, quem abandona e quem substitui.
Mas nada puderam deitar cá para fora. José Sócrates guardou a sete chaves a lista da sua equipa e quando foi anunciada, a surpresa foi verdadeira.
Dos que foram deixados no virar de página, surpresas não prevaleceram, porque já eram esperadas as suas substituições.
Agora quem vai ocupar as suas pastas é um desafio para todos!
A maioria não é conhecida do grande público.
A primazia foi dada às mulheres para gáudio do lado feminino. Uma aposta de Sócrates que premeia mulheres em áreas sensíveis como do Trabalho e da Solidariedade Social. Com a enorme tarefa de minimizar conflitos laborais que acabam em mais e mais desemprego com repercussões preocupantes na Sociedade.
Na Educação, outra área de uma sensibilidade a toda a prova, pronta a explodir em manifestações nacionais a qualquer momento. Onde os professores esperam desconfiados das novas medidas desta nova Ministra.
Espera-se mais visibilidade no Ambiente e na Cultura, parentes pobres em relação aos outros Ministérios, embora tão ou mais importantes, já que tanto um e outro primam pelo preservar o que é património de todos e com a responsabilidade de o doar sem destruições às novas gerações.
Um elenco que integra um numero de mulheres a ter em conta. E como tal começo por dar os parabéns a quem acreditou que as mulheres são o futuro de o País ultrapassar os obstáculos tão espinhosos que nos esperam nestes próximos quatro anos.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Não Gosto da Chuva. Não Gosto Mesmo!



A chuva devia de aparecer quando a noite já vai alta e assim cair sem afectar ninguém e até ajuda a combater as insónias, já que é agradável ouvir a chuva cair quando já estamos no quentinho prontos para adormecer e descansar o corpo obrigado aos esforços contínuos de um dia de trabalho.
Mas pelo correr do dia a chuva é nefasta!
É um martírio para se conduzir, em estradas repletas de trânsito, sempre com as escovas num vai e vem constante, que irrita quem vai ao volante e obriga a uma atenção redobrada.
Levamos com ela pela roupa abaixo, quando percorremos o passeio e como se não bastasse, ainda somos autenticamente agredidos com uma vareta em direcção ao peito, das pessoas que de guarda-chuva na mão sendo mais pequenas fazem do mesmo o abre alas para continuar o seu caminho.
A chuva deixa o dia negro!
Negro de alegria, pairando a tristeza nas pessoas, que abrigam a cabeça dentro do guarda-chuva, mas o resto do corpo é martirizado com esta irritante queda de água que ensopa a roupa colando-se ao corpo esfriando-o do calor tão necessário para no mínimo suportar tal intempérie.
Negro da luminosidade, que se esconde por trás das nuvens negras autênticas barreiras intransponíveis e que vigiam os nossos passos num vai e vem rotineiro, que às duas por três, nos abençoa com um chuveiro bem forte que encharca os caminhos por onde passamos, enlameando as avenidas carregadas de prédios que ficam á mercê desses contínuos chuveiros, encharcando as entradas e levando atrás de nós as passadas pingando gotas ininterruptas de água, até que a entrada do apartamento seja o caleiro onde desagua finalmente o que resta da chuva que nos obrigou a transportá-la até ali.
Prefiro o frio, mesmo o frio intenso, do que o raio da chuva e logo eu que detesto andar de guarda-chuva e claro paro o carro e toca a correr vá para onda vá.
Sou logo recebido por fortes bátegas, pensando que chove pouco e corro o mais rápido possível, imaginando que a chuva é mais vagarosa e não chega a apanhar-me.
Mas apanha-me num abrir e fechar de olhos, mais fechados porque até pelos olhos dentro ela me encara.
A chuva é preciosa, sem dúvida dizemos todos!
Então que o Divino Espírito Santo a mande para o bem de todos pela noitinha. Onde estamos resguardados no quentinho, ouvindo o seu uivo bem juntinho à nossa jovem num prazer aconchegante que embala o corpo e saboreia a chuva do lado de lá da janela.
Só que choveu de noite. Continuando pela manhã sem interrupção alagando a terra. E a tarde vai dar lugar, novamente à noite com a chuva a fazer questão de nos ensopar.
E quando era miúdo, chovia dias e dias sem parar.
O fogão era o poiso das botas para secarem.
As meias talvez secassem nos pés, não sei. Só sei que não eram com a fartura dos dias de hoje onde um estendal enche-se de peúgas.
E chovia sem parar. Chovia uma semana seguida.
Os rios enchiam. As estradas eram o caminho que a água seguia em direcção aos campos que serviam de foz. Mas os campos alagavam-se e tornavam a enviar a água rua fora e saltávamos com as calças esticadas de um lado para o outro na vá tentativa de pousar num local menos profundo, onde a água não cobrisse as botas. As únicas que possuía, porque o tempo era de vacas bem magras e botas só aquelas para a semana e os Domingos.

sábado, 17 de outubro de 2009

A Nova Rapaziada Apresentou-se para Tomar o seu Lugar na Assembleia



A Assembleia da República encheu-se de deputados principalmente de muitas caras novas, para mais um ano de debates e querelas nas interpelações.
Depois de quatro anos de maioria onde o PS, lograva ver aprovado tudo o que se debatia nesta casa, apesar de ser confrontado pela oposição, que tudo fazia para, pelas palavras muitas das vezes bastantes inflamadas, provar que o partido do governo estava no caminho do quero posso e mando. Mas no momento de votar nada podia fazer porque a maioria do PS, bastava e sobrava para ver aprovados os diplomas por si apresentados.
Só que a partir de agora nada será como dantes!
Irá existir mais confronto verbal, que irá por os cabelos em pé ao Primeiro-Ministro (outrora com maioria, a partir de agora sem essa poderosa muleta) E aos seus Ministros quando a sua vez chegar para dizer de sua justiça, perante a injustiça da oposição.
Mais moções rejeitadas e também outras mais aprovadas. Poderá se andar nisto dias a fio. E terá que existir acordos de princípio para que o governo aprove os seus diplomas já que a maioria detida até então, deixou de existir em virtude dos resultados das recentes eleições.
Portanto irão ser animados e até a raiar o confronto verbal a queimar os limites, as diversas Sessões da Assembleia já que nenhum líder da oposição se mostrou aberto a coligações e até mesmo acordos pontuais. Por menos perante a opinião pública.
O figurino do Parlamento alterou-se significativamente. Passou de uma maioria de direita para a maioria de esquerda e com o partido do governo também de esquerda, espera-se belos confrontos entre esquerdas com a direita de perna alçada a curtir o desfiar de acusações.
Mas nesta abertura, depois de umas Eleições que encheu os partidos mais pequenos de deputados. Onde vão engrossar as bancadas dos Bloquistas e dos Centristas como à muito não se via. Sendo mais acha para a fogueira, para incendiar o Hemiciclo aquando das interpelações e em alguns casos em tudo o que mexa.
E assim abriram-se as portas ao baptismo de 105 novos deputados, dos quais o filho do Presidente cá do sitio que durante 20 anos governou a seu belo prazer a Câmara sendo um dos bastiões nacionais a ser derrubado nas eleições ainda quentes, com mais surpresa que o muro de Berlim.
E lá estavam todos eles a serem recebidos pelos mais velhos, num baptismo a cheirar a praxe, dentro dos modos que se espera numa casa onde se regem os destinos da nação.
Serão 105 novos deputados que depressa aprenderão as regras com que a casa se rege, depois de passada toda aquela tremideira e os dias levarem o cheiro a carne fresca.
E não vai tardar muito que entrem no abraço que envolve a mística daquela casa, que é servir quem lá está. E não quem a vê de fora, os milhões de cidadãos que com o seu voto os puseram lá para servir o País e as regiões onde todos eles se apresentaram para serem eleitos.
Faço votos para que no meio desta mais de uma centena de novos deputados, surjam assim o desejo, grandes promessas para que possam melhorar o conceito que hoje a esmagadora maioria dos portugueses têm dos deputados da Nação.


sexta-feira, 16 de outubro de 2009

A Estrela dos Nossos dias Guiou-me para o que Me Tentavam Oferecer


Ainda a manha nascia quando meti o carro à estrada e fui procurar quem me acenava!
Segui a estrela como há dois mil anos. Só que a estrela de hoje nada tem a haver com a do salvador. A minha estrela era o telemóvel esperando que tocasse para me indicar o local exacto onde iria parar, esperando pela visão de alguém que me acenava.
Passou meia hora e nada se passava!
Olhava o telemóvel de soslaio para ver se tocava, mas ele lá continuava pousado e dormitando, já que sete horas da manhã é hora de ainda, esticar os braços numa preguiça de apetecer cama.
Passou uma hora e nada se passava!
Uma centena de quilómetros já deixados para trás numa velocidade a roçar a imprudência já que a ansiedade tomava conta do subconsciente.
Preciso de um café entro na estação de serviço e rapidamente sorvo o cafezal e pés ao caminho que se faz tarde.
Preciso de encontrar quem me acenou para a seguir. Rumo ao encontro entre dunas, ou matagal. Mas penso que será a céu aberto para melhor comparar a curiosidade de saber primeiro quem és.
Já vou nas duas horas de estrada, agora cheia de semáforos que arrasa os nervos e atrasa o ponto de encontro.
Nisto a estrela ilumina-se. Ou melhor, o telemóvel toca numa música que serve de alerta e já velha conhecida como um grito de aviso.
Sim, sim conheço esse local!
Estou perto meia hora talvez!
Até já!
A estrela dos nossos dias acabada de me dar as coordenadas e lá vou eu, de encontro a quem me acena.
Cheguei e contemplo onde me encontro!
Um parque cheio de mesas de pedra convida para sentar e desfrutar de toda a frescura de um princípio de Outono, mas ainda quente para procurar a sombra.
Acenas-me com aquilo que trazes e está à minha disposição.
Rejeito o que me ofereces! Talvez, ainda mal refeito do aparato da tua chegada.
Carro de encher o olho e postura de quem está ali para não perder tempo.
Apercebes-te que algo não está a bater certo. Convidas-me a um passeio pela Avenida rodeada de grandes árvores numa extensão de quinhentos metros.
Conversamos demoradamente sem nenhum abrir o jogo. Já que o segredo é a alma do negocio.
Chegados ao final da Avenida e já um pouco cansados por calcorrear paralelepípedo que estragou as biqueiras dos sapatos já que o desnível era em algumas zonas autenticas barreiras para dar o paço normal de uma caminhada.
Sentamo-nos no barzito com cadeiras de ferro e o tampo em madeira e lá continuamos numas tretas rodeadas de episódios das nossas vidas para abrir o à-vontade, já que o clima continuava num impasse de auto confiança.
Como a hora do almoço chegava e nós nem atávamos nem desatávamos, resolvemos ir degustar o prato da região ao volante da tua bomba ao som de música portuguesa que enchia a viatura de clima bem romântico.
O almoço entrou pela tarde dentro e insinuações a roçarem o desafio.
Há toques de pernas, há toques de mãos. Há olhares trocados de forma suspeita.
Será do vinho espumante que sobe à cabeça num abrir e fechar olhos. Ou da conversa que já está a ir longe demais para o fim que nos cá trouxe.
A hora avança e nem damos por ela!
Relembras o que é o principal, da nossa estadia nesse local e pronto voltamos ao tema do início e vá lá, vai haver entendimento.
Mais um copo do vinho dos piquinhos e sela-se o acordo de cavalheiros. Num brinde de copos aos lábios e um olhar penetrante que me obriga a bater o dente na taça fazendo melodia.
Regressamos ao local do encontro na bomba da felizarda. Carro de luxo e mulher que o bem merece.
Regresso no meu e ela lá vai à sua vida naquela bomba que enche a rotunda onde nos separamos. Valeu a viagem e a estrela que me levou a quem me acenava.
Mulher que sabia o que queria. Mas contentou-se com aquilo que colheu, porque era só o que eu tinha para oferecer.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

O Dia Seguinte à Grande Vitória



Hoje corri a cidade para saber as novidades devido ao resultado eleitoral que acabou com o domínio laranja, que embandeirava em arco neste Concelho desde a primeira Eleição, já lá vão mais de três dezenas de anos.
E por onde passava só se falava da grande façanha!
Muitos gritavam que um novo 25 de Abril, nasceu em Barcelos.
Ninguém ficou indiferente ao derrube do bastião laranja na cidade e o povo de Barcelos, não se cansava de expor os seus sentimentos, numa noite longa, conforme as horas avançavam e os resultados iam aos poucos mostrando que a realidade de a Câmara mudar de partido poderia ser possível.
E foi possível!
Mas ninguém o esperava. Todos sabíamos que o PS, iria conseguir roubar a maioria ao PSD e conseguir bater-se até ao fim.
Agora vencer e por 973 votos de diferença, era pouco plausível mesmo para os mais confiantes.
Todas as Eleições realizadas até esta ultima, eram previsíveis em relação ao vencedor.
Bem cedo se descobria conforme os resultados das Freguesias do Concelho iam chegando á Sede laranja, que a vitória era um dado adquirido e duas horas depois a cidade recolhia-se num sono profundo já que nada de novo acontecia e até o PSD, nem se dava ao trabalho em festejar, já que a vitória era um dado adquirido. E já eram tantas, que se tornou um hábito.
E andamos nisto anos e anos, num mais do mesmo, só mudando um ou dois Vereadores, para que o Presidente trouxesse sangue novo para amparar as suas jogadas e alicerçasse ainda mais o total controlo de um Concelho subjugado às suas directrizes.
E a mudança deu-se porque, o povo se sentiu enganado no abuso dos preços galopantes da água que aumentou sem rei nem roque e iria por aí fora sem ninguém por fim a isso. E entrando uma nova Câmara será uma certeza o reduzir para metade os preços exorbitantes, como foi amplamente prometido!
O problema dos caulinos, que se arrastavam anos a fio em manifestações das Freguesias mais directamente envolvidas, com gravíssimos atentados aos solos, mas de nada valera. As empresas entraram campos adentro com a conivência da Autarquia.
E a indefinição do aterro sanitário que ora vai para esta Freguesia e semanas depois, pára aí que talvez já irá para outra Freguesia. Num processo pouco claro que só parou num stand bay necessário, porque as Eleições estavam à porta.
E gritante, o desemprego já arrasta famílias para se socorrer da caridade, para dar de comer aos filhos. E esta Câmara nada fez para atenuar um problema que era previsível num Concelho agarrado à Industria Têxtil, deixando que se atolasse em encerramentos e só agora perto das Eleições é que o drama do desemprego seria o principal problema a combater pela Autarquia.
E claro, um mar de gente, deixou as suas Freguesias e rumou à Avenida da Liberdade para se juntar à chegada do vencedor e mostrar-lhe que a vitória era daqueles milhares de apoiantes que levaram à queda do imperador da terra dos galos e coroasse o recente conquistador numa façanha que tão cedo irá perdurar na memória dos Barcelenses.
E como forma de pagar um apoio fantástico que deu ovos de oiro, o novo Presidente, horas depois de uma festa apoteótica, deslocou-se a uma empresa para agradecer e no meio de champanhe e brindes, prometeu cumprir tudo o que o seu programa estipulava numa campanha feita de crescendo como as ondas que de insignificantes ainda longe ganhando vida. Quando chegam ao destino final, surgem fortes e tudo vencem.
Num Concelho amorfo virado para o marasmo de uma governação que arrastava no poder vitalício que já ameaçava passar de pai para filho. Esta mudança será sem dúvida uma lufada de ar fresco bem necessário!

Foi Derrotado o Bastião Laranja que se Apossou do Poder no Maior Concelho do País




Afinal Barcelos abateu o bastião Social-Democrata que desde que as Eleições foram uma conquista para todos os portugueses, se instalou nesta cidade que é a minha e dela não arredava pé como se de um bem adquirido se tratasse.
Pouca gente o previa apesar de nestes últimos dias que antecediam as Eleições, existir já uma janela semi aberta para perscrutar a mudança.
Esperou-se pelas horas seguintes de uma contagem Freguesia a Freguesia, para se concluir que a vitória era uma visão real e ao alcance dos Socialistas Barcelenses.
A vitória começou a tomar forma com os grandes resultados do PS, obtidos nas Freguesias periféricas e desde logo a vitória seria possível de alcançar.
Pé ante pelas Freguesias mais distantes deste grande Concelho, colhendo os resultados finais, mais se convencia que a derrota era uma realidade ali bem perto das mãos de todos os Barcelenses.
Os resultados tardavam em chegar para se apurar o vencedor e três horas depois do encerramento das urnas, a vitória do PS de Barcelos era a certeza para alegria de muitos Socialistas Barcelenses e a desolação para os Sociais-democratas ainda incrédulos pelos resultados já conhecidos.
Trinta e tal anos depois de domínio Social-Democrata, onde imperou o quero, posso e mando devido as sucessivas maiorias. Finalmente o PS vence e vai mudar todo o figurino de uma Câmara que sempre conheceu uma só cor partidária.
Parabéns a quem apostou em Miguel Costa Gomes, porque apostou na mudança, na esperança e no acreditar que seria possível derrubar o muro Fernando Reis (grande derrotado) e os seus acólitos num Concelho onde o partido laranja era dono e senhor de tudo alterar e tudo oferecer a quem lhes beijava as mãos.
Barcelos mudou de partido! Vai mudar de política, vai cumprir o seu programa que se baseava em corrigir os grandes disparates feito por esta Câmara em matérias tão sensíveis como o negócio das águas.
As obras que nem atam nem desatam, para prejuízo dos utentes e projecção de um Concelho que com este Presidente, estagnou no tempo comparativamente com os Concelhos vizinhos.
Parabéns ao PS e fundamentalmente ao seu candidato e a quem apostou nele!

domingo, 11 de outubro de 2009

As Eleiçôes Das Caras que Nos Cruzamos Diáriamente


Está um dia lindo!
Cheio de sol a cheirar a Verão de São Martinho e lá vou eu a caminho da escola onde está a minha Secção de Voto.
A escola enche-se de curiosos. Amigos dos candidatos e os próprios candidatos que se juntam com os membros das listas e acompanham o andar da votação centrando-se no vai e vem das pessoas que se sentem felizes com um dia tão belo que até convida a uma fugida à escola para votar e cumprir assim o seu dever.
Hoje levo o meu filho para votar pela primeira vez!
Estava reticente em me acompanhar mas lá foi junto a mim a comungar de um novo passo na sua vida, escolhendo quem bem entende para gerir os destinos dos três órgãos, que comandam a vida dentro desta cidade e do próprio conselho, com 89 Freguesias o maior do País.
Embora os jovens de hoje pouco ou nada se interessam pela política, mas lá me acompanhou e confesso que não sei em quem ele votou.
A Escola tem dez Secções de voto, são quase quinze mil eleitores e concentram-se muita gente em volta das Secções para votar.
Depois na entrada, quando uns abandonam e outros se cruzam para irem votar, revêem-se amigos, à muito não vistos, porque vivem noutros locais. Aproveitando esse dia para estar com familiares e amigos e assim juntam o útil ao agradável num dia que se espera aberto a rever momentos de tempos já distantes mas engraçados, agora que juntos se descrevem as emoções sentidas.
Quanto aos resultados, as sondagens caseiras feitas mediante as campanhas para os vários órgãos, leva-me a sentir que tudo vai ficar como dantes!
Na grande Freguesia do Conselho onde voto e vivo, não existirá mexida. Apesar de o candidato ter trazido alma nova e despoletar uma entrega total do partido que lidera os destinos da Freguesia (PS), para que não seja destituído. Já que o jovem candidato que se apresentou como alternativa, possuir um currículo humano e social a ter em conta, destacando-se todo o seu empenho numa campanha feita com responsabilidade e elevação.
No que concerne à Câmara Municipal, o cenário é o inverso!
Uma Câmara desde sempre PSD, que nas Freguesias periféricas não consegue vencer e por isso virando todas as suas baterias para as freguesias mais interiorizadas, onde aí, o Presidente é rei e senhor dos votos de todas as gerações. Que lhe garantem à partida a reeleição para mais um mandato. Apesar de nestas Eleições o PS local tudo ter apostado num Candidato que lidera a Associação Comercial há vinte anos com provas dadas e figura respeitada.
Penso que o melhor que conseguirá é retirar a maioria absoluta ao PSD e perdendo por pouca margem. Se assim for a derrota saberá um pouco melhor roçando o cheirinho de uma vitoria na próxima etapa já daqui a quatro anos.
No que diz respeito a Portugal, Lisboa será do PS, com uma vitória a não deixar dúvidas a quem quer que seja, sendo mais um tiro no escuro de Santana a ver a sua figura a ser arrastada pelas ruas do insucesso.
O Porto continuará a ser um rio, de costas voltadas para a grande Instituição portista. Vencendo pela maioria numa cidade onde a grande figura se chama Pinto da Costa, mas, não consegue chamar para a candidata por si apoiada a vitória que ele amplamente desejava. Por um sem número de razões.
Nas restantes cidades capitais de Distrito, tudo irá se manter como até aqui, verificando-se mudanças em três ou quatro, mas só concretizadas ou não, depois da contagem dos votos.
Surpresa já houve, o triste episódio da morte de uma pessoa a tiro, que manchou este acto que decorre de uma forma ordeira num belo dia cheio de sol.