sábado, 14 de novembro de 2009

Ora Agora Levas Tu. Ora Agora Chega a Tua Vez


Lá estamos nós no vira o disco e toca o mesmo! Onde só muda a filiação partidária.
Primeiro vieram a publico os escândalos de ex governantes ligados ao PSD, em virtude de negócios banhados a lume denso que encobriam as jogadas mirabolantes que emagreciam os lucros do BPN e enchiam os bolsos de todo o guarda-fatos de Dias Loureiro e companhia.
Claro que nenhum politico reputado veio a publico esgrimir argumentos na condenação de tais actos, só apareceu o mais alto manda-chuva da nação, a pôr as mãos no fogo no inicio da polémica, pela idoneidade de Loureiro.
Um amigo é sempre um amigo e logo amigos do peito que nos enche o sótão de euros na valorização de acções de forma cordial e claro está, merece a confiança de quem vê o País bem no cimo da autoridade e de lá só sairá quando a lei não lhe dá espaço para mais.
Mas evitando em me alongar mais dizia, que mais ninguém veio a terreiro lançar a primeira pedra. Existem demasiados telhados de vidro nos telemóveis e não só, dos políticos portugueses e não vá o diabo tecê-las e o feitiço se virar contra o feiticeiro.
Claro que os mais entendidos nestas tramóias de encher as contas dos mais arrojados na corrupção quase gratuita, sabem que agora eram pessoas ligadas ao PSD. E não tardaria que chegasse a vez de serem figuras ligadas ao PS, as próximas vítimas. Num sistema mais virado para os países do terceiro mundo, mas que cá neste cantinho virou moda, tamanha é a facilidade em cobrar favores pela notoriedade que se ganhou quando se desempenhou altos cargos em prol deste País que nem ata nem desata num ritmo que só serve meia dúzia de torres humanas que comandam do ultimo piso perto do céu azul, tudo o que se passa cá em baixo onde os mais desafortunados deambulam na vá esperança de, lhe chegar do cimo a senha da brecha da fé e assim conseguir abrir o sorriso para mostrarem que algo lhes chegou á boca e a fome fugiu para bem longe.
E agora bem agora, lá está a fava a cair nas mãos do PS e toca a ser a vez dos socialistas se verem envolvidos em escândalos graves, mas que o povo já se começa a habituar e até acredita, apostando sem pestanejar, como vai tudo terminar.
E lá encontramos de novo ex governantes que são apanhados com a boca na botija, numa ingenuidade gritante. Ou quem sabe, no pressentir que tudo pode, já que tem as costas largas de poder e conhecimentos que vão sabe-se lá, até perto do cimo da hierarquia. Onde Sócrates é sempre mencionado numa praga que já denota indícios de clã siciliano e que nada nem ninguém se aperceberá.
Alguém saiu da toca e pôs-se à escuta com escutas!
Apanhando o rato com a boca no queijo fresco e soltando as amarras da ratoeira o deixou ali entalado sem apelo nem agravo.
E assim vivemos nesta sociedade que cria ministros e que por sua vez criam a corrupção que mancha este País, num já abanar de cabeça resignado. Esperando o esperado.
E já não se espantando que daqui a maia dúzia de meses, outros ex governantes, sim outros mesmos, já que todos eles aprenderam na mesma escola e com os mesmos professores. Sejam descobertos em mais uma operação com nome bizarro, que irá encher milhões de folhas brancas de histórias de um inicio de dois ou três e quando aberto ao público, sejam dezenas a encher os bolsos de euros vivos e sentar o rabiote em bombas sobre rodas acabadinhas de sair de stands para o efeito e outros menos afortunados, com portáteis como prenda pelos favores banais prestados.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Sexta Feira 13, Pode Ser o Dia da Esperança



Todos sabemos que na vida nada é perfeito!
Sentimo-nos bem, felizes da vida como a expressão assim o diz. Mas a realidade não é muitas das vezes o que parece. A vida é feita de altos e baixos, que nos obrigam a ajustar o volume para que a balança da vida nos encaminhe num percurso contrabalançado para que as perigosas curvas sejam feitas com a segurança devida.
Pescamos momentos felizes nos filhos! Eles são a nossa riqueza, a nossa fonte de inspiração para lhes proporcionar a felicidade necessária para enfrentar os seus desafios diários. Ora na escola, no começo de uma etapa que lhes moldará a personalidade. Ora já na idade da maioridade que vincará a personalidade entretanto criada.
Abraçamos num gesto carinhoso a esposa, num acordar bem-disposto que nos irá assegurar um auspicioso desenrolar do dia.
Assim o necessitamos para que as amarguras surgidas em notícias que se agravam como uma bomba pronta a rebentar a qualquer momento, sejam recebidas com o apoio tão essencial de alguém que nos é especial.
Em muitas ocasiões somos exigentes e pedimos que tudo seja um mar de rosas!
Mas a vida é um oceano de ondulações, que nos prega de quando em vez dolorosas partidas.
Ameaça-nos com a perfuração da mais dura realidade que um ser humano resiste. A dor da certeza que o mal é irreversível. Ainda por cima numa pessoa que nos é tão querida e nos deixa pregado à esperança ténue de um milagre porque Deus é grande e está no meio daqueles que sofrem de uma maneira ou de outra. Ou seja no meio de todos!
Ameaça-nos com perda da segurança profissional, onde meia dúzia de seres gulosos pelas riquezas que já eram imensas e queriam mais e mais, tamanha a sofreguidão em sacar todo o espólio que devia ser repartido por todos, numa sacanice sem precedentes. Que acabou num turbilhão de crises profundas, que ainda hoje não se vislumbra o seu fim.
Mas nós fazemos frente a todo o drama! Rodeamo-nos da família, que é o nosso grande amparo e onde descobrimos que a união faz a enorme força em derrubar os tentáculos do mal.
Buscamos os amigos. Os amigos de longas caminhadas, já habituados a oferecerem o que tem de especial e num círculo criado num aperto de mão conjunto, onde nos resguardamos dos vírus infecciosos prontos a devorar o mais sensível órgão exposto. Criamos uma força quase indestrutível para que toda a nossa energia chegue ao coração de quem está no corredor da salvação, possa se sentir abençoado por esta onda querida, feita de carinho, ternura e enorme consideração.
A vida por vezes é madrasta demais. Confere-nos um cenário macabro de fragilidade intensa.
Lutamos para que ela deixe de nos atormentar e vá procurar descarregar a sua raiva noutro lugar, bem longe. Mas mesmo bem longe da nossa vista. E nunca mais nos corroía a paciência. Mas a vida é a vida!
Foi criada para o bem e para o mal. É fugir de nos encontrarmos no meio da sua fúria. Não à milagreiro que nos salve de um desaparecimento prematuro.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Paulo Bento Pau para Toda a Obra




Era já um treinador carismático!
Autentico fazedor de cérebros iluminados que com a sua imagem criavam momentos humorísticos, que enchiam cenários de gargalhadas bem-dispostas. E tinha até virado coqueluche, devido a frases suas que enfeitaram o País de lés a lés.
Era um homem com personalidade fortíssima!
Fruto do seu carisma e de um percurso que até hoje, não enfrentava qualquer tipo de barreiras, que o impedissem de continuar o seu caminho em direcção ao grande objectivo. Alargar as fronteiras do Sporting no caminho da glória.
Era um cérebro futebolístico!
Nas ricas conferências de imprensa. Sem pressas e sempre pronto para responder a todo o tipo de perguntas, fosse qual fosse a rasteira que as envolviam. Onde explanava as tácticas como ninguém. Falava de tudo um pouco e num português fluente. Para ser entendido por qualquer pessoa que se juntasse a ouvir os seus argumentos futebolísticos e não só.
Era um excelente condutor de homens!
Muitos deles ainda verdes para a vida e também para o mundo da bola. Lidou com situações conflituosas e fazia prevalecer os seus pontos de vista.
Batia o pé aos jogadores com a cabeça no mundo VIP, obrigando-os a descer á terra, para a realidade presente onde o Sporting estava acima de tudo e todos.
Era o omnipotente sportinguista!
Falava por ele, pelos jogadores, pelos dirigentes e também pelos funcionários. Compreendia os adeptos e lançava-lhes palavras de compreensão.
Era o elo mais fraco!
Quando tudo corria menos bem. Habituado a ser mais um, de uma direcção que se escondia nos gabinetes e se refugiava nos erros da arbitragem.
Era o treinador que mais tinha perder!
Começou no acordo de cavalheiros e sempre num amor à camisola que deixava dó. Hoje podia ter amealhado para se deitar à sombra da bananeira. Mas ao menos deixa bem presente que o dinheiro não é tudo na vida. E não é!
Era o abono de família sem estar presente!
Dava tudo em prol do Sporting, mesmo deixando a família órfão da sua presença. Não foram ocasiões esporádicas, foram vezes sem conta que jamais se recuperarão. Mas tudo a família compreende e nesta hora está com ele bem juntinho ao coração.

Paulo bento era o Sporting na sua mais pura essência.
Mas como tudo na vida tem um fim, foi chegada a hora de Paulo Bento abandonar Alvalade.

Sócrates Enfrentou a Oposição Que fez o seu papel, Nesta Fase de Poucas Surpresas



Sócrates iniciou o calvário, que será pelo tempo fora, uns mais outros nem tanto, dos debates na Assembleia da Republica.
Explanou durante largo tempo o programa do governo. De uma forma clara e sem deixar a menor duvida como é seu timbre.
Conseguiu levar a mensagem a todas as bancadas que durante quatro anos lhe irão por a cabeça em água, já que o mesmo Sócrates irá governar sem o consolo da maioria e terá que se haver com a retaguarda desguarnecida, precisando de colher o reforço nos dois lados da oposição para seguir em frente com as medidas necessárias para que o País abra a porta da retoma.
Nesse longo discurso, que abriu a Assembleia ao novo governo, Sócrates deixou bem vincado que irá dialogar com os professores como prometido na campanha eleitoral.
Os professores aguardam ansiosamente por esse diálogo, na esperança de algo novo. Que faça com que se caminhe para os objectivos pretendidos por ambos os lados.
O fantasma da Ministra que ao longo de quatro anos foi sujeita a todos e mais alguns impropérios que não à memoria. Foi dissolvido e enviado para as catacumbas do outro lado do mundo e como tal, com este novo governo, será visível uma nova postura e outra forma de dialogar.
Aprende-se com os erros dizem uns! Mais sensibilidade sente este novo governo, penso eu!
Mostrou estar por perto do drama dos reformados e abençoou-os com um aumento, que embora sempre pouco, surge numa altura que todos se alegrarão, já que o Natal está à porta e um aumentozinho é sempre bem-vindo e fazendo figas para que o ano seguinte seja mais generoso.
Na chegada das intervenções da oposição, nada de novo dali surgiu. O ódio político a Sócrates continua bem vincado e é perceptível, a imagem que toda a oposição lança a Sócrates, lembrando-lhe que a maioria foi a sua grande derrota, embora o mesmo ressalve que quem ganhou as eleições foi o PS.
E as interpelações neste primeiro dia de debates lembraram as da legislatura passada e que levará Sócrates a utilizar uma nova estratégia. Claro, que a maioria perdida obriga a resfriar ânimos e a conter excessos. Mas Sócrates continuará a fazer passar a mensagem deste governo e assim faz com que a oposição seja mais responsável e pense noutra estratégia para obter os seus intentos políticos perante a Sociedade em geral.
A oposição tem neste momento o caminho aberto para se fazer ouvir e desde logo se responsabilizar pelos diplomas e não só, que lhe surgirem à frente na esperança de uma opinião favorável ou não. E assim sendo fazer questão de assumir o seu papel: melhores políticas e melhores iniciativas sociais.
O governo conseguiu fazer valer o seu programa num debate que teve nesta altura concordância da oposição.
Todos esperam para ver como será que este governo quando o novo ano se iniciar e todos sabemos que ano novo vida nova, trará para a opinião publica as medidas sempre nefastas para a maioria dos cidadãos, nomeadamente com os aumentos sempre difíceis de digerir, numa época de autenticas vacas magríssimas.
O orçamento de estado é o inicio, de uma contestação impar pela oposição. Aguardam-se pois grandes debates e porventura acordos sempre difíceis para fazer passar o mesmo.
Aguardemos então!

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Um Ano Depois Obama está Igual a si Próprio



Obama completa hoje um ano que assumiu a presidência dos Estados Unidos!
As expectativas eram elevadas na tomada de posse. Fruto da euforia devido à sua vitória que suplantou estigmas do passado e embandeirou em arco uma população ávida por melhorias urgentes numa Sociedade que ameaçava cair em desgraça Social.
Mesmo na tomada de posse, Obama alertou para os enormes desafios que teria que resolver. E não era de uma hora para a outra, que tudo se compunha e os americanos voltariam a sorrir felizes da vida já que o milagreiro tinha nascido para o bem dos EUA. Não seria bem assim, repetia ele, porque a crise ameaçava escurecer a economia americana e mundial.
Era esta a mensagem deixada naquele dia que hoje completa um ano, inesquecível para milhões de americanos.
Um ano passou e Obama não vacilou!
Continua a granjear popularidade na maioria da população Americana e continua intocável como pessoa no resto do mundo.
Transpira simpatia e simplicidade. Enche as ruas de entusiasmo, nos Países que visita e lá permanece alguns dias. Para o gáudio do povo que vê nele o baluarte para que o Mundo se sinta mais seguro e mais humano.
Obama consolida essa vontade de um Mundo mais seguro. Basta ver as suas intervenções no Médio Oriente e no desanuviamento do clima instalado com a dor de cabeça chamada Irão.
Obama quer acabar com os seguidores do terrorismo que ameaça a estabilidade mundial e prega aos sete ventos que a Europa o ajude a bloquear o Afeganistão para que o inimigo terrorista não saia das suas tocas e assim, pode ser aniquilado logo que abra uma brecha.
Obama ofereceu cuidados de saúde a milhões de Americanos que viviam na angústia de morrer num canto qualquer, já que eram repelidos a caminho dos hospitais, porque se adivinhava que não possuíam meios necessários para poderem serem tratados e como tal toca a despacha-los para um beco sem saída.
Obama foi de encontro ao povo Americano para ele sentir que o Presidente estava com eles. E foi vê-lo, a almoçar num bar como qualquer outro, para surpresa e euforia de quem teve o privilégio de contactar tão de perto com tamanha personalidade. E algum tempo depois deixar-se entrevistar por um jovenzito que era metade do seu tamanho.
Perante isto Obama teve um ano com ganas em vencer o que tinha como meta premente.
As bases para tal feito estão lançadas, agora é só seguir o rumo traçado e no final do seu mandato sentir que os objectivos de tão grande obra estão, uns alcançados. Outros em vias de ter esse destino.
A comunidade reconheceu-lhe capacidade para que durante o seu mandato, unta o mundo com menos violência e concórdia entre os grandes governantes. Por isso ofereceu-lhe o prémio Nobel da Paz, para o honrar e o sujeitar a tais propósitos.
Um ano passou bem depressa!
É sinal que o Mundo rapidamente será mais seguro para todos vivermos.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

A Descoberta de Um até Agora Gravíssimo Imbróglio




A vida segue o seu rumo paulatinamente empedrada em calçadas de esperança na abertura de uma retoma que levante a moral ao povo. E transforme a sua tristeza de ter quase tudo perdido, na esperança de reaver a alegria em valer a pena ainda viver com um sorriso que transporte a força em acreditar em dias bem melhores.
Enquanto isso não é uma realidade a curtíssimo prazo, o que para muitos e muitos irá ser o afogar em dívidas e ansiedades terríveis, assistimos a bombas autênticas de trocas de favores entre pessoas que exercem cargos de relevância. Que se provaram numa corrupção que infelizmente é já vista como um mal enraizado num País já abraços com casos emblemáticos e muitos ainda escondidos do grande público.
Então temos pai e filho abraçados na ajuda mútua em favorecer alguém na busca do monopólio dos seus negócios e claro, com isso, colhendo dividendos a raiar a corrupção nua e crua. Transparecendo para a opinião publica que já era um dado banal, já que o pai exercia as suas influencias, através do cargo que ocupa e dos conhecimentos entretanto conseguidos da passagem pelo governo em anos não muito distantes.
E o filho, advogado do principal visado e logo desde aí um estreitamento de relações muito próximas, que visavam o favorecimento de ambas as partes. E assim sendo, um aproveitar de relações que agradariam economicamente a ambos e fortaleciam o poder da empresa no universo das sucatas e derivados.
Acontece que o tentáculo da busca em expandir o negócio e com isso afastar qualquer tipo de concorrência que tentasse lançar os corninhos de fora, tem mais visados e dentre deles, surge um antigo governante. E como acontece a quem já ocupou cargos Ministeriais, acabam no fim do seu mandato serem recompensados com a liderança em grandes grupos. Esse mesmo também ofereceu os seus préstimos e claro com o pedido do respectivo pagamento devido às influências por si exercidas e com resultados práticos para que a obra fosse parar às mãos do sucateiro que em uma década se tornou num caso raro de sucesso empresarial.
A justiça pôs os pés ao caminho e desmantelou todo este imbróglio de corrupção grave, envolvendo figuras com um rasto de responsabilidade em governos anteriores e que se deixaram boiar no favor rapidamente transformado em acto de corrupção.
Atitude que enaltece a justiça e que lança para a opinião publica, fachos de actuação que se louva. Mostrando que ela não adormece só porque se está perante figuras de proa.
Esperemos que seja levado este caso até ao fim e que quem comete gravíssimas ilegalidades, veja serem imputadas penas, pelos danos causados principalmente ao País e que não se transforme num balão de ar que só o estrondo fez mossa e caia em águas de bacalhau. Num cheiro a que tudo fosse clarificado e não passou de um molho a cheirar a choco.

domingo, 1 de novembro de 2009

O Dia Que Nos Custa de Uma Maneira ou de Outra




Este é dos dias mais revestido de sentimentalismos que vou passar.
Começa por ser um dia triste!
Chuva miudinha vai embebê-lo até, que depois de visitarmos quem já cumpriu a sua sina nesta vida que são dois dias, regressarmos a casa para comer umas castanhitas assadas e dois goles de vinho novo.
É um dia triste!
Porque se reveste de simbolismo saudoso onde se relembra factos passados no meio das figuras que olhamos estampadas naquelas lápides. Que nos deixaram prematuramente no auge da vida, onde se esperava que tudo dessem para a felicidade de quem lhes era mais querido e hoje, logo hoje, é relembrado como uma recordação que não se esquece e que nos entristece.
É um dia triste!
A folha caí planando suavemente encontrando o chão que lhe dará guarida até que alguém as junte num amontoado de centenas delas e as joguem para aterro bem longe.
Muitas delas, cobrem os carros que estão bem em baixo das árvores e com esta chuva irritante ficam coladas aos vidros criando um cenário caricato de as pessoas saírem nos automóveis com as folhas coladas a eles num misto de carros circulando, com a paisagem morta incorporada.
É um dia triste!
Aliado a quem já perdemos e que faz parte da vida. Uns nascem para alegria de todos, outros deixam-nos com um amargo terrível de suportar. Outros ainda, jogados ao acolhimento obrigatório num cenário ainda por imaginar a sua amplitude, mas com a fé de quem o admira, será porventura a força necessária para vencer a madrasta sorte que de longe a longe o visita para lhe atazanar a vida.
É um dia triste!
Apesar de todos os cenários que se reveste, a procura de o viver com uma vontade de não o carregar assim com essa imagem de cheiro a saudade e a ansiedade, leva-me a sentir também um misto de sensação relaxada já que acordei embalado num abraço carinhoso e de um beijo animoso.
Vai terminar num dia menos triste.
Já que todos reunidos numa família numerosa iremos ser muitos para conseguir um pouco de boa disposição para tornar este dia num encontro de família, para sentirmos a amizade que nos caracteriza e nos une nestes longos anos que nos abraçamos mutuamente.