quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Existem Momentos Que Quero Amar o Mundo


Outros fico-me pelo marasmo de um dia triste que nada me diz e deixo-o passar na casmurrice de um capricho ciumento. De um capricho acriançado que me deixa babado de teimosia e empestado de orgulho!
Mas também existem aqueles dias que são meus!
Desde o acordar até ao deitar num arrastar da excitação que cresce quando descarregamos as nossas emoções num enlace profundo que mais parece um cruzar de corpos que se transformam num amontoado de carne tão pegada que virando e revirando não se descola. Amolecendo, num abrir como se de um manto se tratasse e mostrasse a pureza de dois seres adormecidos pelo cansaço do amor virados para o céu que está tão perto. Ao nível do tecto branco tão branco, que se reflecte a imagem que vem do chão!
Também há aqueles duros, bem durinhos! Tamanha a solidão, que me invade porque, estou só. Bastante só!
A minha felicidade está longe, bem longe, mesmo longe de mim!
Está no paraíso terrestre, que fica do outro lado do mundo. Onde busca todas as energias celestes para aguentar a pressão quotidiana, mantendo assim a chama acesa da paixão para amar e ser amada, mesmo que os dias sejam negros carregados de nuvens ameaçadoras.
Enquanto eu estou na prisão de um beco que parece que não tenho forças de o deixar, mesmo por meia dúzia de dias. Mas tenho a trupe por minha conta e eles são tudo na vida. São os nossos anjos numa família que vive no meio de tantas outras, mas que tem o seu canto só deles. Porque só eles serão portadores de boas novas para seguir em frente neste mundo carregado de olhares malignos prontos a contaminar a pureza indefesa.
Aguento os dias. Aguento as noites!
Aguento a espera porque no final a compensação será triunfal.
Um simples beijo à chegada será o refrescar de uma boca sequiosa há vários dias, que se contentava em fazer o gesto enquanto sonhava procurando-a sem a encontrar.
Um abraço nesse mesmo instante é o sentir daquele corpo que estava afastado de mim dias, que mais pareciam séculos.
O regressar a casa com os miúdos excitados com as novidades, falando ao mesmo tempo. Criando birrices compreensivas e amuos logo sanados. Criará um ambiente lindo, porque dará tempo para te olhar e sentir como és importante para mim, para todos.
E lá continuaremos a nossa vida, igual a tantas outras. Sinal de que muitos são felizes e outros mais não se cansam de passar uns dias sem a companhia de um deles, para fortificar uma união, que também tem que ter espaço para que cada um viva os seus momentos e com isso o amor crescer a cada segundo. Sendo em trabalho ou lazer!

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Adoro O Meu Cunhado!



Conheci-o na plena paixão com a minha namorada que viria a ser a minha esposa. Numa festa que serviu para apresentar cá o jovem à família e lá fiquei a ser o bombo da festa das piadas dos cunhados e como eu não me deixo ficar por dar cá aquela palha, retribui na mesma moeda e acabamos por entabular dois dedos de prosa e desde aí ficou gravado uma ligação que dura, dura como o sol que tanto brilha para aquecer amizades saídas de uma forte mímica. E hoje quando nos encontramos, sentimos grande apreço, um pelo outro que não existe barreira que nos desligue.
Partilhamos segredos. Fomos de férias juntos numa semana que deixou saudades e que ajudou a cimentar ainda mais a nossa amizade. Tem um filho que é padrinho do meu pequenote e tem a minha consideração nesta vida e na outra.
Só que a vida prega partidas a quem não merece e atingiu este meu amigo fortemente. Abanando-o de forma rude num curto espaço de tempo que me tem abalado duramente. E sinto-me impotente para o ajudar e pior, conseguir estar com ele sempre, porque é para isso que servem os amigos. Os grandes amigos!
Tenho-o visitado regularmente e olhando para aquele homem que de bom sempre teve tudo, ajudando quem lhe batesse à porta e fazendo questão de receber quem por lá passasse e não eram poucos. Sinto um carinho especial por ele e tento lhe transmitir isso, para que ele se sinta mais confortável e carregue a cruz que o destino lhe reservou, de uma forma mais aliviada, para que no final, vença a guerra que esta vida muitas vezes madrasta lhe destinou como se de uma vingança se tratasse.
Tem uma família espectacular que perante tamanha adversidade, sabe rodeá-lo de todo o amor que ele sempre mereceu, já que é o melhor pai do mundo.
E tem uma legião de cunhados e cunhadas que o adora e reza para que rapidamente volte a sorrir para todos nós e seja o patriarca como sempre foi, de grandes encontros onde a sua alegria em que todos estivéssemos juntos enchia o coração de todos nós.
Todos nós precisamos dele! Não é só os filhos e a esposa que o querem restabelecido o mais rápido possível, para que já no fim do ano possamos brindar e desejar um bom novo ano a todos. Queremos o Zeca no nosso meio e ouvir as suas novidades que nos alegram e transformam umas horas nuns momentos fantásticos. Queremos ouvir da sua boca os incentivos para que todos nós nos demos bem e fazia muitas das vezes de pai que muitos não tínhamos!
Queremos este homem ao pé de todos nós! Comendo, bebendo e com as bocas do costume. Porque ainda tem muito para dar. Porque quem oferece a sua amizade, a sua bondade e muito do que é dele. É porque tem direito a ser abençoado pela sorte de superar este mau bocado e afugentar o mal que o quer minar. Para voltar o mais rapidamente possível, para junto da esposa. De quatro filhos. De dezenas de familiares. Centenas de amigos e milhares de conhecidos.

domingo, 22 de novembro de 2009

O Grupo Que Eleva a Alegria


A noite estava inquietante! Ameaçava chuva e corria um vento que esbarrava no rosto e fazia pingar o nariz.
Resolvi, a convite de uma amiga de longa data, assistir a um concerto que nesta terrinha são uma lufada de ar fresco para quebrar a monotonia de uma cidade mergulhada na escuridão, do apagamento de ofertas culturais e de diversão, para que os seus habitantes possam fugir à rotina e sintam a cidade com eles e eles com a cidade.
Mas como dizia, assisti ao concerto dos OqueStrada. Grupo já com uns anitos, mas só agora ressuscitado para a ribalta e acredito com pernas para andar neste mundo musical de feroz concorrência e cedências a todo o custo.
Grupo multifacetado com misturas cativantes e actuações empolgantes.
Juntam o improviso como forma de alterar a rotina e sentirem-se empolgados para cativar o publico e expressar toda a alegria que lhes vai na alma. Fazendo do seu espectáculo um motivo de satisfação para quem os ouve e acima de tudo um prazer para eles, que tanto gostam de se juntarem e divertirem-se.
Foi uma actuação bela! Bela mesmo!
Bela na simplicidade. Sem grandes primores espampanantes, adaptando o espectáculo ás características do local. onde só o fuminho aparecia para recrear o tema do momento.
Bela na interacção com o publico. Nem um só ficou apegado à cadeira tamanha a alegria que eles nos brindaram.
Bela na musica, que entrava como um perfume campestre no nosso cérebro e desabrochava em fortes aplausos e manifestações de agrado entusiasmante. Num sexteto que irradiava alegria, graça e até gargalhadas devido ao estilo curtido dos elementos quando chamados a ter a sua oportunidade para mostrar os seus dotes de equilibristas musicais e não só.
E assim se passou quase duas horas que confesso me transcendeu, eu que só uma pessoa recatada vivendo as minhas emoções bem resguardadas da ribalta que me rodeia. Mas neste caso dei largas à emoção e bati palmas até cansar(eles bem o mereceram), levantei-me largos minutos para os saudar e pedir para cantarem mais um pouco. Não uma, mas duas e ficou por aí para não se repetir o que já tinha sido ouvido.
A Manuela a vocalista, mulher endiabrada. Não parava e numa graciosidade que encantou, chegou-se ao publico num largo sorriso e numa voz que lembra o fado lançou alegria, lançou empatia. Lançou sinceridade musical que a todos tocou e como tal esgotou os cds, que já no Hall, foram rapidamente adquiridos. Cantava em francês em português, em crioulo e sei lá que mais.
Mas não só da Manuela, vive este grupo. São cinco elementos com características que nos lembram, cenas pitorescas ao longo da vida.
O concertinas, saído do sózinho em casa. Aquele alto com suíças compridas.Ria-me lembrando aquela figura.Deu show sentado quase todo o tempo. Com o rosto bem colado ao instrumento balouçando a cabeça ao som do entusiasmo das musicas.
O guitarrista, cabelo comprido forte como um touro. Moreno, saído de um grupo gangsters lembrando a saga o Padrinho. Olhar tenebroso para se incorporar com as musicas. De colete de fazenda salientando os músculos fortes como troncos.
O da guitarra portuguesa, alto. Muito alto! Magro como uma vara, nariz comprido e curvado, com rosto lembrando personagens do inesquecível Senhor dos anéis.
Toca como o vento levando a harmonia do som da guitarra portuguesa ao coração de todos nós.
O do instrumento com uma só corda do tamanho do dedo mindinho de um bebé. Com cara de palhaço de circo, porque alegrava e encantava. Salientava as tatuagens onde uma sweat estilo anos sessenta deixava observar.
O trompetista vestido de banda filarmónica, aparecia de longe a longe. Elemento novo o benjamim do grupo, embora já bem crescido e com a escola musical já bem sabida.
Toda a gente saiu satisfeita! Esperando por eles para autografar os cds e quando chegou a minha vez, já ia com uma frase decorada para ficar gravada na minha história tão simples como banal.
Mas a Manuela não estava pelos ajustes e disse que não costumava escrever o que lhe diziam e ficou-se por um "a bater palmas 1 bem haja de Barcelos com a Manuela e Ana Maria" e ficou-me com a caneta metendo-a no bolso do blusão junto ao peito que chamava a atenção num espectáculo cheio de emoção!

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

A Ausência Abala, mas é Necessária




A ausência de quem nos diz muito por mais pequena que seja, deixa-nos muito sós!
Encontro-me entre quatro paredes depois de deixar quem me ama, conhecer novas culturas, novas formas de viver, novas fronteiras para desbravar. Seja perto, num fim-de-semana que expira num abrir e fechar de olhos. Seja em longos dias que nunca mais terminam e que aumentam as saudades e me envolve num arrepio de solidão. Mas a consolação é saber que estou pertíssimo do seu coração! O amor assim obriga a recolher num cantinho da gaveta daquele órgão que bate, bate sem cessar daquela mulher fantástica, toda a paixão que sente por mim.
Perante ambiente enternecedor nada mais me resta do que assumir harmoniosamente a sua “fuga”, na procura de se enriquecer, de se valorizar e de aproveitar as oportunidades que a vida lhe reserva e que hoje é primordial e amanha pode ser tarde.
São dias numa recolha familiar onde os filhos oferecem o consolo necessário e aliviam a ansiedade de esperar por quem está longe, bem longe.
Abraçamo-nos num círculo imenso e superamos a ausência!
Fechamos as portas aos "intrusos" e toca a olhar em frente, porque quem viaja para aliviar o stress e recolher novas e renovadas energias espirituais ou meramente divertidas. Trás consigo na volta, mais saudade em abraçar quem lhe quer bem e mais amor a quem a ama.
Hoje parte ela em meia dúzia de dias que passam como um jacto transatlântico, para quem vive esse período na busca de tudo conhecer e tudo absorver, enquanto visita os locais predestinados. Anotando monumentos, observando comportamentos e partilhando sensações.
Mas quem espera, é a eternidade que se acumula! Onde a ansiedade da espera do dia de regresso a casa, é o fim de uma longa demora.
A liberdade de cada um fortifica a união de uma família!
Hoje é ela que transpõe barreiras para alargar horizontes culturais e renovar a força em trabalhar em prol de inúmeros propósitos.
Amanhã serei eu! Como já aconteceu. Com a certeza de que comungamos os mesmos objectivos e fortalecemos o amor que há longos anos sentimos.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

A Perigosa Tentação Que a Todos Rodeia


Porquê correr em busca da felicidade meramente instantânea e que depois pode deixar marcas destruidoras, quando bem perto de nós no aconchego do já partilhado, temos tudo o que corremos a procurar.
Porquê correr em busca do proibido meramente explosivo e de amarras muito brandas, quando se nos entregarmos de corpo e alma rodeado da paixão que nos juntou numa união consagrada para toda a vida. Obtemos a plenitude do amor que nos une para todo o sempre.
Dizem algumas, que quando se sentem perseguidas pela indisfarçável atracção que os homens manifestam por elas, são possuídas por uma adrenalina maravilhosa que as alimentam e lhes proporciona sentimentos diversos.
Dizem outras, que a idade vai avançando e atinge o clímax do amadurecimento deixando a pessoa consciente de que necessita de ser bajulada e de ser admirada. Alimentando o ego e ajuda a refazer uniões.
Outras mais, não dizem. Mas o esconder tem limite e libertam a excitação da aventura que vai de vento em popa e enquanto o ultimo a saber não descobre, vive o dia do encontro como se do último se tratasse. E não olha a meios para se encontrar em qualquer lado com o homem do momento.
E finalmente aquelas mais conservadoras e que têm berço, habituadas ao embalo dos princípios ancestrais. Que lhes incutem o pertencer a um único homem, numa pureza para levar até ao fim da vida. Mas a vida é madrasta, devido aos sucessivos trambolhões de uma sujeição de mulher casada e sentem que aquele olhar insistente de dias e dias, lhe quer dizer algo.
E como as forças vão soçobrando e recuar já é praticamente impossível, lá vai tremendo como varas verdes de encontro ao abraço que não sente á imensos dias.
De encontro ao carinho daquele longo beijo que loucura das loucuras, não consegue juntar um único só do marido com que vive anos a fio para comparar a ternura que esse mesmo beijo se reveste.
De encontro ao toque da pele nua num enlace tão profundo que junta dois corpos num só, mesmo sem antes terem tempo de se conhecer. Para descarregar toda a paixão acumulada nos longos dias de luta titânica para não se entregar ao inevitável, que mais cedo ou mais tarde, teria que forçosamente acontecer.
Mas no final de cada sensação que abana com as entranhas do nosso mais fundo ser, enfrentamos a realidade e a porta que antes se encontrava escancarada para nos lançarmos na aventura, umas por sentir sensações novas. Outras como inevitáveis tamanha a fragilidade sentida. Irá se fechar num estalido seco e doloroso para a maioria de quem as procurou como um escape e colocar tudo no seu devido lugar e guardar este segredo tão fundo que irá junto para a cova e servir de memória a quem nos levar a alma.

Os Portugueses Querem, é a Vitória da Selecção


Os Portugueses estão-se marimbando para o processo Face Oculta!
Já vivem com a certeza que é, um ver se te avias para encher o saco e quem está próximo de oferecer favores, também está pertíssimo de lucrar com eles.
O que eles querem é que a selecção vença a Bósnia e atinja a fase final do mundial.
Num apuramento que se iniciou numa de favorito, andou num choradinho de lamentações de estarmos com um pé bem fora do mundial e agora a um empate de lá estarmos para salvar meia dúzia de cabeças que já dão a sensação de fazer da Selecção um abrigo para toda a vida.
Querem lá saber o que o Primeiro-Ministro disse ao Armando Vara, pessoa que a maioria dos Portugueses nunca a viu mais gorda e como tal, nada lhes diz esta personagem, já com alguns casos marcantes que atingiu agora o destapar de um véu, numa forma humilhante que muito dificilmente lhe dará uma nova oportunidade para recuperar a imagem.
Querem de Sócrates aumentos salariais para ajudar a adquirir mais meia dúzia de bens essenciais e compor a despensa, tantas vezes com pouco espaço e agora livre da fartura de tempos não muito distantes.
E soluções para afugentar a crise. Onde a falta de trabalho, num desemprego dramático que arruína os neurónios e faz nascer depressões graves que desmorona famílias inteiras.
Deixando para quem tudo tem, a preocupação de saber o que Sócrates disse ao tal Vara. E para a oposição que a medo fala do Face Oculta, já que dentro dos seus partidos podem existir telhados de vidro.
Porque sabem que todos sabem, que tudo se vai esfumar com o tempo e que as tais escutas de parte a parte não serão relevantes no processo porque escutas são o que são. Que o diga o Apito Dourado e as pessoas que lá estão envolvidas.
Querem, é, que a Selecção vença!
Jogando mal ou bem é indiferente. O que realmente interessa para os Portugueses é que lá para o Verão, no meio de uma cervejas fresquinhas e uns pistachos. A Selecção inicie o Mundial que pela primeira vez se vai desenrolar em África, Continente apaixonado pelo futebol e ansiosamente a aguardar pelo primeiro pontapé de saída.

sábado, 14 de novembro de 2009

Ora Agora Levas Tu. Ora Agora Chega a Tua Vez


Lá estamos nós no vira o disco e toca o mesmo! Onde só muda a filiação partidária.
Primeiro vieram a publico os escândalos de ex governantes ligados ao PSD, em virtude de negócios banhados a lume denso que encobriam as jogadas mirabolantes que emagreciam os lucros do BPN e enchiam os bolsos de todo o guarda-fatos de Dias Loureiro e companhia.
Claro que nenhum politico reputado veio a publico esgrimir argumentos na condenação de tais actos, só apareceu o mais alto manda-chuva da nação, a pôr as mãos no fogo no inicio da polémica, pela idoneidade de Loureiro.
Um amigo é sempre um amigo e logo amigos do peito que nos enche o sótão de euros na valorização de acções de forma cordial e claro está, merece a confiança de quem vê o País bem no cimo da autoridade e de lá só sairá quando a lei não lhe dá espaço para mais.
Mas evitando em me alongar mais dizia, que mais ninguém veio a terreiro lançar a primeira pedra. Existem demasiados telhados de vidro nos telemóveis e não só, dos políticos portugueses e não vá o diabo tecê-las e o feitiço se virar contra o feiticeiro.
Claro que os mais entendidos nestas tramóias de encher as contas dos mais arrojados na corrupção quase gratuita, sabem que agora eram pessoas ligadas ao PSD. E não tardaria que chegasse a vez de serem figuras ligadas ao PS, as próximas vítimas. Num sistema mais virado para os países do terceiro mundo, mas que cá neste cantinho virou moda, tamanha é a facilidade em cobrar favores pela notoriedade que se ganhou quando se desempenhou altos cargos em prol deste País que nem ata nem desata num ritmo que só serve meia dúzia de torres humanas que comandam do ultimo piso perto do céu azul, tudo o que se passa cá em baixo onde os mais desafortunados deambulam na vá esperança de, lhe chegar do cimo a senha da brecha da fé e assim conseguir abrir o sorriso para mostrarem que algo lhes chegou á boca e a fome fugiu para bem longe.
E agora bem agora, lá está a fava a cair nas mãos do PS e toca a ser a vez dos socialistas se verem envolvidos em escândalos graves, mas que o povo já se começa a habituar e até acredita, apostando sem pestanejar, como vai tudo terminar.
E lá encontramos de novo ex governantes que são apanhados com a boca na botija, numa ingenuidade gritante. Ou quem sabe, no pressentir que tudo pode, já que tem as costas largas de poder e conhecimentos que vão sabe-se lá, até perto do cimo da hierarquia. Onde Sócrates é sempre mencionado numa praga que já denota indícios de clã siciliano e que nada nem ninguém se aperceberá.
Alguém saiu da toca e pôs-se à escuta com escutas!
Apanhando o rato com a boca no queijo fresco e soltando as amarras da ratoeira o deixou ali entalado sem apelo nem agravo.
E assim vivemos nesta sociedade que cria ministros e que por sua vez criam a corrupção que mancha este País, num já abanar de cabeça resignado. Esperando o esperado.
E já não se espantando que daqui a maia dúzia de meses, outros ex governantes, sim outros mesmos, já que todos eles aprenderam na mesma escola e com os mesmos professores. Sejam descobertos em mais uma operação com nome bizarro, que irá encher milhões de folhas brancas de histórias de um inicio de dois ou três e quando aberto ao público, sejam dezenas a encher os bolsos de euros vivos e sentar o rabiote em bombas sobre rodas acabadinhas de sair de stands para o efeito e outros menos afortunados, com portáteis como prenda pelos favores banais prestados.