domingo, 14 de fevereiro de 2010

A Cidade que me Abriga


A minha cidade pequena, pequenina que cabe numa mão de Deus, deixando a outra para apontar os dedos aos pecadores e eles são tantos que se transformam num oceano sem fim à vista.
É um círculo de meia dúzia de monumentos com história.
De uma mão cheia de edifícios que valerá a pena visitar. E de um saco de linho cheio de pessoas com integridade para focar.
Vangloria-se de ser a cidade a receber a primeira romaria do ano, as Festas das Cruzes.
Semanalmente realiza-se nesta concha citadina a maior feira do País, que ocupa meia cidade e deixa a outra meia a rebentar pelas costuras em matéria de trânsito.
É o concelho maior do País em matéria de freguesias oitenta e nove, algumas delas nunca lá passei, apesar de viver não muito longe delas e passar bem perto das suas entranhas.
Tem o galo como símbolo máximo de uma cidade que se coroou como a rainha do artesanato, onde o barro com as peças que de lá nasciam pelas mãos das artesãs, correram mundo e idolatraram essas mulheres vindas do meio da lama barrenta e hoje são o expoente histórico, que enriquece esta cidade abafada no meio do que afasta o povo, deixando-a deserta de vida e de movimento.
O abafo é intransponível e leva as pessoas a fugirem para as praias em quinze minutos apenas, refrescando-se no Verão. E buscando o sol e a brisa do mar, nos dias que não dá para andar de corpo ao léu.
Noutra direcção a capital do distrito Braga. Em quinze minutos apenas, leva os jovens de encontro às noites de música e dança, com calor humano á mistura e muita estupidez junta e deixa a minha cidade despojada de alegria e vida.
Tem o Sameiro e o Bom Jesus para levar os devotos fervorosos em peregrinações constantes de apego à fé e logo nestas horas de vida difícil e de vícios sem cura para muitos miudos.
Um pouco para sul temos a cidade onde Portugal nasceu, Guimarães. Repleta de shoppings a cheirar a novo e abundância em pôr a vista a pastar por entre lojas e lojas que levam a perder a cabeça a quem ainda tem um mealheiro, amealhado em tempos não muito distantes.
Mais distante mas nada que esfrie o entusiasmo, surge outra capital, Viana. Entrada para o alto Minho, caminho aberto para paisagens e comes e bebes de encher os olhos e estômagos. A frescura no Verão, por entre o verde deslumbrante e caça abundante.
Diz o povo que no meio está a virtude, mas nós nesta pequena cidade que abraça o Cávado a quinze minutos da foz, acho que o único bem histórico que nos calhou em sorte. Estamos atados de pés e mãos e não nos despregamos das amarras que nos encolhem neste marasmo citadino.
Queremos dar um passo do tamanho da lua para fazer crescer a cidade dentro da própria cidade.
Construir-lhe janelas para entrar o céu azul que alegre quem cá vive e quem nos visita. Para irem e voltarem com o mesmo entusiasmo com que a deixaram.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

As Escutas Tão Desejadas



Foram as escutas do futebol que vieram a terreiro aguçar o bico dos gulosos por diálogos com linguagem corrente e com ar de, anda lá fala lá, que estou com pressa.
Se duvidas houvesse, elas foram totalmente dissipadas com tamanhos relatos de oferendas de toda a espécie e favores de vária ordem em que o futebol é fértil.
Viraram tema para a garotagem se entreter nas escolas onde poucos aprendem e muitos tentam passar os dias e não existe melhor entretimento, que curtir com o que se apanha no You Tube, sejam de futebol, ou de todo o tipo de malhação.
Mas ficou o aviso de que outras escutas podiam estar por horas a saltar cá para fora e incendiar a Sociedade Portuguesa.
E logo um jornal prontificou-se a revelar o que todos queriam ouvir!
Jornal, esse que deu corpo ao manifesto e lançou cá para fora as escutas que se julgavam destruídas nos crematórios judiciais, já que envolviam altas figuras do País.
Então surgiram os nomes que mais se assemelham a um elenco de filme animado.
Sócrates. Porra, eu votei nele, mas ele está em todas!
Está no bom e no menos bom!
Está no meio do fogo cruzado e sem colete à prova de bala.
Está metido até ao pescoço, dizem os inimigos políticos e não só.
E eu digo: Que a maioria dá para controlar tudo e até mesmo o que não se deve. E agora que Sócrates governa com uma perna manca, veio tudo ao de cima e o tecto pode estar prestes a desabar.
Esperemos pelos dias seguintes e ver como Sócrates lida com esta situação deveras difícil e de contornos nebulosos.
Armando Vara. Outro seriamente visado está metido de pés e mãos num lamaçal de lama putrefacta.
É o nome mais badalado neste início de ano no rol de mexericos políticos. Num leva e trás de episódios que davam para um filme de curta-metragem.
Penedos o grande e o pequeno. Seguros numa montanha expugnável!
Logo que o inverno político se enfureceu com a queda da maioria, viram-se envolvidos num violento deslizar montanha abaixo derrubando tudo o que pudesse travar a marcha, a única salvação ainda possível. E só pararam no dorso da renúncia e da suspeição, repousando agora nos corredores dos tribunais, levando algum tempo até puderem voltar a lugar de onde vieram.
Henrique Granadeiro, diz-se "encornado" por dois laterais da sua equipa.
Acredito que lhe fizeram uma emboscada e vai daí pumba. Sente umas sensações de altinhos, mas com dúvidas do sítio onde os choques nas futeboladas lá do campito sintético da vivenda são férteis devido aos bravos despiques.
Enfim o ano começou com as divulgações das escutas e ainda a procissão vai no adro!
Alguns andores já foram derrubados. Mas a caravana da procissão, segue o seu caminho, continuando a ser posta à prova por investidas já anunciadas para a próxima semana.
Os jornais vendem como o sol!
E o povo nunca andou com o jornal debaixo do braço como esta sexta-feira.
Sexta-feira é dia de divulgação das escutas. Até quando, até quando!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

A Zanga das Comadres, Desafogam José Sócrates



O PSD contínua com o seu calvário de candidatos já que agora ficamos a saber, que um disse ao outro que não se candidatava e afinal lançou-se de corpo e alma para a frente de combate. E esse que sabia que o outro não iria ser candidato, mas afinal sempre o é, revoltou-se e toca a marchar para a linha da frente e enfrentar quem lhe tinha dito que se iria deixar ficar por Bruxelas, no quentinho dos bolsos cheios e a saborear o prémio conquistado meses antes.
Quem se deve estar a rir perante esta zanga de comadres é Pedro Passos Coelho. Que já manifestou pela boca de um apoiante de peso que não à fome que não dê fartura, visto que de um candidato surgiram logo dois, num espaço de encher a comunicação de notícias fresquinhas e correrias atrás dos candidatos.
Lá está mais uma vez o PSD, a ajudar o PS a sair uma vez mais de um embaraço que ameaçava e ainda ameaça as hostes socialistas visando uma vez mais Sócrates com as escutas.
Mas o PSD, com esta trapalhada de candidatos, faz desviar de alguma maneira as atenções e arrefeceu um pouco a batata quente que Sócrates tinha já nas mãos sem a poder lançar para bem longe, já que ela se enterrava aos poucos na pele. E com esse arrefecimento Sócrates pode respirar melhor já que a comunicação está dividida na correria entre as escutas e os candidatos laranjas.
Rangel alega que é candidato devido ao estado calamitoso em que o País está mergulhado financeiramente e transforma-se num Deus, já que está convicto que assumindo a presidência do PSD, será num curto espaço de tempo o próximo primeiro-ministro e como tal o salvador da pátria.
Acho que já ouço isto há mais de trinta anos entre socialistas e sociais-democratas. Portanto este é mais um que ainda nem pisou o palco das directas e já manda as suas balelas. É caso para dizer que o tiro pode-lhe sair pela culatra.
Portanto vamos andar entretidos em guerrilhas de candidatos, que pouco irão trazer ao País e só estão a ajudar Sócrates, a superar mais uma cruz que se destinava a crucificá-lo dolorosamente. E o PSD vai ajudar a que os pregos que poderiam segurar Sócrates à cruz quase definitivamente, dêem lugar a nós de marinheiro que com mais ou menos dificuldade serão desatados a seu tempo.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Começou a Corrida à Liderança do PSD





Estavam todos indecisos depois de Passos Coelho anunciar que seria o primeiro a participar nessa corrida que dará como vencedor, ser líder do maior partido da oposição.
Os organizadores já andavam desesperados por tão fraca adesão nesta corrida que se previa um rali intenso, mas que não iria passar de um vencedor previamente anunciado.
Mas, de um momento para o outro aparece um participante e logo de peso, tanto em matéria estética como em matéria política.
Rangel é o menino bonito das hostes mais emblemáticas do PSD, onde se inclui Manuela Ferreira Leite.
Lançaram-lhe este desafio com todo o tempo do mundo para pensar, em poder vir a ser a próxima estrela laranja e quem sabe o próximo primeiro-ministro, já que os tempos não são muito famosos para os lados do largo do rato.
Quando Rangel deu o sim já que ainda vive nos píncaros da vitória, porque foi o único que trouxe para os lados do PSD, o único troféu político da era Socratiana. Logo acenaram-lhe com o colo e de Estrasburgo até à sede do PSD vai só o tempo de ganhar as eleições partidárias, porque o já chato do Passos, que aparece sempre com a ideia de que não irá morrer sem ser presidente do PSD, autentico melga que não desiste e já irrita os velhos do Restelo Laranja e à que mostrar ao homem que de sonhos está o mundo cheio e à que por um fim à teimosia e resignar-se.
Portanto sossego nos sofás laranjistas, já que tudo se irá repor com a vitória de Rangel e assim sim, o partido entrará nos caminhos de finalmente poder enfrentar como oposição neste curto prazo o partido do governo e esperar que Sócrates se afunde no próprio pantanal em que está até aos joelhos e poder assumir o que não pode tardar.
Só que o ovo ainda não saiu da galinha e por lá se vai manter muito apertado já que um novo participante é anunciado, nada mais nada menos que o vice-presidente e líder da bancada do PSD, Aguiar Branco.
A corrida ganha contornos de autêntico rali!
Os organizadores passaram de um estado de letargia para uma euforia de encher páginas e páginas, logo que as etapas se desenrolarem.
Um vice-presidente e o que tem dado a cara para que o PSD, ainda resista como oposição. E um vencedor das eleições Europeias, são requisitos para renhidos debates e com prognósticos reservados. Não esquecer que Passos Coelho alcançou honroso resultado perante Manuela ainda e sempre figura carismática laranja. Tornará a corrida agora aberta aos três e portanto já não se pode vaticinar vencedores antecipados (como no caso de Rangel versus Passos).
Alguns barões deram apoio a Aguiar branco e a balança deixou de pesar para um lado.
De três acredito que na recta final irá só existir fita para dois poderem-na cortar no final.
O PSD, ganha um novo alento para recuperar pontos perdidos com a fraca oposição de Manuela já que tem figuras para presidir ao partido e com ganas de enfrentar o governo. Hoje, amanha e até cair no seu pantanal.
É bom este surgimento de candidatos. Poderá tornar o partido mais forte!
Assim sendo, tornará o País mais aberto a alternativas na busca de melhores soluções para vivermos melhor e importante, com esperança no futuro!
O tempo o dirá. Se será um virar de página de um partido que sendo o líder da oposição, era afinal frouxo em antecipação!

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Os Portugueses Adorariam este Esforço em Prol das Soluções para a Recuperação



Terminamos a semana exaustos, pelo inundar sistemático das disputas dentro do parlamento sobre a lei das finanças regionais.
A cada hora e juntando as horas de cada dia, verificamos que a correria entre lideres da bancada de cada partido era semelhante ao corre-corre, estilo comadres para ver quem disse. E quem tentou dizer o que quer que fosse, para alterar ou não o sentido que uns desejavam e outros não aprovavam.
Negociava-se não sei bem o quê, nessa correria que o PS tentava adiar o inadiável e a oposição desta vez unida num propósito fazia fica pé da sua decisão.
Os nervos da bancada socialista eram evidentes e como a oposição fazia disso um trunfo que deixava antever sorrisos de satisfação, mais se assemelhando a achas que alimentavam o fogo que o governo de sirenes bem audíveis tentava apagar sem êxito. Fez com que Sócrates chamasse a líder do PSD numa emergência prontamente satisfeita, mas de nada valendo já que o propósito de votar a favor era um dado já praticamente adquirido.
Bem se esforçou o ministro das finanças num voo picado até aos portugueses via TV, dando conta do gigante passo que a oposição iria dar em direcção ao abismo. Ao aprovar mais um luxo para a Madeira, permitindo mais um endividamento de uma região através dos impostos dos desgraçados portugueses do continente que passam por dificuldades enormes. E ele aí estava para nos lembrar que se isso acontecesse iria tudo fazer para usar uma lei aprovada pela líder da oposição enquanto governo, para deitar por terra essa aprovação e assim fazer valer a sua (do ministro) determinação em não dar mãos beijadas, a uma região que faz a festa, lança os foguetes e apanha as canas enquanto o diabo esfrega um olho, em folclores carnavalescos dentro e fora de época.
De nada valeu porque a lei foi aprovada por toda a oposição, destacando-se no slogan dos dirigentes de cada partido, de que a aprovação era dirigida para a região madeirense e não para Alberto Jardim, que nesta matéria não passava de um mero presidente de uma região autónoma que necessitava de mais um endividamento para fazer face a não sei bem o quê.
O PS, ripostou de uma forma enérgica pelo novo ministro Jorge Lacão, (que fica a léguas do seu antecessor, que ainda a procissão ia no adro, já teria mandado uns bitaites arrepiantes que iriam fazer as delicias da comunicação social), dizendo que o governo irá fazer tudo para impedir que a lei seja uma realidade, usando o trunfo deixado em aberto pelo anterior governo.
E assim se passou vários dias num tira teimas entre oposição e governo. Onde a oposição aproveitou para mostrar que está ali para as curvas e mostrar a Sócrates que o tempo do quero, posso e mando passou à historia e vai fazer parte da era da outra senhora.
Com isto esquece-se o mais importante para o Pais, que é a grave crise social que a cada dia que passa afunda os portugueses e põe o Pais no abismo da banca rota, onde nem os já milhares de sapateiros que voltaram a encher as vilas e cidades, numa arte que se imaginava extinta, conseguirão coser.
Se o esforço que se empregou em toda esta aprovação ou não da lei das finanças pelos partidos. Fosse de igual modo em prol do País de encontro à recuperação económica, de certeza já estaríamos a ver uma luz ao fundo do túnel da Gardunha como sinal de que realmente ultrapassamos a barreira da crise e entramos nos degraus da subida em direcção às estrelas do firmamento que encherão os corações de alegria, deitando o sofrimento pela latrina.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

O Rosto Sempre Presente



Quero encontrar-me com um rosto que vislumbro bem longe quando a saudade aperta. E tão perto quando a noite cai, seja de lua cheia, ou de noite tão negra como breu.
Adoro aquele rosto que de tão belo se abre em dois, levando-me a uma embriaguez tão real que me põe zonzo de tanto o ver à volta.
E beijo-o, beijo-o sem fim!
Porque foi dele o sinal para o perseguir e trazer-lho até mim!
Veio em forma de pluma, tão leve e tão macio. Feliz e de sorriso aberto.
Numa pureza gritante de tanta ingenuidade palpitante, que elevava a paixão aos picos do paraíso.
Trazia a mensagem da vida. Da vida a dois por entre brumas de felicidade e olhares de responsabilidade.
Os anos passam mas a beleza mantém-se.
E o sorriso mais maduro e experiente brota com regularidade e encandeia a quem é destinado. Que de braços abertos espera tamanha oferenda.
Alturas, que se nota o rosto a raiar a tristeza por momentos de dor de quem foge, ora em momentos angustiantes, ora para sempre tornando-se pó torrente.
Corro para o beijar!
Tão meigamente e carinhosamente. Que lhe infiltro tanto amor que segundos depois ele adquire a beleza com que nasceu e aquele sorriso abre-se para mim.
Este rosto é meu, conquistado idolatrado e amado na transição de uma adolescência a raiar o adulto com pés bem assentes, numa caminhada que só parou na aceitação de seres minha.
És o nascer e o por do sol, no horizonte que se afasta de todos, mas em nós está tão perto que abençoa os nossos sentimentos.
És o rosto que percorre o mundo perscrutando toda a sua riqueza e voltas sempre com um sorriso saudoso de encontro ao colo de quem te guarda.
Quero encontrar-me com um rosto que vislumbro bem longe quando a saudade aperta, porque as horas tornam-se intensas de ansiedade, vendo-te longe de mim.
E tão perto quando a noite cai, seja de lua cheia, ou de noite tão negra como breu, quando o teu regresso a casa é sinalizado pelo bater do calçado subindo as escadas interiores que te guiam de encontro ao AC e te encaminham para os meus braços, mostrando o rosto feliz pelo reencontro.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Os Cem dias dos mais de Mil que estão pela Frente



É isto que o governo enfrenta.
Depois de cem dias, onde superou grandes desafios, começando por remodelar uma equipa acabada de sair de uma maioria e chamou três ministros que foram presenteados com pastas rodeadas de agitação social.
A educação onde ao longo do último mandato, foram constantes o tête à tête da ministra e dos sindicatos, com o apogeu numa manifestação que encheu a capital de professores descontentes, outros encostados aos descontentes e outros mais encostados aos cabecilhas para se resguardarem da inércia que manifestam para a profissão que ocupam.
Entrou nova ministra e como tal, tudo é diferente e Isabel Alçada conseguiu para já levar a água ao seu moinho e acalmar as feras sindicalistas.
Troca na pasta do trabalho, um bom ministro salta para a economia e deixa entregue este ministério, onde a crise social é tão evidente que ameaça desequilibrar uma sociedade repleta de esfomeados sem trabalho. A uma ministra vinda do coração da Europa onde exercia a sua vida profissional e logo que se viu sentada com o tamanho de dossiers para analisar, abriu a boca de espanto com os números oficiais do desemprego, sabendo que por baixo da mesa estavam os não oficiais que ameaçavam instalar-se junto dos compadres que tem carimbo governamental.
Mas nestes cem dias o combate era mesmo o orçamento para 2010.
Tudo foi programado ao milímetro! Convocou-se a oposição, aquela que dava garantias para ombrear com o sucesso da sua aprovação.
E no jogo do gato e do rato onde um pedaço de queijo dado a um sem ratoeiras e uma boa bucha de pão-de-ló, dado a outro esfomeado por poder fazer sentir a sua importância na política portuguesa. Fez passar o OE2010, para bem de todos nós, acalmando os mercados e sossegando os homens que mandam neste país.
Cem dias que voaram para o governo. Cem dias que uma grande fatia da população vergou a coluna para os suportar.
Cem dias que nada de bom trouxeram para os próximos cem e a encruzilhada da situação difícil em que nos encontramos irá se manter inalterada.
Cem dias, que somando aos próximos cem. Em que tudo se manterá na mesma. Vai obrigar ao desânimo quase geral, já que temos a certeza que os próximos cem que nos levará ao pico do Verão. Serão a estufa infernal da chaga de todos os males e todos os dedos estarão apontados em riste à falta de soluções para diminuir os graves problemas que nos afundam no abismo que começa a não ter suporte para os mais carenciados.
Cem dias de mais aflições por entre temporais de enormes prejuízos e desoladas lamentações. Onde o novo ministro, com cara de despachado, já fez saber num raide que deixou atónitos os lesados, já que o antecessor pedia licença a uma perna para avançar com a outra. Que a prontidão em apoiar os prejuízos era primordial já que estava em causa o celeiro hortícola que abastecia a capital.
Cem dias do mesmo, onde Sócrates e a sua equipa remam quase a seu belo prazer uma governação sem oposição. já que esta, está órfão de pessoas com ganas em querer mudar um país que se habitua a ser dos primeiros a caminhar com as diferenças (oitavo no mundo na aprovação dos casamentos do mesmo sexo) e dos últimos a dar qualidade de vida ao seu povo que emagrece até aos ossos, no hábito de ser nestes longos anos, o mais do mesmo.