sexta-feira, 12 de março de 2010

Os Jogos Escolares Levam 0 Miúdo para Bem Longe

Levantei-me cedo, cedissimo para o costume.
O garoto ia participar a nivel nacional num concurso de jogos escolares, quinto e sexto ano. Representando cá a escola já que venceu na sua expecialidade todos os que lhe apareceram à frente.
Está frio, bastante frio que enregela os ossos e enquanto esperamos pela chegada do autocarro, metemos o nariz bem dentro das golas do casacao e depois de um bom dia tradicional, nao mais se fala já que o frio obriga a encolhermo-nos cada um no seu cantinho.
Lá vai o miudo para Santarem, defender a sua escola.
De saco ás costas onde leva os primeiros socorros alimentares e os dez euritos para o que der e vier, pouco fala porque o frio nao deixa, mas na véspera, era uma agitaçao maluca o rapaz vivia intensamente o avançar da hora para logo,logo chegar o levantar e leva-lo para a jogatana, sonho de todos mas claro, só alguns podem vencer.
O autocarro chegou e ocupado o seu lugar o miudo lá partiu deixando um esgar já de saudade, que embalou o regresso a casa no meio do frio que é bravo p´ra valer.
Vai ser um dia de pensamento no garoto!
A hora avança e ele já rola na A1, rumo a Santarém para desafiar quem lhe aparecer à frente!
Do seu jogo pouco treino teve após a vitoria de á dois meses, na escola.
Vai confiante, sabe se perder, é porque o outro foi melhor. O importante é participar e conhecer miudos novos e terras novas.
O dia vai custar a passar e o miudo mais longe está de mim!
Foi contente e espero que regresse feliz, com vitoria, ou sem ela.
Sei que ele vive estes passeios e que tudo irá correr bem. O dia será longo, mas acabará por trazer o miudo no seu final com aquele olhar meiguinho e tao puro a rebentar de ansiedade para contar as pripercias de um dia de jogos tao longe da sua cidade.

terça-feira, 9 de março de 2010

Futebol Clube do Porto Quem o Vê e Quem o Viu


O Porto acaba de ser goleado sem apelo nem agravo pelo Arsenal, num encontro de capital importância para os portugueses, mas que logo bem cedo se percebeu que tudo iria por água abaixo, como as dos rios que só param no mar. Que nesta época tem feito jus á sua força, tanto em destruir as dunas que albergam habitações que se construíram sem licença para tal, como infelizmente levam os pescadores para as profundezas das suas águas numa raiva que não tem dó.
Mas voltando ao Porto, eu que sou benfiquista dos pés à cabeça, dói-me como português a maneira como o FCP, se deixa bater, quando não à muito tempo esta mesma equipa fazia suar as estopinhas a qualquer adversário que se atrevia a tentar furar as suas redes.
No campeonato até me dá uma satisfação o Porto ir se afundando na tabela classificativa em relação aos primeiros lugares. Mas na Europa faz-me pena ver o Porto a seguir a mesma direcção que pontifica no campeonato.
Ainda não á muito tempo marcar um golo ao Porto era como se de uma vitória se tratasse, tamanho era o bloco defensivo, autentico muro de betão.
Hoje, nos dias de hoje, só em três jogos consecutivos o FCP, sofreu onze golos. Onze golos! E só marcou dois, que lhe valeram um mísero ponto!
Algo está mal para os lados do dragão!
Algo não bate certo para aquelas bandas, onde eram reis e senhores em Portugal e respeitados além fronteiras com um prestigio granjeado recentemente que impunha respeito, mesmo aos mais cotados internacionalmente.
Será o fim de uma era que todos os clubes, uns mais que outros passam?
Não me parece!
Mas o que eu sinto é a necessidade deste clube dar uma vassourada num projecto que já deu tudo o que tinha. E começar novamente um novo, para rapidamente alcançar os objectivos necessários para a continuada estabilidade futebolística que mesmo com peripécias pelo meio, era reconhecido no mundo inteiro.
A alegria interna, não é sinonimo do mesmo estado de espírito na Champions, onde precisamos de todos os clubes, também os da Liga Europa, para que Portugal some os pontos cruciais para colocarmos o máximo de equipas a competir por essa Europa fora. Para gáudio dos imigrantes que revêem nelas o cheirinho da sua pátria em noventa minutos de alegria e saudade.

domingo, 7 de março de 2010

Domingo Melado









D
omingo de um começo harmonioso ainda envolto no quente da noite
Domingo que acorda com chuva irritante e sem sombra de encanto
Domingo que mostra a luz do dia cinzento de adrenalina
Domingo chuvoso sem pinga de alegria
Domingo melado sem vontade em acender a chama, que aquece a alma
Domingo banhado em água mijona que arrefece os pés e arrepia o resto do corpo
Domingo chorão porque não deixa sorrir quem quer sair para a diversão
Domingo comprido, fechado em casa revendo o que já está mais que visto
Domingo que nunca mais passa fumando cigarro atrás de cigarro talvez poluindo a raiva
Domingo é Domingo igual a tantos outros, que já nos pesa nos ombros!

sábado, 6 de março de 2010

Sócrates e as Suas Correrias



Sócrates corre todos os dias para manter a forma física, aliviando o stress bem cedinho. Para meia hora depois estar fresco como uma alface para enfrentar o dia que todos sabemos é de arrasar.
Segunda-feira é o correr para esquecer o que a Sexta trouxe para as bancas, acelera a passada dando os limites para descarregar a raiva!
Terça já mais solto, corre por gosto fazendo com que os seguranças rezem para que a meia hora chegue bem depressa!
Quarta de sorriso nos lábios pensa, no que já fez pela semana e o que falta fazer para a terminar!
Quinta é o dia que tudo pode fazer, gritar já com o dorsal transpirado, ou ouvir mp4 para curtir a meia hora de corre, corre sem parar.
A Sexta é o diabo, já vai com o pensamento do que irá sair em mais escutas que não tem fim.
E por isso corre, para deixar bem atrás os jornais que não o largam a cada semana que passa, tentando-lhe pisar os calcanhares.
Os jornais aliam-se num propósito: pôr Sócrates virado do avesso para que tudo seja libertado!
Estão a tirar-lhe o escalpe a cada semana e são já uma mão cheia delas que directa ou indirectamente, despem-no e lançam-no na praça pública já só com a tanga a cobrir-lhe o que falta pôr a nu.
Mas ele continua a correr!
Corre em Portugal, corre no País que visita. E correndo vai deixando para trás as conversas que vêm a público, autênticos manuais para inglês ouvir.
Por falar em ingleses até esses estão atentos a Sócrates. E do país de sua Majestade más novas chegam para lhe encher ainda mais aquela tola já repleta de conversas descobertas.
Até quando Sócrates poderá correr para esgotar o arsenal de escutas que os jornais ainda possuem para lançar logo que a Sexta-Feira brilhe com o nascer do dia?
Será que correrá mais e vencerá, já que os jornais esgotarão as bombas para lançar e darão tempo para que Sócrates, lhes surja pela frente de peito inchado e lhes derrube o carro blindado já sem granadas para arremessar.
E se assim for, Sócrates, poderá todos os dias fazer o seu jogging matinal, alheio aos rumores gravados sob escutas que ressuscitaram das urnas abençoadas pelas rezas, onde alguém jurou a pés juntos que a terra seria o fim das cassetes e o alívio de muitos que seguiram o líder.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Era Um Garoto


Hoje fala-se muito de injustiças. Mas elas sempre surgiram ao longo do tempo que passa, dando-lhe o veredicto quase sempre condenando o injustiçado.
As pessoas adoram culpar o inocente só porque estava no local errado á hora errada. E fazem dele o bode expiatório para servir de exemplo e mostrar que os princípios que regem as instituições, são para serem levados á risca sob pena de trair o lema da Associação onde estão inseridos. Esquecendo-se que estão a tapar o sol com a peneira já que resguardam o verdadeiro prevaricador e malham no pobre coitado que se limitou a seguir o mandante da infâmia.
Foi num dia cheio de sol, que saudade do sol, já que a chuva molengona aborrece tudo e todos. Que pairou a injustíssima servida a frio, num corpo de garoto que levou com as favas e premiou quem prevaricou com o brinde. Deixando ferida aberta, tamanha a injustíssima sentenciada por homens de pouca fé, quando o seu lema era ensinar os caminhos da verdade.
Eram cartas de jogar, para preencher os tempos livres e fortalecer o espírito de grupo.
Mas eram cartas de visões impróprias para garotos com imagens a raiar o escândalo, já que os corpos das mulheres estampadas no dorso das cartas eram explícitos de sensualidade.
Fomos apanhados pelos chefes e logo se instalou o medo pelas consequências.
Toca a descobrir o responsável por fazer chegar as cartas a tão respeitosa Associação que se valia pelos princípios de respeito e o castigo para tal afronta foi exemplar.
O dono das cartas filho de um respeitável comerciante, por isso tinha acesso a tal entretimento que enchia a mente de vontade em ganhar e o corpo de comichões desconhecidas. Foi ilibado já que era indecoroso desrespeitar o bom nome e pôr o descendente em maus lençóis.
Então era necessário castigar alguém para que o exemplo fosse o fim de futuras diabruras em miúdos a despontar para as travessuras.
E num abrir e fechar de olhos escolhem-me!
Porquê eu? Repetia vezes sem conta!
Porque estava a jogar e segundo os restantes três, fui o que instigou à jogatana!
Castigo exemplar: obrigatório durante um mês apresentar-me na Sede para pagar a cota semanal durante um mês (o tempo de castigo) e logo que isso fosse feito abandonar a Sede, porque não podia frequentar esse espaço durante a duração do calvário.
Um mês de calvário! O medo instalado para que os meus pais não soubessem. E pior, a revolta que trespassava o meu corpo por saber que fui a vítima de três colegas para juntamente com os chefes, safarem a pele.
Durante um mês deambulava pelos lugares em redor da Sede, para que o tempo de duas horas passasse e eu chegasse a casa como se viesse de mais uma actividade escutista.
Sentia-me um cãozito abandonado com o rabo entre as pernas, envergonhado e revoltado.
Acabou o mês e acabou o escutismo!
Enchi os pulmões de ar e desisti daquela cambada de seres inúteis batendo com a porta para nunca mais voltar.
Enfrentei os meus pais e fiz valer a minha decisão de uma injustiça atroz.
Cresci com esta experiência e a partir dali ninguém mais me utilizou como bode expiatório para salvar as costas a quem quer que seja.
Era um garoto e ainda bem! Porque foi o impulso para crescer e compreender o mundo que me rodeava.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Estas Greves Será que Dão Frutos



Os funcionários públicos estão em greve e já vai na segunda, neste ano que ainda tem fraldas e atiram com a canalha para casa e para a vadiagem.
As ruas enchem-se de alunos, felizes por não terem aulas e logo num dia de sol que agrada a quem deram um bónus de um dia sem aulas.
Estão no seu direito lutando pelo que eles acham legítimo e que se optaram pela greve, é porque os seus anseios não serão por agora atendidos. Senão não estariam nas ruas a slogar as injustíssimas que lhes caiem em cima.
O governo congelou os salários da função pública e essa mesma função pública, irá andar em greves regulares como meio de pressão para que o governo volte atrás nos seus propósitos e negoceie com essa força, que já foi o eldorado para quem lá entrasse e hoje lutam desesperadamente para manterem as mordomias de um tempo não muito distante que os distinguiam dos demais trabalhadores.
Eram lugares cobiçados arduamente e num tempo que havia sempre lugar para mais um.
Hoje a situação é totalmente diferente e ano após ano a força da função publica tem que se adaptar aos novos ventos sociais e sujeitar-se à situação do País que de tão instável e financeiramente preocupante, leva a que a margem de manobra para acudir aos sucessivos apelos da função para revitalizar as suas pretensões, seja de congelamento nos próximos anos.
Claro que não é agradável para quem desempenha as funções de profissional ao serviço do estado. Por isso agarram-se aos meios que tem para reivindicar as suas pretensões e a greve é um desses meios. Param meio País e levam a mensagem da sua luta de norte a sul.
Prevejo que será uma luta em vão, já que a margem de manobra para negociar com o governo seja nula.
Este braço de ferro que ainda agora se iniciou com o governo irá ser longo e nefasto para o País, mas no final os vencedores serão os mesmos, já que não tem fundo de maneio para negociar as pretensões de quem leva a greve como extremo de uma negociação que não dará frutos.
Enquanto isto se vai desenrolando mês a mês. Temos os vários serviços públicos atolados de gente para atender e sem funcionários para acolher, num desespero que deixa de ser compreensivo mesmo para quem luta por um objectivo.

segunda-feira, 1 de março de 2010

As Tragédias Criam milhões de Empregos


Em poucos dias vivemos de tragédia em tragédia.
Deu-se o treme, treme tão perto do Haiti que o derrubou sem dó nem piedade!
Assistiu-se a autênticos milagres que permaneciam encarcerados dias e dias nos escombros da crueldade.
Que aumentou a pobreza e as desgraças. Quando já era bem visível esse cenário pelo território e como se costuma dizer um mal nunca vem só!
A Madeira é ensombrada por chuvas torrenciais!
O fim do mundo esteve próximo para milhares. E quatro dezenas deixaram de pertencer ao reino dos vivos indo infelizmente retidos nos automóveis como celas exíguas, sem espaço para gritarem por um braço que as içasse do abismo, nas ondas lamaçais, que cobriram um terço da ilha. Tornando o branco das calçadas negro vulcânico, carregado de pedras de todos os tamanhos que a fúria das águas arrancou do cume da ilha.
Ainda o mundo não estava refeito do sismo bem fresco na memória de todos. Já novo sismo violentíssimo no Chile abriu estradas em rachas tão largas que mostravam o negro das profundezas da terra.
Deixou os entendidos perplexos dado a sua magnitude, que não se traduziu felizmente na propulsão em estragos.
Tsunamis foram formados no oceano e caminharam horas a fio para em ondas gigantes afogar qualquer vestígio de vida.
Ventos ciclónicos varreram uma parte da França, causando dezenas de mortos, muitos deles encurralados até á morte por enormes árvores, que não resistiram ao impacto sistemático dos ventos que tudo levavam à sua passagem.
Por cá os ventos sopraram ferozes, desde o sul ao norte sem perderem força e assustaram valentemente quem se encontrou com ele num corpo a corpo de vergar quem é mais fraco.
Matou um garoto na flor da idade que fazia da bola a alegria da vitória. Quando uma árvore malvada empurrada pelo tal vento o estendeu para sempre no pátio das jogatanas.
Alguém me disse que estas catástrofes eram um sinal de Deus!
Eram o meio de criar emprego, milhões de empregos. Limpando a destruição e erguendo com a mão do homem novos edifícios para abrigar as pessoas e sediar os investimentos.
Fiquei a pensar sinceramente nessa certeza de quem vê Deus em tudo que se extingue e dá vida!
E no meio das desgraças destruidoras, onde a dor é premente e desoladora. Dá-se a certeza de para levantar de novo os Países infelizes, só a força humana poderá voltar a erguer o que se foi como um castelo de cartas.