sábado, 20 de março de 2010

o PUNHAL ENTALADO nas COSTAS



Estive atento às medidas que o governo escalonou para fazer parte do já tão badalado PEC.
Programa de Estabilidade e Crescimento, um slogan que vai andar na boca dos portugueses, como a tábua de salvação para fugirmos ao tão elevado défice e alcançarmos a meta dos 3% num tempo recorde que vai encher os nossos políticos de elogios incontidos. Que afiançam visionar já a luz ao fundo do túnel. Aqueles que nasceram com o lugar assegurado no pódio dos grandes cargos fruto dos abraçados conhecimentos e das palmadinhas nas costas de quem lhes garantiu o futuro.
O PEC, será o PUNHAL ESPETADO nas COSTAS!
Traiçoeiramente por quem deixou que o tsunami atinge-se as nossas costas, onde os diques foram insuficientes para estancar tamanha avalanche de portas encerradas para quem quis continuar a ganhar o sustento que alimentava a fome das bocas abertas bem dentro das quatro paredes.
E traiçoeiramente para quem perdeu a entrada desse sustento terá que roer os sabugos já que o PUNHAL lhe vai entrar até ao coração levando-o ao sufoco sem dar por isso. Claro que, para a grande maioria da população já sem carne nos corpos de tão chupada que está por esta crise e que uma vez posto em pratica lá se vão os ossos, do que resta de milhares de portugueses já ressequidos e sem rumo, vagueando pelas estradas sem fim, encontrando uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma.
E pelas COSTAS, será cortado os apoios Sociais que ainda é o único auxílio para quem perdeu quase tudo e agora vê-se a braços com a possibilidade de fazer regressar os filhos do futuro universitário já que as despesas sem o garante dos empregos serão um monstro de sete cabeças que inclusivamente levarão ao desespero da tentação.
E por fim, muitos deles, acabarão ESPETADOS nos congelamentos salariais, um, dois, ou mais que três anos. Porque alguém assim o decidiu, para honrar os compromissos obrigatórios, de quem pode, quer e manda.
Em suma, uma enorme parcela da população deste país irá sofrer a bom sofrer com este PUNHAL ESPETADO nas COSTAS, por quem não tem capacidade em gerir um país e socorre-se do mais fácil, em detrimento de penalizar os directamente envolvidos, que continuam a açambarcar as migalhas gordas que caiem ainda do suor de quem realmente empurra o autocarro para parar e levar os que andam com o país às costas.
E como no melhor pano cai a nódoa, já que temos que considerar que o PEC será uma realidade e aplaudido pela Europa. Temos ainda que (e ainda bem), presenciar os prémios chorudos dos administradores, muitos deles sabemos todos como lá foram parar. Devido á elevada dedicação à profissão de uma entrega de fazer inveja aos restantes trabalhadores portugueses.
E muitos deles ao mesmo tempo dos prémios obrigados a serem transparentes. Terão outros mais, vindos directamente pela porta do cavalo.
Com a entrada do PEC, será um salve-se quem puder e a derrocada deste país, que irá mergulhar num clone terceiro mundista, onde meia dúzia de sanguessugas, irão ser os senhores com as suas trupes a controlar os seus domínios. Abafando quem se puser à frente dos seus dedos em riste.

segunda-feira, 15 de março de 2010

O Congresso Para Alguém Desatar o Nó


Toda a blogosfera fala do PSD e por todo o País se fala um pouco do seu congresso e das peripécias que por lá se passaram
Uns trataram de por tudo em pratos limpos e toca a desancar na ainda líder laranja e mostrando abertamente numa embalagem que parecia não ter fim, a sua incapacidade para ser líder de um partido que nesta altura, segundo o militante destemido, seria, a governação do País, não fosse a falta de capacidade da líder.
O homem foi mais longe e apertado que estava de anos e anos de um partido em que ajudou a consolidar como um dos grandes, ombro a ombro com a lendária figura chamada Sá Carneiro. Finalizou, num autêntico martírio para pobre Manuela Ferreira Leite, sempre a vitima das suas criticas. Que vai deixar a liderança do PSD, como a pior líder deste partido desde a sua fundação. Ou seja sem honra nem gloria.
Outros, como figuras sonantes do PSD, trataram logo à entrada, marcar a sua posição e correram com as câmaras focadas na sua petulância ao aconchego do candidato por si apoiado e perna com perna se tocaram depois de sentar o rabinho na cadeira a seguir à do candidato. Assim mostrando o território por si escolhido, sem margens para dúvidas.
E como sempre, não faltou a já figura carismática nestas andanças. Santana Lopes, hoje indisponível para qualquer cargo no PSD. Claro, depois de derrotas sem ponta por onde lhe pegar. Mostrou que estava vivo e pouco mais que isso. Talvez aguardando novos desafios num tempo que por agora é impróprio para ele.
Sentiu-se que os homens fortes estão com o Rangel, tomara o único que trouxe para as cores laranjas a vitoria que abraça um partido órfão dessas vitorias à já uns longos anos.
Mas Passos Coelho está confiante que desta vez será o líder, contra tudo (os inimigos da desgraça, como Alberto João jardim) e contra todos (os amigos da onça que se manifestam com palmadinhas nas costas e logo, logo que o homem vira costas é um vira casacas rapidinho).
Tivemos a certeza depois deste congresso, que o PSD não consegue superar a mediocridade que até aqui representa como alternativa para o País.
Entre três candidatos secos em laranjas que deviam dar suculento sumo, venha o diabo e escolha para mal deste País que é obrigado a caminhar com o PS, ás costas já que alternativas não existem. Existem sim, muita parra e pouca uva!



sábado, 13 de março de 2010

Um Amigo Não Desaparece Permanece


Conheci-te na apresentação à familia como o namorado da cunhada, que viria a ser a minha esposa.
Aprováste-me, já que eras o conselheiro da familia, integro e respeitado.
Como tal antes de seres meu familiar foste primeiro meu amigo!
Uma amizade que dura, dura como o sol que tanto brilha para aquecer ligaçôes saídas de uma forte mímica.
Só que a vida prega partidas a quem não merece e atingiu este meu amigo fortemente. Abanando-o de forma rude num curto espaço de tempo que me abalou duramente. E senti-me impotente para o ajudar e pior a sua força em lutar contra a terrivel infernidade foi vencida e fechou os olhos para sempre!
A legião de cunhados e cunhadas que te adoram, rezam para que encontres na viagem celestial o lugar que mereces.E sentado no trono que te foi destinado, voltes a sorrir para todos nós.
Será uma dor terrivel de lágrimas que brotarão infinitamente!
Cada lágrima é uma prece de quem a larga, porque a saudade já é enorme quando ainda a imagem é possivel aos olhos humanos.
Logo que partas,porque aindas vagueias à volta de quem amas.Irás pousar nos seus corações tão doridos pela tua perda e aliviares a dor, essa forte e monstruosa que feriu, feriu sem fim.
Amanha serás o lider de uma multidão que te respeita, que te vê como um enorme amigo e que sabe, porque te conheceu bem de perto como o melhor pai do mundo.
As faixas foram-te colocadas: pela tua esposa incansável, porque o amor que sente por ti dá-lhe energias sem fim.
Pelos teus quatro filhos exemplos de bondade e amizade.
Pelos teus dois netos que no meio das diabruras, nem sonham que já nao te podem ver, mas que tu os irás sempre proteger.
De dezenas de familiares que te seguem porque és conselheiro, amigo e admirado pelo teu carácter.
Centenas de amigos que conquistastes ao longo da tua vida e que se mantem fieis à pureza dos teus actos.
E milhares de conhecidos que por esse País fora não esquecem o teu rosto porque mostra a tua honestidade para com o próximo.
Por isso ninguêm como tu merece o Ceú como destino!

sexta-feira, 12 de março de 2010

Os Jogos Escolares Levam 0 Miúdo para Bem Longe

Levantei-me cedo, cedissimo para o costume.
O garoto ia participar a nivel nacional num concurso de jogos escolares, quinto e sexto ano. Representando cá a escola já que venceu na sua expecialidade todos os que lhe apareceram à frente.
Está frio, bastante frio que enregela os ossos e enquanto esperamos pela chegada do autocarro, metemos o nariz bem dentro das golas do casacao e depois de um bom dia tradicional, nao mais se fala já que o frio obriga a encolhermo-nos cada um no seu cantinho.
Lá vai o miudo para Santarem, defender a sua escola.
De saco ás costas onde leva os primeiros socorros alimentares e os dez euritos para o que der e vier, pouco fala porque o frio nao deixa, mas na véspera, era uma agitaçao maluca o rapaz vivia intensamente o avançar da hora para logo,logo chegar o levantar e leva-lo para a jogatana, sonho de todos mas claro, só alguns podem vencer.
O autocarro chegou e ocupado o seu lugar o miudo lá partiu deixando um esgar já de saudade, que embalou o regresso a casa no meio do frio que é bravo p´ra valer.
Vai ser um dia de pensamento no garoto!
A hora avança e ele já rola na A1, rumo a Santarém para desafiar quem lhe aparecer à frente!
Do seu jogo pouco treino teve após a vitoria de á dois meses, na escola.
Vai confiante, sabe se perder, é porque o outro foi melhor. O importante é participar e conhecer miudos novos e terras novas.
O dia vai custar a passar e o miudo mais longe está de mim!
Foi contente e espero que regresse feliz, com vitoria, ou sem ela.
Sei que ele vive estes passeios e que tudo irá correr bem. O dia será longo, mas acabará por trazer o miudo no seu final com aquele olhar meiguinho e tao puro a rebentar de ansiedade para contar as pripercias de um dia de jogos tao longe da sua cidade.

terça-feira, 9 de março de 2010

Futebol Clube do Porto Quem o Vê e Quem o Viu


O Porto acaba de ser goleado sem apelo nem agravo pelo Arsenal, num encontro de capital importância para os portugueses, mas que logo bem cedo se percebeu que tudo iria por água abaixo, como as dos rios que só param no mar. Que nesta época tem feito jus á sua força, tanto em destruir as dunas que albergam habitações que se construíram sem licença para tal, como infelizmente levam os pescadores para as profundezas das suas águas numa raiva que não tem dó.
Mas voltando ao Porto, eu que sou benfiquista dos pés à cabeça, dói-me como português a maneira como o FCP, se deixa bater, quando não à muito tempo esta mesma equipa fazia suar as estopinhas a qualquer adversário que se atrevia a tentar furar as suas redes.
No campeonato até me dá uma satisfação o Porto ir se afundando na tabela classificativa em relação aos primeiros lugares. Mas na Europa faz-me pena ver o Porto a seguir a mesma direcção que pontifica no campeonato.
Ainda não á muito tempo marcar um golo ao Porto era como se de uma vitória se tratasse, tamanho era o bloco defensivo, autentico muro de betão.
Hoje, nos dias de hoje, só em três jogos consecutivos o FCP, sofreu onze golos. Onze golos! E só marcou dois, que lhe valeram um mísero ponto!
Algo está mal para os lados do dragão!
Algo não bate certo para aquelas bandas, onde eram reis e senhores em Portugal e respeitados além fronteiras com um prestigio granjeado recentemente que impunha respeito, mesmo aos mais cotados internacionalmente.
Será o fim de uma era que todos os clubes, uns mais que outros passam?
Não me parece!
Mas o que eu sinto é a necessidade deste clube dar uma vassourada num projecto que já deu tudo o que tinha. E começar novamente um novo, para rapidamente alcançar os objectivos necessários para a continuada estabilidade futebolística que mesmo com peripécias pelo meio, era reconhecido no mundo inteiro.
A alegria interna, não é sinonimo do mesmo estado de espírito na Champions, onde precisamos de todos os clubes, também os da Liga Europa, para que Portugal some os pontos cruciais para colocarmos o máximo de equipas a competir por essa Europa fora. Para gáudio dos imigrantes que revêem nelas o cheirinho da sua pátria em noventa minutos de alegria e saudade.

domingo, 7 de março de 2010

Domingo Melado









D
omingo de um começo harmonioso ainda envolto no quente da noite
Domingo que acorda com chuva irritante e sem sombra de encanto
Domingo que mostra a luz do dia cinzento de adrenalina
Domingo chuvoso sem pinga de alegria
Domingo melado sem vontade em acender a chama, que aquece a alma
Domingo banhado em água mijona que arrefece os pés e arrepia o resto do corpo
Domingo chorão porque não deixa sorrir quem quer sair para a diversão
Domingo comprido, fechado em casa revendo o que já está mais que visto
Domingo que nunca mais passa fumando cigarro atrás de cigarro talvez poluindo a raiva
Domingo é Domingo igual a tantos outros, que já nos pesa nos ombros!

sábado, 6 de março de 2010

Sócrates e as Suas Correrias



Sócrates corre todos os dias para manter a forma física, aliviando o stress bem cedinho. Para meia hora depois estar fresco como uma alface para enfrentar o dia que todos sabemos é de arrasar.
Segunda-feira é o correr para esquecer o que a Sexta trouxe para as bancas, acelera a passada dando os limites para descarregar a raiva!
Terça já mais solto, corre por gosto fazendo com que os seguranças rezem para que a meia hora chegue bem depressa!
Quarta de sorriso nos lábios pensa, no que já fez pela semana e o que falta fazer para a terminar!
Quinta é o dia que tudo pode fazer, gritar já com o dorsal transpirado, ou ouvir mp4 para curtir a meia hora de corre, corre sem parar.
A Sexta é o diabo, já vai com o pensamento do que irá sair em mais escutas que não tem fim.
E por isso corre, para deixar bem atrás os jornais que não o largam a cada semana que passa, tentando-lhe pisar os calcanhares.
Os jornais aliam-se num propósito: pôr Sócrates virado do avesso para que tudo seja libertado!
Estão a tirar-lhe o escalpe a cada semana e são já uma mão cheia delas que directa ou indirectamente, despem-no e lançam-no na praça pública já só com a tanga a cobrir-lhe o que falta pôr a nu.
Mas ele continua a correr!
Corre em Portugal, corre no País que visita. E correndo vai deixando para trás as conversas que vêm a público, autênticos manuais para inglês ouvir.
Por falar em ingleses até esses estão atentos a Sócrates. E do país de sua Majestade más novas chegam para lhe encher ainda mais aquela tola já repleta de conversas descobertas.
Até quando Sócrates poderá correr para esgotar o arsenal de escutas que os jornais ainda possuem para lançar logo que a Sexta-Feira brilhe com o nascer do dia?
Será que correrá mais e vencerá, já que os jornais esgotarão as bombas para lançar e darão tempo para que Sócrates, lhes surja pela frente de peito inchado e lhes derrube o carro blindado já sem granadas para arremessar.
E se assim for, Sócrates, poderá todos os dias fazer o seu jogging matinal, alheio aos rumores gravados sob escutas que ressuscitaram das urnas abençoadas pelas rezas, onde alguém jurou a pés juntos que a terra seria o fim das cassetes e o alívio de muitos que seguiram o líder.