domingo, 2 de maio de 2010

O Campeonato Está a Chegar à Hora H


Um Porto - Benfica é a cereja em cima do bolo para que a festa atinja a plenitude.
Será um duelo onde as contas a ajustar é a prioridade de um dos lados.
Esse mesmo lado irá lançar os foguetes.
Quererá vê-los rebentar espalhando toda a beleza numa espécie de cogumelo às cores.
E tem a certeza que apanhará as canas, encerrando os festejos da melhor forma possível.
Foram meses de espera e é chegada a hora de mostrar que quem perde uma batalha não é sinónimo de perder a guerra.
O palco está engalanado. Não se descurou nenhum pormenor para que a festa seja um sucesso!
Os convidados foram escolhidos a dedo, embora o adversário tenha direito de se apresentar com as bandeiras e os cânticos que darão no seu entender o incentivo eficaz para atingir o objectivo pretendido.
Mas quem é anfitrião assume toda a grandiosidade da festa!
E não querendo perder o protagonismo normal que a jornada lhe proporciona. Tratou de abafar os incipientes rasgos de incentivos dos visitantes e promete um espectáculo de arromba. Com cor, alegria e se for preciso umas achas de ferocidade para encolher quem se quer por de corninhos de fora.
O espectáculo irá iniciar-se com a noite a encobrir o país e todos os espectadores, já com a barriguinha cheia de comes e bebes e ansiedade pelo meio. Irão se prostrar de olhos esbugalhados em frente do canal dos ricos, para decidir ou não o campeão nacional.
É disto que o nosso povo gosta futebol cheio de adrenalina!
Um clube fanaticamente em torno de um região, vai receber uma nação com adeptos mesmo em Cantão.
O anfitrião joga a honra e como disse o ajustar contas devidas em episódios passados.
O visitante goza de ser a melhor equipa do momento e como tal pode decidir o campeonato a qualquer momento.
Espera-se pulso forte em todas as vertentes.
Claques bem comandadas desde o ajuntamento, até ao recolher.
Arbitragem isenta e coerente.
Jogadores inteligentes e virados só para o que sabem fazer.
E para ninguém se ficar a rir, embora chegue para mais cedo a realidade ser evidente. Um empate une toda a gente, depois dos comentários ainda a quente.

sábado, 1 de maio de 2010

1º De Maio dia do trabalhador



Dia de quem labuta pelo sustento diário para acalmar as bocas insaciáveis que nos enchem o lar.
Dia que relembra a luta dos trabalhadores muitos anos antes, contra a escravatura e pela conquista de melhores condições laborais. Muitos deles pagaram com a vida, numas mortes que deram frutos para alimentar melhor, quem continuou a lutar por mais e mais remuneração do seu trabalho, que faziam ao longo dos seus dias.
Hoje o primeiro de Maio é ensombrado pelo desemprego que ameaça ruir uma estabilidade social presa por arames.
São já milhares que pululam de empresa em empresa para procurar trabalho e garantir com o carimbo da mesma que estão lá para conseguir o que hoje se está a tornar quase impossível.
Não existe trabalho para todos os que estão desempregados e nesta realidade caminhamos até rebentar a bomba que é como quem diz acabar o saco dos subsídios e lançar para a rua mais bocas sedentas de dinheiro para alimentar quem tem em casa e tudo fará para o conseguir mesmo que para isso force o esticão aos desprevenidos.
Hoje o primeiro de Maio arrasta a angústia de quem já não tem emprego, porque tempos houve que esses milhares vinham para a rua festejar o dia dele porque se sentiam trabalhadores e hoje carregam o semblante de desempregados.
Talvez por isso, muitos deles juntamente com os restantes que ainda se levantam dia a dia, para picar o cartão e não estão livres de um dia para o outro ficarem na mesma situação. Utilizem o primeiro de Maio, não para festejar. Mas sim para lutar contra o desemprego e interrogar os governantes alto e em bom som. Pelas soluções no combate ao desemprego e diminuir a aflição de quem já se vê incapaz de lutar contra as portas fechadas das empresas deste país.
Ainda por cima com o já anunciado corte nos subsídios, sempre uma das muitas soluções que os políticos descobrem para recuperar o país. É só estalar os dedos e pum. Já está!
Quem paga as favas são sempre os do costume. É como bater no ceguinho.
E todos nós nos deixamos levar com o rolo da massa bem em cima dos custados, porque somos os pobres desgraçados que alimentamos o canhão que precisa de carne para resolver as incapacidades dos nossos governantes, mais virados para o compadrio e muitos deles mergulhados em corrupção já tão nítida que alimenta as primeiras páginas de todos os jornais do país.
Não temos quem nos governe. Não temos em quem confiar. Não temos horizontes para o futuro.
O primeiro de Maio é comemoração de grandes conquistas do passado.
Esperemos confiadamente que traga ainda o rastilho da insatisfação popular e incendeie as tochas que iluminaram o caminho da esperança. Porque o primeiro de Maio tem que ser recordado sempre, porque é o dia do trabalhador!

quinta-feira, 29 de abril de 2010

O Português Mourinho




Mourinho remoeu dias e dias, falando para a almofada enquanto não pregava olho e questionando os seus botões em farpelas valendo o seu peso em ouro que tinha chegado a hora do tudo ou nada!
Tinha chegado o momento crucial de se dúvidas houvesse quanto ao seu valor, era chegado o momento de por em prática o seu potencial que ameaçava romper todas as barreiras, mas que ainda subsistiam algumas arestas a ser limadas para que o seu poderio invadisse como um vulcão e inundasse o mundo de lés a lés.
Nada melhor que enfrentar a melhor equipa que tudo tinha ganho com a facilidade que todos presenciamos já que possuía os melhores jogadores que todos ambicionam.
O momento chegou e adrenalina despontou!
Os resultados assumem tamanha relevância quando se transformam num caso pessoal!
Mourinho mais do que tudo queria vencer!
Queria vencer a melhor equipa do mundo!
Queria vencer Guardiola, técnico ainda jovem mas ameaçando ombrear com ele!
E o vencer, representava caso houvesse dúvidas, que é o único a carrilar o Real Madrid para o lugar a que tem direito. Um sonho de muitos mas ao alcance de um ou dois na vertente da grandiosidade deste clube.
Por isso antes do Inter de Milão, estava Mourinho com a sua sede de provar que é o melhor!
A esta hora os jogadores do Inter confessam que nunca tinham sido sujeitos a um massacre do princípio ao fim. São jogadores talhados à imagem de Mourinho, autênticas formigas incansáveis na procura do êxito, comandados pelo general, fonte de inspiração e mentor das suas projecções.
O acesso à final para Mourinho é mais um marco como espelhou no final, quando autentico miúdo se pôs aos saltos em pleno relvado. Desafiando quem duvidava da sua capacidade em vergar os extraterrestres da bola e vai esperar a final, onde se irá se resguardar no balneário, para aí sim serem os jogadores a receber sob os holofotes da glória, o prémio mais que merecido.
Quem gosta de futebol sabe que o Inter só passou porque pôs o autocarro em frente da baliza, mais se assemelhando a um clube aterrorizado pelo papão que tem pela frente. São armas a que Mourinho e os seus discípulos não tinham alternativa em usar para baquear quem se auto proclamava em ser o maior. E o facto é que um muro em betão repele qualquer iniciativa em perfurar a passagem e no final, os últimos minutos de uma etapa subida, degrau a degrau, estão aí à porta bem perto da fama que pode estar mesmo ao virar da esquina.
Neste momento a agitação em segurar Mourinho na continuação de um campeonato que está para Mourinho como um deserto sem fim à vista em matéria de adrenalina, como é o caso do italiano. Não vai ter paralelo com o aceno de um convite a raiar a loucura como bem pode ser o espanhol, hoje em dia o mais cativante de todos.
Por isso Mourinho já venceu em todas as frentes e que o deixa a afastar os sonhos e a estudar a realidade que só a ele diz respeito. E o sim, ou não, é o resultado final que milhões de mentes esperam descobrir como uma pepita encontrada bem no coração da terra, que se farta de dar indícios, mas que se fecha a sete chaves para abrir o caminho.
Mas como os resultados são o cerne da questão, porque o espectáculo é no circo, Mourinho lá continua na senda dos êxitos, o que lhe dá um enorme gozo naquele corpo franzino, mas repleto de valor que não tem seguidores.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

A Música é Vida




A música é um incentivo ao agarrar momentos de alegria e aumento de adrenalina.
Eleva-nos num emaranhado de sensações que nos posiciona num altar suspenso, no meio do nada e somos impulsionados numa espécie de mola saltando e abanando o nosso corpo. Lançando sensualidade conforme a musica nos entra corpo dentro.
Auxilia a boa disposição quando é imperativo começar bem um dia que se vai revestir de enorme stress, por caminhos cheios de rotinas e ansiedades repentinas.
E ela está onde a queremos!
No carro, ainda o dia cheira à frescura da manhã, lá está esta música que nos acolhe sonolentos e fechados em nós mesmos.
Minutos depois já a infiltramos como uma anestesia que se mistura pelo corpo todo e deambula desde os pés à cabeça, obrigando-nos a exercitar os membros e lá estamos a fazer do volante um meio de acompanhar o ritmo, enquanto estagnamos numa fila, das muitas que iremos encontrar.
Musica, musica!
Nasceste para nos embalar desde bebés que nos enviavas para o sono profundo aliviando quem cuidava de nós e fazendo crescer quem queria agarrar com as duas mãos esta vida.
Segues a juventude mano a mano como um cão de guarda e transformas-te num acessório imprescindível tapando-lhes os ouvidos aos sons diários. Escondida nos MP3, disfarçados de colares que vão desde a calça curta mostrando a barriguinha já bem no fim e parando nas orelhinhas sensuais dos jovens a despertar para o mundo.
Acompanhas todas as idades, em sítios que nem o diabo imaginava e lá estás bem alta, ou camuflada nos fones de quem a não quer partilhar. Alimentando sofregadamente os viciados e não só, do momento.
Mesmo agora que te dedico estas linhas, estou a ouvir-te misturada por Dj`s que deambulam pelas discotecas de norte a sul e não paro de estar quieto na cadeira em rodopios constantes a cada frase que me sai da cabeça.
Misturam-te como se de cocktails se tratasse e dão-te batida incessante para fazer abanar o capacete como se diz na gíria.
O verão aí está e tu musica que enches o mundo, terás os festivais, as ruas, as praças, as praias. Para dares asas à tua força e dares um sorriso a quem se sente sem força para o libertar.
A música é alegria. É vida e ajuda a superar momentos difíceis que todos nós temos nesta vida que está amordaçada pela crise que desespera mesmo aqueles que ouvem música, para se afastar dela.

terça-feira, 27 de abril de 2010

O tempo Aquece com o País ainda tão Arrefecido



O sol brilha e aquece os neurónios. Já se transpira por todos os lados com a roupa a colar-se ao corpo.
O país pelo contrário arrefece cada vez mais, ameaçado pelo rating que nos atormenta diariamente. E a dívida, cresce a cada dia que passa.
Também não aquece nem arrefece na busca de soluções para estagnar o desemprego e a solução é: para já, não existir soluções.
Enfia-se milhares de desempregados em formações para algo aprender e fundamentalmente para ocupar o tempo na esperança de melhores dias. Mas esses dias tardam em chegar e logo que os subsídios terminem, vai ser um deus nos acuda.
Uma enorme maioria da população lamenta-se pela situação. E muitos já não sabem o que fazer à vida.
A juventude vagueia com as mochilas às costas, cheias de sonhos, mas com os pais apreensivos com o futuro e eles lá andam num vai e vem iludido já que enquanto andam debaixo das asas dos progenitores não se apercebem que o ninho está prestes abrir brechas por todos os lados.
Outros mais crescidos depois de anos a marrar queimando as pestanas. Sentem o vazio da estagnação já que o mercado de trabalho está saturado de procura e as poucas ofertas nem chegam a ser anunciadas, porque estão prometidas aos amigos que sobem à superfície como os ratos logo que sentem o cheiro da água.
Os restantes, os que cedo se cansaram dos estudos. Já que possuem cérebros de galinha e pouco dados a trabalhos de vergar a mola. Encostam-se às esquinas para os proteger dos vícios e sempre atentos a tudo o que mexe onde a vista alcança. Fartam-se de se justificar que não levam a nada, já que é só para curtir. Mas que a muitos, lhes abrem a cova prematuramente para o martírio comendo-lhes primeiro a carne e terminam só com os ossos bem ressequidos.
Enquanto o país mergulha cada vez mais a olhos vistos nestes dramas. Os governantes desviam as atenções com comissões de inquérito a tudo o que mexe.
E enchem-nos os ouvidos com testemunhos de varias personagens a raiar a vitimização e outros mais, a choramingarem as cabalas que são alvos. Com episódios pitorescos pelo meio como: uns que não falam, mas ressalvando o embaraço que causaram ao primeiro-ministro. E dando-se o caso onde reinou a cavaqueira de um conhecimento profundo da família de um deputado presente, talvez com o intuito de desanuviar o ambiente.
Para esquecer, temos o futebol a chegar ao fim com adrenalina quanto baste.
Os bilhetes esgotam caros como o ouro na invicta, sempre palco de comemorações dos campeões, mas este ano a dar lugar aos rivais bem em frente do seu nariz. Num dérbi a descobrir o tão famoso túnel.
E bem mais a norte, oferecidos, para a euforia contagiar os jogadores na procura do golo que dará acesso a largos milhões.
E terminado o campeonato iremos ter o mundial. Assim o povo acalma por dias a sede de estender a mão a quem ofereça uma moedinha.

domingo, 25 de abril de 2010

25 De Abril é do Século Passado mas está Ainda Fresco na Memoria de Muitos


É meia-noite ouço foguetes. Alguém está a comemorar o 25 de Abril!
Primeiro meia dúzia, agora uma mão cheia. Uns, bem perto e outros mais distantes.
O 25 de Abril dos nossos dias passados 36 anos envia-nos um dramático aviso!
Um aviso de reflexão sem rodeios, sem medos!
A cada ano que passa, perdemos um quinhão de liberdade. Porque nos deixamos iludir pelo papão da ganância e corremos em busca do tudo querer e no final tudo perdemos. Diluindo assim a partilha de abrir a Sociedade às oportunidades que deviam ser abertas a todos, para que todos usufruíssem das mesmas ferramentas para abrirem o futuro. E assim homens e mulheres construíam o seu futuro, com a capacidade que desenvolveram ao longo da sua aprendizagem.
A cada ano que passa fechamos os olhos às conquistas de Abril. Na maioria dos casos por míseros bónus, que nos alegram no momento levando-nos à felicidade precoce, mas são a arma venenosa com que entregamos a nossa honestidade aos chacais esfomeados prontos a devorar a nossa integridade.
A cada ano que passa somos vigiados ininterruptamente. Calcam-nos os calcanhares dia após dia, mês após mês. E nós, envolvidos num invisível colete-de-forças deixamo-nos cabisbaixos levar para longe do nosso ser e passamos a viver meios nómadas dentro do nosso próprio espaço, tutelados pelo sistema que ingenuamente deixamos paulatinamente absorver-nos.
A cada ano que passa deixamos de cantar Abril, de festejar Abril, de amar Abril!
Porque fomos influenciados por um sistema que paulatinamente foi ganhando vida através da doutrina trazida dos colégios invisíveis para o comum dos mortais. E nos lavaram o cérebro, purificando-o de ideologias próprias, com promessas ilusórias que nos afundaram num beco sem saída.
A cada ano que passa os heróis de Abril, não querem comemorações, para inglês ver!
Não querem cravos na lapela por um dia! Querem Abril todos os dias!
Abril na sua essência! Com Democracia, com Liberdade com Respeito e fundamentalmente com humildade! Porque Abril de 1974. Nasceu de homens e mulheres humildes e íntegros.
O 25 de Abril de 1974 desabrochou a Esperança. O 25 de Abril de 2010, ainda vai a tempo de iluminar a confiança. É só nós pretendermos!

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Portugal a Desmembrar-se



Somos um país de conquistadores.
Lisboa foi o centro de todas as decisões numa época em que éramos uma potência, embora a história pura e simplesmente ignora.
Descobrimos o Brasil, trouxemos o bom e o melhor da Índia e assentamos lá arraiais durante longos anos.
Um português descobriu a América e agora outros mais ocupam cargos de relevância num mundo cada vez mais globalizado.
Fomos uma potência colonial e fizemos uma revolução sem derramamento de sangue, com cravos espetados nas armas que se mantiveram caladas.
Temos um português, presidente da Comunidade Europeia
Temos um presidente de um clube que é acusado de tudo e mais alguma coisa e na hora da verdade é ilibado de todas as acusações. Mas que colecciona medalhas e troféus.
Dois clubes portugueses ergueram com orçamentos de meia dúzia de tostões a tão cobiçada taça dos campeões.
Fomos os maiores no atletismo em corridas que levavam horas por homens e mulheres.
Existe o tratado de Lisboa, assinado na capital deste cantinho à beira-mar encostado à Espanha. E hoje todos os países europeus que fazem parte da CE, se regem por ele.
Ganhamos um Nobel e demos fumo branco a um Papa embora por pouco tempo, mas o suficiente para elevar Portugal.
Hoje andamos na boca de todo o mundo tentando-nos igualar à Grécia afundada nas catacumbas da falência.
Também somos falados por negócios onde o compadrio e a corrupção ameaça tornar-nos um país do terceiro mundo.
E os americanos que tudo sabem e nada lhes escapa. Levam Lisboa para bem longe do sitio onde nasceu!
Será que estamos a desmembrar-nos aos bocados e iremos parar aos quatro Continentes!