
Os foguetes foram apanhados, depois de uma festa de arromba. E os cachecóis estão bem arrumados nos cabides à entrada. É hora de preparar a nova época com tempo de preencher os sectores mais débeis e acreditar em Jesus. Um Messias ressuscitado depois de pregar na cidade dos arcebispos. Onde a Paciência excedeu os limites.
Mas por agora é virar o pensamento para a semana que está a iniciar e é hora de voltar a olhar em frente para as lombas que estão atravessadas no nosso caminho e poderem ser ultrapassadas com mais ou menos dificuldade sabendo da necessária redução da velocidade.
Velocidade essa, que foi fixada na tolerância zero depois do anúncio do ministro das finanças mais uma vez longe do nosso país, anunciar o que tinha prometido não o fazer. Levando, nós que o escutávamos via Bruxelas, pensar ter sido pressionado pelos mandões dos 27, a preparar o povo português a mais uma medida de caixão à cova.
A cada semana que passa novas medidas de austeridade avançam e como povo bem comportado, lá engolimos em seco e de lábios trilhados, continuamos a matar a sede nas fontes contaminadas de impurezas sociais que nos levam a só ter ossos numa anorexia sem fim à vista.
Desta vez, diz um reputado líder parlamentar que o governo aproveitou a euforia vitoriosa benfiquista e a vinda do Papa que está a bater à porta, como o trampolim do anúncio da medida de aumentar os impostos.
É uma estratégia! Enquanto o povo esfrega o olho de emoção. O governo lança medidas de sufocação. Aproveitando a maré vermelha e amarela que invade o país.
A seguir vem o Mundial e num brilharete da Selecção. O governo lança outra medida que nesse momento escapa à compreensão do povo, mais preocupado com o estender das bandeiras nas varandas e os abraços estéricos dos golos que avançam a Selecção rumo às meias-finais.
E é nisto que vamos vivendo!
BOLA, BENTO e mais BOLA!





