quarta-feira, 19 de maio de 2010

A Realidade Que lhe vai Fazer a Cama



Em duas semanas o mundo mudou!
Eis a grande mensagem de Sócrates para o povo português, justificando as medidas por ele tomadas há poucos dias.
Sócrates embalou o povo português em banho-maria durante um ano, tempo que mediou o antes das eleições e o depois das mesmas.
Agora que o cerco apertou numa crise sem precedentes, Sócrates teve que abrir a bola de neve que nos engavetou a todos e lançando-a montanha abaixo estilhaçou-a em mil bocados, libertando as consequências que irão ser catastróficas.
Primeiro foi o famoso PEC.
Levou que os crânios pensantes deste país se prenunciassem sobre as medidas desse plano. E muitos deles anunciavam aos quatro ventos serem manifestamente insuficientes, que pouco iriam trazer para levantar um pouco o rabo ao país já enterrado nas areias movediças.
Sócrates afiançava nas já famosas visitas quinzenais ao Parlamento, que era este e só este plano. que estava na calha e mais nenhuma medida iria ser tomada para não agravar ainda mais a situação das famílias portuguesas.
Os deputados da oposição torciam o nariz ás palavras do primeiro-ministro e abanavam a cabeça como sinal de que mais uma vez Sócrates estava a utilizar a demagogia barata para esconder o que muitos já anteviam o que viria a seguir.
E num abrir e fechar de olhos o que antes eram miragens nas cabecinhas dos que só serviam para atacar este governo. Passou de uma hora para a outra a ser a cruel realidade com que enfrentaremos de ora avante.
E o mundo mudou para Portugal dos pequeninos!
Sócrates refugiou-se mais uma vez na ilusão do engano e perdeu-se desta vez na realidade que lhe vai fazer a cama.
Uma cama onde ele se vai estender ao comprido e com ele irá levar o Partido Socialista para a invernação sem tempo de volta.
Um governo à deriva como baratas tontas, onde se lançam notícias vindas de pessoas com responsabilidades como o ministro das finanças, um clone de Sócrates que decora o que o primeiro ordena e boceja logo de seguida como a dizer que não tem nada a haver com aquilo.
Um primeiro que aproveita a entrevista dada e toda ela planeada a seu belo prazer, para enganar-se a ele próprio fazendo de nós portugueses os bombos da festa dos males que meia dúzia de chupões que se escondem atrás dos enormes favores que fizeram aos que agora não os podem culpar.
Um primeiro que vai sair desta como o carro vassoura de uma terrível etapa coroando os manda chuvas das finanças europeus que riscam e mandam no que vem lhes apetece. E desgraçou em chagas bem abertas os que conseguiram chegar ao fim.
Um primeiro que perdeu a margem de manobra para ser o líder de um rebanho que em vez de ovelhas tresmalhadas, fugindo ás opções de quem não tem soluções. Irá ter ovelhas moribundas, milhares e milhares sucumbindo ás medidas, de austeridade que lhes abrirão a cova como a sepultura final de uma vida infernal.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Inaugurou-se o Centro para Responder às Necessidades da Freguesia



No sábado fui à Cerimónia de abertura oficial do CRES, nada mais, nada menos que a criação de um Centro de Recursos e Envolvimento Social de Arcozelo, a freguesia onde vivo bem às portas da cidade de tão pequenina, que Arcozelo a engole a cada ano que passa.
É um projecto de intervenção comunitária, decorrente de um contrato de parceria celebrado no âmbito do Programa “Contratos Locais de Desenvolvimento Social”, entre o Instituto de Segurança Social, I.P., o Município de Barcelos e a Kerigma – Instituto de Inovação e Desenvolvimento Social de Barcelos, na qualidade de entidade coordenadora local da parceria. Instituto este que durante um ano me liguei num objectivo de valorização pessoal e engrandecimento das minhas aptidões, já um pouco adormecidas em anos acomodados. E foi com orgulho que presenciei as minhas antigas formadoras a desempenharem funções de grande relevo neste Instituto sendo a minha antiga coordenadora, a Presidente da Direcção.
Recebi o convite e lá apareci para conhecer esta obra que vem colmatar uma das muitas lacunas que a Freguesia carece. Oferecendo um espaço para acolher necessidades nas áreas do Emprego Formação e Qualificação, Intervenção Familiar e Parental, Capacitação da Comunidade e das Instituições e por ultimo Informação e Acessibilidades.
Estes os quatro eixos que formam o grande desafio para a população da maior Freguesia do Concelho, para de uma vez por todas sair do marasmo em que se encontra e procurar neste centro as respostas para todas as suas duvidas e o apoio para as amarguras que a vida tão madrasta nesta fase lhes brinda diariamente.
Por isso a inauguração foi de pompa e perante as entidades convidadas: Presidente da Câmara ainda fresco nas funções depois de uma vitoria que vai ficar para a história.
A Presidente da Segurança Social do distrito, organismo com intervenção directa neste centro.
A Junta entidade directamente ligada, já que é para a sua Freguesia que este centro é direccionado.
Do instituto kerigma principal motor para dar vida a este centro já que será pelas suas coordenadoras que a obra terá pernas para andar.
E por fim a representante do Governador Civil, também ela entusiasmada com esta obra acabada de nascer numa freguesia completamente abandonada pela Câmara durante longos anos de liderança PSD.
E nos discursos de circunstancia, onde se diz maravilhas e se deseja tudo de melhor para o Centro novo em folha. Passou-se aos objectivos do mesmo nas pessoas que irão ser as figuras principais para gerir tamanho desafio, que foi posto ao dispor dos Arcozelenses e é só lá se dirigirem para obter respostas para todas as suas dúvidas.
No final aproveitou-se para entregar mais uns certificados aos formandos que conseguiram subir um ou mais lugares na escolaridade que possuíam. E num clima de festa passou-se à visita das modernas instalações com salas para todas as solicitações que o dia-a-dia reclama.
E bebendo um café com umas bolachinhas de chocolate ao som do Grupo de Seniores da Junta de Freguesia de Arcozelo e da Escola de Dança da A.R.C.A, que animaram a parte final do evento, encerrou-se num clima de animação este empreendimento que vai servir a comunidade Arcozelense, tão multifacetada.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

O Papa vem de Visita e os Oportunistas Evitam o enorme Alarido



Recebemos a visita de Sua Santidade que ainda decorre e claro, estamos um pouco sensibilizados com tamanha presença cá neste cantinho, resguardado pelo mar que bate na areia e deixa mil histórias a cada onda que se estende areia fora. E pela Espanha vizinha, sempre desconfiada, procurada pelo contrabando ainda não muito distante bastando para isso atravessar os caminhos pedregosos que dividem os dois países.
O Papa deixa-nos contagiados pelo clima que o rodeia, mesmo para os menos crentes e associado ao 13 de Maio mais apegados ficamos à fé e a tudo que rodeia o séquito papal e esperamos que algo se transforme enquanto o homem cá permanece, não tirando a vista de cima dele, para apanhar quem sabe num gesto do simples levantar da sua mão um abrir de um milagre tão ansiado, como já sem esperanças.
Mas enquanto o dia corre com o Papa em grande destaque, outros aproveitam-se disso e lançam covardemente azagaias venenosas, aproveitando o povo nostálgico com o seguidor da doutrina de Cristo. Para infernizar ainda mais a vida dos portugueses.
E lá estão, a subida de impostos para amenizar os erros dos que nada sofreram na pele e pouco sentiram pelo assentar de arraiais desta praga crise. Para nos enfiar neste buracão sem fundo!
E deixam o Papa fazer o seu papel juntando o seu rebanho em prol da estrema necessidade em valorizar os valores humanos e acreditar que o mundo será melhor. E vão por trás das suas costas apunhalar o povo com estas medidas gravosas, enquanto ele se desfaz em acreditar que poderemos encarar o futuro com mais optimismo.
O Papa irá perceber que a sua visita foi usada para ponte de lançamento de medidas que vão causar feridas na gente e não sei não, como irá reagir a tamanho desrespeito.
Mas os nossos governantes estão se marimbando para o Papa.
Até Passos Coelho acabado de ser eleito líder da oposição e por conseguinte a esperança de melhores dias para o país, mas tão favorável com o primeiro-ministro, embarcou nesta jogada mostrando aquilo que todos já sabemos que são farinha do mesmo saco.
O cerne da questão, é resolver o mais rapidamente possível o valor do défice e nada melhor do que medidas, com resultados logo palpáveis para se reflectir na descida de tão grande papão que ensombra a união europeia.
Vai-se o Papa e vai-se também a sua mensagem, porque logo, logo os portugueses irão enfrentar uma realidade mais penosa, que nem a fé que move montanhas poderá aliviar muitos de nós que não irão ter força para lutar perante tamanha realidade de serem sempre os que menos têm. A pagar as favas dos principais causadores destas desgraças.

Maio Mês de Maria


Dia 13 de Maio dia de nossa senhora.
Dia de ter o seu filho bem perto do altar onde apareceu aos pastorinhos. Num ano já tão distante, mas que todos ansiamos que seja revisto tão actual, para nos abençoar de todos os males.
O Seu filho na terra o Papa, que nos visita e nos tenta confortar com um pouco de esperança, já que se apercebeu das dificuldades que muitos de nós passamos.
E no calor das manifestações populares o Papa promete rezar para aliviar as desigualdades sociais que ele bem sabe que este mundo tem feito questão de elevar como bandeira para dividir e excluir.
E no roteiro de quatro dias o Papa aproveitando o Santuário de Fátima, aproxima-se dos católicos para comungar dos seus lamentos e com toda a sua sabedoria, conforta-los para lhes dar a esperança possível, indicando o caminho da fé como a luz da alegria.
A 13 de Maio, na cova de iria no céu aparece a esperança divina. Para o mundo acreditar que os valores humanos irão voltar ao coração de todos. E assim moldarmos o mundo para o caminho certo em busca da segurança merecida.
As atenções dos católicos de todo o mundo estão centradas num pequeno país presenteado com um hóspede ilustre, que carrega a cruz da responsabilidade de ser o mensageiro da igreja de Cristo. E de olhos pregados em Portugal seguem a festa do 13 de Maio, com as manifestações de fé do povo que enche o Santuário e com as aguardadas palavras de Sua Santidade, sobre os novos caminhos que todos nós temos que desbravar, para encontrar o amor ao próximo já tão extinto numa evidência que ameaça conflitos imprevisíveis.
O Papa continua a sua visita, na etapa final da sua estadia e mais a norte bem no coração dos católicos fervorosos mas com a mesma fé de todos os outros. Irá continuar a pregar a doutrina de Pedro, incutida por Cristo dois mil anos antes e presentear este povo carente de apoio e de fé, porque a fé não tem limites.

terça-feira, 11 de maio de 2010

11 De Maio dia da Chegada do Papa



O Papa chegou e o país (funcionários públicos) parou!
Pararam as poeiras afastadas da rota do avião Papal e parou a chuva enquanto Sua Santidade caminhou pelo seu próprio pé em solo português.
Parou-se o trânsito em Lisboa e tentou-se mas não foi conseguido até agora, que o povo se acotovelasse aos molhos num audível VIVA O PAPA, às bermas das estradas para saudar o Papa.
As televisões esfalfam-se para mostrar as multidões que não existem, e os repórteres, tentam falar com o povo, tentando mostrar que se acotovela mas nem por sombras se presencia isso. Existem locais que um agente faz barreira a um só transeunte.
Trouxe-se a cavalaria em grande número à rua, para desenferrujar os cavalos e juntar mais de uma centena de militares, num tambor a galope único na Europa.
Assistiu-se no espaço de duas horas com tempo para Sua Majestade descansar um pouco. À troca de cumprimentos com o nosso presidente nada mais, nada menos por três vezes.
Sendo a primeira à chegada a Portugal.
A segunda nos Jerónimos. Onde a primeira-dama teve o privilégio de beijar a mão novamente decorada com o anel Papal.
E a terceira na visita ao Palácio de Belém onde para além dos cumprimentos do protocolo, também foi oferecida à família Cavaco (rica em netos a fazer inveja à natalidade do país), a fotografia familiar com o Papa de sorriso, para quebrar as más impressões que tem deixado em diversas aparições.
Pelas primeiras impressões este Papa não cativa. Força um sorriso que não é muito natural e tem um olhar estático consentâneo com a sua origem.
Não podemos esquecer a sua idade e louvar a sua força e até frescura olhando os 85 anos que carrega nesta sua já longa vida.
Mas está cá para trazer um pouco de esperança ao momento bem amargo que todos passamos.
Está cá logo num momento que o governo em peso perfilhado para beijar a mão ao Papa, resolve ensombrar ainda mais o dia-a-dia dos portugueses. Onde recebe Sua Santidade com honras de ouro dourado e milhões de euros gastos no bom e no melhor para quatro dias de visita.
Somos assim: oferecemos o que temos e o que vamos pedir em forma de obrigação aos pobres que se vêem aflitos para fazer contas à vida.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

A Festa Terminou




Os foguetes foram apanhados, depois de uma festa de arromba. E os cachecóis estão bem arrumados nos cabides à entrada. É hora de preparar a nova época com tempo de preencher os sectores mais débeis e acreditar em Jesus. Um Messias ressuscitado depois de pregar na cidade dos arcebispos. Onde a Paciência excedeu os limites.
Mas por agora é virar o pensamento para a semana que está a iniciar e é hora de voltar a olhar em frente para as lombas que estão atravessadas no nosso caminho e poderem ser ultrapassadas com mais ou menos dificuldade sabendo da necessária redução da velocidade.
Velocidade essa, que foi fixada na tolerância zero depois do anúncio do ministro das finanças mais uma vez longe do nosso país, anunciar o que tinha prometido não o fazer. Levando, nós que o escutávamos via Bruxelas, pensar ter sido pressionado pelos mandões dos 27, a preparar o povo português a mais uma medida de caixão à cova.
A cada semana que passa novas medidas de austeridade avançam e como povo bem comportado, lá engolimos em seco e de lábios trilhados, continuamos a matar a sede nas fontes contaminadas de impurezas sociais que nos levam a só ter ossos numa anorexia sem fim à vista.
Desta vez, diz um reputado líder parlamentar que o governo aproveitou a euforia vitoriosa benfiquista e a vinda do Papa que está a bater à porta, como o trampolim do anúncio da medida de aumentar os impostos.
É uma estratégia! Enquanto o povo esfrega o olho de emoção. O governo lança medidas de sufocação. Aproveitando a maré vermelha e amarela que invade o país.
A seguir vem o Mundial e num brilharete da Selecção. O governo lança outra medida que nesse momento escapa à compreensão do povo, mais preocupado com o estender das bandeiras nas varandas e os abraços estéricos dos golos que avançam a Selecção rumo às meias-finais.
E é nisto que vamos vivendo!
BOLA, BENTO e mais BOLA!

domingo, 9 de maio de 2010

O Benfica Transpôs as Portas Reservadas aos Dragões




Acabei de o ver num local pouco habitual, para fugir aos comentários de treinadores de bancada. E viver o momento sossegado, porque não gosto de gritarias e angústias em redor.
Vivi de dentro para dentro. Sozinho na mesa a cheirar a tostas mistas e cervejas minis.
Jogo com adrenalina e desta vez Cardoso tocou na bola três vezes e marcou dois golos, passeando até ao centro do terreno a balouçar a camisola tendo o árbitro à espera para lhe amarelar como mandam as leis e observar Cardoso a vestir de novo a camisola com os peitorais da moda. Que chegou para encher o caneco com que venceu o tiro ao alvo.
A festa rolou calma em pleno relvado da luz. O Rio Ave fez o seu papel, defendendo bem como é seu hábito e nas duas únicas vezes que chutou à baliza fez um golo.
E como logo, logo, repusemos o normal das coisas, isto é, o resultado a pender para quem merecia. O tesão das ovelhas negras logo se foi num afundar tipo balão quando perde o ar. E era de meter dó, aquelas caras matraquilhadas de desilusão.
Desta vez o Braga esqueceu-se que primeiro tinha que cumprir a sua obrigação e só depois sonhar com a cereja no bolo. E como o Braga não teve a ajuda dos deuses de preto e guarda-redes que entregam o ouro ao bandido. Chegou-se ao fim do jogo e do campeonato com um vencedor justo e com a normalidade a prevalecer num campeonato que a meu ver tinha um justo vencedor e um galgo perseguidor que ameaçava roer os calcanhares.
A partir de agora a festa está aberta até que falte a voz. E até quem caia para o lado num mar de vermelho que engole o país inteiro.
Festa vermelha. Fogo-de-artifício a iluminar a noite que é toda ela benfiquista!