Passei o dia a comemorar os anos!
Estou a ficar pesado na idade.
São já muitos degraus em permanente subida,
que qualquer momento poderá ser abrupta a descida!
Procuro sentir a mesma adrenalina da juventude,
porque sinto-me criança até morrer.
Corro, salto, mordisco os calcanhares da aprendizagem,
que irei formar-me professor na ultima carruagem.
Recebo os meus rebentos de braços abertos,
imitando o profeta que deu tudo por nós
Não sou Jesus em todo o seu esplendor,
Mas sou um Cristo sem ser redentor.
O dia que é meu está já no fim!
Fiquei sensibilizado e de olhos húmidos.
Juntei-me a quem luta por mim a cada dia que passa.
Sou mais velho um ano, mas que não pesa nada.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Já Vai Tarde Mobilizar as Exigências

Somos ameaçados de medidas que nos vão abalar a nossa vida.
E logo pelo caminho mais fácil, pegar sempre pelos mais desfavorecidos. Um ritual, sim, um ritual que já tem barbas e é a forma mais lógica dos governantes que nos tem guiado por túneis quase sem fim, descobrir a solução mágica para os problemas financeiros que este país atravessa e sempre atravessou.
E como somos bem-mandados, tudo assimilamos num dar aos ombros e esperar muitos até morrer que venha a ser descoberto petróleo para nos molhar de esperanças e acreditar em bem aventuranças.
Foram trinta e tal anos num dar aos ombros e num salve-se quem puder, que ficamos neste estado.
Criou-se o mito do Comunismo como uma autentica catástrofe e assim sendo guiou-se a população para o covil em que agora estamos expostos às feras.
Alertou-se de levar as mãos à cabeça que a extrema-esquerda era o fim da democracia e assim sendo, mais uma vez, a população refugiou-se nas únicas alternativas que lhes eram oferecidas.
E hoje passados trinta e seis anos do florescimento dos cravos, somos comandados pelos capitães socialistas e sociais-democratas numa alternância ritmada, a fazer valer o mais do mesmo, ou seja: politicas irmanadas num projecto a dois, para que quando fores tu a governar não se estranhe muito com a desarrumação da casa.
Neste preciso momento nada mudou e a união destes dois partidos é por demais evidente. Tudo em prol do país. Dizem os protagonistas políticos num duo a raiar o dramatismo.
O povo não sabe o que fazer de tão tresmalhado que está!
Quer ser guiado, mas não tem líderes que o arraste em direcção às soluções!
Organizações existem às dúzias, mas pouco ou nada movem, porque se deixaram enterrar nas areias movediças e se mexem muito com a já tremida situação do país, acabam num afundamento doloroso centímetro a centímetro, sem braços de salvamento para se agarrarem.
Os sindicatos levantam as bandeiras para medirem forças contra a grande instabilidade social. Mas ficam-se por intenções quando sabemos que muitos dos seus dirigentes são deputados e militantes dos partidos que nos governaram e governam.
Ainda não vai muito tempo, pediam os dedos das mãos em aumentos e regalias sociais, quando sabiam que o país nem um desses dedos, podia oferecer, porque estava a esconder a realidade infelizmente agora posta a nu.
Hoje nada podem fazer já que se deixaram ir na bolha de ar que o país se tornou e quando rebentou, tentam puxar os trabalhadores para manifestações batendo porta a porta dos desesperados para encher avenidas e assim mostrar que mobilizam, sabendo eles que estão a mobilizar a utopia que só serve para o sindicato obter força momentânea, mas não duradoura.
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Este País
quarta-feira, 26 de maio de 2010
A Hora do Almoço
O elevador leva-me ao AC, entrando fico sem vontade de nada fazer.
O almoço está meio preparado, são bifinhos de peru criado na quinta, é só grelhar e fazer uma salada. A sopa é só aquecer feita na véspera com legumes até dizer chega, tudo raladinho num consomê, que garante uma boa alimentação.
Mas porra, estou sem vontade de ir para a cozinha, estou sem pachorra para fogões e aventais que evitam as pingas de gordura.
Estou só, os putos ficaram pela cantina escolar, no meio dos amigos e como tal vou almoçar aqui nas redondezas junto com a jovem e assim evito de sujar a cozinha e de aturar os nossos políticos na lengalenga diária do voltar atrás nas medidas extraordinárias, que foram anunciadas no inicio do ano, numa campanha de charme patético já que agora foram secamente retiradas do consciente dos portugueses, apesar de nem terem sido implementadas.
Como as medidas de austeridade parecem não ter fim à vista, com os políticos um, a cada dia, apresentarem-se num arreguilar de olhos com mais uma medida que vai encurtar a vida, a quem já a leva presa por um fio. Deixei de assistir às notícias para não me estragarem o almoço e não alongarem-me a tarde já de si difícil de ultrapassar.
E por isso fujo para bem longe procurando a reconversão que me dê o passaporte da emancipação num aglomerar de dias que irão ser custosos mas com a certeza de no final o esforço ser recompensado.
Enquanto pensava em fazer isto para o resto do meu dia, dei de caras com o almoço pronto, numa mesa para dois com a ementa pré programada concretizada.
Lá estavam os bifinhos de peru panados. A alface fresca da horta do pai do vizinho. O vinho tinto maduro do Cartaxo e a sopinha a encher meio prato, para tentar comer tudo porque, a vida está cara e é pecado deitar comidinha fora com tanta gente a passar fome.
A chave soa num abrir a porta habitual e depois de um beijo a salivar ternura, toca a dar ao dente, por entre conversa banal rápida, porque o tempo é escasso e o dia ainda está a meio.
Café no fininho é a saga diária. Sempre quente, porque é assim que me satisfaz e um para cada lado depois de mais um beijo a salivar ternura lá vamos á nossa vidinha.
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A Minha Vida
terça-feira, 25 de maio de 2010
Uma Hora Divertida

Espero à entrada de um edifício que ninguém quer ter lá paragem.
Aguardo um, dois, quantos minutos forem precisos, tempo não me falta. Para o almoço das terças há muito tempo prometido e agora finalmente concretizado.
Enquanto espero observo quem passa, num vai e vem de hora de almoço, onde uns petiscam umas sandes no café em frente e outros mais, apressam-se para irem às suas vidas.
Por fim elas descem para o almoço rapidinho porque o trabalho espera numa roda-viva de entrevistas.
São pessoas alegres e boa companhia. E como o tempo é curto, aproveitamos o caminho em direcção ao restaurante, para saber novidades e também para cimentar mais a amizade.
Por fim descobrimos a mesa num cantinho só para nós.
Parecia que nos esperava, numa reserva fictícia. Para três pessoas alegres e prontas a aproveitar esta curtíssima hora num recordar de aventuras, ora no alto dos Pirenéus com toneladas de neve branca a convidar uma descida de tombos sem gravidade já que se tratava de principiantes armados em esquiadores.
Ora simples casos, que fogem à rotina diária mas que alegram quem ouve e mesmo quem participou.
A pisa com uma salada gostosa chega e acalma o apetite nesta hora já a fazer a barriga dar horas.
Cria-se um momento mágico de alegria e boa disposição.
Bebe-se uma mistura de cerveja e seven-up para que não suba muito à cabeça porque o dia ainda vai a meio.
A salada está fresquíssima numa mistura de nacos de frango e morangos aos bocados, destacando-se o verde da alface que delicia os gulosos como eu por tamanho vegetal.
A pisa saída do forno a lenha tem um aspecto de água na boca e é saboreada por entre gargalhadas comedidas de gente com educação mas que enche o ar neste cantinho de fazer raiva a quem nos observa.
Somos três amantes da boa disposição pelo menos hoje. Sem preocupações em agradar a quem quer que seja e por entre garfadas de comida que não enche mas saboreia, apercebemo-nos que a hora avançou como o vento que se instalou depois de dias carregados de calor.
Finalizamos com o café habitual, dando os bombons a quem não o pode tomar para levar às miúdas que ficam felizes logo que a mama as abraça com tantas saudades.
E saímos de encontro ao trabalho que não tem paragens, inspirando este dia fresco e agradável com uma ponta de vento que limpa o ar abafado de gabinetes a abarrotar de pessoas pedindo uma solução para a sua vida que muitas das vezes não chega, apesar de todo o esforço.
São companhias de encher o olho já que possuem olhos de se olhar longamente.
E olhos nos olhos fica a promessa para terça-feira, voltarmos a ser três mosqueteiros (as), num almoço sempre curto, mas aproveitado ao máximo num ambiente de fazer inveja a quem raivosamente nos observa.
Os amigos são para as ocasiões, mesmo que nada possam fazer para aliviar as pressões profissionais que esta vida fechou. Mas mais cedo ou mais tarde sem fechaduras para quem não se quer acomodar já que os horizontes, é feito de metas para alcançar.
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A Minha Vida
domingo, 23 de maio de 2010
O Homem Vence Tudo

Seja caneco, seja jarra. Seja taça de trazer por casa, seja jarrão da Champions que todos sonham mas só os predestinados repetem a conquista.
Seja com bola, seja ao berlinde. Se for ao pião é o mesmo, então à moedinha ninguém o bate!
Venha quem vier, podem ser chineses, ingleses, brasileiros e até patriotas. Vão saber com quem se metem!
Ele é José Mourinho. O homem do momento!
Vale o seu peso em ouro!
As suas tácticas são já manuais devorados por quem quer seguir o mestre. O mestre da esperteza, da frieza, e do golpe final quando o adversário dá um passo mais longo que o deixa entusiasmado no caminho da baliza, mas é enjaulado num bloqueio rapidíssimo como um raio que só termina no golo que é a machadada final.
José Mourinho avisa logo de inicio quais os objectivos que pretende. E pé ante pé, lá vai na senda do êxito e ganha tudo o que encontra pelo caminho.
Seja em campos cobertos de neve, onde no final ficam os rascunhos dos ensaios segredados no balneário e tornados em êxito na neve tão branca como a vitória imaculada.
Seja em campos verdinhos mas a cheirar a plástico. Mesmo com botas nada adequadas, a inteligência à Mourinho chega para derreter o adversário e colá-lo ao tapete.
Seja até num campo de milho. Mourinho e a sua armada arruma quem se aventura a rondar-lhe a casa.
Ele até fala línguas sem sotaque para inglês ver. Fala italiano para roer os calcanhares aos paparazzi e para azucrinar a cabeça a quem põe a sua capacidade em causa.
Utiliza a psicologia para baralhar o adversário e antes mesmo do treinador anunciar o seu onze, já Mourinho lhe lê o pensamento e termina a anunciar quem marca quem e claro o vencedor é sempre o mesmo Mourinho e a sua esquadra.
Todos o querem! Poucos, tem posses para o levar aos ombros a caminho da entrada triunfal da capital que pode pagar toda aquela capacidade em ganhar.
Ele sempre sonhou treinar o maior clube do mundo e agora. Mesmo agorinha aí está esse clube a dar couro e cabelo pelo Mourinho, como a dizer: diz quanto queres, dinheiro não é problema!
É português é um conquistador!
Segue o caminho dos navegadores. Eles conquistavam por mares nunca antes navegáveis. Mourinho conquista por caminhos sem fim já que o espaço galáctico é neste momento a sua direcção e ainda a procissão vai no adro. Aí se vai, aí se vai!
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Mourinho
sexta-feira, 21 de maio de 2010
As Vacas Bem Magras

O calor aperta nestes já trinta e tal graus que nos cola a roupa pouquíssima, já ao corpo meio descoberto, deixando ao leu umas brancuras desmaiadas a clamar sol para os bronzeados de encher o olho.
E como andamos todos os dias a receber notícias de cair para o lado. Primeiro foi a entrada já em Junho das novas tabelas do IRS, que levarão mais uns euros ao subsidio de férias e nos vai encostar ás praias mais próximas.
E logo ouve-se o líder da oposição a bradar aos céus que qualquer dia Portugal não terá dinheiro para pagar e lançando ainda mais o dramatismo para a fogueira sempre ateada nas mentes dos portugueses.
E andamos no diz que disse por entre entrevistas e debates, nomeadamente lançados por pessoas que aceitam os sacrifícios como a única maneira de não irmos ao fundo. Mas são esses mesmos que estão cientes, que estas medidas lhes passam ao lado, já que estão bem abonados em reformas que se multiplicam pelos anos que passaram em instituições acumuladas.
São essas pessoas que auferem ordenados chorudos, em cargos muitos deles oferecidos em forma de favores. E como tal passando ao lado destas medidas tão gravosas para a maioria de todos nós.
São esses demagogos que regularmente nos aparecem nos ecrãs, lançando bitaites previamente decorados, sem terem a mínima noção do que essas medidas irão ter a nível social.
Aliás devem se estar a marimbar para isso. O que lhes interessa é; o venha a mim o que me é devido e os outros que fechem a porta.
Rio-me com os doutores que vêm o aumento de impostos como o mal menor desta maratona que não tem fim de lamúrias sociais.
Ninguém mas ninguém conseguiu até hoje implementar, ou até sugerir vamos ser mais recatados. Que fossem visados também aqueles que acumulam reformas chorudas, muitas podem-se contar pelos dedos e fossem buscar aí já um mealheiro para partir em prol do país.
Aqueles que, gerem as grandes empresas e são dezenas deles. Sem concorrência e como tal é normalíssimo apresentarem bons resultados e são agraciados com bónus de fazer ver um cego, que levam ao desespero de quem é obrigado a ter um serviço pago ao preço que eles bem entendem.
Aqueles que se passeiam em palestras e formações sistemáticas aglomerando outros cargos. Porque são amigos dos organizadores e assim sendo ganham o cacho das uvas deixando aos milhares nas mesmas circunstancias as cascas já secas sem sumo que até esse foi pormenorizadamente seco para não deixar vestígios de alguém sentir o gosto.
Nisto ninguém levanta o véu! Porque hoje tens tu, amanhã terei eu!
E lá caminhamos. Se for pela rua já da amargura levamos com este calor já a enervar.
Se for no trabalho o ar condicionado para arranca, para arranca. O dinheirito da empresa já à muito se foi e é remediar com o que se tem.
Se for em casa é olhar para as quatro paredes e esperar um milagre que nem o Papa ousou garantir.
O tempo das vacas magras irá ser real, porque a erva está tão seca que nem chovendo meses a fio melhora o estômago delas.
É lutar por uma vaca que ainda apresente sinais de nutrição e então agarra-la bem pelos cornos e passa-la para o nosso quintal.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
A Realidade Que lhe vai Fazer a Cama

Em duas semanas o mundo mudou!
Eis a grande mensagem de Sócrates para o povo português, justificando as medidas por ele tomadas há poucos dias.
Sócrates embalou o povo português em banho-maria durante um ano, tempo que mediou o antes das eleições e o depois das mesmas.
Agora que o cerco apertou numa crise sem precedentes, Sócrates teve que abrir a bola de neve que nos engavetou a todos e lançando-a montanha abaixo estilhaçou-a em mil bocados, libertando as consequências que irão ser catastróficas.
Primeiro foi o famoso PEC.
Levou que os crânios pensantes deste país se prenunciassem sobre as medidas desse plano. E muitos deles anunciavam aos quatro ventos serem manifestamente insuficientes, que pouco iriam trazer para levantar um pouco o rabo ao país já enterrado nas areias movediças.
Sócrates afiançava nas já famosas visitas quinzenais ao Parlamento, que era este e só este plano. que estava na calha e mais nenhuma medida iria ser tomada para não agravar ainda mais a situação das famílias portuguesas.
Os deputados da oposição torciam o nariz ás palavras do primeiro-ministro e abanavam a cabeça como sinal de que mais uma vez Sócrates estava a utilizar a demagogia barata para esconder o que muitos já anteviam o que viria a seguir.
E num abrir e fechar de olhos o que antes eram miragens nas cabecinhas dos que só serviam para atacar este governo. Passou de uma hora para a outra a ser a cruel realidade com que enfrentaremos de ora avante.
E o mundo mudou para Portugal dos pequeninos!
Sócrates refugiou-se mais uma vez na ilusão do engano e perdeu-se desta vez na realidade que lhe vai fazer a cama.
Uma cama onde ele se vai estender ao comprido e com ele irá levar o Partido Socialista para a invernação sem tempo de volta.
Um governo à deriva como baratas tontas, onde se lançam notícias vindas de pessoas com responsabilidades como o ministro das finanças, um clone de Sócrates que decora o que o primeiro ordena e boceja logo de seguida como a dizer que não tem nada a haver com aquilo.
Um primeiro que aproveita a entrevista dada e toda ela planeada a seu belo prazer, para enganar-se a ele próprio fazendo de nós portugueses os bombos da festa dos males que meia dúzia de chupões que se escondem atrás dos enormes favores que fizeram aos que agora não os podem culpar.
Um primeiro que vai sair desta como o carro vassoura de uma terrível etapa coroando os manda chuvas das finanças europeus que riscam e mandam no que vem lhes apetece. E desgraçou em chagas bem abertas os que conseguiram chegar ao fim.
Um primeiro que perdeu a margem de manobra para ser o líder de um rebanho que em vez de ovelhas tresmalhadas, fugindo ás opções de quem não tem soluções. Irá ter ovelhas moribundas, milhares e milhares sucumbindo ás medidas, de austeridade que lhes abrirão a cova como a sepultura final de uma vida infernal.
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Sócrates
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