sexta-feira, 16 de março de 2012

O Futebol Alimenta a Fome


Digam o que disserem, o futebol alimenta cada vez mais as paixões. Alivia as depressões e atenua as desilusões quotidianas.
Ontem foi a prova disso!
O Sporting frente a frente com o gigante inglês, a abarrotar de libras saídas das arábias como se de uma lamparina Aladina se tratasse. Tombou todo esse monte de riqueza num sofrimento digno português e fez com que os ingleses, não mais se esqueçam deste clube que vive momentos financeiros graves, mas que deixou a pele sem precisar de correr atrás do prejuízo.
O futebol anda nas bocas dos portugueses. E vá se lá saber o porquê este país de 10 milhões de gatos-pingados (como a Europa nos vê), tem dois clubes por sinal da capital nas altas andanças da bola europeia.
Primeiro o Benfica, já dado como campeão, agarrado ao conforto da vantagem adquirida e puxando dos galões do maior clube nacional, vê num abrir e fechar de olhos, a vantagem diluir-se e pior, passando para a retaguarda de uma candeia que pouco iluminou as aspirações. De um momento para o outro, volta à ribalta numa atmosfera frenética e já hasteia a bandeira encarnada, com a águia a voar bem alto, levando a que a nação benfiquista levante novamente a cabeça e siga o voo em direcção ás conquistas finais.
 Agora o Sporting, que marinava sucessivamente, ano após ano. De repente ferve de orgulho e raça de leão e volta a rugir como rei da relva, mostrando a quem chegar do sorteio que tem que fazer pela vida para não ser dilacerado pela fera, que embora adormecida nas paisagens alentejanas meses a fio. Levantou a juba e está pronto para reclamar o seu território.
Também o Braga. Pé ante pé lá está colado aos grandes, dependendo só de si, para passar do sonho à realidade e de uma vez por todas, dizer alto e bom som, que para sermos campões basta vencer os papa campeonatos do costume e assim fazerem história neste país a abarrotar de conquistadores  e infelizmente agora de angariadores.
Como se nota, os portugueses vivem o futebol e tanto os Benfiquistas, os Sportinguistas, os Bracarenses e até os Portistas, sempre candidatos ás medalhas da rotina. Têm que forçosamente, porque o momento assim o exige de falar e até viverem o futebol.
Assim temos o futebol na boca do povo. Tanto melhor, esquecendo por horas as angústias diárias.
Estou em querer que o futebol vai ajudar a que os juros da divida baixem até que a época termine e queira Deus que traga conquistas e alegria.
   

quinta-feira, 15 de março de 2012

Sinto-me pequeno


Esperar por algo que me realize e não peço muito, é tão duro que obriga a um esforço redobrado de contenção.
Sinto-me pequeno para ombrear com desafios tão difíceis.
Estou a afugentar a solidão que me persegue. Vou em busca de soluções para atenuar as desilusões.
Sou o culpado de me ver neste emaranhado de indecisões, mas espero algumas decisões que me possam encaminhar para realizar um percurso profissional, porque no difícil, conseguir algo, é gratificante.
Quem como eu, se iniciou cedo no trabalho e lá andou anos a fio a recolher dividendos com dedicação e valentia, sem apoios e ajudas. Pode do mesmo modo ir recuperar a mesma filosofia bem longe, para se reencontrar consigo mesmo e valorizar todo o seu querer.
Esta vida ingrata, feita para quem tem unhas e esgatanha quem lhe surge pela frente, deixando marcas que atormenta. Também abre brechas para pessoas como eu se infiltrarem e irem na procura de realizar ainda projectos com futuro.
Consideram-me velho para determinadas tarefas, olhando ao volume de jovens licenciados à mão de semear.  Mas ainda sou novo para galgar fronteiras e ir ao encontro das barreiras e derrubá-las de uma só vez.
Mas nem tudo é mau.
 Amigos, eu tenho. Pouquíssimos, um, não!
Dois talvez, e é a eles que vou buscar o consolo do desabafo.


domingo, 11 de março de 2012

Sol e Nada de Chuva

O sol brinda-nos aquecendo os encostos onde nos amparamos e ilumina os rostos amarelados pelas constantes avalanches de fracas notícias.
O dia nasceu lindo, quente. A convidar, um abrir de par em par as janelas das nossas casas, deixando os seus raios entrar como convidado especial.
Alegramo-nos pela lufada de sol quente para a época, esquecendo-nos da falta de chuva que deixa os agricultores e os que já se viram para as hortas caseiras. Cabisbaixos e a recorrer a novenas para implorar ao divino que abra os enormes braços do tamanho do mundo e obrigue o céu a pintar-se de cinzento para que a chuva seja o nosso grande provento.
É um facto! A chuva tarda em aparecer, secando os campos de pasto e os estômagos dos animais. E pior, vai aumentar os produtos agrícolas e encolher ainda mais os orçamentos dos portugueses.
Mas o importante é aproveitar este sol radioso e nada como uma ida à praia aqui tão perto para uma bela caminhada, sentindo a água do mar a relaxar os pés inchados de jornadas pelo alcatrão e o corpo sequioso de toques carinhosos, que a brisa da beira-mar nos aconchega até o sol se pôr.
Todos vão desaguar à praia para sentir este sol primaveril de temperaturas fora do normal.
São filas e filas de automóveis num andar calmo, porque chegar é uma questão de tempo e tempo ao Domingo é o que não falta para imensa gente.
De regresso saboreia-se um gelado aí que saudades aí,aí e num passo de caracol deixa-se o sol esconder-se para se regressar a casa e terminar um Domingo, num emaranhado de emoções quentes como o tempo, mas que se esfumam com o baixar da temperatura.

 

terça-feira, 6 de março de 2012

Estamos Vivos

O jogo inicia-se e desde logo, todos ainda com as memorias bem frescas, reparam com um ar de alívio, que o árbitro abre os braços sem ter a cabeleira a luzir, perante as câmaras.
O cabelo não tinha gel era liso como a neve que o Zenit, bem se apoderou na primeira volta. Para ganhar vantagem e apostar no autocarro que lhe resguardasse a baliza.

E sem gel não houve inclinações para favorecer o sistema do costume. Agora mais silencioso, mas com as armas de arremesso da praxe.
Fomos pragmáticos e conscientes da importância deste jogo. E logo que o golo surgiu, chegou o intervalo para acalmar as emoções e rever as posições.
Não metemos mais avançados mas sim estancamos o passar de um passo para dois, do adversário, praticamente sem soluções.
Sofremos, não pelo poderio adversário. Mas pelo andar do relógio que teimava em não acelerar e poderia dar que um ponteiro pudesse desviar uma bola que iria para a linha de canto e terminasse no fundo do poço onde cairíamos.
Por fim veio o golo da consolação, obtido pelo benjamim da afirmação, que cresce futebolisticamente a olhos vistos.
 Estamos nos quartos, com mérito e valentia, para azia dos amarrados ao terço a apregoar a nossa saída.

Continuamos na champions!
Venha quem vier! Sem árbitros portugueses, voaremos sempre mais altoooooooooooo!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Tudo é um risco nesta Vida

Estou a terminar uma formação que já leva meses a fio e levou-me o porquito de barro estilhaçado pela casa fora, onde guardava as economias e não eram assim tão poucas, com resultados ainda não muito visíveis.
Estagiei uns tempos para chegar a este momento e apresentar-me a júri nas melhores condições possíveis.
Foi um risco. Tudo é um risco nesta vida, que nos afasta as saídas profissionais a cada dia que passa e nos obriga a investir o que temos e muitas das vezes o que pedimos, para puxar para nós a oportunidade tão desejada.
Foi uma formação com altos e baixos, mais baixos do que altos. O que se reflecte agora na hora da verdade.
Adquiri conhecimentos para chegar ao fim e dizer que ultrapassei todos os obstáculos, mas, ainda me falta o suco pretendido para enfrentar o laranjal onde apostei na colheita dos frutos.
As portas abrem-se e fecham-se como as dos bares a lembrar o faroeste.
Abrem-se na curiosidade de observar a minha aprendizagem e fecham-se quando mais necessito de um empurrão para superar os muitos anos desempenhando uma tarefa e hoje, difícil em retomar algo de novo e iniciado do zero.
Houve alturas de desistir e enfiar-me no primeiro buraco que encontrasse.
Houve alturas de alegria em que consegui terminar um trabalho do inicio ao fim, mas logo no dia seguinte algo me bloqueava o passo e a angustia de me sentir inútil, obrigava-me a caminhar cabisbaixo.
Deram-me uma oportunidade, daquelas que só deviam aparecer quando já possuía mãos para toda a obra e como as mãos ficavam pelo caminho fiquei-me pelo tempo de estágio, a aguardar outra possibilidade.
Estão a rarear neste momento penoso para oportunidades.
Vou continuar a correr para lhes bater nos calcanhares e surgir a que me possa levar a que o objectivo proposto a quando da iniciação desta formação, se concretize. E me realize num projecto que passa por investir num projecto meu,
Está difícil para projectos, já que neste país os apoios são folhas brancas, onde nós preenchemos o cabeçalho com os nossos dados, consumimos as linhas seguintes com os pagamentos para o estado e outros mais. Mas quando a folha nos deixa duas linhas, é que realmente, verificamos que estivemos a trabalhar arduamente, para nos virem roubar o nosso sustento.
Tudo está difícil, mas desistir é morrer. Procurar aplicar o que aprendi é a tarefa que me proponho a defender, porque tenho conhecimentos para algumas áreas, seja bem perto de casa, seja onde Cristo demorou a chegar para pregar.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Quero ser Quem sou


É angustiante permanecer num local onde, já nos sentimos a mais e teimamos em lá permanecer.
Porque será!
Porque apostamos demais num objectivo. Mas sem a direcção mais pretendida e a toda a força queremos vê-lo realizado. Sem antes nos apercebermos que o caminho ainda é longo para chegar à tão desejada finalidade.
Primeiro: à que tirar ilações se tenho a segurança necessária para me sentir confiante em atingir tal objectivo.
Segurança sinónimo de ter adquirido o traquejo que me exigem, que como sabemos é sempre o máximo, para a compensação ser a mínima.
Segundo: o estado de espírito não é o melhor, devido ao momento menos bom que atravesso. E como tal à que “fugir” desse local e parar. Para reflectir do porquê do meu estado de espírito se encontrar frágil.
Quero ser quem sou!
Porque momentos oscilantes, que nos entortam a esperança, não são tão diabólicos e assim sendo, não podem afastar a procura de outras soluções para o normal caminhar da vida.
Segui um apelo em forma de conselho, de quem me quer bem, para conseguir aliviar a pressão que de tempos a tempos me atormenta o raciocínio.
Comprimia-me o cérebro num colete-de-forças, não deixando fluir as ideias que num clic ganhavam forma, não há muito tempo atrás.
Comprimia-me os músculos, tornando pesado um simples esforço físico. Quando tempos não muito distantes eram o relaxe desses músculos que movimentavam a minha adrenalina.
Acredito que as soluções são sinónimo de respostas para tudo.
Por isso corro em busca da mente limpa. Porque me dará um sorriso estampado, com lábios carnudos.
Uma alegria a saltitar de uns para outros, girando em torno daqueles que me rodeiam.
Ternura para dar e receber, a qualquer instante do dia-a-dia.
E amor para oferecer esperando a felicidade de alguém que se entregue.



domingo, 12 de fevereiro de 2012

Amar é Descobrir todos os Caminhos


Necessitamos de um toque, ou de um gesto que nos estremeça e nos acaricie o ego, para acreditarmos em nós mesmos, principalmente vindo de quem nos é querido. Só nesse ambiente é que elevamos o nosso poder e ele assim, sim. Brotará como um lírio, mesmo que a Primavera ainda venha longe.
Realmente é uma necessidade, porque não podemos viver sem o abrigo do aconchego ternurento.
Do encosto carinhoso, que aquece o coração, aumentando-lhe as batidas, numa sensação de galopante batimento que quase o transporta para fora da membrana que o protege.
Do enlace infindável, que nos faz percorrer um arrepio electrizante dos pés à cabeça numa bênção faiscante que petrifica por gloriosos momentos.
Esta necessidade é a vida que nos mantém firmes para olharmos o dia nascer como um canteiro de flores, que aos primeiros raios solares enchem de cores, os caminhos que percorremos.
Faltando-nos este bolo com a cereja no seu topo.
 Falta-nos a alegria do sorriso estampado no rosto, dando lugar à compressão dos maxilares e a um aspecto chuchado.
Falta-nos a alegria do sono profundo que relaxa os músculos imensos, que proliferam pelo corpo. Fazendo-nos caminhar sem cansar como penas levados por um simples sopro.
Falta-nos a alegria de ideias frescas como alfaces colhidas de hortas caseiras. Que guiarão o cérebro macio, ao encontro dos objectivos pretendidos para interiorizar as exigências que nos exigem. A cada hora, a cada momento, vezes sem conta.
Realmente é este sumo refrescante que nos faz acreditar. Que o castelo que construímos pedra a pedra, umas mais pesadas do que outras. Mas que todas alinhadas deram um lar robusto e unido como elos de aço. Não abra brechas, porque uma pedra deslocada dará uma outra inclinada e nem com estacas se aguenta se não dermos as mãos numa corrente de energia que nos mantém protegidos numa sincronização perfeita.