terça-feira, 21 de abril de 2015

Uma árvore toda Florida




Da janela da minha cozinha, vejo uma árvore toda florida.
Tem um baloiço pendurado, para a canalhada num balanço, apanhar a flor escolhida.
Uma cerca divide os quintais. Mas como o da árvore florida, nenhum se assemelha a tamanha beleza.
Pela manhã ao acordar e numa correria preparar o almoço, que recupera o desgaste de longas horas a laborar. Ouço o chilrear da passarada de galho em galho, a dar as boas vindas a mais um dia, que sei. Farto de sol e alegria.
 No regresso, ainda o sol me contempla com todo o seu esplendor, vou á janela admirar a árvore florida de flores brancas enormes. Mais parecendo um guarda-sol encantado, numa praia paradisíaca das caraíbas.
Ainda não conheço o vizinho da árvore florida. Só sei que possui uma esplanada com cadeirões castanhos e guarda-sóis brancos com publicidade americana.
Mal ele sabe que por baixo da árvore florida, consegue a privacidade merecida e a certeza de ser obsequiado com o perfume maravilhoso, que a natureza lhe ofereceu bem perto do seu nariz.
É a minha companheira de todas as horas, enquanto a luz do dia me deixa inspirar o perfume libertado por dezenas de flores, que afastam todo o odor que o trabalho me entranha.

domingo, 19 de abril de 2015

A Primavera ajuda a Brotar






Barcelos agitou-se com a chegada do primeiro-ministro
Eram sorrisos gigantes em caras de gente que se quer conhecida
Não faltaram abraços e palmadinhas nas costas
Isto é, Portugal! Tão pequenino e dissimuladamente genuíno.

Barcelos viveu a barafunda da mobilização do partido no poder
Mesmo sendo uma terra gerida pelo “amigo” de tantos anos
Tudo está bem, quando acaba bem.
A primavera ajuda a brotar a continuação da democracia

Barcelos assiste ao esvoaçar das bandeiras laranjas
Bem perto do local onde estudam (ram) os nossos filhos
O país está melhor, dizem eles de braço em riste
Mudar por mudar, é melhor aceitar o mesmo senhorio

Barcelos amanhã volta a ser o que era
Uma terra órfão, de filhos e pais que se amotinam na imigração
Não tarda, temos as cruzes e alguma diversão
E em Agosto voltam todas para agitar o comércio local

Serás mesmo quem Penso







Sei quem tu és!?
Serás mesmo quem penso?
Ou embora não o sabendo,
penso quem és.

Vieste ao meu encontro,
com palavras emotivas
Vasculhaste a minha escrita
É tão simples e “cai” tão bem!

Pé ante pé, cheiras-te a minha adrenalina
Oferecendo a escrita do teu caminho
Buliçosa e atrevida
Não encontra troncos pelo seu trilho

Sei quem tu és!?
Serás mesmo quem penso?
Ou embora o sabendo,
penso que não o és!



sexta-feira, 17 de abril de 2015

As músicas e as Misturas




Ouço música enquanto saboreio um chocolate que é a minha perdição!
Misturo as bandas de hoje, com as que segui no meu crescimento.
É uma mistura engraçada de emoções.
As mais antigas, de bandas duplamente conhecidas, trazem-me á lembrança a certeza de que já caminhei alguns anos nesta vida durinha.
As mais recentes, bandas que atingem o apogeu rapidamente como arrefecem ao primeiro sopro. Fazem-me lembrar momentos ainda bem frescos que me obrigaram a procurar um recanto bem longe.
Agora neste momento, recolho-me no descanso de uma semana durinha, mas acordando e levantando-me ciente do dever cumprido e uma auto confiança bem visível.
E é sexta-feira, terminei agora de falar com o quinto botão e ainda não sei se sairei por essas ruas fora, numa noite nem fria nem quente.
A dúvida subsiste, porque a malta cá de casa está muito alegre para o meu gosto e não estou para amparar lampiões.
Talvez dê um passeio pelas redondezas e vá beber uma cerveja ao bar da esquina, ouvindo falar várias línguas e resguardando-me no pouco que ainda aprendi.
Um bom fim-de-semana!