sexta-feira, 22 de maio de 2015

A Folha deixa Saudades




 A Natureza é alegria.
É magia, por isso cobre-nos de amor!
Oferece-nos as suas mais simples obras do acaso, que ao soltarem-se do seu local de crescimento, tornam-se nas nossas mais belas pérolas, porque nos transmitem mensagens de carinho, de amor e libertam-nos os momentos que esta imagem tantas vezes nos levou a partilhar.
É ou não é?
E esta formosa folha, deixa-me a olhar por momentos…. Mentira, Largos momentos a imaginar, o que todos ao olharmos para ela imaginamos!


quarta-feira, 20 de maio de 2015

Benfica, Benfica! Campeões, Campeões!




O Benfica foi campeão. honra lhe seja feita e para o ano há mais.
Não me venham com colinhos, porque colinhos só com as tias
E mesmo com elas tens que chorar para mamar!
Não me venham com expulsões, para facilitar a vitória.
Quem joga com receio, arrisca-se mais cedo a ir embora!
Mas quando um clube é muito grande, tentam fazer da festa, a sua própria festa.
Descarregam em inocentes, com crianças presentes. Que só querem viver a glória de estarem presentes, num momento tão eloquente.
Disfarçam-se de adeptos vestidos a rigor e tentam estragar a festa com os costados bem perto do Marquês! 
Ajoelhados ou entrincheirados, não à mau-olhado, que desvie os trilhos da celebridade!
Todos sabemos que são os jogadores e equipa técnica, que amealham num ano de glória, aquilo que numa vida, não ganhamos para os dias da reforma.
Mas a, alegria por horas, leva-nos anos de rugas inflamatórias.
Quem está longe veste a camisola e festeja mesmo ao pé da porta com vizinhos que ameaçam chamar a polícia e depois compreendem que, o Benfica é igual ao Bayern e Campões só merecem gratidão!  
Benfica, Benfica! Campeões, Campeões!
 Alguns mais velhos lembram-se do Eusébio e companhia e só um porto (tinha que aparecer por aqui), os leva finalmente, de volta á camita.




domingo, 17 de maio de 2015

A borboleta da Noite




Entrei no quarto sem acender a luz.
Não queria perturbar o sono de quem já dormia e por isso só me guiava pela frágil luz, vinda da janela.
Um pé aqui, outro ali. Lá consegui aquilo que queria.
Nisto lá estavas tu!
Franzina, espalmada no meu casaco que necessitava para sair.
Ainda bem que te vi, antes de pegar no agasalho senão: Sei lá o que te acontecia.
Tirei-te uma foto e com o flash, vi a tua beleza.
Por onde entraste, ó borboleta da noite?
Qual frincha te deu a ousadia de, como uma intrusa invadires o meu quarto?
Que te faço agora que preciso do casaco para me ir embora?
Ainda arranjas do colega do quarto, acordar e disparatar como é hábito.
Como sou sensível à natureza e admirando a tua beleza, deixei-te em paz recolhida no escuro do meu casaco e deixei o quarto com outro acessório que tinha à mão.
Saí para a noite fresca esperando alguma surpresa.
Enquanto ainda via a janela por onde entraste, pensei à quanto tempo és a companheira das minhas noites, onde descanso e atenuo as mazelas de um longo dia de trabalho.

sábado, 16 de maio de 2015

O corvo José




Ele ali está!
No meio da folhagem tão perto da janela, que acredito, daqui a algum tempo vem comer às minhas mãos.
É o corvo José!
Companheiro da nossa hora, esperando que seja lançado pela janela, uns nacos do nosso almoço.
No primeiro dia demos com ele em voos nervosos, sondando os novos hospedes, na expectativa de colher algo.
Agora passado mais de um mês, já se aproxima e pousado no ramo, utilizando a folhagem como defesa. Espera que algum de nós, lhe lance o que ele, pacientemente aguarda.
É o corvo José!