quinta-feira, 11 de junho de 2015

O relógio do meu dia-a-dia





Tu és uma pessoa que merece algo belo para que a tua vida pare um pouco e penses nem que seja por momentos, na pureza em te revelar sentimentos.
Por isso penso em ti!
E farto-me de pensar em ti!
E cubro o dia pensando em ti!
Porque será?
Penso eu a toda a hora!
Amar-te justifica ter-te tão presente a qualquer momento.
Sei que furo a tua correria diária, no gozo que te dá logo que o dia nasça e eu lá estou a fazer parte na tua agenda diária.
Sinto-me feliz por ser deveras importante para ti!
Sinto-me a mosquinha teimosa que te segue constantemente sem ser impertinente e só ser visível para ti.
Além de pensar, adoro sonhar contigo. Sonhos maravilhosos de momentos carinhosos que terminam num banho imenso de paixão.
Sonho acordado. Sonho no primeiro sono e termino no despertar para o dia!
 Ou melhor, faço a pausa divina para recomeçar no início do meu dia de trabalho.
E tu sobes comigo o elevador que me leva aos tectos da ampliação da universidade, onde são revestidos com placas e isolamento para os miúdos que cá chegarem, colherem o futuro ambicionado naquelas cabecinhas fartas de sonhos.
Desejo que a maioria deles sonhem com um amor como o meu, mesmo esperando longos anos para sentirem o prazer de ele brotar estrondosamente a cada encontro tão esperado.
Desejo ao tomar o café da pausa do almoço, na cantina onde eles e elas estudam para os exames. Que os telemóveis que não largam, lhes enviem os desejos que eu ao olhar-lhes sinto tão alegremente.
Desejo que quando eles abandonam as aulas, fitando-os pelas janelas das futuras instalações, onde aprumo para eles as melhores condições. Durmam felizes com o amor das vidas deles. Como eu quando me deito exausto, mas sempre com tempo de uma mensagem para quem apaixonadamente espera por ela.
Desejo que me ames, mesmo sujinho de tanto pó, que envolve aqueles quartos onde dou o máximo, para me sentir útil e ao mesmo tempo feliz com a bela mulher que tanto me ama,
Aqui está o meu dia-a-dia!
Quero que me ames como mereces, não como queres!
Só assim serei feliz!

sábado, 6 de junho de 2015

O mar encolhe-se na frágil Areia




Como o mar tinha razão, quando se encolheu numa calma maravilhosa para não perder nenhum gesto nosso.
Mesmo ao enrolar-se na areia, convidava a sua parceira a partilhar os nossos momentos. Enamorando-se vivamente, depois de se estender em ondas fartas de desejo.
E eram ondas sucessivas minúsculas, para não perder nenhum ruído, que os nossos desejos emitam sem impedimento.
Quando a nossa boca se encontrava os nossos lábios colavam-se, deixando que as nossas línguas se enrolassem como a areia e o mar à pouco nos mostrava.
Por momentos larguei-te e corri uns bons metros na areia húmida que desenhou as minhas pegadas.
Ficaste tristonha com cara de menina abandonada, enquanto eu me ria e apontava-te a mão para correres e a alcançares.
Não correstes, fizeste-me sofrer um pouco e pé ante pé demoraste uma eternidade para chegares ao meu pé!
Agora fui eu que fiquei com cara de menino mimado, mas por pouquíssimo tempo. Deste um salto de chita esfomeada e mataste a fome no meu colo bem abraçada.
Deixamo-nos cair na areia húmida e rebolamos até sentirmos a frescura  do mar  aconchegar-nos tão unidos.
Corremos para entrar no quarto ainda com a janela escancarada, que nos ofereceu a visão magnífica daquele mar, que nos convidava.
Encostei a porta com o teu corpo e amei-te de uma só vez. Gritamos em simultâneo num esgar impossível de controlar que abalou as frágeis paredes de pladur.  
Por fim , só o lençol nos cobre como um imenso oceano, desenhando as curvas dos nossos corpos, saciados até ao pensamento de tatuagens feitas pelos nossos momentos. Num silêncio que só descobre o bater dos nossos corações.



quinta-feira, 4 de junho de 2015

Jorge Jesus e a cova sempre Aberta




Desafio!
Será esta a questão primordial, que Jorge Jesus aceitou, ao transferir-se para o eterno rival Benfiquista?
Sei lá!
O que sei, é que é uma afronta desportiva, rumar de reduzidas armas e bagagens, mesmo sabendo que o seu ciclo no Benfica tinha terminado. E como todos sabemos, ou termina no apogeu, como foi o caso. Ou termina no auge de nada ser ganho, como não sucedeu já que Luís Filipe o segurou contra tudo e contra todos. Para o rival centenário.
Jorge Jesus é um ingrato. Já se lê nos cantinhos da cusquice e dito por quem tem responsabilidades no Glorioso.
Eu afirmo: que Jorge Jesus irá cavar a sua própria sepultura, num cemitério de treinadores lá para os lados de Alvalade.
E logo no primeiro dia levará a sua pá para cavar os sete palmos de terra, que mesmo vivo poderá se estender ao comprido.
Terá um padre a seu lado na extrema-unção diária, um tal Bruno de Carvalho que lhe ofereceu uma fortuna num clube totalmente endividado. Para lhe aliviar os pecados.
Será uma parceria excitante que encherá os jornais de bisbilhotices diárias.
Mas tem uma ligeira vantagem!
Irá treinar uma equipa, faminta de títulos à anos e cada caneco conquistado, será o desviar da cova sempre aberta, para mal dos seus pecados.
Claro que Jorge Jesus não quis arriscar o estrangeiro. Não tem bagagem académica para liderar uma equipa de topo. E como bem sabe disso, o Sporting foi, olhando à sua idade de quase reformado, a mais suave sepultura.
Os acérrimos defensores do futebol estão entusiasmados!
Irão ter rios de tinta para imprimir nos jornais diários.
Por um lado seguirão Jorge Jesus a cada encontro com os da luz, como acontecimento mediático.
Transportarão pelo meio a união espanhola com Pinto da Costa a toda a hora.
E com os dois pés, pisarão o caminho, que o novo técnico benfiquista marcará em cada dia de trabalho na segunda circular.
Em cada fim-de-semana o povo português pagará para ver, as emoções de um campeonato, repleto de notícias quentinhas.
Nada melhor para o fragilizado ego de milhões de portugueses que buscam no futebol as alegrias de uma vida cavada de sombrias incertezas.