sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Eu queria votar num Partido




Eu queria votar num partido que assumisse os erros outrora cometidos, porque acredito que se amadurece com os erros que se cometem e assim sendo não se voltarão a repetir!
Posto isto, o caminho estará aberto para retomar as grandes medidas como sendo o objectivo primordial na melhoria da qualidade de vida de todos os portugueses e na consolidação de um País virado para as grandes questões europeias e ocupar o lugar de direito, desde que descobrimos metade do mundo, desbravando os oceanos que pareciam não ter fim, dando então a possibilidade de se aperceberem que o mundo não tinha limites.
Por isso temos que desafiar uma vez mais os oceanos e descobrir o caminho para a combater o desemprego!
Praga Social sem precedentes. Onde todos os esforços devem ser encaminhados na redução drástica deste drama, para que milhares de famílias não embalem no desespero de tudo terem perdido e deixarem-se dominar pela resignação que termina com a exclusão da Sociedade.
No caminho da harmonia!
Com os professores baluartes no ensino dos nossos filhos. Sejam os comandantes das caravelas lançadas ao vento, para não sufocar a aprendizagem de uma geração que terá forçosamente de subir degrau a degrau e ocupar o seu lugar no elevar Portugal além-fronteiras, dentro das nossas fronteiras. E chamando paulatinamente a geração que teve infelizmente que por em pratica anos de estudo, longe da pátria.
 No caminho da imagem deste País!
Através de mais investimento na Cultura, para que se mostre ao mundo e a quem nos visita, toda a história de um País e toda a capacidade dos portugueses em serem tão ou melhores que os demais.
No caminho da Saúde!
Uma saúde para todos os portugueses, consagrada no pergaminho histórico de Portugal. Para que os meios materiais e logísticos reforcem a prontidão no atendimento. E não nos deixem com mazelas irrecuperáveis a caminho dos hospitais e mesmo dentro deles.
Consagrar como um dever, a todos os cidadãos ter o seu médico de família. Que para além de médico, será o garante do bem-estar do paciente que lhe vai garantir uma melhor qualidade de vida.
No caminho da transparência!
Por uma justiça justa e eficaz, punindo os corruptos cada vez mais visíveis aos olhos de todos os portugueses, com intervenção directa nestes longos anos em governações que nos atiraram para o caos. Escapando impunes, carregados de enormes quantias pertencentes ao povo.
 Assumir erros é, no dia seguinte à vitoria, corrigir o que anos se levou a errar. Se assim não for, Portugal será um deserto onde o pó cobrirá as pegadas da nossa história!

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Estou tão longe do meu País




Mais um voo depois de uma hora de atraso em virtude do nevoeiro cá no Porto, impedir a normalidade das aterragens.
Venho triste e desapontado comigo próprio.
Vou ter tempo para até ao Natal dar um abanão à minha consciência e aceitar a tão nítida evidencia.
Bem no alto ainda saboreio o sol numa vista magnifica sob a janela bem próxima.
Sol que me recebeu nestes dias numa oferta em que o meu país é fértil. Aquecendo o meu corpo sedento de calor amoroso.
Como as verdades vêm ao de cima, quando escondemos encontros virtuais de amigas sabendo que do outro lado existem sempre os tais amigos.
Onde uns podem ser filhos da mãe e outros filhos da puta. Como tal parte-se a louça toda em explosões de enorme fúria.
Neste momento sobrevoo Espanha já tão alto como a raiva que me invade.
Ainda bem que o serviço de bar já circula pelo corredor estreito. E uma cerveja geladinha, vai aliviar a revolta de ser sempre o mau da fita.
Foram dez dias onde o sol fez valer os euros não ganhos. Mesmo com encontros rocambolescos de fazer andar a cabeça à roda.
Uma hora de viagem com o céu bem próximo e as estrelas a aguardar visibilidade, só surgindo quando aterrar na Holanda.
Espanha ficou para trás e com ela, as superstições que de lá surgem.
Ainda bem não penso casar novamente. E de ventos ainda se sentem levemente.
Acompanho a cerveja bem fresquinha com amendoins que me fazem recordar as esplanadas contemplando o luar.
Precisamente neste instante, as janelas cobrem-se de escuro deixando uma nesga para apreciar o clarão tão longe como já ficou Portugal.
Foi-se a cerveja voaram os amendoins. Só ficou a raiva de alguém que há imenso tempo, partiu os seus telhados de vidro.
Estamos a meio de uma viagem sossegada valha-me isso.
Paris não tarda e uma hora depois estou em terra firme.
Pouca bateria já me resta e aliviar a tensão só escrevendo os acontecimentos da véspera.
O avião vai repleto! Desta vez ouve-se conversas em várias línguas. Muitas delas escolheram o norte do país para as férias de fim do verão. Mas ele teima em abençoar quem luta por cá ficar
Já tardavam os perfumes, livre de impostos e ainda um desconto de dez por cento.
São amáveis as hospedeiras mas os euros obrigam a deixar uma lágrima atrevida quando surge a hora da partida.
Já sinto o avião a descer aos pouquinhos. Falta meia hora para chegar ao destino.
As estrelas esperam que as contemple. Mas a minha já não brilha como antigamente
Estou fatigado pelos acontecimentos! Vou encostar a cabeça e esperar que a aterragem suavize os penosos pensamentos.
Pum! Num estalido o avião pousou e travar é crucial para que o avião não se alongue pelo cascalho que indica o fim da curta pista.
Algumas horas depois estou tão longe do meu país, que vai demorar quase três meses a regressar.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

As tremideiras no sobe e Desce




Duas horas e meia de uma viagem tão aguardada.
 Antes porém, parti da Alemanha rumo Holanda para apanhar o voo que me leva a Portugal.
Voamos a uma altitude de trinta e cinco mil pés, numa aeronave quase repleta de portugueses com uns espanhóis misturados. Confesso que não gosto de viajar de avião. Não me dou com as alturas e no levanta e desce, o meu corpo estremece.
São duas horas e meia a recordar momentos. A adivinhar recepções e a desejar um abraço bem longo.
Foram dois meses de intensa adrenalina em sobressaltos. A distância faz mossa e com o acumular dos dias abre uma cratera de saudade. Ficarei uma semana, poucos dias para matar as loucas saudades.
 Entretanto sobrevoamos Paris, rumo a Nantes e meia hora depois, entraremos nas Astúrias para nos dirigir finalmente de aeronave em riste, na direcção da invicta.
Será, uma semana de horários riscados. De despertador silencioso e de descanso necessário. De saborear a nossa comida que só de pensar, já me leva água à boca. E de fazer trinta por uma linha.
 Uma hora e um quarto já se foi, nesta viagem que corre sobre asas. Portanto estou a meio, em dez quilómetros de altura.
As bebidas caras como ouro já circulam pelo corredor e não tarda, é anunciado os perfumes cá da casa a preços de fazer inveja à exclusividade.
 Metade da tripulação já cochila. Lá se foram as risadas e o choro das crianças. O meu colega pegou-se ao banco, num sono de inclinar a cabeça.
Senti mesmo agora, um calafrio a percorrer-me todo o corpo. Já dura uns minutos que são infinitos.
Ufa, tudo acalmou! Voltou de novo, devemos estar a entrar em Espanha. Dali, nem bons ventos nem bons casamentos.
Agora são as rifas para ajudar as instituições. Adquira uma, leva duas. Se comprar o pack, oferecemos-lhe o dobro. Matraqueava a hospedeira.
Não adiantou! Os passageiros praticamente ignoraram.
Agora vou relaxar um pouco fechando os olhos, para ver se a viagem termina. Que descansar, mais uma sacudidela e de novo a tremideira.
 já se distingue as luzes da bela cidade do Porto. Que beleza! Por momentos esqueço onde estou e contemplo a maravilha dos imensos pontos luminosos. Sol de pouca dura! A aterragem anuncia-se. O avião balança. O silêncio impera. Por fim o avião toca o solo e a redução drástica da velocidade é audível.
Pronto, aguardo quem me venha buscar no meio da multidão, que abraça quem há muito tempo não via.

domingo, 13 de setembro de 2015

Fazemos uma festa quando um ditador é Derrubado






Nós, o povinho, fazemos uma festa quando um ditador é derrubado e melhor de tudo, quando paga pelos seus crimes.
Só que hoje os ditadores são derrubados quando os interesses dos poderosos (muito mais ferozes que os ditadores que nós aplaudimos quando derrubados), assim o entendem.
Basta ver o ditador Kadhafi. Foi corrido a murro e pontapés, o seu cadáver passeado a rastos pelas ruas da capital e o mundo dando graças a Deus por mais um, ter ido para o inferno.
Passados uns tempos ainda bem recentes, a Líbia país que Kadhafi, governava com mão de ferro. É um país sem rei nem roque e o povo outrora vitorioso pela morte do ditador, foge a sete pés pelas saídas do país sem amarras, rumo a uma Europa tão perto que todos oferecem o que têm e não têm, para fugir de dezenas de ditadores que assumiram o lugar do morto.
 A Europa chorando lágrimas de crocodilo, pelas atrozes mordidelas que o povo líbio tem recebido, acolhe-os de braços abertos nas casas que os países europeus retiraram ao seu povo, por via do flagelo social impôs-to cá no velho continente.
Perante isto é dizer: Nós cá dentro olhamos para os de fora, oferecendo-lhes o cabaz de Natal ainda longe. Esquecendo-nos dos que cá estão, cravados nas entradas dos prédios e nas estações do metro e……
Dizer dos Líbios é o mesmo que dizer dos Sírios.
E no meio de tantos refugiados, juntam-se os terroristas que vão escurecer a Europa acolhedora e minha nossa senhora do alívio, vai ser um inferno para quem estiver no local errado e na hora errada.
Aprender a viver neste mundo hipócrita que o homem teima em perpetuar. É mais terrível do que viver ao lado de um presumível suicida.
Porque pela via dessa hipocrisia, somos levados a temer tudo e todos e com toda a certeza, vamos morrendo aos poucos, numa morte lenta e horrenda.