domingo, 8 de novembro de 2015

Sinto-me Estafado




A noite está agradável, por isso fui ao encontro dela para me oferecer alguma diversão.
Mas logo senti que não era dia para bailaricos e paparicos.
O café expresso, deu um ar da sua graça aliviando um pouco o cansaço da longa semana. E ajudou-me a suportar as mesmas caras por momentos, deixando correr o tempo, como forma de me decidir a dar um fora, de onde não me sentia bem.
Sinto-me estafado de ouvir o que não entendo e tentar falar o que não consigo aprender.
E viro múmia vezes sem conta numa cidade a cantarolar diversas línguas e de todas elas, só faz parte do meu reportório meia dúzia de frases em espanhol e palavras soltas de um italiano decorado à tanto tempo, que algum acordo ortográfico já riscou do mapa.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Os Portugueses são como os Figos




Os Portugueses são como os figos, têm a sua época!
 São apalpados e alguns devorados, entretidos nos receios dos papões que os faz cair no revolvo sem fundo, mal eles sabendo que já lá estão há tanto tempo, que do tempo já nem memoria têm.
 Os que ficam, agarram-se às cordas lançadas traiçoeiras, pelos marinheiros sem bóias, deixando-os agarrados a essas mesmas cordas, impregnadas com o banho da cobra, que de mão em mão, vão-se deixando desgastar, porque não conseguem transpor o pescoço das águas mortíferas.
 Apodrecem na obscuridade!
Os que se limitam a deixar correr o tempo, com ainda anseios de que esse tempo lhes ofereça os sonhos, que se consomem a qualquer momento.

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Por Três




Por três se dá largas à alegria, Por três se desce à terra mergulhado na melancolia.
Quando da noite se faz dia!
Por três se conquista o trabalho, o descanso e a alegria.
Uma fortuna nos dias a quem os ilumina!
Por três se inicia a geração de uma família.
Aumentando ao longo dos anos, mergulhada no amor e na almofada!
Por três princípios se rege a fisionomia: beleza, saúde e alvorada.
Não há mais nada!
Por três princípios se define a imagem: honestidade, inteligência e amizade.
São milhões a apregoar e poucos deles a demonstrar.
Por três valores se corre a vida inteira: Paz, sorte e amor.
Alguém que seja o primeiro!
Por três missões definimos as nossas intenções: voluntariado, crente e estar presente.
Nenhuma delas, estamos omnipresente!
Por três ocasiões estamos bem perto de Deus: no Baptismo, na Comunhão e no Casamento.
Hoje recordamos esses momentos.
Por três se fez a nossa infância: escola, futebol e esperança
Tirando a escola, a catequese era salvação não a esperança!
Por três momentos se desfaz uma família: desemprego, crise e perda de valores.
E lá se foi o amor!
Por três momentos tememos pela vida: depressão, traição e solidão.
E muitas vidas se vão!

domingo, 1 de novembro de 2015

Nunca estou Longe






 A beleza de uma imagem, vale mais que mil palavras!
Um pequeno grande clube, de poucas receitas mas de enormes proezas. Oferece a jovens momentos de rara beleza. Em lances que espelham a maravilha de um desporto, que eleva a emoção de um lance que pode terminar numa enorme explosão de alegria.
Vinca para recordar, momentos únicos que se repetem ao longo de uma carreira, caminhando no crescimento de jovens sedentos de espectáculo dentro do próprio que tem um fim: vencer.
Mas mais que vencer, é a alegria em diariamente partilhar um grupo que se conhece desde os tempos das vozes de menino e com o decorrer dos anos, percorrendo pavilhões, onde deixam as mazelas de encontros rijamente disputados. Tornam-se em gigantes adolescentes de barba rija e voz de comando.
Por isso partilhar destas imagens (a quem agradeço vivamente), de alguém que nos é muito querido, tão longe mas que me chega bem perto. É a alegria de saber que o desporto puro e maravilhoso, também é o caminho, para me chegar bem perto o meu menino.


quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Queria Criar o meu Mundo




Era miúdo, ainda mal conhecia o mundo, mas já tinha uma certeza! Queria criar o meu mundo.
Cedo descobri que vivia num meio onde não queria viver, embora fosse obrigado a suportá-lo.
Então fechei-me numa redoma e aos poucos, mediante o que a vida me dava a conhecer, fui dando forma ao meu querer e com o decorrer dos anos, consegui viver tão profundamente o que me dava mais prazer.
Foram anos de clausura dentro do meu dia-a-dia que pouco me dizia e viver um pouco no mundo da lua, era a salvação de não cair numa nostalgia comprometedora.
Vezes sem conta via-me a falar sozinho.
Vezes sem conta via-me a sonhar acordado.
Vezes sem conta via-me só, mas os meus sonhos seguravam a certeza de com o tempo, conquistar o que o meu coração desejava.
Não conhecia o ódio.
Não praguejava para quem quer que fosse. Não replicava para quem era teimoso.
Deixava que criassem lá fora (do meu mundo), a imagem que lhes apetecesse sobre mim. Isso era insignificante, quando tinha todo tempo do mundo para conquistar.
Muitos sentiam ira de mim por estar no meu mundo, mesmo junto ao deles e “obrigavam-me” a fazer do mundo deles, o que o meu não podia fazer por eles.
Por isso as dores de cabeça começaram a ser constantes e por momentos, recolhi-me de novo no mundo das estrelas e o seu brilho alegravam a minha súbita tristeza.
Mas é melhor estar com os pés bem assentes na terra segurando o meu corpo, que me conduz de novo ao meu mundo real, que hoje está revestido de ternura sobrenatural.