domingo, 15 de novembro de 2015

Estão tão Perto




Em cada atentado, vivemos horas e horas apreensivos.
 Imaginamos o local devastado pelas balas assassinas.
Pelos corpos inertes no chão ensanguentado e destruído pelo terror em tentar fugir pelo buraco da agulha.
Pelas imagens logo a seguir ao massacre ainda se avistando vestígios de pólvora ardente, misturado com o que resta de dezenas de inocentes.
De paramédicos impacientes e outros mais descrentes em tentar salvar vidas. Que mesmo se salvando, se mudarão para sempre.
Em militares fortemente armados, depois do caos instalado, esperando sei lá o quê? Talvez surjam outros terroristas enlouquecidos!
Passados uns dias, esquecemos e olhamos pela nossa vida. Nada mais sobra que voltar à vidinha, já de si um tanto ou quanto crítica, em virtude do que nos prometeram, que logo viraram mentiras.
Por vezes sentimo-nos reféns de imensos terroristas.
Sejam eles de arma em riste, roubando-nos o que nos alimenta para a vida. Ou de braço no ar, aprovando medidas assoladoras que nos mingam a alegria.
Até mesmo em discursos eloquentes de uma dor banhada em lágrimas de crocodilo.
Estão tão perto, que já não receamos pela própria vida!


sábado, 14 de novembro de 2015

O mundo sente o Sofrimento




Por momentos as estrelas desapareceram do céu, tamanho o pânico na terra!
Os gritos de medo só se calavam pelas balas assassinas. Que se soltavam às centenas, das armas dos terroristas que semeiam o caos tanto na terra, como no céu.
O terror invadiu Paris, fazendo tombar para sempre os inocentes. Que nem sonhavam serem surpreendidos pelos assassinos, encobertos pela noite.
A dor incrustou-se definitivamente na mente dos Europeus, sempre abertos a receber quem para lá das nossas escancaradas fronteiras, entram para encontrarem a paz e alguns cerrar os dentes para descarregar o sofrimento, num ódio sem precedentes.
O mundo sente o sofrimento e a solidariedade é o único alento. Para minimizar a dor que ficará para sempre nos que perderam alguém tão dramaticamente.


domingo, 8 de novembro de 2015

Estamos Certos





Será que podemos estar enganados?
Sem dúvida que sim!
Mas no recanto dos nossos pensamentos, sentimos que por vezes tomamos decisões infelizes, mas logo nos levantamos e abanamos a cabeça para expulsar tais pensamentos.
Deixamo-nos conduzir pelo nosso orgulho, claro como a luz do dia e levantamos o olhar para nos levar ao encontro da confirmação em ter a certeza, que com toda a certeza, estamos certos da decisão tomada.
Levamos por isso uma vida a contrariar a natureza dos nossos corações, para conduzir o nosso espírito nas melhores decisões.
E certos do melhor caminho a tomar, assobiamos para o ar esperando que o novo dia traga: o mesmo do anterior, porque assim colhemos o que constantemente semeamos.
E já se foram imensos dias e longas noites a mudar o nosso aspecto exterior para sentirmos algum conforto carnal e perdemos imenso do nosso amor a contrair desejos que nos amortalham os membros.
Depois de uma manhã fresca a respirar a pureza do ar que a noite deixou a pairar. A tarde adivinha-se calma por entre risadas agudas, que exteriorizam o que a nossa mente é levada a soltar, na maioria das vezes sem corresponder à realidade presente.


Sinto-me Estafado




A noite está agradável, por isso fui ao encontro dela para me oferecer alguma diversão.
Mas logo senti que não era dia para bailaricos e paparicos.
O café expresso, deu um ar da sua graça aliviando um pouco o cansaço da longa semana. E ajudou-me a suportar as mesmas caras por momentos, deixando correr o tempo, como forma de me decidir a dar um fora, de onde não me sentia bem.
Sinto-me estafado de ouvir o que não entendo e tentar falar o que não consigo aprender.
E viro múmia vezes sem conta numa cidade a cantarolar diversas línguas e de todas elas, só faz parte do meu reportório meia dúzia de frases em espanhol e palavras soltas de um italiano decorado à tanto tempo, que algum acordo ortográfico já riscou do mapa.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Os Portugueses são como os Figos




Os Portugueses são como os figos, têm a sua época!
 São apalpados e alguns devorados, entretidos nos receios dos papões que os faz cair no revolvo sem fundo, mal eles sabendo que já lá estão há tanto tempo, que do tempo já nem memoria têm.
 Os que ficam, agarram-se às cordas lançadas traiçoeiras, pelos marinheiros sem bóias, deixando-os agarrados a essas mesmas cordas, impregnadas com o banho da cobra, que de mão em mão, vão-se deixando desgastar, porque não conseguem transpor o pescoço das águas mortíferas.
 Apodrecem na obscuridade!
Os que se limitam a deixar correr o tempo, com ainda anseios de que esse tempo lhes ofereça os sonhos, que se consomem a qualquer momento.