terça-feira, 8 de março de 2016

Dia da Mulher






Mulher que és poeta dos teus lamentos
Mas sem folga para distribuíres belas paixões
Nós homens, colhemos de ti, maravilhosas emoções
Que raio dedicar-vos um dia? Se precisamos de vós todos os dias!

domingo, 6 de março de 2016

E a fezada Era




Acordei pela claridade da janela, depois de uma noite com uma rosa na farpela.
Existe sempre uma rosa para ser colhida mesmo num clima, que dá mais voltas do que eu, pelo dia fora.
 Sabia que se jogou o dérbi, mas nada conhecia das incidências da partida.
Tinha um prognóstico, quando procurei o trem para me trazer de volta e a fezada era, que o Glorioso tinha vencido por uma bola.
Esqueci por momentos a rosa pousada num vau de escada atapetado de vermelho. Na noite nem percebi, já dia me lembrei, que era um prenúncio de vitória.
Um benfiquista é benfiquista nos confins de longos abraços. Ou em copos a transbordar de cerveja com evidente gravata.
E mal cheguei, mais feliz fiquei pela vitória!
Existem jogos que tudo fazemos para em dúzias de remates, fuzilarmos a alma do adversário e no final os louros vão, para quem em três descidas à nossa baliza comemorar a conquista de mais que três pontos.
Outros pé ante pé, chegamos ao fundo das redes do rival ancestral. E depois toca a recolher os heróis para a guarida da nossa área e esperar que o apito final seja a coroação do objectivo inicial.
A rosa sempre permanece vistosa!
 E a vitória abriu as portas a mais que merecida glória.

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Uma Flor recolhida




Ontem ninguém punha um pé na rua. 
O frio era mesmo de estalar os meus frágeis ossos.
Mas tinha que pegar uma flor tão recolhida, que só lhe vislumbrava os olhos.
Carinhosamente trouxe-a para casa. Onde o quentinho era melhor que a almofada.
Almoçamos feijão encarnado e barrinhas da Iglo alaranjadas.
Descrevemos cada um, a nossa vida, sobre ondas sem lembrar mar sereno.
Oferecemos mutuamente o que, cada um desabrocha no momento.


sábado, 27 de fevereiro de 2016

Até já Chefe




Quando se partilha:
O trabalho!
 Com a roupa misturada e as camas enroladas pela madrugada, que nem deixa margem para puxar as orelhas aos lençóis, visto a noite nos levar para as entranhas dos pendurais e os tectos para decorar, com as placas que nos obrigam a produzir os metros lineares, que será o pagamento mensal.
Quando se partilha:
Segredo de almofada!
 Em duas camas desviadas por metro e meio de desabafos, até que o sono rouco mande o corpo descansar sem avisar e o despertador violentar as necessárias horas para descansar.
Quando se partilha:
As moedas que escapam!
 Do salário que nunca é farto. Para descomprimir o stress de uma semana intensa de desgaste. Onde exigir é o mais fácil e produzir, a satisfação máxima.
Quando se partilha:
Meses intensos de bordoada, com o sol a esturrar os pensamentos e a chuva intensa, a desgastar os ossos já rangentes.
Quando se partilha:
Durante meses contínuos, com alguém que sei ser amigo. Que nada pede devido ao seu feitio e tudo oferece quando sente que tem um grande amigo.
E embrulhado no meio disso, é o responsável pelo nosso destino!
Vê-lo partir é doloroso, mas gratificante pelo profissionalismo!

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Uma cesta com uma Dúzia




Na Páscoa, vou oferecer uma cesta com uma dúzia de ovos coloridos.
Escolherei:
 O céu, a lua.
 Estão comigo dia e noite!
 Uma rosa, um coração. 
Ligamento perfeito de um paixão!
O sol, um sorriso.
 A beleza de um dia perfeito!
 Uma paisagem, um gatinho fofo.
 A beleza da criação, um animal de estimação!
Um jantar romântico, a praia deserta.
 A certeza de uma relação!
Faltam dois…..
Uma vela e um abraço.
 Duas formas distintas e quentes de conforto.