domingo, 24 de julho de 2016

Delicioso





Delicioso sentir a chama fresca da manhã, pela janela que resguarda o silêncio da noite.
Delicioso sentir a chama fresca da manhã, depois de adormecer relembrando a felicidade de momentos.
Delicioso sentir a chama fresca da manhã, convidando passear pelos trilhos que serpenteiam o rio tão perto, que sinto a frescura da florestação e o leve silvar da pouca corrente sem alteração.
Delicioso sentir a chama fresca da manhã, mesmo quando alguém faz questão de alterar a minha boa disposição!


sábado, 16 de julho de 2016

Somos um povo macabro




Vivemos das alegrias do desporto e das tristezas que ocorrem nomeadamente em França e de golpes de estado de portas escancaradas.

Enquanto isso, o País é governado na sombra desses acontecimentos que desviam a atenção do povo.
E a seu belo prazer, governa-se um País quase sem rei nem roque, visando o favorecimento de alguns em prol da desgraça dos milhões de restantes. E passamos ao lado das grandes questões que mais cedo ou mais tarde, mergulham as nossas esperanças, nas catacumbas da calamidade.
Lutamos arduamente pelo fim da ditadura muitos anos imposta. Demos corpo às armas da repressão e assumimos de norte a sul, a mudança tanto desejada.
Com ela adquirimos direitos fundamentais que nos conferiram uma qualidade de vida tanto desejada.
Com o tempo, adormecemos nesses direitos adquiridos e deixamo-nos levar pelas promessas de uma geração de jotas, nascidos para aniquilar as nossas conquistas e deixamo-nos governar por esses imbecis, que mais não fizeram do que preocupar-se com eles próprios.
Hoje perdemos a luta arduamente travada. E demos voz às mentiras de slogans descabidos e recolhemo-nos em nós próprios, esperando que o mal dos outros, seja a esperança do nosso bem-estar.
Perdemos toda a força que conquistamos, com a liberdade da geração dos nossos pais. Que nos conseguiram oferecer melhor pão, do que o deles, amassado pelo diabo.
Perdemos autonomia como um país soberano, regido pelas directrizes de uma Europa viciada nos rombos de três países, que regem o destino de milhões escravos ao seu serviço.
Perdemos dignidade ao vermos compatriotas estuprando famílias e amigos, num desespero incontido e deixamos andar, porque sempre pensamos, que só acontece aos outros. Somos imbecilmente pensamos nós, imunes a desgraças.
Somos um povo macabro. Apenas porque ainda não há muitos anos, travamos longa batalha para simplesmente fazermos voz à nossa liberdade!
Enquanto isso, o País é governado na sombra desses acontecimentos que desviam a atenção do povo.
E a seu belo prazer, governa-se um País quase sem rei nem roque, visando o favorecimento de alguns em prol da desgraça dos milhões de restantes. E passamos ao lado das grandes questões que mais cedo ou mais tarde, mergulham as nossas esperanças, nas catacumbas da calamidade.
Lutamos arduamente pelo fim da ditadura muitos anos imposta. Demos corpo às armas da repressão e assumimos de norte a sul, a mudança tanto desejada.
Com ela adquirimos direitos fundamentais que nos conferiram uma qualidade de vida tanto desejada.
Com o tempo, adormecemos nesses direitos adquiridos e deixamo-nos levar pelas promessas de uma geração de jotas, nascidos para aniquilar as nossas conquistas e deixamo-nos governar por esses imbecis, que mais não fizeram do que preocupar-se com eles próprios.
Hoje perdemos a luta arduamente travada. E demos voz às mentiras de slogans descabidos e recolhemo-nos em nós próprios, esperando que o mal dos outros, seja a esperança do nosso bem-estar.
Perdemos toda a força que conquistamos, com a liberdade da geração dos nossos pais. Que nos conseguiram oferecer melhor pão, do que o deles, amassado pelo diabo.
Perdemos autonomia como um país soberano, regido pelas directrizes de uma Europa viciada nos rombos de três países, que regem o destino de milhões escravos ao seu serviço.
Perdemos dignidade ao vermos compatriotas estuprando famílias e amigos, num desespero incontido e deixamos andar, porque sempre pensamos, que só acontece aos outros. Somos imbecilmente pensamos nós, imunes a desgraças.
Somos um povo macabro. Apenas porque ainda não há muitos anos, travamos longa batalha para simplesmente fazermos voz à nossa liberdade!

Retirei do Bolso




Retirei do bolso migalhas de amor e lancei-as ao ar, para o vento as levar!
Devorei esse amor com uma fome de lobo. Era demasiado intenso e maravilhosamente delicioso.
Necessitava dele como o sangue que me corria nas veias e ofereci o coração, sem perceber, que a alma estava já refém desse amor imaculado.
Vivia-o como o ar que respirava e depois de o partilhar sentia-me jovem e revigorado.
Era as minhas energias para a ausência forçada e os momentos saboreados, aproximavam-me hora a hora da minha fada amada.
O amor infelizmente tem sempre um fim. Quando pensamos que se assemelha à água que corre nos rios, branca como marfim.
Sobraram as migalhas, soltadas sem dor.
Mas a semente continua presente. E não tarda brota como uma serpente.
Enorme e omnipresente, enlaçando corpos sedentos de amor há bastante tempo ausente.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Fizemos maravilhosa História





Passei a esta hora por aqui para me recordar de uma campanha em torno da nossa Seleção.
Cada jogo era a ansiedade e por vezes pela tarde, terminava o trabalho mais cedo (depois repor, tristonho), para assistir a jogos que deixavam a desejar, pelo fraco rendimento no relvado.
Em três jogos, três empates e o apuramento caído do céu, pela bênção de Nossa Senhora de Fátima. Um augúrio para o resto do Europeu!
A euforia era estrangulada pela inquietude do regresso mais cedo a casa.
Vieram os apuramentos e com sorte à mistura, seguimos em frente, com o sonho já aquecido pela realidade.
Comemorávamos no bar do PEPPO e depois saíamos pelas ruas desertas, gritando como loucos. Fazendo ouvir pelas janelas ainda entreabertas, a alegria de conquistarmos mais um degrau que nos levaria a Campeões da Europa.
Perdia o sono pela louca excitação e umas horitas depois, levanto-me para a empreitada. Não existe perdão mesmo com a crente maravilhosa emoção.
Na final, sempre acreditei e não parei de pontualmente escrever o meu sentimento.
No dia D, de todas as decisões. A França mascarada de negro, determinou vencer com as artimanhas do costume.
Eram negros de porte atlético que assustavam os nossos pobres miúdos.
Resolvemos jogar com a mesma moeda e, do banco saltou o nosso pretinho da sorte, que resolveu o jogo em três tempos: cavou faltas, amarelou três franceses e fez o golo, que ficará para a história dos nossos netos.
Antes disso, por vezes me irritaste Seleção amedrontada!
 E um pouco desanimado, presenciava o pavor estampado dos nossos jogadores, naquele relvado pintado de azul petulante.
Por fim já habituado, desde o pontapé de saída. Que até ao apito final, o crer e a sorte nos acompanhava. Levantaste-me do marasmo e gritei bem alto, somos Campeões Caralho!
Somos Campeões, de uma Europa que nunca acreditou que o patinho feio e endividado, fizesse maravilhosa história.