quarta-feira, 2 de novembro de 2016

O próximo tem raízes para Sobreviver





Como podem as pessoas entenderem-me, se só busco a alegria em conseguir passar os dias, da melhor maneira que entendo?
Digo pessoas, as que me estão verdadeiramente ligadas.
E para que consiga esse pábulo, deixo essas pessoas com a sua vidinha. Não interferindo em nada. E como tal, também tenho o direito de exigir o mesmo!
Confio em quem quer partilhar os meus desejos e anseios. Mostrando que o mesmo será mútuo, só assim uma ligação dará frutos.
Disparam por vezes impropérios dolorosos, porque sentem que a minha alegria provém da rebeldia, quando é fruto do prazer que me é oferecido!
E eu só corro em busca de um olhar sorridente, ou de uma conversa inteligente. Quando a solidão desbasta-me de tantos dias, entrincheirado na imigração descaroável.
Nada mais me interessa, porque a quem me ligo, por vezes peca por excessos de guilhotina bem perto. Que tento libertar o pescoço, antes que se livre da minha por vezes saturada cabeça.
A distância que me separa dos olhos que por vezes disparam monções de revirar sepulturas é inimaginável, no momento que os leio!
Mas passados uns momentos, vivo a acalmia e absorvo a bonança cândida. Saboreando sensações que me elevam para lá, do sonho mais inatingível!
A vida é demasiadamente curta para nos beliscar os pensamentos.
Viver um dia de cada vez é, saber que o próximo tem raízes para sobreviver e assim sendo, alimentamos a árvore da vida e mesmo que poucos frutos ofereça. As raízes alongam-se e constroem o caminho que nos abre a esperança no futuro!

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Ele continuará a viver com Alegria





Domingo pela manhã, ainda se sentia vestígios de uma noite banhada em recordações de trabalho pela Europa fora e de copos já com crosta por cima da mesa de licor barato, que fazem alegrar a maioria. E no meio de tantos portugueses cerrados pelas rugas de uma vida dura. Um, queixava-se de um pé inchado, como algumas barrigas expostas pela sala desarrumada.
O homem era duro de roer, mas a dor no pé era mais forte do que o sorriso já amarelo pelo rosto mesclado de anos a amargar o betão envolvido em ferro. E não restou alternativa do que ir ao hospital, resolvendo de uma vez, com a injecção do costume, uma dor maluca.
No início eram sorrisos e graçolas de circunstância.
 Mas logo depois, o semblante torna-se carregado e as lágrimas assolam a rostos transfigurados!
O colega volta da urgência em cadeira de rodas e sobre a perna direita, um risco bem nítido do pé ao cimo da coxa. Marcava o corte que seria feito antes que (mais uns dias) e, lá se ia a perna devido à artéria principal estar perigosamente entupida.
O colega não consegue aguentar as lágrimas.
 E assistir num homem duro, onde anos de cortes profundos e quedas sem poiso, nunca fizeram libertar lágrima que fosse!
A decisão urgente de substituir a artéria principal, antes que a amputação fosse o único caminho para a solução?
 Não se aguentou a angústia de ver um colega que horas antes entrou no hospital, no meio de graçolas habituais. E vê-lo subir ao terceiro andar, para uma cirurgia de quatro horas infinitas. É uma dor que nos mostra o quanto somos indefesos, nesta vida que por vezes a desleixamos, ingenuamente imprudentes.
Hoje feriado, fomos visitar o Azevedo!
Tristes e prontos a dar a moral mais elevada possível, a um colega que desde que cá chegou, não tem tido a sorte que lhe é merecida.
 Lá o encontramos, com as marcas bem visíveis de uma cirurgia que por pouco não lhe roubava a ainda elevada alegria, em continuar a viver esta vida.
Foram momentos apertados, para lhe dizer algo que fosse.
Mas momentos depois a alegria voltou e no meio de piadas já banais. Sentimos que o Azevedo estava feliz por nos ver e sentir como nos apercebemos, que cá estamos, para tudo o que necessitar e regressamos com a certeza que o colega rapidamente recuperará.

domingo, 30 de outubro de 2016

Do tamanho da tua Passada




 Um dia irás correr de mão dada!
 Pelas pradarias da Holanda.
Colhendo tulipas sem fim, que rodeiam as casas com telhados em bico.
De volta ao teu poiso familiar, subirias ao cimo do monte para poder respirar aquele ar puro e sentir aquela paz que só a Natureza transmite.
 E da enorme quantidade de tulipas que colheste. Serias obrigada a soltá-las uma a uma e, apercebias-te na tua felicidade sem limites, que elas ganhavam de novo vida e abriam-se numa beleza colorida. Que cunhariam o prazer desse maravilhoso dia.
Pela noite, ainda de mão dada, com quem te ofereceu um coração do tamanho da tua passada. Irias sentir sem resistir, o meu amor à minha maneira. Bem longe de ti, mas tão perto, que os nossos corpos falariam por nós!
Desenhava a configuração do teu corpo esculpido no meu lençol que me afaga do cansaço, de uma forma perpétua. Para quando acordar, sentir o aroma forte das tulipas e a doçura do teu respirar. Até que o dia se desvaneça e a noite me traga de novo o teu recordar.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Agitação sem Precedentes




A vila está numa agitação sem precedentes.
Depois da reabertura do Spar, com promoções a fazer deslocar pessoas de terras distantes. Numa azáfama de fazer inveja a outras superfícies da zona. Onde a cerveja feita na fábrica paredes meias com o Spar, esgotou ao terceiro dia, quando era para ser levada até aos oito dias de duração da louca promoção. E não foi pelos portugueses, esses coitados bebem até arrotarem a comida enlatada. Foi pelos Austríacos, que cá para mim é alimento para toda a família.
Eis, que surge Monster Truck, para esmagar carros que ainda davam para umas curvas em Portugal e dar show, para o povo esquecer as amarguras da vida e com meia dúzia de trocos, passar uns bons momentos. E logo com o surgimento do sol, para mais abrilhantar a tarde.
Camiões carregados de carros sarapintados de cores garridas, com rodas enormes que tudo esmagam. Aguardam a vez de se porem a postos num rali sem entraves de qualquer espécie.
Mas o espetáculo não cativou!
Espaço reduzido e estilhaçar meia dúzia de carros não deu para grandes euforias, embora o barulho dos motores era ensurdecedor. E meia hora depois, dei um salto até à Alemanha que fica a uma dúzia de quilómetros.
Avenida repletas de lojas. Tudo se vende, tudo é consumido!
O dinheiro abunda, as pessoas consomem o que a vista adora.
Vive-se confortavelmente por estas bandas. E viver neste ambiente é reconfortante e ajuda a darmos o melhor para ganharmos o máximo que pudermos!
Viver assim num país onde a todos é oferecido uma oportunidade para conquistar o futuro, é a qualidade de vida tão almejada.
E assim passei o primeiro feriado por terras de Mozart.

domingo, 23 de outubro de 2016

Nunca Esqueças




Nunca esqueças o teu passado! Porque oferece-te a única oportunidade de continuares a sentir a alegria em viver, no futuro.
Nunca esqueças o passado! Porque oferece-te a derradeira oportunidade de não cometeres os mesmos erros no futuro.
Nunca poderás esquecer o passado! Porque nenhuma esponja, consegue apagar o seu percurso.
Nunca esqueças o passado. Porque foi ele que te deu a conhecer pessoas que já não fazem parte deste mundo!

Vive o presente! Já que a cada hora, sentirás com o teu pensamento, tão próximo o futuro.
Vive o presente! Já assente na maturidade das tuas atitudes, a preparação do teu futuro.
Vive o presente! Sendo mais forte que o teu orgulho e, correrás feliz de encontro ao futuro.

Vive o futuro! Tão próximo como bem longe dos teus anseios. Será o objectivo a alcançar a cada minuto
Vive o futuro! Com uma mão aberta às oportunidades. E a outra, fechada para te precaveres das contrariedades.
Vive o futuro! Tendo em conta que o presente, é o caminho para o alcançares suavemente
Vive o futuro! Com o que conseguiste almejar no presente e sabendo como o passado te fez crescer, ainda com a tua personalidade a florescer.