sábado, 14 de janeiro de 2017

Sexta feira Treze





Foi no dia treze e logo numa sexta-feira. Que descobri que alguém reencontrou a felicidade!
Esse, alguém, que bem conheço. Que tanto lutou para não ser feliz (penso ser essa a sua maior lacuna), mesmo sabendo que era a companhia mais bela que o acompanhava. Voltou de novo a ser feliz. Junto de uma pessoa, agora reencontrada.
Recordo os últimos momentos que a vi!
Já denotava alterações físicas e emocionais próprias de uma mudança anunciada, que me espantaram sem conseguir esconder a estranheza.
Gestos indiferentes. Atitudes frias e irreverentes. Respostas ausentes. Lágrimas soltas num pequeno instante.
Por isso me regozijo com a felicidade dela agora reencontrada e confessou-me de uma assentada.
Falávamos imensas vezes do mesmo até à exaustão!
 E demasiadas vezes senti, que ela necessitava urgentemente de encontrar alguém que a fizesse feliz!
Lhe oferecessem uma felicidade de encontro ao que desejava e agora que mo confessou, sinto alegria por ela, dado que foram dias imensos a praguejar para o boneco.
Mesmo longe, sinto o seu contentamento. Sinto de novo o seu sorriso maravilhoso e o olhar belo, que me fizeram lutar pela sua amizade.
Espero quando voltar. A encontrar!
 E sentir de volta aos seus olhos toda a alegria como a quando conheci.

Toda a noite Nevou





Levanto-me ainda meio ensonado.
Com as queixas do costume: estava muito bem na camita, logo agora que estava a dormir como um catraio e vem este despertador a cortar-me os sonhos puros e a mandar-me para o intenso frio lá fora, antes que chegue a hora, de entrar para a obra.
Com um olho aberto e o outro ainda fechado.
Ainda com ressaca remelada, apesar da água fria, que lanço para as fuças.
Tomo só um café para despertar o destino, porque apetite é fastio.
E deparo com este cenário?
Fico logo, de olhos esbugalhados e arrepiado!
Toda a noite nevou!
Toda a noite o vento assobiou pela janela do quarto. Silvando a maldade de um inverno maldito.
Toda a noite fustigou as brechas do edifício. Mas eu queria estar mais tempo na camita, sonhando com os meus meninos.
Toda a noite foi imensamente curta para esquecer a tortura, de tempos recentes onde impera a diabrura.
Agora é tempo de descanso. Posso dormir uma eternidade e passear pela calçada, mesmo que a neve me obrigue a caminhar com dificuldade.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

O branco deambula pelas Estradas.




O edifício é todo envidraçado pelos corredores que ligam os dois lados.
E como constantemente percorria-os, deparava-me com a vista maravilhosa da neve caindo lá fora
Houve alturas que colava os olhos ao vidro para contar os flocos que caiam deslizando pelo meu trilho.
Eram contínuos e geometricamente desenhados logo que se solidificam no contacto com o frio e acumulam-se ordenadamente. Formando um manto macio, que nem as aves se atrevem a desordenar maravilhoso jardim tão branco como o paraíso.
 E caiu todo o dia!
Por vezes vinha fumar um cigarro e deixava que ela me caísse pelo corpo abaixo.
Calquei-a suavemente e enchi as mãos com a sua frescura e beleza de um branco imaculado.
Agora noite cerrada, olho de novo a vidraça da minha casa e o branco deambula pelas estradas.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Não sei como vai ser o novo Ano




Não sei como vai ser o novo ano! Se por aqui ou do outro lado.
Sei! Que vai ser alterado.
Tenho a esperança de caminhar noutras calçadas.
Percorrer desconhecidas estradas, para me levarem de encontro ao sossego esperado.
De encontro ao destino já traçado no coração desejado. Que bate apressado, por decisões já demoradas.
Não tenho pressa.
 Não vivo em stress e não me escondo nas muralhas que o tempo desgastou. Com promessas para uma vida inteira e de tão longa, se pulverizou num momento que parece renascer com o tempo.
Não sei como vai ser o novo ano!
Se ainda demorado por aqui, ou se parto com o brilho do festejo e do desejo envolvido na euforia.
É a adrenalina do instante. Carregando o atrevimento em sacudir emoções já escondidas com o tempo.
Não sei como vai ser o novo ano!
Se mergulhado nas recordações passadas ainda com marcas avermelhadas.
Se dou azo a novas conquistas de portas pesadas semiabertas, oferecendo-me pradarias esbeltas, com o sol a despontar mesmo encoberto.
Não sei como vai ser o novo ano!
Sei. Isso, tenho a certeza. Vai ser o meu ano!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

O Natal é a chama do Perdão




O Natal está próximo, com o carinho de todos bem exposto.
Acontecimento único para abraçar toda a família que se junta, muitos deles, vindos de longínquas partes do mundo.
Tempo de reviver memórias de infância, que o Natal marcou como a certeza da esperança.
Tempo de abraçar quem não sente o amor tão presente.
Oferecido há tanto tempo, que foge como judas da traição maluca nos braços do mistério, que se lançou com ganas de superar a vingança prometida.
O Natal é a chama do perdão. Para que os nossos corações batam sem ressentimentos. Com folga mais que suficiente, para que o amor se eleve como um mandamento.
Como o Natal infelizmente não é todos os dias. Vivamos este momento com enorme harmonia.