sexta-feira, 14 de abril de 2017

Da ressureição à Aleluia





Cristo arrastou a cruz até ao Calvário, oferecendo-nos a fé sem limites!
A Páscoa simboliza, o recolhimento perante a dor e o sofrimento.
Para atingir o apogeu, na Aleluia da ressurreição.
Mesmo longe, recolho-me em alguém que há mais de dois mil anos, deu a vida por todos nós.
Fortificando a minha fé, para derrubar as montanhas pedregosas que, impedem a minha caminhada.
Santa Páscoa para todos!

domingo, 9 de abril de 2017

Não se ouve um rugido. Não se ouve uma Voz





Depois de uma noite, onde as estrelas brilharam no firmamento de enfeites e fumo constante. Que punham a delirar quem se divertia em poucos metros quadrados, acotovelados para um pé de dança e já no final, descarregar o muito álcool em acrobacias exageradas.
Curtir este dia maravilhoso, olhando a Natureza e, a tranquilidade refrescante que se liberta do intenso verde em volta. É a almofada para recuperar o sono e recompor o corpo, para a semana que está prestes a iniciar-se.
Já sentia saudades de libertar o corpo já dormente de emoções. Ancorado em quatro paredes, refazendo-se do cansaço diário.
E nada melhor que descobrir um beco bem por baixo da autoestrada. Depois de cinco rotundas que ainda nos baralharam. E lá descobrimos, não muito longe da porta, um local para abanar a carapaça.
Claro, que a noite voou num ápice e, já a tarde se iniciava, quando despertei
para  acalmar o estômago e recomeçar as tarefas diárias.
Isto é uma calma termal!
Não se ouve um rugido. Não se ouve uma voz!
Os meus ouvidos rejubilam de contentamento, com o sossego que absorvem. Depois de dias ininterruptos, a rebentar pelas costuras, com o enorme aumento, de decibéis que o dia laboral é infelizmente fértil.
Agora o dia está a atingir o apogeu da sua liderança.
E antes que a noite se aproxime, e me lembre que bem cedo tenho que pôr os pés ao caminho. Há que recolher os meus pertences, porque já amanhã irei viver para a cidade. E só os olhos, irão recordar, a Natureza que me acompanhou durante um mês.





sábado, 8 de abril de 2017

Testemunhas de um caga Lume





A noite estava fresca!
Quatro graus, para refrescar as intenções e procurar o local quente das diversões.
Caminhava pela praça, já com as esplanadas recolhidas e o pessoal a procurar, o quente dos bares atulhados de gente, ávida para se entregarem, aos desejos que cada um tinha em mente.
Entrei num bar de estilo brasileiro, com o Cristo Rei como bandeira. Bordado nas camisas brancas dos barmans, que se esfalfavam como baratas tontas, a satisfazer a secura dos eufóricos presentes.
Antes tinha passado pelas tapas espanholas, onde dei corda ao consolo das vistas. E um colorido à conversa, visto ter encontrado duas chicas esbeltas.
Pelo meio lá estava a polícia, a apaziguar as diabruras de meia dúzia de jovens, que se tinham enfrascado, nas bebidas espirituosas.
E como o tempo é vasto. Com as horas embrulhadas na tertúlia do passar da madrugada. Dei comigo a fazer um balanço da semana e, a matutar no amor quase louco, que alguém que conheço, absorve como se fosse o único motivo para viverem na esfera terrestre.
Fazem dele (o amor), como a salvação de estarem vivos!
“E só ele amortiza a dor da ausência”. Justifica um, já de malas feitas para uns dias, ao pé da sua deusa amada.
E, uma dádiva de Deus depois de dias infinitos “ em enganos e traições”.
Vinca outra, tão evidente, para justificar a culpa na mente, mas que ficará permanentemente presente.
Mas como diz um, habituado à dureza de uma vida, entre a distância de longos meses, e a reduzida permanência num lar, onde os afetos são a lavoura diária e as rugas bem visíveis: “O amor é como a erva, vem a vaca e come-a”!
E foi neste sentimento tão antagónico como evidente, que regressei pela mesma calçada que cheguei.
Agora vazia e com o frio mais denso, procurando os mesmos trilhos e deparo com esta maravilha!
Bordada com fios de lá. Presa ao poste, bem juntinha à praça de táxis.
Apeteceu-me regressar nela, pela calada da noite.
Pedalando pela estrada, onde a floresta fechava, o que já tinha percorrido.
 E só os esquivos animais. Que procuravam o alimento, seriam as testemunhas de um caga-lume, pedalando como um louco, procurando o seu destino.

sábado, 1 de abril de 2017

A ausência é uma Carência




A carência é uma exigência, quando se está só!
Fui só dar uma volta, serpenteando a encosta que me afasta da casa onde vivo, duzentos metros mais acima e conhecer uma nova cidade.
Como trabalhei todo o dia, estava cansado. Não deu para conhecer a noite.
Mas deu para sentir a cidade e meditar como este povo vive e pensa como deve gozar o fim-de-semana.
É uma cidade farta de comércio com preços exorbitantes, a espalhar a força económica que a Alemanha possui.
 Dependências bancárias ao virar de cada esquina. Sintoma que descrevem a força deste país.
 Restaurantes com esplanadas, para colorir o início da noite. Repletas de um povo ansioso, que mais logo o desejo e a alegria, façam parte da noite prometida.
E claro, os bares!
Local de folguedo para despachar a noite. Abrindo o clarear do dia, dando lugar, onde todos se escapam para o descanso. Uns só e desamparados. Outros, amparados em promessas de caricias diversas.
Hoje tudo é supérfluo!
O amor deu lugar ao fulgor.
Onde tudo se resumo a uns copos e umas quecas.
E eu que adorava a sedução e o bater rapidamente do coração!
A saudade a apertar e os sonhos a comandar os dias, de permanência na terrinha.
Adorava que o meu corpo assim respirasse. E se assim fosse, tudo conquistava em graciosas emoções!
A química da conquista desvanece-se, porque o amor não é sexo!
Não são dias felizes, só porque se tem dinheiro para os ter.
Hoje ninguém quer sentir a ausência e esperar com amor a ansiosa presença!
A ausência é uma carência. E ninguém está de braços abertos, para aliviar a exigência de estar só!
Será que estou a ficar velho para estas andanças?
Ou esperar, que surja um desafio, fruto da idade e despertar sentimentos a quem os julga, enterrados nos escombros, de anos de sofrimento.

quinta-feira, 30 de março de 2017

Se vissem agora os nossos Rostos




Ainda bem que estamos longe.
E não ligamos ao maluco que esculpiu o busto do Ronaldo.
Se fossem os nossos, passados quinze dias de batalhar no betão pré-fabricado
Era um há meu Deus? Que se passa com eles?
Um tem um obsesso do tamanho de uma ameixa.
Foi-se o chumbo, abrindo uma cratera de armazenar a bucha.
Outro, pinga pelo nariz como velas a iluminar moribundos.
Já não bastam as mangas das vestes marcadas pelo escuro do ferro. Salpica o rosto de mesclas amarelas.
O mais louco, morre de amores pelos cantos.
E tem medo, que lhe juntem os trapos se, não voar rapidamente para os braços da Julieta desesperada.
O resistente às intempéries do tempo, vive a domar animais de quatro patas.
Deu-lhe nomes de imperadores que perduram na história e, é vê-lo, a saudar o Nero e a Vitória!
Por último, o que se mantém fiel ao que julga ser o rumo da vida!
Muda de país mas não muda a mobília e carrega consigo a mochila da equipa.
Olha por todos e tem mais olhos, mesmo com abundante barriga.
Faz as contas de cada dia e dorme aconchegado, com duas almofadas para não perder o consolo dos recentes dias.
E é isto a nossa vida!
Cada dia é uma batalha vencida e só pedimos que a guerra nunca termine.
E que nos vá dando umas férias, em voos ansiosos para chegar à terra prometida.