sábado, 22 de abril de 2017

Amadurecemos as nossas Escolhas



De paixão em paixão, amadurecemos as nossas escolhas!
De início, agutilhamo-nos a elas como se o mundo terminasse no dia seguinte e vivemos um conto de fadas que nos embala, em muitos casos, para lá da realidade.
Nada mais existe na nossa vida, do que a maravilha da paixão descoberta!
O nosso rosto, vinca a felicidade num sorriso largo e no olhar faiscado.
O nosso corpo, transpira as emoções vividas minuto a minuto, ainda sentindo o toque da pele macia e, as contracções da paixão vivida.
O nosso pensamento deseja, que o tempo galgue as tarefas diárias. Para juntar dois seres sedentos de um louco fim de noite. Onde as estrelas são as testemunhas e as guardiãs, de uma paixão sem amarras.


terça-feira, 18 de abril de 2017

Da noite para o Dia



Fui ontem à varanda e, olhei o verde que me envolve!
Hoje fui à varanda!
E olhei o branco, que mudou o verde que me envolvia.
Do verde ao branco, vai uma Primavera que se deixou apanhar, pelo frio e neve do Inverno
Amanhã será outro dia. E anuncia-se, um sem fim de branco, que vai durar uns dias!

domingo, 16 de abril de 2017

Ainda é a fé que conduz a Humanidade.





Olho da varanda, num dia especial, onde a Ressurreição de Cristo é há mais de dois mil anos, anunciada. A montanha tão perto de mim, que se desabasse, iria certamente me engolir.
É enorme! 
Num pico gigantesco, onde nem o mais adaptado animal conseguiria chegar ao cimo.
E do seu cume à minha casa, a distância é tão curta que, se desintegrasse. Cobriria de pedregulhos e faria desaparecer em segundos, as casas que a percorrem em quilómetros sem fim. E a estrada por onde me guio todos os dias.
É de uma estrondosa beleza esta montanha criada pela Natureza.
Já descobri que a serpenteia uma estrada onde o homem criou a segurança para descobrir o seu final.
Até meio, a estrada que abriu as entranhas da montanha. Oferece a extraordinária beleza de presenciar uma vista maravilhosa, onde o homem criou os alicerces de se multiplicar e viver.
Depois para chegar ao seu cimo, ainda não descobri. Mas na parte mais ampla do seu cume, existe um edifício bem visível, que para lá existir. Alguém teve que carregar os materiais por caminhos que os lá fizeram chegar.
Será o meu ponto de encontro nos fins-de-semana, que cá passarei até regressar ao meu país.
Hoje está um dia frio e chuvoso. E nem lá para fora posso sair.
Anuncia-se neve para os altos e dá a sensação, de ter regressado o Inverno.
Já dormi mais que o habitual. Passo a tarde a mordiscar guloseimas e a beber umas cervejas.
A dona da casa, ofereceu-nos uma dúzia de ovos de Páscoa. Pintados por ela e com uma dedicatória ao dia, em português bem legível.
Foi a primeira Páscoa que passei fora do meu País.
 Mas como Cristo está em toda a parte, aqui bem perto na capela da herdade. Fui agradecer e eu próprio reconhecer. Que o seu sofrimento, ainda é a fé que conduz a humanidade.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Da ressureição à Aleluia





Cristo arrastou a cruz até ao Calvário, oferecendo-nos a fé sem limites!
A Páscoa simboliza, o recolhimento perante a dor e o sofrimento.
Para atingir o apogeu, na Aleluia da ressurreição.
Mesmo longe, recolho-me em alguém que há mais de dois mil anos, deu a vida por todos nós.
Fortificando a minha fé, para derrubar as montanhas pedregosas que, impedem a minha caminhada.
Santa Páscoa para todos!

domingo, 9 de abril de 2017

Não se ouve um rugido. Não se ouve uma Voz





Depois de uma noite, onde as estrelas brilharam no firmamento de enfeites e fumo constante. Que punham a delirar quem se divertia em poucos metros quadrados, acotovelados para um pé de dança e já no final, descarregar o muito álcool em acrobacias exageradas.
Curtir este dia maravilhoso, olhando a Natureza e, a tranquilidade refrescante que se liberta do intenso verde em volta. É a almofada para recuperar o sono e recompor o corpo, para a semana que está prestes a iniciar-se.
Já sentia saudades de libertar o corpo já dormente de emoções. Ancorado em quatro paredes, refazendo-se do cansaço diário.
E nada melhor que descobrir um beco bem por baixo da autoestrada. Depois de cinco rotundas que ainda nos baralharam. E lá descobrimos, não muito longe da porta, um local para abanar a carapaça.
Claro, que a noite voou num ápice e, já a tarde se iniciava, quando despertei
para  acalmar o estômago e recomeçar as tarefas diárias.
Isto é uma calma termal!
Não se ouve um rugido. Não se ouve uma voz!
Os meus ouvidos rejubilam de contentamento, com o sossego que absorvem. Depois de dias ininterruptos, a rebentar pelas costuras, com o enorme aumento, de decibéis que o dia laboral é infelizmente fértil.
Agora o dia está a atingir o apogeu da sua liderança.
E antes que a noite se aproxime, e me lembre que bem cedo tenho que pôr os pés ao caminho. Há que recolher os meus pertences, porque já amanhã irei viver para a cidade. E só os olhos, irão recordar, a Natureza que me acompanhou durante um mês.





sábado, 8 de abril de 2017

Testemunhas de um caga Lume





A noite estava fresca!
Quatro graus, para refrescar as intenções e procurar o local quente das diversões.
Caminhava pela praça, já com as esplanadas recolhidas e o pessoal a procurar, o quente dos bares atulhados de gente, ávida para se entregarem, aos desejos que cada um tinha em mente.
Entrei num bar de estilo brasileiro, com o Cristo Rei como bandeira. Bordado nas camisas brancas dos barmans, que se esfalfavam como baratas tontas, a satisfazer a secura dos eufóricos presentes.
Antes tinha passado pelas tapas espanholas, onde dei corda ao consolo das vistas. E um colorido à conversa, visto ter encontrado duas chicas esbeltas.
Pelo meio lá estava a polícia, a apaziguar as diabruras de meia dúzia de jovens, que se tinham enfrascado, nas bebidas espirituosas.
E como o tempo é vasto. Com as horas embrulhadas na tertúlia do passar da madrugada. Dei comigo a fazer um balanço da semana e, a matutar no amor quase louco, que alguém que conheço, absorve como se fosse o único motivo para viverem na esfera terrestre.
Fazem dele (o amor), como a salvação de estarem vivos!
“E só ele amortiza a dor da ausência”. Justifica um, já de malas feitas para uns dias, ao pé da sua deusa amada.
E, uma dádiva de Deus depois de dias infinitos “ em enganos e traições”.
Vinca outra, tão evidente, para justificar a culpa na mente, mas que ficará permanentemente presente.
Mas como diz um, habituado à dureza de uma vida, entre a distância de longos meses, e a reduzida permanência num lar, onde os afetos são a lavoura diária e as rugas bem visíveis: “O amor é como a erva, vem a vaca e come-a”!
E foi neste sentimento tão antagónico como evidente, que regressei pela mesma calçada que cheguei.
Agora vazia e com o frio mais denso, procurando os mesmos trilhos e deparo com esta maravilha!
Bordada com fios de lá. Presa ao poste, bem juntinha à praça de táxis.
Apeteceu-me regressar nela, pela calada da noite.
Pedalando pela estrada, onde a floresta fechava, o que já tinha percorrido.
 E só os esquivos animais. Que procuravam o alimento, seriam as testemunhas de um caga-lume, pedalando como um louco, procurando o seu destino.