domingo, 23 de abril de 2017

Os Cisnes





Depois de uma noite a viver as emoções do clássico, que nos vai valer o tetra. E de dar uma saltada, às vibrações musicais e olhares desejosos. Numa plateia recheada de gente ainda com cara de miúdos, mas que bebem ainda mais, que os graúdos.
Nada melhor que, dar uma longa caminhada para limpar o corpo das longas horas a inspirar o ambiente poluído e sossegar a mente de desejos proibidos.
Foram duas horas num vai e vem a contemplar a beleza de simples pedaços de terra, onde um regato não mais largo que três metros, se enche de peixes de mais de um palmo e tão perto de um anzol para acabar no forno.
Mas aqui a pesca é proibida!
Mais uns passos e sempre a pensar no peixe tão fácil de apanhar. Tenho o enorme prazer de ver, e de tão perto, um casal de cisnes!
Ela ao longe, num alto onde termina um pequeno braço do rio, dividido por um areal farto de restos de ramos de árvores. Bem encutinhada no seu ninho, mais parecendo um amontoadinho de uma laje branca.
Ele, vigiando a área e chegando-se à margem para que alguém lhe lance uma bucha. Já habituado a este, nada custoso, arranjar comida.
É uma zona maravilhosa e protegida!
Por onde caminhamos, seguimos o regato.
Depois o regato leva-nos de encontro ao pantanal onde fizeram dele o seu habitat: os cisnes, os patos as galinhas de água e sei lá quantas mais aves. Não esquecendo as várias espécies de insectos que por lá voam.
Um quilómetro depois, o regato junta-se a um pequeno rio bem dentro da folhagem densa que vem das montanhas do outro lado.  
Depois toda essa água vai de encontro ao rio que atravessa a cidade. E nem mesmo a barragem, que também fica bem próximo, o impede de seguir o seu longo e necessário caminho.

sábado, 22 de abril de 2017

Amadurecemos as nossas Escolhas



De paixão em paixão, amadurecemos as nossas escolhas!
De início, agutilhamo-nos a elas como se o mundo terminasse no dia seguinte e vivemos um conto de fadas que nos embala, em muitos casos, para lá da realidade.
Nada mais existe na nossa vida, do que a maravilha da paixão descoberta!
O nosso rosto, vinca a felicidade num sorriso largo e no olhar faiscado.
O nosso corpo, transpira as emoções vividas minuto a minuto, ainda sentindo o toque da pele macia e, as contracções da paixão vivida.
O nosso pensamento deseja, que o tempo galgue as tarefas diárias. Para juntar dois seres sedentos de um louco fim de noite. Onde as estrelas são as testemunhas e as guardiãs, de uma paixão sem amarras.


terça-feira, 18 de abril de 2017

Da noite para o Dia



Fui ontem à varanda e, olhei o verde que me envolve!
Hoje fui à varanda!
E olhei o branco, que mudou o verde que me envolvia.
Do verde ao branco, vai uma Primavera que se deixou apanhar, pelo frio e neve do Inverno
Amanhã será outro dia. E anuncia-se, um sem fim de branco, que vai durar uns dias!

domingo, 16 de abril de 2017

Ainda é a fé que conduz a Humanidade.





Olho da varanda, num dia especial, onde a Ressurreição de Cristo é há mais de dois mil anos, anunciada. A montanha tão perto de mim, que se desabasse, iria certamente me engolir.
É enorme! 
Num pico gigantesco, onde nem o mais adaptado animal conseguiria chegar ao cimo.
E do seu cume à minha casa, a distância é tão curta que, se desintegrasse. Cobriria de pedregulhos e faria desaparecer em segundos, as casas que a percorrem em quilómetros sem fim. E a estrada por onde me guio todos os dias.
É de uma estrondosa beleza esta montanha criada pela Natureza.
Já descobri que a serpenteia uma estrada onde o homem criou a segurança para descobrir o seu final.
Até meio, a estrada que abriu as entranhas da montanha. Oferece a extraordinária beleza de presenciar uma vista maravilhosa, onde o homem criou os alicerces de se multiplicar e viver.
Depois para chegar ao seu cimo, ainda não descobri. Mas na parte mais ampla do seu cume, existe um edifício bem visível, que para lá existir. Alguém teve que carregar os materiais por caminhos que os lá fizeram chegar.
Será o meu ponto de encontro nos fins-de-semana, que cá passarei até regressar ao meu país.
Hoje está um dia frio e chuvoso. E nem lá para fora posso sair.
Anuncia-se neve para os altos e dá a sensação, de ter regressado o Inverno.
Já dormi mais que o habitual. Passo a tarde a mordiscar guloseimas e a beber umas cervejas.
A dona da casa, ofereceu-nos uma dúzia de ovos de Páscoa. Pintados por ela e com uma dedicatória ao dia, em português bem legível.
Foi a primeira Páscoa que passei fora do meu País.
 Mas como Cristo está em toda a parte, aqui bem perto na capela da herdade. Fui agradecer e eu próprio reconhecer. Que o seu sofrimento, ainda é a fé que conduz a humanidade.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Da ressureição à Aleluia





Cristo arrastou a cruz até ao Calvário, oferecendo-nos a fé sem limites!
A Páscoa simboliza, o recolhimento perante a dor e o sofrimento.
Para atingir o apogeu, na Aleluia da ressurreição.
Mesmo longe, recolho-me em alguém que há mais de dois mil anos, deu a vida por todos nós.
Fortificando a minha fé, para derrubar as montanhas pedregosas que, impedem a minha caminhada.
Santa Páscoa para todos!

domingo, 9 de abril de 2017

Não se ouve um rugido. Não se ouve uma Voz





Depois de uma noite, onde as estrelas brilharam no firmamento de enfeites e fumo constante. Que punham a delirar quem se divertia em poucos metros quadrados, acotovelados para um pé de dança e já no final, descarregar o muito álcool em acrobacias exageradas.
Curtir este dia maravilhoso, olhando a Natureza e, a tranquilidade refrescante que se liberta do intenso verde em volta. É a almofada para recuperar o sono e recompor o corpo, para a semana que está prestes a iniciar-se.
Já sentia saudades de libertar o corpo já dormente de emoções. Ancorado em quatro paredes, refazendo-se do cansaço diário.
E nada melhor que descobrir um beco bem por baixo da autoestrada. Depois de cinco rotundas que ainda nos baralharam. E lá descobrimos, não muito longe da porta, um local para abanar a carapaça.
Claro, que a noite voou num ápice e, já a tarde se iniciava, quando despertei
para  acalmar o estômago e recomeçar as tarefas diárias.
Isto é uma calma termal!
Não se ouve um rugido. Não se ouve uma voz!
Os meus ouvidos rejubilam de contentamento, com o sossego que absorvem. Depois de dias ininterruptos, a rebentar pelas costuras, com o enorme aumento, de decibéis que o dia laboral é infelizmente fértil.
Agora o dia está a atingir o apogeu da sua liderança.
E antes que a noite se aproxime, e me lembre que bem cedo tenho que pôr os pés ao caminho. Há que recolher os meus pertences, porque já amanhã irei viver para a cidade. E só os olhos, irão recordar, a Natureza que me acompanhou durante um mês.